Doubtful Fate
16 Capítulo 15 - If she sees how much I'm hurted
Notas iniciais
A música de hoje é do The Script com Nothing (lindoos *-*)
http://www.youtube.com/watch?v=zIa4xKHQB_k
Boa leitura =)
Capítulo 15 — If she sees how much I'm hurted
POV Klaus
As linhas de meus lábios encaixavam-se perfeitamente aos dela. Minha mente vagava por qualquer lugar no mundo melhor que estar ali, mas não existia. Meus braços apertavam- na fortemente contra meu peito. Eu tinha medo que ela saísse dali, do lugar onde pertencia. Passei minha mão sobre seu macio cabelo, sentindo os flocos de neves que pairavam sobre nós. Seu coração era acelerado e por um momento pensei em parar, ela podia sofrer mais algum ataque, mas minhas forças eram perdidas, eu não a largaria. Conseguia ouvir Liam brigar com Damon do lado de dentro da casa. Ele queria sair e tentar tirá-la de mim. Era melhor Damon segurá-lo lá dentro, eu mataria quem nos atrapalhasse. Resolvi ‘fechar’ meus ouvidos, trancar meus pensamentos apenas ali, nela. Senti uma lágrima escorrer por seu rosto e imediatamente me afastei, porderia tê-la machucado.
–O que há? – Perguntei confuso, fitando aqueles maravilhosos olhos verdes cheios de água.
–Nada. – Ela respondeu forçando um sorriso. – Só não posso fazer isso.
–Por quê? Há minutos disse o contrário. – Eu não conseguia entender o que passava pela cabeça da Sara.
–Porque não posso permitir meu coração nenhuma esperança para nada. – Suas palavras saíram cortando o próprio lábio. Me encolhi com sua declaração. – Você vem, confunde minha cabeça, e depois vai embora, partindo meu coração. Não posso mais lidar com isso, Klaus.
–Mas Sara… — Minha voz saiu pela primeira vez fraca.
–Não. – Ela disse cortando-me. – Tem que me deixar ir ou…
–Ou tê-la para sempre. – Terminei a frase imaginando se realmente acontecesse.
–Exato. – Ela respondeu abaixando a cabeça. O vento batia fortemente em seu cabelo, fazendo-o voar de maneira graciosa. Coloquei minhas mãos em seu rosto, trazendo-o para mim.
–Eu disse que enfrentaria quem fosse preciso. – Falei confiante. – E irei cumprir com minha promessa.
–E o que isso quer dizer? – Sua voz saiu rouca mas ainda assim, linda.
–Que lidarei com últimos assuntos e voltarei. – Respondi sussurrando. – Para nunca mais partir.
–Eu tenho medo de ‘seus assuntos’. – Sara sussurrou. – Não se machuque.
–Não irei e por favor tente não se matar. – Falei ironicamente.
–Isso não posso prometer. – Seu sorriso saiu leve. Peguei um pequeno saquinho azul aveludado de meu casaco, colocando-o em sua mão. – O que é isso?
–Feliz Natal. – Respondi dando um meio sorriso. – Feche os olhos. – Ela automaticamente os fechou e levei meus lábios a sua testa, dando um último beijo. Sem olhar para trás, fui embora antes que ela os abrisse. Não podia olhá-la novamente, eu perderia qualquer convicção ainda presente em minha cabeça.
POV Sara
Abri meus olhos e como esperado, ele havia partido novamente, meu coração era tristeza e felicidade. Abri o pequeno saquinho, tirando de lá um colar com pequeno pingente em ouro branco no formato de uma linda estrela. Suas pontas continham pequenos diamantes e “my salvation” estava gravado. Era perfeito. Lágrimas escorriam por meus olhos, fazendo-me apertar o pingente contra meu coração, sentindo-o ali.
–Eu disse que uma hora daria certo. – Damon sussurrou em meu ouvido, fazendo-me pular de susto.
–Damon… — Minha voz falhou e imediatamente ele me abraçou. Minhas lágrimas molhavam sua camisa, mas ele parecia não se importar.
–Ele vai voltar. – Ele disse confortando-me. – Te ama demais para não voltar.
–Não sei…ainda não consigo acreditar. — Minha voz saiu novamente rouca.
–Eu consigo. – Damon lentamente saiu do abraço, pegando o pingente em minha mão. – Precisa de mais?
–Um presente não significa amor, Damon. – Me encolhi com minha palavras.
–Um presente não, mas um presente assim… — Ele balançou delicadamente o objeto, lembrando-me de como era lindo. – Ele é Klaus, entenda isso. Nunca será fácil demostrar amor para aquele ser, é difícil para mim, imagina para ele. Ele se importa com você.
–Acho que sim. – Abaixei minha cabeça, corando com a declaração. Damon riu.
–É melhor ver como está seu amiguinho Liam, estava louco lá dentro. Não queria de jeito nenhum te deixar aqui com Klaus. – Damon disse, e finalmente percebi que havia esquecido Liam lá dentro.
–Não sei se tenho cabeça para qualquer sermão. – Olhei pra a janela e os olhos de Liam pareciam conter algumas reprimidas lágrimas. – Que Natal.
