Doubtful Fate

17 Capítulo 16 - This love that we've been working on


Notas iniciais
Olá amores, demorei mais cheguei em casa =) Tá aqui o décimo sexto cap de DF e espero que gostem.
A música de hoje é da pessoa mais perfeita desse mundo, John Mayer com Slow Dancing in a Burning Room. s2
http://www.youtube.com/watch?v=Osvs429_2Zk
Boa leitura, o próximo sai no domingo =)

Capítulo 16 – This love that we've been working on

POV Sara


–Não invente em se entregar novamente, Elena! – Caroline bufou impaciente, lembrando-nos da insanidade de Elena na época do sacrifício.


–E há outra maneira? – Elena respondeu carrancuda. – Não vou deixar Benjamin matar Sara.


–E eu não deixarei Klaus te matar…de novo. – Respondi firmemente. Damon permanecia calado, com os olhos ainda fechados, assustando-nos.


–Damon? – Caroline perguntou na defensiva. – Está tudo bem? – Mas ele não respondia. Pude o sangue pulsando fortemente por suas veias, ele se controlava. Os olhos de Elena vieram aos meus e sem nenhuma palavra eu sabia o que queria: privacidade, eles precisavam conversar. Puxei o braço de Caroline e sinalizei para Liam, que permanecia calado no canto, sair da cozinha, deixando-os sozinhos. Assuntos ainda seriam resolvidos, mas agora, eram eles que se resolveriam, ou assim esperava.


POV Elena


Sara entendia o meu recado mudo. Eles saiam da cozinha e Damon permanecia com os olhos fechados.


–Damon…? – Sussurrei perto de seu ouvido. – Vamos, fale comigo. – Minhas mãos foram a seu rosto, sentindo sua perfeita face, mas ainda assim, ele permanecia imóvel. – Não faça isso comigo, abra os olhos, me enfrente. – Lentamente, duas imencidões azuis me fitavam e não consegui evitar um sorriso.


–Elena, agora não. – Ele disse friamente. Sem mais palavras, eu não contrariaria, pois o conhecia bem demais para saber que após se controlar, ele matava. Coloquei meus braços ao seu redor, apoiando minha cabeça em seu peito.


–Vai ficar tudo bem. Nós somos fortes. – Sussurrei com a cabeça relaxada em seu corpo. Seus braços desistiram de sua forte resistência em se manter imóvel e vieram a meu corpo, mantendo-me ali.


–Não tenho tanta certeza. – Ele respondeu forçando a indiferença, mas era em vão. – Você vai…não pode Elena, NÃO PODE! – Sua respiração acelerou e apertei meus braços ao seu redor, mostrando-lhe que estava ali.


–Você tem que manter o controle. – Alertei com a voz baixa. – Sara sobreviverá, isso importa.


–E você morrerá, como isso pode ser melhor? – Senti seus dedos apertarem em meu corpo.


–Não fale isso, Damon. – Respondi dando-lhe uma bronca. – Ela é sua sua amiga.


–Sim, minha melhor amiga. – Um alto suspiro saiu de sua boca. – Mas você… não posso ficar sem você. Quero as duas vivas. – Ele beijou o topo de minha cabeça que permanecia perto de seus lábios. Senti uma lágrima escorrer por meu rosto, molhando sua camisa. – Acharemos um jeito. Não deixarei isso acontecer.


–Receio que não tenha muito jeito. – Respondi decepcionada.


–Eu mato aquele vampiro original maldito. Ele não vai tocar na mulher que amo. – As palavras saíam rapidamente de sua boca. “Mulher que amo”, senti meu coração enchendo-se de felicidade ao ouvir isso. Não era a primeira vez que ele dizia, mas ouví-las novamente sempre me fazia bem. Ergui minha cabeça, fitando novamente aqueles lindos olhos azuis e sem hesitar, levei minha boca à dele.

Seus braços se estreitaram em meu corpo, e minha mãos foram a sua nuca, puxando-o para mais perto de mim. Nossas línguas entrelaçavam perfeitamente, em uma incrível sincronia. Senti a excitação passar por meu corpo e Damon reagia da mesma forma: seu lado animal tomava o controle, mas não completamente, o cavalheirismo escondido atrás de seu lado mal aflorava ao meu lado às vezes e para minha felicidades, essa era uma delas.

Minha mão deslizou por suas costas, sentindo como máscula era e por um momento, jurei vê-lo arrepiar. Nossos lábios foram aos poucos se distanciando.


–Não fale nada. – Falei colocando meu dedo indicador em seus lábios. Um sorriso brotou em seus magníficos lábios, deixando-me sem ar. Damon puxou-me junto a ele ao chão, sentando-me em meio as suas pernas, de costas para seu rosto. Seus braços prenderam-me ali e novamente, apoiei minha cabeça em seu peito. Um alto suspiro saiu de minha boca e deixei minha mente fluir. A imagem de Stefan veio a minha cabeça. De certa forma, o que acabara de fazer era errado. Ele havia partido para salvar Damon, mas não ter notícias dele por quase um ano fez com que meu coração começasse a aceitar sua ausência. Eu ainda o amava, pensar em Stefan sempre traria o melhor de mim, mas não podia evitar os sentimentos que tinha por Damon, ficavam cada vez mais fortes.


