Dorothy

4 A Profecia


Notas iniciais
Fiquei séculos sem postar, devo ter perdido até alguns leitores, mas vou caçar ELES ATÉ NO INFERNO :3 KKKK Alguns erros de português, desconsidere e se foque na história. Seu favorito, comentário ou recomendação me motivam a continuar! Boa Leitura

Aquela mulher morena, da pele leitosa e os olhos belos, deixou o Sr. Will muito feliz! Afinal, Dorothy estava tão empolgada com aquelas aulas que não o deixava dormir a noite recitando versos que ela mesma inventava.

– É um prazer conhecer você Mary Margaret, de fato pensei que não viria, a única cidade existente não fica por essas bandas, fica muito além das fronteiras do Kansas.. — O velhote era um tanto desconfiado, a mulher era bela e tudo mais, porém de onde tinha caído? Do céu é que não era, ou era mesmo?

– Storybrooke — Disse a moça fazendo uma expressão agradável, Mary pensava como que poderia explicar a aparição dessa cidade misteriosa, claro que ela não podia contar a verdade, ela não podia — Digamos que é uma cidade bem perto daqui, fui comunicada pela carta que sua esposa me enviou!

Senhor Will fincou sua enxada na terra usando-na como apoio, típico dos sertanejos e fazendeiros do Kansas — Hm.. Bonito nome "Storibrouke" Parece até coisa de livros infantis — Sim, ele pronunciou o nome da cidade errado, fazendo assim Mary Margaret rir muito por dentro , mas por fora apenas soltou uma leve risadinha:

–Não senhor Will.. É "Storybrooke" e sim parece realmente com os contos de fada! Mas não há nada sobre "finais felizes" por lá, se é que me entende — Lutou para segurar o riso e por sua vez conseguiu.

– Tudo bem, não quero mais gastar seu tempo! Dorothy está lá dentro, tomando café eu acho.. Junto com aquele.. — O senhor não podia esconder sua expressão avermelhada e irritada, ele realmente detestava o cachorrinho Totó — Aquele cachorro pulguento que acaba com a minha plantação!

– Deve ser... — Arqueou uma sobrancelha — Agradável! — Mary deu de ombros e acenou a cabeça como um " Adeuzinho" para Will que logo retomou sua enxada para arar algumas coisas.

A senhora Grace já estava esperando a professora, era sempre muito precavida e caprichosa, sendo assim, preparou uma deliciosa mesa de guloseimas para a tão esperada professora! Totó estava louco para dar umas bocanhadas na aquele Bolo de Cenoura

– Não Não, O senhor não vai comer! É para a professora — Espantou o cachorro folgado de cima da mesa, que logo subiu as escadas para ver oque Dorothy estava a fazer.

Enquanto Mary ia até a Porta, enquanto senhor Will resmungava sobre sua plantação e enquanto Grace estava preparando alguns quitutes, as coisas não iam muito das melhores para nossos amigos da Floresta Encantada

. . . . . . .

– Soltem a mosca — Zelena ordenou, já estavam chegando no castelo , porém ela teve um surto e pediu para que parassem a carruagem! A bruxa verde sabia que por trás da aquele "Barulho" tinha um dedo de TinkerBell a fada na qual ela denominava insignificante e irritante.

Assim foi feito os guardas soltaram a fada que caiu rapidamente no chão, ela não entendeu o motivo da parada! Será que eles eliminá-la antes mesmo de chegar ao castelo? Havia escapatória para isto? Zelena como um cão que fareja seu osso, pode sentir o cheiro do medo de TinkerBell que estava pálida feito um fantasma.

– Vá falando mosquinha, sei bem que esta "explosão" sobrenatural tem algo haver com você — Os guardas estavam atrás de Zelena, esperando só um sinal para tirarem a vida da fadinha amedrontada. Ameaçou Tinker e foi cada vez mais se aproximando dela com um sorriso e um olhar diabólico, causando um clima tenso e pavoroso — Ande, o que foi? O gato comeu a sua língua? — Foi tanto quanto irônica, até perder sua paciência, Oras, a fada não respondia o que ela queria saber:

– E.. Eu não sei de nada do que você está falando Zelena — Foi recuando enquanto Zelena tentava se aproximar, dando leves passos para trás mas nunca virando de costas! Ela sabia que nunca em hipótese alguma podia-se dar as costas ao inimigo.

