Dorothy
3 Retornando das Trevas
Notas iniciais
– Você não vai conseguir oque você quer, não passa de uma mal-amada! Porque não pode amar? Porque não pode esquecer essa sua vingança idiota? — Regina acrescentava olhando aos olhos da irmã impiedosa enquanto Tinker dava seus últimos suspiros na grama fria que a noite congelara.
– Haha — Um sorriso tomou conta do seu rosto amargo e verde — Não sabe meu motivo "sis", você sempre teve oque quis não é? — Ela se aproximava cada vez mais do rosto da irmã a afrontando — E não é uma vingança idiota, é algo que vai além dessa sua mente fraca!
– Mente fraca? Não me faça rir, eu sou Evil Que.. — Antes de Regina terminar Zelena a interrompe acrescentando:
– " A temivel Evil Queen"? Desculpe mas não é isso que vejo em você, você ama, você é fraca! Estou te dando uma chance.. Se entregue e sua amiguinha TinkerBell não morrerá — Zelena zomba da situação deixando Regina sem fala, os guardas estavam apontando todos os tipos de armas pontudas e agudas que você possa imaginar para Regina e Tinker que estava caída no chão com uma flecha em sua barriga.
– Me desculpe Tinker, mas não vai ser dessa vez que vou ficar fraca por sua causa — Regina diz dando uma última olhada para a amiga que estava morrendo no chão, limpando uma lágrima saiu fugindo dos guardas que fizeram sinal de ataque.
– NÃO ATAQUEM — Zelena acrescentou num tom ordenoso — Deixem-na fugir, teremos mais vantagem com a "amiguinha" dela em mãos, andem pegue essa mosca morta do chão e levem para o castelo.
Zelena entrara numa carruagem avermelhada e chamativa que clareava a floresta coberta pela neblina da noite, Os guardas pegaram Tinker do chão como se ela fosse um saco de lixo velho e a jogaram dentro de uma jaula levando-na em direção a um castelo enorme que ao ver de longe já se dava medo.
Na escuridão da noite corria Regina sem direção e rumo novamente, ela se sentia fraca, sem forças, como se todo o poder que obterá não valesse mais nada, ela estava mudada.. Ela estava AMANDO!
–Oque eu fiz? Eu não deveria te-la deixado .. Eu fui fraca! Será que devo voltar? — Ela parava de correr por um instante para refletir e de uma dar árvores saia uma fumaça azul que entrara por suas narinas fazendo-a dormir imediatamente, seu corpo ficava leve como uma pena e sem perceber estava estirada no chão apenas dormindo.
Ela acordara em um lugar estranho, ouviam-se gritos de socorro, gritos sufocantes que a deixavam assustada pela primeira vez na vida, pessoas arrastando correntes para todos os lados e então a luz se acendeu ela estava em um lugar familiar... Ela estava em seu próprio castelo, o castelo da temível Evil Queen.
Intacta sem ter algum senso de movimento por causa de seu pavor, uma porta gigante se abrira, e de lá saia uma mulher alta, linda , com vestes de dar medo e com uma elegância fora do comum. Assim que ela abrira a porta as pessoas com correntes e gritos sumiam como pó e ela ia em direção a Regina que estava paralisada vendo a moça vindo.
– Q-quem é você? — A voz tremula e assustada de Regina deixava a moça feliz e segura — Fale agora, não tenho medo de você.
O rosto que ia se aproximando ia se tornando familiar, o rebolado, as unhas vermelhas e grandes, o batom elegante que destacava seus lábios que pareciam ser macios.. Não restava dúvidas aquela ela a temível EVIL QUEEN!
– Espera, eu estou vendo EU MESMA? Realmente as macumbas de Neverland funcionaram comigo, deve ser efeito da aquela droga — Ela zombava de uma situação nada agradável, a moça ia se aproximando deixando Regina cada vez mais apavorada e confusa.
– Drogas? Macumba? Realmente você não se parece nada comigo, querida! — Evil queen dizia num tom rude fazendo movimentos delicados com as mãos — Quem é você? Uma fraca? uma tola?
