Dorothy

2 O Guardião


Notas iniciais
- História está começando a entrar no Contexto de OUAT - Estou me dedicando muito e me divertindo escrevendo então deixe seu comentário. - Aceito sugestões e tudo mais, porque é minha primeira fic

Era uma cabana com cheiro de floresta, várias tendas no meio do nada, os ventos balançavam as roupas que ali estavam penduradas para secar, ele trazia um recado: O Frio está chegando.

– Grumpy, Rápido está ventando muito, leve os armamentos pra dentro enquanto eu guardo nosso estoque de alimentos- Dizia a TinkerBell que estava com uma roupa velha e parecia estar acampando ali a dias junto com Grumpy seu amigo.

– Não recebo ordens de uma fada, então vou levar por livre e espontânea vontade, fadinha! — Ele brincou olhando carinhosamente para Tinkerbell, e em resposta ganhou um sorriso.

Ela levava as caixas de alimentos para dentro da tenda, eram caixas velhas na qual eles encontraram floresta afora, Grumpy guardava seus armamentos feitos de troncos e rochas. Eles tinham orgulho de estar sobrevivendo em um novo mundo.

– Até quando vai ser Assim? — Grumpy solta uma pergunta para Tinkerbell que o olha com um olhar carinhoso e tristonho- Até quando continuaremos a caçar? Ficar aqui se escondendo do inevitável?- Indagou ele.

– Grumpy, olhe pra mim — Ela leva suas mãos até a cabeça de Grumpy e o consola fazendo um cafuné e o levando até seu ombro — Não diga isso, estamos sobrevivendo porque temos fé, temos esperança que isso um dia terminará e sairemos vitoriosos! Fiquei anos presa em Neverland e consegui escapar depois de tempo com muita ajuda- TinkerBell o motiva, olha para os olhos dele firmemente e volta a guardar as caixas pois tinha uma grande tempestade vindo.

– Mas.. Será que eles estão vivos? — Grumpy solta outra pergunta e TinkerBell num ato de espanto joga a caixa no chão.

– Eles quem? — Ela se faz de desentendida para tentar fugir do assunto.

– Nossos amigos de Storybrooke, eles vieram para cá?- Ele insisti.

– Grumpy eu não sei, depois que Zelena lançou sua maldição todos se espalhamos em diversos mundos, Regina , Emma , não sabemos seu paradeiro. Mas nós estamos vivos então vamos mudar de assunto que já estou ficando irritada- TinkerBell já estava ficando nervosa então com muita rapidez guarda todas as caixas e entra dentro da cabana junto a Grumpy.

Já dentro da cabana eles pegavam resto de tecidos para se cobrir, Tinker vira a cabeça para o lado, dá um bocejo e numa voz suave e calma diz:

– Boa Noite Grumpy- Ela diz num tom cansado e sem perceber cai em um sono profundo sem esperar a resposta de seu amigo.

– Boa Noite, Tinker! — Ele diz meio pensativo olhando para o teto da tenda, pensando em algo, ele não sabia oque mas queria pensar.. Pensar para sair da aquele mundo, para se distrair em sua imaginação, para esquecer do momento em que estava vivendo. Ele não se envergonhava de estar ali lutando para sobreviver, mas estava infeliz.

Ouve-se um estrondo vindo das árvores, não parecia barulho de tronco caindo ou da chuva caindo, era um barulho único e assustador.

– TinkerBell, Ouviu isso? — Ele chamava pela amiga..

– HmmHmHm.. — Ela resmungava dormindo em seu sono profundo.

Ele curioso, pegou sua espada de Madeira abriu as cortinas da Tenda e saiu para ver de onde vinha aquele barulho. Inseguro e assustado ele dizia:

– Quem está ai? — Ele questionava a sombra que via nas árvores que eram tampadas pela neblina da noite. Sem pestanejar a sombra ia se aproximando e tomando uma forma diferente, uma mulher de fato!

– Saia daí, mostre seu rosto! — Ordenava ele apontando a espada para a sombra.

– G-Grumpy — Dizia uma voz fraca feminina e muito familiar, a moça foi se aproximando e num piscar de olhos cai desmaiada as pés de Grumpy com uma flecha intalada nas costas, ela sangrava muito, a moça era REGINA!

– REGINA? — Ele ficou espantado ao ver a temível Evil Queen praticamente morta ao seus pés — TinkerBell , TinkerBell, Regina está aqui!.

Ela saia descabelada praticamente dormindo da cabana, cambaleando de sono chegou até Grumpy e não acreditou no oque estava vendo: A Prefeita de Storybrooke estava no mesmo mundo que eles estavam após a maldição.

– Bem, essa não é uma das melhores maneiras de acordar eu suponho- Ela dizia surpresa esfregando os olhos assustada- Vamos levar ela para dentro rápido.

Com o tempo que estavam ali TinkerBell já sabia muito sobre as ervas medicinais que ficavam na floresta e usou isso ao seu favor para curar o ferimento de Regina.

– Onde estou? — Regina falava sem forças, deitada dentro da cabana com um curativo nas costas, ela estava zonza e via tudo girar.