– Pois bem vejo que o passarinho não irá cantarolar até darmos um jeito em suas... — Fez uma pausa suspeita, arqueando uma expressão maligna — Asas... — Essa palavra feriu Tinker antes mesmo que algo acontecesse.

– Eu não tenho mais minhas asas Zelena, você pode fazer o que você quiser! Quer saber? — Deu um passo a frente encarando a bruxa — Tenho nojo de você, quer levar esse seu joguinho ? Vá em frente, me mate! Mas você ainda precisa de mim, precisa de minhas informações e você não terá nada! A criança está segura longe de suas garras ferozes e cruéis. Quer ser a rainha? Quer ser como sua irmã? Lamento dizer mas ela teve família.. Já você — Tudo bem, Tinker tinha pirado? Afrontou Zelena na cara dura. O rosto da bruxa se fechou, seu olhar se tornou sombrio. Tenha certeza meu amigo, Tinker estava sendo devorada por ódio com os olhos:

– Ah sim Tinker, e você tem muita coisa.. Não é? — Como de costume, Zelena sempre queria sair por cima da situação — Toda vez você ajudou minha irmã e agora está aqui comigo! Está certa, preciso de suas informações.. Mas por outro lado tenho outra pessoa que pode me responder tudo o que eu quiser — Arqueou sua mão, balançando-na e fazendo aparecer a adaga de Rumpelstiltskin o Senhor das Trevas, aquele gesto,aquela adaga deixaram a fada pasmos, será que ela tinha perdido esse jogo? — Portanto minha "amiguinha" ponha-se em seu lugar, iremos ao castelo e você vai me contar tudinho.. Ou você vai se ver com meu querido amigo — Mostrou a adaga novamente em forma de ameaça.

A fada tentou esconder seu pavor mas não pôde, de onde aquela lunática teria conseguido aquela adaga? Compôs um argumento rápido — Rumple não é capaz de encontrar a criança! Ninguém é capaz! Tudo vai se virar contra você Zelena — Disse verdades, afinal, o Furacão escondia qualquer vestigio por isso era a magia das magias, o portal dos portais, qualquer ser com poderes COMPREENSÍVEIS não poderiam descobrir ou investigar isto, mas no fundo duvidava, Rumple era bem capaz de descobrir sim, mas se pudesse já teria feito isto.

– Não darei essa tarefa a Rumple.. — A moça verde interrompeu os pensamentos da fada — Acha mesmo? Ele pode ser poderoso mas é traiçoeiro, estou prestes a libertar águas do passado minha amiga.. Águas que ninguém pode impedir — Argumentou e deixou um enigma no ar.

– Quem seria esse seu truque na manga? — Ousou perguntar, e por incrivel que pareça Zelena respondeu.

– ELSA é meu truque querida, vamos dizer que.. Vamos congelar as coisas por aqui — A bruxa verde deixou Tinker mais branca, a fada sentia seu coração palpitar muito rápido, ela sabia quem era Elsa, ela sabia TUDO! Agora sim sentia que o bem poderia perder, dessa vez...

. . . . .

No Kansas, Mary já havia adentrado a casa da família de Dorothy, estava papeando com a Senhorita Grace a respeito de aulas e sobre sua cidade. Quis desviar o assunto de Storybrooke.. Não era seguro conversar sobre.

– Ah Senhorita Mary, conversamos tanto! Dorothy deve estar aflita em seu quarto, pode ir indo, tenho tanto a fazer! Acho que não gostaria de ver uma velha senhora arrumar uma cozinha — Sorriu agradavelmente para Mary que devolveu o sorriso.

Mary nada disse apenas levantou-se e tomou rumo as escadas que rangiam de maneira estranha, de fato, pode analisar que era uma escada antiga. Foi segurando-se no corrimão e chegou no segundo andar, seus passos faziam barulho no piso de madeira e então viu uma porta na qual tinha um desenho familiar, parecia ser de uma princesa..

