Notas iniciais
Puta que pariu, essa história não acaba nunca!

Mano, os dominós criaram uma BANDA, puta que pariu, tudo o que eles sabem fazer é usar drogas, tacar pedra na cara de PM e jogar dominós.

Tu tá entendendo o que eu quero dizer? O negócio é que eles não sabem tocar instrumentos musicais nem cantar mas, por algum motivo, eles aparentemente decidiram que vão virar uma banda de sucesso agora, mesmo não tendo nenhum talento.

“E o nome da banda agora vai ser ‘Os Xanubaras’, fodasse!” Disse Xanuim.

(Fernando tentou cometeu suicídio após ouvir isso, mas infelizmente ele não morreu.)

A organização da bandinha foi assim: Xanuim ficou como vocalista apesar dele parecer o Felipe Nardoni cantando com aquela voz CHATA de autotune, Markalo ficou como guitarrista, o que é bom porque ele é o único desgraçado da galera que sabe o que está fazendo, mas aí ficou o Fernando como o segundo vocalista (ele também toca baixo), mas pelo menos a voz do muleke é melhor do que a do Xanuim. Finalmente, os caras colocaram o Zonas pra ficar como tecladista porque o Zonas é FODA DEMAIS, mas é claro que ele também não sabe tocar nada.

Na verdade, a única coisa que Os Xanubaras sabem tocar são os próprios corpos (haha, punhetão), mas isso não é problema porque se o Bruno Berti consegue ter sucesso fazendo música ruim, então os dominós conseguem também.

“Quero fazer músicas que vão deixar o Dog Brasil Usuário orgulhoso de nós.” Continuou Xanuba. “Eu preciso fazer com que o senpai me note.”

O segredo do Xanubinha é que ele era obcecado pelo artista conhecido como Dog Brasil Usuário. Ele tem todas as músicas do cara salvas no celular e até criou um fanclube dele no facebook. Basicamente, o muleke é o fã número um do Dog.

“Xanuim, todo mundo odiou ‘Sentando no Periquito’. Por favor, para de falar desse filho da mar.”

Isso fez o garoto ficar pistola.,

“NÃO FALA ASSIM DO DOGUINHO!” Gritou ele. “‘SENTANDO NO PERIQUITO’ É ARTE!”

“Parem de gritar, seus frogados!” Disse Markalo. “Precisamos começar a montar as nossas próprias músicas.”

Xanuim fez cara feia para seus confrades mas então começou a cantar:

DEITANDO NA CAMA PELADO

TODOS OS MEUS NAMORADOS SABEM

QUE EU SOU GOSTOSO E SAFADO

DEITANDO NA CAMA SEM ROUPA

TODOS OS HOMENS QUE ME VEEM

SABEM QUE EU SOU FOFA

Nossa, mano, a porra ficou muito ruim, puta que pariu!

“Nossa, ficou muito bom!” Disse Zonas, o gay.

A única parte boa dessa história é que esses camaradas tavam tocando na casa do Xanuim que ficava no meio da floresta, então ninguém além deles conseguia ouvir o crime de ódio que eles tavam tocando.

“Precisamos de uma gravadora.”

“Precisamos de um show.”

Felizmente, havia uma chance para eles. Lucimara, uma das ex-mulheres de seu Benedito São Aviário, era dona de uma lanchonete chamada Punk's, e ela com certeza deixaria Os Xanubaras tocarem lá, porque mulheres são uma benção para esse mundo.

“Beleza, vamos pro Punk's!" Anunciou Markalo.

“Espera, vou chamar um táxi…”

De repente, Fernando deu um gritinho e se escondeu atrás da caixa de som que tava no porão.

“Não fala isso, Zonas. Você sabe que o Fernandinho tem medo de táxis.”

“Tadinho dele.”

“Caralho, galera, acabei de perceber algo!” Falou Markalo. “A nossa banda precisa de um baterista.”

“Verdade.”

“Xanuim, a sua casa tem um cheiro horroroso.” Comentou Fernando, ainda escondido.

“É por causa do velho que o meu pai matou.” Disse Xanuim, casualmente.

“ESPERA, O QUÊ?!”

“Antes da minha família vir pra cá tinha um velho rico que morava nessa casa, mas aí o meu pai/irmão matou o cara e a gente enterrou ele dentro da passagem secreta que fica debaixo da minha cama.”

“Tem uma passagem secreta debaixo da sua cama?”

“É onde a gente guarda o dinheiro.”

Um longo silêncio se seguiu.

“Por que a gente não pede pra Quiririm ser a baterista?”

“Não, ela vai ficar querendo botar porcarias religiosas nas letras das músicas.”

“Ah....”

“O baterista pode ser o Jão ou um dos Henriques.”

“A gente realmente vai ignorar o fato de que tem o cadáver de um velho enterrado nesta casa?”

“SIM.” Disseram todos em uníssono.

“Ai, então tá bom…”

“Ei, o que diabos vocês estão falando aí, seus ateus fedidos?” Perguntou Quiririm. “O papai já disse que não é pra gente ficar falando do velho morto pras pessoas!”