– Não sou fraca, muito menos tola.. Querida! E não sei oque estou fazendo neste castelo sendo que ele foi destruído após a maldição de Zelena — Regina afrontava ela mesma a temivel Evil Queen
– Realmente? Eu esperava mais de você "Regina" Eu sou só uma parte da sua personalidade que está apagada, graças a maldição da verdinha, pensei que você poderia descobrir sozinha — Evil Queen dizia impaciente como se quisesse fazer algo com Regina.
– Oque você quer? Porque me trouxe aqui? — Indagava Regina para a mulher elegante.
– Oque eu quero? Eu quem pergunto ... — Ela se aproximara de Regina e sussurrava em seu rosto — Oque você quer, Regina? Quer ser forte? Quer lutar contra Zelena? Isto não é trabalho para uma prefeita fraca que ama e sim para mim Evil Queen.
– NUNCA! Quando casei fiz uma jura para Robin que jamais voltaria a fazer mal para alguém e não é você "Evil Queen" do meu passado, que vai mudar isto.
– Que grande diferença, pois eu fiquei sabendo que ele está MORTO! — Após a última frase Regina engoliu as palavras e Evil Queen estava gargalhando sem parar.
– Viu só? Fraqueza, acha que é assim que vai derrotar sua querida irmã? Me deixe voltar e eu lhe mostrarei como se vence uma guerra.. E talvez eu possa trazer seu "Queridinho" marido de volta, e proteger sua filha.. Está de acordo? — Ela propunha com um sorriso em seus lábios vermelhos.
– Qual seu preço? — Um tom raivoso tomava conta da voz de Regina.
– Preço? Acho que não está falando com Rumple não é? Não cobro nada para Me ajudar futuramente, afinal tentar ajudar.
– Antes de eu aceitar esse seu acordo, eu quero saber , como me trouxe até aqui? E como sairei daqui? "Evil Queen"? — Regina questionava a moça elegante.
– Sua amiguinha querida, Tinker.. Ao ver que você tinha fugido, sem ninguém perceber ela desamarrou mais um saquinho de pó mágico e jogou em sua direção para te proteger.. E cá estou eu querida, mas posso tanto te proteger quanto te atrapalhar. Quando você sair daqui irá acordar na floresta da mesma maneira que estava.. Simples não?
– E minha filha? Me explique tudo.
Evil Queen resmungava e ia até uma sala distante levando Regina para se sentar para que as duas pudessem conversar melhor.
– Sua filha está segura até agora, até demais, mas não se engane.. Zelena pode ser verde, mas não é tola. Você não sabe mas Rumplestilkins o senhor das trevas está sobre total domínio dela! E pode ter certeza que Zelena fará ele contar por onde anda Dorothy — Após terminar ela faz um movimento delicado com as mãos e aparece uma xícara de chá na mesa, ela toma e fica olhando para o rosto pálido de Regina que não acreditava no que via.
– Se é para o bem de minha família eu aceito, não quero saber mais nada, já me assustei demais — Regina recusava a xícara de café oferecida, afinal seu estomago estava embrulhado.
– Acordo fechado, querida — Evil Queen estende a mão para Regina esperando que ela apertasse.
– Fechado — Quando suas mãos se encontraram uma explosão aconteceu, Regina via-se num branco e do nada desapareceu em seu sonho.
Na floresta ela continuara ali dormindo, como se nada tivesse acontecido, Evil Queen abre os olhos vendo a floresta que se encontrava, levantou-se apoiando-se nos troncos duros da mata e se equilibrou.
Seu olhar era fechado e escuro de ódio, suas mãos faziam movimentos curvos como se estivessem preparando magia.
– Regina morreu, vida longa a Evil Queen! — Ao dizer isto os movimentos curvos de suas mãos paravam e ela atirara uma grande bola de poder roxa em um dos troncos causando um estrondo enorme na floresta, retirando o silêncio do local, após isso ela se virou e foi caminhando a um lugar que ninguém sabia, seu rebolado dançava com os ventos e suas vestes começaram a ficar pretas e elegantes. A Lua clareava e deixava seus longos cabelos negros lindos e perfumados, por onde Evil Queen passava uma ventania tomava conta do local.
Longe dali na carruagem de Zelena a caminho do castelo pode-se ouvir o grande estrondo que tremeu o chão, a moça verde estava pálida! Olhou pela janela da carruagem assustada, os guardas pararam os cavalos que se assustavam.