– O que é isso? — Cochichou para si mesma analisando o desenho na porta, no desenho continha uma bela princesa de cabelos negros agarrada com um príncipe e ao lado uma mulher na qual parecia ser uma bruxa! Na hora Mary teve um flashback lembrando do dia em que Regina lançou sua maldição que os aprisionou em Storybrooke , Uma duvida surgiu em sua cabeça acompanhada de um espanto, como aquela menininha sabia a respeito desse dia?. Ficou em choque por alguns instantes, teve de puxar o fôlego para rolar a maçaneta da porta e assim foi feito. Adentrou o quartinho adorado onde uma pequena criança estava brincando de escolinha com seu cachorro.

– Dorothy? — Mary lançou um olhar na criança, Minha nossa senhora, ela era exatamente igual a Regina! O traço de sua boca, seus olhos, no momento sabia que estava na casa certa. A casa na qual estava procurando a anos.

A criança lhe lançou um olhar de espanto que logo depois se tornou de alegria, aquela de fato era sua nova professora — Obaaa!! — Deu um salto de alegria, interrompendo a aula de verdade, deu-lhe um abraço aconchegante em Mary que ficou sem reação.

Não pode segurar um "Own" e retribuiu o abraço — Sou sua professora Mary Margaret, é um prazer conhecê-la mocinha — Esticou a mão e Dorothy a apertou.

– Eu sou Dorothy! Eu nem acredito que vou ter minha primeira aula — O olhar, a inocência de Dorothy eram contagiantes! Mary logo retomou o seu pensamento sobre o desenho visto na porta:

– Ah sim, vai ser uma aula muito divertida! Mas.. E aquele desenho na sua porta? É tão lindo, você quem fez? — Com certeza Senhorita Margaret era expert em tirar respostas de crianças.

– Eu quem fiz! Mas não foi SÓ eu quem fiz — Fez uma pausa apontando pro cachorro preguiçoso — Foi eu e o Totó, ah e um livro– Disse sem significação pegando um livro no qual dizia "Once Upon a Time" Mary logo estremeceu, sua pressão teria caído? Ela não sabia, apenas apoiou-se na parede puxando o ar, aquele era o livro de HENRY o livro que continha todas as histórias, como aquele livro ( que nem existia mais) estava nas mãos dessa menina?

– O..Onde você conseguiu isto?– Mary Margaret gaguejou esperando uma resposta concreta

– Uma moça muito legal me entregou na janela a noite — Apontou para a janela sorrindo, para ela era super "normal" uma estranha lhe oferecer um livro de noite.. Ainda mais voando em sua janela, crianças.. Vai entender.

– E.. E como se chamava essa moça? — Perguntou de forma assustada, já estava preparada para a pior resposta.

– Malévola era o nome dela, se não me engano — Dorothy disse na inocência, mas Mary caiu para trás, a professorinha sabia bem que Malévola contribuiu na maldição de Zelena e aquele livro estava levando Dorothy para o caminho certo, estava levando Dorothy para Oz aos poucos.

– Você está bem?– A menina ajudou Mary a se levantar e a se sentar na cama macia — Quer um chá?

– Eu estou bem querida, foi só o frio.. Ah sim o frio me deixa tonta — Conseguiu tapear a menina — Você não deveria ler mais isso, acredite! — Mary estava tentando convencer Dorothy, pois ela sabia de tudo, sabia do processo da "Maldição Verde" por mais estúpido fosse o nome.

Antes de Storybrooke vir parar no Kansas, todos foram avisados que a filha de Regina salvaria alguns personagens que iriam cair na maldição da Bruxa verde, e ela só salvaria se não caísse nas tentações de Oz. Tudo fazia sentido agora, Mary deveria proteger a criança e principalmente se livrar da aquele livro.

. . . . . .

Já no castelo sombrio e preto de Zelena, para ser mais específico no salão principal onde estava o majestoso trono. Tinker estava presa e a Bruxa verde estava tentando arrancar informações dela, creio que não estava sendo fácil pois podia-se ouvir os berros da ruiva de longe.

– DIGA LOGO FADA IRRITANTE, OU IREI DESTRUIR VOCÊ!– Berrava de maneira agressiva levantando suas mãos, preparada para soltar um feitiço que mataria a fada num momento rápido e fácil.