–O que foi? – Ele sussurrou em meu ouvido, trazendo-me para a realidade.


–Nada, estou bem. – Respondi sorrindo. Eu corria risco de morte novamente, e o pensamento de deixar Jeremy sem nenhuma família me arrepiou, mas eu estava feliz naquele momento nos braços de Damon, naquele estranho e maravilhoso Natal.


POV Caroline


[…]


Estávamos todos sentados ao lado da lareira e a conversa era agradável. Como sempre, algum risco envolvia algum de nós, ou às vezes, todos. Mas ninguém parecia se importar no momento. Damon e Elena voltaram da cozinha e o sorriso estampado em seus lábios era lindo. Tyler me envolvia em seus braços e sentia algum desconforto ao pegar Matt nos encarando. Ele tentava se controlar, mas nem sempre funcionava.


–Todo mundo em silêncio! – Tyler pediu e a atenção de todos foi para ele. – Preciso fazer uma coisa. – Seus lindos olhos castanhos vieram aos meus e um perfeito sorriso surgiu em seus carnudos lábios. – Meu amor… — Ele hesitou mechendo em seu bolso, tirando de lá uma caixa aveludade vinho. Seu joelho foi ao chão e senti meu morto coração acelerando-se. Imediatamente olhei para minha mãe, que sentada no sofá, sorria para mim. Tyler abriu a caixa delicadamente e lá continha uma linda aliança com um diamante reespladencendo em meus olhos. Conseguia ouvir os supresos murmuros rondando a sala.


–Tyler… — Sussurrei assustada. Uma gota de suor escorria por sua testa de nervoso.


–Minha perfeita vampirinha…você aceita se casar com seu lobisomem? – A pergunta que a maioria das mulheres queriam ouvir acontecera comigo. Uma pergunta feita pelo meu amor.


–Sim…SIM! – Gritei pulando em seu colo. Levei meus lábios aos dele, beijando-o com intensidade. Ele colocou a aliança em minha mão direita. Estávamos noivos.


–Minha linda… — Mamãe disse abraçando-me fortemente. – Estou tão feliz por você.


–Todos estamos! – Elena completou vindo em uma grande abraço junto a Bonnie e Sara. O sorriso não saia de meus lábios.


–Eu ainda não acredito. – Falei sinceramente.


–Pois acredite. Ele tem planejado isso há semanas. – Sara respondeu animada e Damon riu concordando com a cabeça.


–Já sabiam disso? – Perguntei confusa.


–Claro…ele comprou a alinça com meu pai. – Ela sorridente, respondeu. Senti as mãos de Tyler em minha cintura, puxando-me em seu abraço.


–Realmente achou que te daria uma simples blusa de Natal? – Ele perguntou fazendo-me lembrar algumas horas atrás, quando os presentes foram entregues e Damon havia me dado um presente melhor que meu namorado…noivo.


–Achei. – Respondi e Tyler gargalhou beijando minha testa.


–Você decide quando o casamento ocorrerá. – Ele sussurrou em meu ouvido. – Só lembre-se de me avisar.


–Seu bobo. – Respondi dando-lhe um pequeno soco. – Eu te amo.


–Eu amo mais…noiva. – Tyler sorriu com o seu jeito mais bobão, deixando-me encabulada.


–Quando vai ser essa festa? – Carol, minha sogra, perguntou chegando ao nosso lado.


–Não sabemos ainda, mãe. – Tyler respondeu gentilmente.


–Mas será em breve. – Completei sorridente. Nosso Natal passava de todas as espectativas, principalmente o meu. Nunca imaginei que Tyler me pediria em casamento agora, muito menos no dia que vivenciamos, mas ele o fez e meu coração palpitava de alegria.


[…]


POV Sara


Era hora de ir para casa. Infelizmente a festa de Natal havia acabado e conseguia afirmar que foi uma das mais insanas festas das quais estive presente. Tanto aconteceu em uma noite, algumas coisas boas, outras não…

Senti a mão de meu pai puxando levemente meu braço.


–Vamos para casa? – Ele perguntou sorrindo, a época lhe fazia tão bem, era quase imperceptível sua doença.


–Claro, vamos. – Respondi dando-lhe um beijo na testa. Nos despedimos de todos, que também iam para suas respectivas casas.

Fitava cada movimento feito por meu pai. Aquele ser tão bondoso, tão compreensivo ao contarmos toda a verdade sobre o sobrenatural existente no mundo. Como qualquer um, o medo lhe atingiu no começo, mas agora ele lidava bem com o assunto. Exceto o sacrifício e suas consequências, era demais para seu corpo e mente. Disso eu preferia seu desconhecimento.


Chegamos em casa e ele imediatamente foi pegar uma velha cerveja esquecida na geladeira.


–Pai…o quê está fazendo? – Perguntei assustada. Ele nunca fizera isso antes.