“QUIRIRIM, RÁPIDO, VOCÊ SABE TOCAR BATERIA?”

“Não, mas eu faço parte do coral da escola.”

“Ah, que pena…”

“Não se preocupem, galera, eu tô mandando mensagem pro Jão e os Henriques.”

“O Jão provavelmente está ouvindo funk e chorando, como ele sempre faz.” Disse Markalo.

“Verdade, o Jão é um manezão.” Concordou Fernando. “Mas os Henriques são piores.”

Fernando não gostava muito dos Henriques. Desde que os gêmeos terminaram o relacionamento com eles, Fernando percebeu que os dois eram falsos e não dignos de confiança.

“Mas então… a gente pega um ônibus?”

“Ok…” Disse Fernando. “Isso é certamente melhor do que um táxi.”

Então os dominós saíram da casa do Xanuim e ficaram andando pela floresta enquanto os mosquitos jantavam na pele deles até chegarem à cidade e pegarem um ônibus.

“A nossa banda vai ser foda, eu tenho certeza!” Exclamou o Xanuim, enquanto o motorista cantava Baka Mitai.

O caminho até a lanchonete foi muito legal porque andar de ônibus é muito legal e também muito melhor do que andar de táxi. Apenas palhaços andam de táxi.

A lanchonete era pequena e aberta. Quando os dominós chegaram lá já estava de noite.

“Daqui a pouco eu vou ter que voltar pra casa.”

“Ah… não dá pra vocês ficarem na minha casa?” Perguntou Xanuim. “Podemos fazer uma festa do pijama.”

Fernando considerou a ideia. Por um lado, ele não queria nem um pouco voltar para a casa de seu pai, mas por outro lado a última vez que eles tiveram uma festa do pijama na casa do Xanuim muitas coisas ruins aconteceram. A Quiririm tentou pegar o Fernando, O Xanuim ficou se vestindo de mulher e o cheiro do banheiro dele traumatizou muitas pessoas.

“Ai, não sei…”

“Vamos, por favor!” Disse Xanuim, fazendo aquela cara de gambazinho tristôncio que deixa todo mundo com pena.

“Ok, está bem…”

“Vou falar com os meus pais.” Disse Zonas.

Felizmente, haviam muitos colchões na casa de Xanuim.

A casa do Xanuim era uma casa bem grande.

“Boa noite, dona Lucimara!”

“Teria algum jeito da nossa banda tocar aqui?”

A mulher que estava encostada no balcão da lanchonete era alta, gorda e parecia bêbada.

“Vocês são os mulekes que trabalham pro Benedito?”

“Sim.”

“Então vocês podem tocar aqui, mas só se avisarem praquele brutamontes que ELE ME DEVE, OK? EU PRECISO DO MEU DINHEIRO DE VOLTA!”

“...está bem?” Disseram eles, levemente assustados.

“Olha, tem uma máquina de karaokê ali!” Apontou Zonas.

“Caralho, vamos escolher alguma coisa pra cantar!”

Lucimara balançou a cabeça e abriu uma garrafa de rum.

Bom dia, mortais tolos. Meu nome é Alexanderson Farias Pinto e eu sou um vampiro misterioso e sexy que bebe sangue de pessoas inocentes (de preferência atendentes de telemarketing porque elas são gostosas).

Eu sou um homem de 50 anos mas tenho a aparência de um jovem emo de 19. Meus cabelos são escuros, lindos e cacheados, meus olhos são amarelos que nem xixi de rato com infecção urinária e todas as minhas roupas são pretas porque eu sou satanista e gosto de BDSM.

Eu também sou caixa de supermercado.

Mas enfim, era um dia bem gelado (por causa do ar condicionado, duh) e eu estava trabalhando que nem uma mula asmática. O Supermercado Ultra estava lotado até o cu e tinha uns adolescentes irritantes na fila tentando comprar birita.

Basicamente, eles chegaram pra mim trazendo três garrafas de cachaça e eu fiquei tipo “Hahaha, nem fodendo!” porque os mulekes deviam ter tipo 15 anos. Sérios, eles pareciam jovens pra cacete.

“Eu tenho 18 anos.” Disse um garoto. Ele usava um arco com chifres de demônios e o seu cabelo era vermelho, da mesma cor que o meu temperamento.”

“COM ESSA CARA DE BEBÊ?”

“Eu não tenho cara de bebê!” Reclamou ele.

“E eu sou a vovózinha.” Disse eu. “Saiam daqui e parem de me encher o saco.”

“Ok, espera, eu vou pegar picolé.” Decidiu um garoto meio estrábico de cabelos castanhos.

Fiquei com tanta raiva daqueles manezões que a minha cabeça quase explodiu.

“Então leva essas garrafas de volta, Fernando.”

O menino foi embora e voltou dois minutos (dois longos e desagradáveis minutos) com três picolés na mão. Eles eram de limão, uva e coco.