–Que Natal. – Damon repetiu balançando a cabeça. – Nada conosco é normal, mas vai dizer que passar o seu Natal com alguns vampiros, lobisomem, e todos os tipos de criaturas sobrenaturais não é o melhor? – Assenti rindo. Como ele dissera, nada era normal, e por esse motivo, era incrível. – É melhor entrarmos.
–Sim. Está muito frio aqui fora. – Rapidamente, voltamos para dentro de casa e vimos Elena ali na porta, com a mão no coração.
– O que há? – Damon perguntou preocupado.
–Comigo nada…já com ele. – Elena gesticulou para Liam sentado no sofá ao lado de Tyler e Jeremy. Seus olhos vieram aos meus e senti meu coração apertar ao vê-lo assim. Seu rosto era pura tristeza. Andei em sua direção sem hesitar.
–Posso falar com você? – Perguntei com certa inocência.
–Fala. – Ele respondeu rudemente. Puxei seu braço, fazendo-o levantar do sofá. Eu sabia que minha força não lhe fazia efeito, mas ainda assim, eu insistia. Liam puxou seu braço para fora de meu alcance.
–Liam não comece. – Alertei e ele sabia que era melhor ir. Fomos até a cozinha, onde teríamos mais ‘privacidade’, eu sabia que essa conversa não seria agradável.
–O que você quer? – Ele gospia a estupidez.
–Para começar, que para de ser um idiota. – Respondi ao mesmo tom. – Não há motivos para ficar assim.
–Sim, há. – Ele engolia em seco. – Aquele maldito híbrido.
–Não o chame assim. – Novamente o alertei.
–Já está defendendo o namoradinho?Não é comovente? – O sarcásmo me atingia fortemente.
–Liam pare com isso. – Respondi me aproximando, fazendo-o recuar. – Você é meu amigo.
–Não…eu não sou seu amigo. – Senti uma lágrima escorrer por meu rosto. Aquilo tinha sido uma paulada. – Sara…desculpe, não quis dizer isso.
–Sim, você quis. – Virei meu corpo, eu precisava sair dali, mas Liam puxou meu braço, prendendo-me ali.
–Eu não entendo como consegue se envolver com um assassino. – Suas palavras rasgavam meu peito. – Como consegue gostar de alguém assim.
–Esse é o problema… eu não gosto, eu o amo. – As mãos de Liam ficaram mais fortes em meus braços. – E isso não foi uma escolha, nós fomos amaldiçoados.
–A madição se quebrou faz tempo. – Ele respondeu cerrando os dentes. – Se ainda sente isso por ele, é você, não culpe mais nada nem ninguém.
–Sim…é verdade. Mas só porque a maldição acabou não quer dizer que eu tenha controle sobre meu coração. Ninguém tem. – Ele me soltou de seu aperto, ciente da verdade contida em minhas palavras.
–Ainda assim…é muito amor para aceitá-lo mesmo com o que fez e provavelmente ainda fará com sua melhor amiga. – A confusão atingia minha mente.
–O que ele fará com Elena? – Perguntei impaciente.
–Aaa…ele não te contou. – O veneno saía da boca de Liam, um veneno que jamais imaginei existir. – Benjamin quer mais híbridos, mas a existência de Elena torna isso impossível. Se Klaus não matar a cópia e criar mais híbridos, Benjamin te matará.
–Como…como assim? – Minha voz falhava.
–Quando a maldição foi quebrada e Klaus se transformou, era para Elena morrer, assim como aconteceu com o lobisomem e o vampiro sacrificados. – Me encolhi com a imagem de Jenna formando-se em minha mente. – Como ela permanece viva, qualquer tentativa de se criar híbridos é em vão, já que não ocorrerá certo, então Klaus terá que matá-la para Benjamin não te matar.
–Mas… — Apoiei minhas mãos no balcão, procurando algum apoio que me mantesse em pé.
–Ele não te contou. É, isso é um problema. – Um meio sorriso apareceu em seus lábios e eu me perguntava como ele poderia se aproveitar de uma situação dessa.
–Liam não seja um imbecil. – Rosnei furiosa. Sentia minha cabeça girar só um pensar que algo pudesse acontecer com minha melhor amiga.
–É, não seja um imbecil. – Caroline repetiu, entrando na cozinha junta a Damon, que rapidamente me puxou para longe de Liam.
–Vocês ouviram… — Sussurrei encontrando novamente minhas forças.
–Sim. – Damon respondeu irritado. – Como sabe disso?
–Não se esqueça que até poucas semanas ainda trabalhava com Benjamin. Ele está disposto a matar Sara se Klaus não fizer o que manda. – Liam respondeu. – Por que realmente acham que fugi? Precisava ter certeza que não a matariam. – Os olhos azuis escuros dele vieram aos meus, deixando-me desconfortável.
–Mas ele sabe que Elena é a chave que falta para conseguir os híbridos? – Caroline perguntou aflita.
–Não há nada que Benjamin não saiba. Se Elena viver, será por pouco tempo. Ele matará Sara por vingança a Klaus e depois terminará o serviço. – Senti meu estômago embrulhar e Damon enrijeceu a meu lado.
–Meu Deus Damon, o que a gente faz? – Caroline perguntou deixando o desespero tomar sua voz.
–Vocês não farão nada. – Elena respondeu entrando na cozinha. Damon permaneceu com os olhos fechados. – Eu farei.
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