–Aproveitando a vida, querida. – Ele respondeu indiferente. – Uma cerveja não vai fazer mal…ou algumas cervejas.


–Oliver Murray! – O repreendi com seriedade no olhar. – Quando começou com isso?


–Foi Damon que me aconselhou a aproveitar mais... e eu acatei. – Ele sorriu inocentemente e sem hesitar puxei a cerveja de sua mão, fazendo-o bufar.


–Não desse jeito. – Respondi e ele foi para seu quarto descansar. A troca de papéis era comum em casa, eu sempre cuidaria dele. Lidaria com o assunto depois, principalmente Damon querendo tranfosmar meu pai em um alcoólatra.

Apoiei a lata na mesa e me joguei no sofá, fechando os olhos. Minha mente levava-me para alguns pensamentos aos quais preferia não lembrar, como minha melhor amiga em perigo novamente. Me encolhi com a idéia que algo acontecesse com ela. Não podia, eu não deixaria Klaus fazer nada contra ela para me proteger, eu preferia morrer.


Klaus.

Klaus.

Klaus.


Seu nome ecoava em minha cabeça, seu beijo ainda rossava em meus lábios. Levei minha mão ao pequeno pingente em meu colar, sentindo-o em meu coração. “My Salvation”, ele dizia literalmente? Eu teria o salvado dele mesmo? De alguém? Ou era apenas a ridícula nomenclatura a mim empragada pelas bruxas?

Balancei a cabeça, trazendo-me a realidade, mas minha realidade insistia na mais pura fantasia. Se eu contasse a alguém sobre minha vida eu provavelmente iria para algum hospício.


–Sara? – Liam perguntou entrando na sala. Eu esquecia de sua hospedagem em minha casa.


–Fala. – Respondi indiferente.


–Me desculpe. – Ele sussurrou sentando-se ao meu lado. – Eu fui um imbecil mesmo.


–Sim, você foi. – Concordei ceticamente. – Mas eu desculpo. É meu amigo.


–Aaa… — Ele me abraçou fortemente, dando-me um beijo no topo da cabeça. – Obrigado Sa, eu não te mereço…você é a melhor.


–Desde que prometa não agir dessa forma. – Negociei firmemente.


–Prometo. – Ele sorriu cativando-me.


–Me conte. – Falei e seus olhos eram confusos. – Sobre o que Benjamin quer.


–Ah. – Um alto suspiro saiu de sua boca. – Ele quer algo novo, Sara. Algo poderoso, que misture o que há de melhor no sobrenatural. Como Klaus. E ele quer um nova espécie, tendo ele como líder. Imagina o poder adquirido?


–Não exatamente. – Respondi engolindo em seco. – E apenas Klaus pode fazer isso?


–Sim. Seu sangue é capaz de transformar lobisomens em híbridos. Depois de tomarem o sangue, ele os mata e…voltam meio a meio, podemos dizer. – Um tímido sorriso saiu de seus lábios. – Seria mais fácil pegar um lobisomem e morder vários vampiros mas…


–Um vampiro morre com a mordida de um lobisomem. – Completei lembrando-me da morte de Rose e da quase morte de Damon.


–Exato. – Ele afirmou. – Klaus é o único que pode transformá-los, mas com Elena viva os híbridos não se transformam como deveriam, pois seguindo a maldição, ela tem que morrer.


–Seguindo a maldição eu deveria servir para algo. Eu deveria impedir Klaus no princípio e nada disso estaria acontecendo. – Bufei irritada com minhas falhas.


–Não é sua culpa, Sara. – Liam disse confortando-me.


–Sim, é. E por causa de minha burrice minha melhor amiga poderá morrer de novo! – Senti o calor da raiva pulsar em meu corpo.


–Hey, hey! – Liam disse bravamente segurando-me pelos ombros. – Você não tem culpa disso, entendeu? Klaus é o que é e ele te protegerá de Benjamin custe o que custar e nisso eu não discordo dele…eu faria o mesmo.


–Mesmo que custe a vida de uma das pessoas mais importantes em minha vida? – Perguntei indignada.


–Mesmo que custe a vida de uma das pessoas mais importantes de sua vida. – Ele afirmou sério. – Para Klaus, você é muito mais importante do que a vida de qualquer outra pessoa. E mesmo que esse alguém seja essencial para você, não é para ele. A essência dele é você e não teria motivo tirar essa essência por outra ‘vida qualquer’.


–Ela não é uma ‘vida qualquer’. – Sussurrei deixando uma lágrima escorrer. Liam me puxou para um abraço. – Como sabe que é assim que ele se sente? – Perguntei com certa confusão.


–Porque é assim que eu me sinto. – Ele respondeu em um sussurro com o queixo apoiado em minha cabeça. Permaneci imóvel ali no silêncio com Liam. Eu não sentia o que ele sentia…não por ele. Mas eu o amava, era meu eterno protetor.


[…]


Notas finais
Uhuuul, festa! Me contem o que acharam *-* Beeijos s2