“Pronto!”

Aqueles mulekes lambedores de fígado estavam desperdiçando o meu tempo todinho então fiz cara feia para eles até que fossem embora.

Ser um trabalhador humilde no Brasil é uma coisa que não paga muito bem, mas mesmo assim eu passei o dia inteiro no supermercado fazendo as minhas tarefas como caixa. Basicamente, eu tava jogando a minha vida fora, o que não é muito bacaninha mas tudo bem porque eu sou imortal, então fodasse a minha vida.

Terminando o trabalho, percebi que um carro cor-de-rosa havia estacionado perto do supermercado. Ele pertencia ao meu amigo Paulo Ameixa, que estava me esperando para sair.

Cheguei pro Paulinho todo cansado só para descobrir que o desgraçado do Stefano tava dentro do carro, com aquela bunda nojenta sentada no assento dele.

“Paulo, o que o Stefano está fazendo aqui?”

Stefano Caralhos Fodelhos era um vagabundo que insistia em perseguir a gente pra todos os cantos. Nós tínhamos um clube de videogame que era muito especial, mas o cara queria fazer parte dele.

“Alex…” Paulo falou por telepatia. “Hoje eu descobri que o Stefano estava mandando fotos do pé dele para menores de idade no instagram. Eu trouxe ele aqui pra gente matar ele.”

Tive cinquenta reações diferentes ao ouvir isso, mas basicamente eu fiquei putassimo, mano! Sempre soube que o Stefano era um nojentão mas aquilo era diferente, ele estava cometendo um puta de um pecado.

Lógico que isso queria dizer que eu estava cem por cento pronto para matar o infeliz na hora.

Entrei no carro e bati a porta com força.

“E aí, vampirão?” Perguntou Stefano. “Vamos jogar Mineirinho hoje?”

“Sim.” Disse secamente, mal conseguindo aguentar a presença daquele m%$#@.

“Na verdade, não.” Respondeu Paulícimo, sorrindo. “Hoje é o seu dia de sorte, Stefano! Você vai se tornar um gamer de verdade… nós vamos te levar pra caverna dos bros.”

“CARALHO, SÉRIO?” Ele estava feliz pra cachorro.

Troquei um olhar com Paulo e ele começou a dirigir enquanto eu me sentava desconfortavelmente.

Paulito era top porque ele sabia dirigir. Eu tenho 50 anos e não consigo nem andar com os carros do GTA sem fazer bagunça, imagina com um automóvel de verdade…

Durante o caminho, o cheirador de pó de miojo mais conhecido como Stefano ficou reclamando sobre como as mulheres estavam estragando o movimento com o seu excesso de estrogênio porque ele é MACHISTA e ESCROTO.

Sério mesmo, camaradagem, esse homem é puro esgoto, um verdadeiro gamegator reptiliano que anda pelo esgoto até chegar no quintal da sUA CASA. ELE VEM PARA CONTAMINAR AS SUAS CRIANÇAS NA SUA CASA!

Sabe qual é a moral dessa história? Nunca acredite no capitalismo.

MAS ENFIM, VOLTANDO PARA A HISTÓRIA. Eu fiquei cansadão porque o Paulucho dirigiu por tipo umas duas horas? Bem, pelo pareceu que eram duas horas, eu não sei, mas eventualmente a gente chegou perto de uma casa no meio do cu do Brasil e todos saímos do carro e fomos em direção à ela.

Quando geral entrou dentro da casa, Alexanderson (eu na terceira pessoa) deu um puta chutão no Stefano e começou a estrangular ele, apertando a garganta do desgraçado com as suas mãos sexys.

“AH, EU NÃO CONSIGO RESPIRAR! PORQUE VOCÊ ESTÁ ME ENGASGANDO?” Gritou Stefany.

“É por causa da ética no jornalismo de games.” Disse Paulo.

De repente, uma velhinha de 100 anos apareceu no meio da sala parecendo muito feliz com a sua vida.

“Oi, novinhos… querem fazer um threesome?”

Fiquei tão chocado que quase esqueci de terminar de matar o Stefano Caralhos Fodelhos.

“AAAAAAAAAAAAAH ME SOLTA, O QUE EU FIZ DE ERRADO?”

“Filho da puta, não sabe que mandar fotinha para menores de idade é ilegal? Agora você vai morrer.”

Rapidamente, eu tirei a vida do Stefano com as minhas próprias mãos e foi foda. Depois disso, a gente teve que sair da casa da velhinha porque ela era, tipo, muito pervertida, e aquilo não era legal.

A única coisa boa que aconteceu foi que ela deixou a gente enterrar o Stefano no quintal dela porque assassinato é a coisa mais sensual que uma pessoa pode fazer.

Paulinho então me levou de volta para casa.

Notas finais
Lívia novamente me ajudou a escrever o capítulo e é por isso que ele está cheio de referências ao gamergate Desenho da Quiririm com roupas da moda: (https://eltonfunkerson.tumblr.com/post/642290055892926464/quiqui)