– Está segura , "Rainha " — Grumpy dizia ainda num tom grosseiro, pois não ia com a cara de Regina nem depois da maldição, a mesma coisa era com TinkerBell.

– Grumpy? TinkerBell? — Ela tentou se levantar mas algo ardia muito em suas costas e isso fez com que ele ficasse deitada- Oque vocês fizeram comigo?

– Ajudamos você! Algo te feriu muito com uma flecha nas costas, precisa agradecer por estar viva e por ter nos encontrado- TinkerBell explicava cautelosamente para Regina que orgulhosa fingia não entender.

– Achei que só eu estava aqui após a maldição de Zelena, Argh que dor insuportável é esta? — Regina falava num tom doloroso que Grumpy até estava gostando de ver.

– Bom como aqui não temos poderes e muito menos pó de fada, usei ervas medicinais no seu ferimento deveria me agradecer! — Ela ia falando e encarando Regina com muita pena.

– Vai dizer que usou suas macumbas de Ervas em mim? Era só oque me faltava- Regina reclama enquanto Grumpy Olha pra ela com muito desgosto.

– Voltando ao assunto Regina, também pensávamos que éramos os únicos sobreviventes, tirando todas as mágoas do passado, até que é bom rever você por aqui — Grumpy assumia para Regina.

– Pena que não posso dizer o mesmo porque não vamos durar nada neste mundo de Zelena, acho melhor vocês já irem se preparando ela vai nos encontrar- Contava Regina para os dois amigos que acabara de encontrar.

– Não é possível estamos neste acampamento a meses e ainda não fomos encontrados por ninguém, somente por animais que supostamente viraram nossa comida- Tinker ia falando e guardando suas ervas.

– Aconteceu muita coisa nesses últimos tempos, coisas que vocês nem sonham que aconteceria — Regina falava num tom sério.

– Ok "Rainha" fale tudo oque sabe! — Grumpy ordenava.

–Vamos com calma anãozinho não é assim que as coisas funcionam estou debilitada de falar agora, não vê? — Regina tira proveito da situação

– O minimo que você poderia fazer por mim e pelo Grumpy era nos contar oque aconteceu, afinal você está debilitada não seria muito bom você jogada no meio da floresta.. Não é? — Ameaçava TinkerBell.

– Ok fadinha eu cai no seu jogo, vou contar tudo oque aconteceu — Regina ia contando os fatos para Grumpy e TinkerBell que ficavam boquiabertos com tudo que ela contava, quando terminou de falar deu um suspiro de alívio.

– Então isso que te acertou nas costas foi um dos guardas de Zelena? — TinkerBell perguntava novamente.

– Sim eles me encontraram porque usei minhas últimas essências de magia para salvar minha filha! — Afirmava Regina ainda sentindo dores nas costas.

– Pelo oque disse ela será nossa salvadora, então pra que se preocupar? Estamos salvos! — Grumpy afirmava com um sorriso.

– Pera lá anão querido, Zelena não lançou uma maldição apenas em nós, lançou em mim quando eu estava esperando Dorothy — Ela tirava as esperanças do Anão.

– Então quer dizer que.. Tudo isso que aconteceu era para acontecer? — TinkerBell perguntava inocentemente.

– Sim, menos a parte de eu mandar minha pequena para outro mundo, ela merece uma segunda chance e Zelena nem imagina para onde a mandei, lá ela ficará longe da maldição, será feliz e na hora certa eu irei vê-la — Dizia ela com um sorriso e um olhar imaginativo sonhando de olhos abertos como seria reencontrar sua filha.

– Mas espere, se você mandou ela para outro lugar, como sabe que Zelena não encontraria Dorothy? — Grumpy interrompe o transe de Regina.

– Porque eu tenho fé nisso, eu acredito nisso! — Ela afirmava tentando se enganar pois no fundo não acreditava nisto então TinkerBell tem uma brilhante ideia:

– Esperem.. Eu posso Ajudar.. — TinkerBell gaguejava pausadamente enquanto Grumpy e Regina a encaravam curiosos, ela ficou em silêncio por um tempo.

– Que ideia? Desembucha logo antes que eu morra de curiosidade- Grumpy apressava enquanto olhava firmemente para TinkerBell.

– Já que sua filha é nossa salvadora e você não quer nos contar como foi essa maldição, eu posso ajudar com meu pó mágico — Tinker dizia sinceramente do fundo do coração e olhou para os dois que estavam pasmos.

Regina e Grumpy olharam um para o rosto do outro e cairam na gargalhada debochando da ideia de TinkerBell

– É piada não é? Você mesma disse que não tinha mais essência nenhuma — Grumpy dizia limpando as lágrimas de risadas que tinha soltado a pouco tempo com Regina e continua olhando firmemente para Tinkerbell

– Eu menti- Após dizer a última palavra Tinker retira um saquinho de Pó mágico que estava em seu bolso capaz de comprometer o futuro deles e de Dorothy.

Regina e Grumpy ficaram impressionados ao ver oque tinham em sua frente, era a oportunidade perfeita, era oque eles precisavam, era a salvação!