Na jaula TinkerBell deu um suspiro de alegria e uma risada — Ela voltou! — Tinker Dizia baixinha feliz para ela mesma.
– Não pode ser! Não é real, Evil Queen foi amaldiçoada — Zelena pensava com seus botões achando que poderia ser a volta de sua irmã má, mas ao ligar aos pontos não ligou e achou desnecessário investigar de onde vinha o imenso barulho.
– Vamos seus idiotas, não tenho a noite toda — Ordenava para os Guardas que estavam assustados e logo eles tomavam as rédeas e seguiam para o castelo com a jaula.
Enquanto o tempo estava congelado na Floresta Encantada, no deserto do Kansas onde Dorothy morava já se passara 3 anos.
De longe coberta pela luz do sol, via-se uma casinha humilde, bem feita, um chalé de madeira bem decorado, ao lado tinha-se uma horta que o senhor Willians cultivava toda semana e atrás um enorme e belo jardim de Girassóis onde a senhora Grace regava e cuidava com todo o amor das plantinhas, Dorothy amava tudo ali mas o recanto dos Girassóis era seu lugar favorito.
A Garota era muito amada e o senhor Willians e a senhora Grace para não assustar a criança, contavam-se sempre a história de que eles eram seus avós e que sua mãe tinha viajado a um lugar muito distante e a menina sempre caia nessa lábia.
Totó era o amigo fiel de Dorothy, eles sempre bagunçavam a horta do senhor Willians que fingia sempre ficar bravo.
– Volte aqui seu cachorro vira-lata! — Ele sempre dizia a mesma frase para Totó quando ele destruía sua horta, mas no fundo ele caia no riso.
Era de manhã e Dorothy já acordava no seu quartinho decorado, cheio de desenhos que ela fazia e pendurava, Totó estava deitado em sua barriga.
– Totó levante! Já é de manhã e hoje dividimos a tarefas da casa — Dorothy falava como se fosse adulta, mas tinha apenas 3 aninhos, era realmente uma figura.
O Filhote preguiçoso não disse nada e continuou a roncar, Então sem pestanejar Dorothy se levantou e colocou seus pequenos pézinhos descalços no chão e desceu correndo a escada que rangia um pouco, o cheiro do café e dos bolinhos de morango da senhora Grace subiam as escadas de encontro a Dorothy.
O barulho da enxada do senhor Willians já estava de pé, plantado e arando vários legumes na horta.
Grace tirava os bolinhos do forno e ao ouvir passinhos pequenos na cozinha já sabia quem era, mas fingiu que não pois sabia que Dorothy queria assusta-la.
– Bú!!!! — A Garotinha aparecia debaixo da mesa e a senhora Grace fingia estar espantada para a alegria da garota.
– Qualquer dia desses você me mata do coração — Disse Grace pegando a pequenina no colo e lhe dando um beijinho carinhoso no rosto e a sentando na cadeira para o café da manhã.
– Vovó eu e o Totó fizemos um lindo desenho, muito muito lindo, do tamanho desse mundo — Dorothy dizia e fazia movimentos com os braços contando para a avó sobre seu desenho.
– Puxa, primeiro coma e depois pegue o desenho pra eu ver, sim? — Ela dizia e colocava um pedaço de bolo para Dorothy.
Na ponta da mesa tinha uma cadeirinha pequena parecida com aquelas para bebês, mas não se engane aquela cadeira tinha dono! Sim Totó, o cachorro folgado era tratado com todos os mimos por Grace e Dorothy mesmo que Willians não concordasse com isso.
Na Horta do senhor Willians onde ele plantava seus legumes, uma moça branca de cabelos curtos e uma boina se aproximava sorrindo.
–Olá, é aqui que chamaram uma professora particular? — A moça dizia simpaticamente para Willians com um sorriso meigo no rosto.
– Oh é sim — Ele fazia uma reverencia com o chapéu — Muito obrigado senhorita, por atender nosso pedido! — O sotaque dele era engraçado e um tanto caipira.
– Haha, jamais deixaria de vir, eu sou MARY MARGARET prazer! — Ela estendia a mão para o senhor.
Fale com o autor