Notas iniciais
Capítulo pequeno, mas é capítulo!

Capítulo 38

Sasuke

Assim que terminei meu trabalho e depois de aproveitar manhã de natal com Sakura, tive que ir para casa urgentemente, minha mãe estava lá e pelo o que senti em seu tom de voz pelo telefone algo deve ter ocorrido.

–Ainda bem que chegou! – ela abriu a porta da minha casa assim que sai do carro, me abraçou com força – Preciso que venha comigo.

–Claro, assim pode me explicar o que houve.

–Não, Sasuke. Preciso que venha comigo para Londres. – entramos em casa e nos sentamos – Seu pai, ele tem alguma coisa estranha. E não aceita ser examinado por mais ninguém.

–O que? Ele esta aonde?

–No hospital de Londres, na nossa filial lá, mas ele esta muito mau. – minha mãe tinha lágrimas escorrendo pelo seu rosto – Ele fica apenas sentado na poltrona, olhando para a neve, não diz nada além do seu nome...

–Calma, mãe. – fiquei de joelhos na sua frente – Eu vou para lá imediatamente.

Ouvi passos, olhei para a porta e Sakura entrava acompanhada de Itachi que nem reparará no clima tenso da sala devido a ressaca que está. Sakura sorriu forçado para mim, não sabia o quanto ela tinha ouvido, mas precisávamos conversar.

–Venha Itachi. – minha mãe foi levando Itachi para a cozinha.

Fiquei em pé, peguei na mão de Sakura a levando para meu quarto, assim que os degraus terminaram entramos no meu ressinto e a fiz se sentar na minha cama, ela estava quieta apenas sorrindo levemente.

–Eu vou para Londres. – disse a vendo concordar.

–Está bem! Falo com Tsunade e vamos quando você quiser.

–Não Sakura, eu vou sozinho. – ela deixou o sorriso morrer – O caso agora é com meu pai, ele tem alguma coisa estranha e só aceita ser examinado por mim.

–Oh! Mas eu posso lhe ajudar, Sasuke.

–Não Sakura, dessa vez eu tenho que estar focado apenas neste caso, sem distrações.

–Distrações? – ela me olhou diferente – Eu sou uma distração Sasuke?

–Sakura. – me aproximei mais dela – Não é uma distração, mas agora estamos falando do meu pai.

–Entendo. – ela disse séria ficando em pé e indo em direção da porta – Cuide bem dele. – e saiu do quarto.

Suspirei fundo.

Seria um imbecil se não percebesse que Sakura ficou magoada em não poder ir comigo e talvez eu tenha usado as palavras erradas com ela, mas é meu pai que precisa de mim agora.

Suspirei mais uma vez e me virei para o guarda-roupa...

Sakura

Me atirei na cama gritando no meu travesseiro para não sair tanto o som.

–Adorei o sininho... – me virei vendo Deidara na minha porta – Usando uma técnica de relaxamento?

–Deidara, estou sem saco para você!!! – sai da cama fechando a porta na cara dele.

Não tenho que suportar isto! Não agora que o Uchiha vai para longe de mim, não sei por quanto tempo ele vai ficar longe porque nem dei tempo de perguntar tamanha raiva que estava dentro de mim.

Mas eu também sou uma idiota, afinal é o papai do Sasuke que precisa dele...

Ouvi a porta do meu quarto sendo aberta, vi Sasuke abrindo a boca, corri até ele lhe beijando:

–Desculpa, sou uma imbecil e sei que você fará de tudo para seu pai ficar bem. – lhe dei um grande sorriso o vendo ficar mais aliviado, vi do lado de fora do quarto duas malas – Isso é um adeus?

–Não, até logo se encaixa melhor. – ele me deu um beijo demorado – Te vejo logo.

O vi passar pelo corredor e descer as escadas, não tinha como o levar até a porta, pois não sei se meu coração de adolescente apaixonada iria aguentar. Fiquei então olhando tudo pela janela, tia Mikoto entrou no carro enquanto Sasuke colocava as malas no porta-malas com a ajuda de Itachi, eles se abraçaram e sorriram um para o outro, na porta do carro Deidara abriu a porta para Sasuke entrar sorrindo, fechou e olhou para minha janela com um sorriso malicioso.

–Volta logo Sasuke...

Três dias depois...

Olhei por todo corredor, nenhum ser loiro detectado.

Desde que Sasuke viajou eu tenho que fazer toda uma operação secreta para sair do meu quarto e ir tomar café sem que Deidara surgisse me bulinando. Dessa vez parecia que eu ia conseguir sair sem perder minha paciência, sai do quarto toda vestidinha para trabalhar e descia as escadas, todo som que ouvia era uma encolhida.

–Ufa... – soltei o ar assim que entrei na cozinha.

–Café querida? – me assustei com Deidara atrás de mim com seu café.

–Para de me chamar de querida e outra coisa! Me deixa em paz! – gritei saindo da cozinha, mais um dia sem café...

–Sabe, uma hora ou outra você vai cair nos meus braços... – ele disse tão certo que me deu vontade rir.

–Estou atrapalhando? – olhamos para Itachi na porta – Quer carona Sakura? – assenti correndo atrás dele, entramos no carro, mas Itachi não deu sequer partida.

–Itachi, assim vamos nos atrasar...

–O que está acontecendo entre você e Deidara, Sakura?

O que?! Para o mundo que eu quero descer! O loiro psico lá vem me assediar e o Itachi vem perguntar pra mim o que está acontecendo? Meu irmão, não tá vendo que eu sou a vítima?!

Notas finais
Então, Sasuke longe, Deidara perto... Sakura sem cinto de castidade...