No exato momento que ela iria lançar a grande bola esverdeada, o portão principal foi aberto causando um estrondo enorme. Das sombras podia-se ver nada mais nada menos do que Evil Queen, suas vestes eram pretas e usava um decote arrebatador, com um gesto empurrou todos os guardas para longe:

– Desculpe, estou atrasada– Evil Queen disse ironicamente, claro que ela já tinha dito isso numa data especial o casamento de Snow White, o evento que ocasionou tudo isso.

– REGINA?– Zelena abaixou as mãos pasma, que diabos aquela mulher estava fazendo ali? Como estava tão poderosa?

– Tsc tsc– Balançou a cabeça — Evil Queen para você, verdinha — Balançou as mãos jogando a bruxa verde na parede, foi o tempo perfeito para soltar TinkerBell — Fuja daqui, te encontro depois! Vá — A fada não pensou duas vezes e saiu em disparada.

– Certo irmãzinha.. — Pegou Zelena que estava fraca ao chão, aquele gesto estava muito bem trabalhado, foi o único poder que imobilizou a bruxa verde — Agora me diga, ONDE ESTÁ MALÉVOLA?– Disse num tom agressivo, mas não perdendo a classe.

– Não sei onde ela está — Indagou Wicked — Você vai perder irmãzinha!

– Hoje não meu amor quem sabe amanhã? — Apertou seu tom de voz, pegando cada vez mais forte no cabelo da irmã — Não precisa me dizer mais nada, eu vou encontrá-la e detê-la antes que ela faça mal a minha filha.

– Ela já está fazendo — Após dizer isso Zelena levou uma bofetada na cara, uma bofetada bem dada.

– Fique com seu troninho nojento! Eu vou atrás do meu futuro — Evil Queen deu de ombros deixando Wicked com a boca sangrando

– A profecia — Fez uma pausa — A profecia não mente irmã, você sabe o que irá acontecer

– Sei sim, você e essa suas macumbas, você e essa sua cara verde vão voltar pro buraco de onde nunca deveriam ter saído — Virou-se deixando sua irmã estirada no chão, saiu sem pestanejar a procura por Malévola, realmente ela escondia muita coisa.

. . . .

Dorothy levou Mary Margareth para um agradável passeio pelo deserto do Kansas, claro com a permissão da Senhorita Grace. O local era muito bonito, mesmo sendo um deserto

– Então foi assim que essa moça te deu esse livro? — Mary tentava entender a explicação da garotinha.

– Foi exatamente assim! — Dorothy sorriu, Totó estava alerta a seu lado sentia algo estranho acontecer — Malévola disse que eu deveria o capitulo "Oz" noite passada.

– E você por acaso sabe ler? — Arqueou a sobrancelha — Não deve aceitar conselhos de estranhos Dorothy, é perigoso.

– Eu só vi as figuras, mas saiu uma fumaça verde no meu quarto e eu me assustei — A menina se recordava do momento em que abriu o livro – A fumaça saiu pela janela e..

– JANELA? DROGA! — Mary levou suas mãos a cabeça – DOROTHY CORRA! — A moça sabia exatamente oque iria acontecer ali, Blue a fada Azul havia lhe dito antes mesmo de Dorothy nascer.

– Fugir? Como assim? — A menininha questionou, ora essa.. Correr porque?

Mary estava com os olhos fincados em Dorothy, mas uma leve brisa bateu em seus cabelos, ousou olhar para o lado e pode ver o tremendo caos que ali vinha, de fato era um furacão verde. Daí vinha a magia solta do livro que Malévola tinha lhe dado, ele vinha de forma turbulenta em direção a elas, Totó latia sem parar puxando Dorothy para o lado. Mary pegou Dorothy e Totó no colo e começou a correr, mas o furacão não parava de crescer e fazer altas ventanias.

Foi apenas um tropeço que estragou aquela fuga, Margaret foi ao chão junto a Dorothy e Totó, O som barulhento da aquele furacão aumentava cada vez mais e ela não tinha forças para se levantar

– DOROTHY!! — Mary gritou enquanto a menina parecia ser sugada pelos ventos, os gritos de Mary vinham junto a uma névoa fria e de longe via-se uma loira majestosa — ELSA?!

Notas finais
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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.