Notas iniciais
Como sou do tipo sentimental, quando estou muito alegre escrevo e quando estou com muita raiva também escrevo. Sentimento de hoje: RAIVA!!! :S

Capítulo 39

Sasuke

Saí do quarto onde meu pai estava, as pessoas que passavam a todo momento pelo corredor pareciam não se importar com o que havia em sua volta, acho que isso me fazia sentir falta do Hospital de Tóquio que apesar das loucuras todos se importam um com o outro...

–Ainda aqui, Doutor Uchiha? – perguntava Anko com seu bloco de notas em mãos.

–Não saírem daqui até meu pai estar bem. – disse lhe dando as costas.

–Entendo. –ela me seguia – Mas ainda é humano, precisa descansar. Assim sua mente agirá melhor e não lhe vi comer desde que chegou...

–Não se preocupe! – minha mãe surgiu na nossa frente – Eu faço esse menino comer a todo instante. – minha mãe nem sorriu para a morena que desde que cheguei aqui não me deixou sozinho um instante sequer.

–Não duvido disso senhora Mikoto, mas acho que Sasuke iria gostar de sair um pouco daqui. Quem sabe um restaurante? – Anko perguntou me encarando.

Mas antes que eu pudesse responder vi minha secretaria temporária, Arashi me chamar. A segui até minha sala, também temporária, deixando aquelas duas se resolverem. Era uma chamada de vídeo de Itachi.

–Olá. – me sentei em frente do notebook ouvindo a porta ser fechada.

–Como está nosso pai? – pelo fundo da imagem pude ver que ele estava no hospital.

–Ainda no mesmo estado que lhe encontrei. Não é nada físico, os exames já comprovaram.

–E jamais seria, nosso pai sempre foi muito forte. – isso eu tinha que concordar.

–Será feito alguns exames psicológicos sob minha observação, mas não tenho certeza que dará resultados conclusivos. – disse suspirando – Sinto que ele sabe o que tem, mas não quer nos falar.

–Todos sabem que você vai descobrir o que ele tem e vai resolver, Sasuke. – Itachi sorriu me fazendo ficar um pouco mais confiante.

–Mas como as coisas estão no hospital? Como está a Sakura? – ele fez uma careta que me fez cerrar os olhos.

–Bem, no hospital está a mesma correria de sempre, um pouco pior sem você. O Naruto disse que é ele que manda quando você não está e Tsunade não gostou nada disso.

–E a Sakura? – ele olhou em volta – Itachi.

–Não quero fazer intrigas, mas vejo ela muito com o Deidara.

–E o que tem isto? Sakura gosta de fazer amizades, deve estar querendo ser amiga dele. – Itachi fez uma careta – Não é porque você não confia nas mulheres que eu também não devo confiar.

–Eu não disse nada. Esqueça o que eu disse dela e do Deidara, mas se sentir dores de cabeça... – o olhei com raiva – Tome um remedinho. Tchau!

Ele desligou me deixando ali, se a pretensão dele era me deixar com duvidas sobre Sakura, sinto muito em dizer que não deu certo. Eu confio nela.

Dois dias depois...

Sakura

–Obrigada por me ajudar com os papeis, Sakura. – agradecia Ino já saindo da minha sala.

–Da próxima vez não fique tempo demais dando amasso no loiro! Trabalhe um pouco! – gritei a vendo por a cabeça de volta em minha sala.

–Nem vem, Sakura! Só se tornou a dona responsável porque o Sasuke esta longe que eu sei! – ela mostrou a língua e saiu da minha sala.

Ela tinha razão, eu estava bem mais responsável, mais normal desde que o Sasuke tinha partido e com nossa comunicação as coisas só iam mudando. Eu não sei o que acontece, quando eu tenho tempo para falar com ele, ele esta ocupado e assim acontecia também o contrario.

–Vamos almoçar? – o loiro perguntava entrando em minha sala.

–Vamos.

Tsunade havia me obrigado a ter algumas consultas com Deidara já que o mesmo dividia o mesmo teto que eu, temporariamente. E nisso acabamos nos aproximando um pouco, descobrimos termos algumas coisas em comum e era até divertido falar com ele.

–Podemos ir num restaurante novo que abriu aqui perto... – disse me dando passagem, as pessoas nos olhavam, sempre éramos alvos de comentários malvados, mas ninguém acredita que um homem e uma mulher podem ser só amigos?

–Está bem, mas vê se paga toda a conta dessa vez. – lhe encarei séria entrando no elevador.

–Achei que as mulheres quisessem direitos iguais, pagar a conta do almoço/jantar está incluído nisso.

–Pode me excluir deste grupo de mulheres, estou feliz em encher a barriga e você pagar. – o elevador parou e saímos para fora do hospital – E aonde fica este restaurante mesmo?

–Ali! – ele apontou para o outro lado da rua.

–Ele não é novo! Ele sempre esteve ai! – entramos no restaurante – Eles só mudaram a cor das cortinas, Deidara.

–Devemos comemorar isto por eles. – ele se sentou e eu fiz o mesmo até que senti meu celular vibrar – Alô?

Sakura...

Sasuke?! – sorri mordendo meus lábios em seguida – Até que enfim conseguimos nos falar! Estou morrendo de saudades!

–Eu também estou...

–Então Sakura, o que vai pedir? – perguntou Deidara.

Está com alguém?

–Deidara, estamos almoçando no restaurante em frente do hospital.

–Pensei que vocês se odiassem.

–Deidara é um chato quase sempre, mas tem momento divertidos.

–Sei que me ama, Sakura! – disse Deidara rindo.

–Melhor não atrapalhar o almoço de vocês.

–Sasuke... – era tarde, ele havia desligado.

–Algum problema, querida? – Deidara segurou minha mão sobre a mesa.

–Espero que não...

Sasuke

–Droga! – gritei jogando o celular na parede.

–Sasuke? Estpa tudo bem? – entrou Anko perguntou entrando em minha sala.

–Está. – respondi seco a encarando.

–Mas não parece...

–Não é problema seu.

–Calma, Sasuke. Só fiquei preocupada... – suspirei fundo indo até ela.

–Desculpe, estou nervoso com o estado de meu pai. – ela sorriu tocando em meu peito – Anko, melhor deixar claro uma coisa. Eu não irei me envolver de jeito algum com você.

Saí da minha sala seguindo para o corredor, entrei no quarto onde meu pai estava sentado olhando Londres pela janela, como fazia todos os dias. Minha mãe estava atrás de si, abraçava ele sorrindo, como se pudesse passar suas energias para ele com simples ato.

–Mãe, preciso que saía. – ela me deu atenção saindo de perto de meu pai.

–Sasuke, você não está nada bem. Acho que por hoje não deve fazer nenhum exame com seu pai... –ela dizia calma.

–Porque não? Pra mim ter que ficar mais tempo em Londres? Deixar minha vida em Tóquio por causa de um homem que me jugava e mesmo assim eu tinha que ama-lo por ser meu pai?! Estou cansado disso! – gritei vendo o rosto de minha mãe ganhar uma expressão de medo, lágrimas escorriam de seus olhos.

–Como tem coragem de falar algo assim, Sasuke? Seu pai esta mal...

–Ele tem razão. – olhamos para meu pai que se pronunciava – Peço perdão, Sasuke.

Notas finais
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