– E qual é a ideia Fada? você sabe que quando usarmos esse seu Pó mágico Zelena vai encontrar esse acampamento no meio do nada e não será boazinha quando mandar os guardar cortarem nossas cabeças.

– Eu sei das consequências Regina, sei que tudo tem um preço, talvez seja esse o nosso preço. Mas este pó vai salvar sua filha, escute oque eu digo! — Afirmava Tinker com muita segurança no oque dizia, Regina curiosa, abriu um sorriso e perguntou novamente:

– Qual é o plano? — Ela Olhava para TinkerBell com desconfiança.

– Um guardião, caso Zelena a encontre! O guardião guiará ela para o caminho certo a fugir, ou se ela for para Oz o guardião guiará ela para a saída, quebrando assim a maldição feita — Tinker Explica

– Quem diria TinkerBell, enfim uma ideia maravilhosa — Regina dizia abrindo um enorme sorriso e já sem dor, se sentava.

– Mas temos um porém, não podemos criar a alma de um guardião, então um de nós tomará a forma que o Pó Mágico escolher e virar o protetor de Dorothy. — TinkerBell explicava para os dois amigos.

– Eu me proponho!É o minimo que posso fazer para ajudar a quebrar a maldição- Corajosamente Grumpy se propõe a ser o guardião de Dorothy, ele se sentia orgulhoso de sua decisão.

Levantando com a Ajuda de TinkerBell e Grumpy, Regina é levada para fora da cabana onde fariam nascer o guardião. Estava frio, as árvores dançavam ao vento, a grama verde estava fria parecendo neve, então com cautela Regina coloca os pés no chão e consegue se equilibrar sem ajuda.

– Grumpy antes de você fazer isso preciso te dar alertas, você não se lembrará de quem é, apenas quando a maldição de Zelena se quebrar você voltará a sua forma normal e suas memórias voltarão aos poucos, não sei no oque você vai se transformar mas saiba que adorei passar esses tempos sobrevivendo com você! — Ela dizia emocionada, segurando o choro e dá um abraço no amigo que por sua vez fica vermelho e se sente honrado.

– Fique de olho na minha filha — Regina lhe dá um aperto de mão.

TinkerBell solta a fitinha que ficava amarrada no saquinho com o pó mágico, assim que abriu já dava para se sentir o cheiro de magia que deixava Tinker feliz e revigorada. Com calma e cuidado ela derramava o pó em cima da cabeça de Grumpy que ficava de olhos fechados. Palavras não foram pronunciadas para o feitiço,Ela continuou em silêncio derramando o pó de olhos fechados.

O vento já soltava suas correntes de ar para outro caminho, a dança das árvores foi interrompida e elas começavam a tremer. O silêncio da floresta era quebrado com um som de sinos que vinham de algum lugar que não sabia-se de onde. O Pó derramado brilhava em Grumpy, o brilho tomava seu corpo de dentro para fora, ele ia virando uma gosma como se fosse moldável e ia tomando formas estranhas mas era de se perceber que a forma que estava sendo criada era a de um cachorro! Um pequeno e carinhoso cachorro marrom.

As patinhas pequeninas iam aparecendo,o focinho avantajado e preto nascia, o rabinho pequenino e gracioso já se mostrava, as orelhinhas macias cresciam de uma forma moderada e lá estava o guardião de Dorothy. Rapidamente TinkerBell pega o restinho do Pó que sobrou no saquinho e joga em cima de um graveto que toma a forma de uma coleira pequenina que magicamente é escrito: "Totó"

– Proteja Dorothy, Totó, vá , vá! — TinkerBell acariciava o cachorro que ia sendo guiado pelos ventos e sumindo nos céus, Regina não dizia nada, apenas se emocionava com aquela cena. O Cachorrinho foi levado até o Oeste as estrelas do céu eram suas amigas e faziam uma grande trilha para a casa onde se encontrava a pequena Dorothy, e lá estava Totó caminhando com suas pequenas patinhas em seu caminho estrelado com uma função nada fácil: Ajudar a Quebrar uma maldição.

– TinkerBell, Ouviu isto? — Regina pergunta assustada, olhando ao redor

– Ouvi oque? — Ela não percebe.

Nas sombras aparece um cavalheiro,não tinha forma,nem cor, apenas segurava um arco no qual mirava nas costas de Regina novamente. Distraída Regina não percebe, TinkerBell Olha para trás e vê a flecha sendo disparada em sua amiga e num ato heroico salta e dá um empurrão em Regina a desviando da flecha, porém é acertada na barriga de Tinker que cai no chão sem demonstrar sinais de vida.

De trás das árvores, interrompendo a neblina sai uma mulher majestosa, usando um chapéu negro e uma cara fechada, sem reação Regina dizia gaguejando:

– Z-zelena? — Ela não sabia oque fazer sua amiga estava morrendo e sua inimiga estava prestes a pegar, e agora oque fazer? Fugir? Ou salvar a vida de quem a salvou pela segunda vez?

Notas finais
Está curioso? Acompanhe a fic e deixe seu comentário!