Dorgas e Dominós
5 Capítulo 5 - Shopping
Notas iniciais
Era um dia quente chato e chapado no inferno e lá tava eu na calçada furada, matando formigas com minhas duas namoradas, Loreta e Rosângela, quando de repente minha mamãe, a Dona Morte, saiu de dentro da moita e começou a gritar comigo dizendo que eu era um filho egoísta por não passar protetor solar.
Minha mãe é maravilhosa, ela precisa gritar com alguém pelo menos uma vez por dia senão ela fica triste e chora.
Eu chamei ela de parede do mar e, por consequência das minhas ações egoístas, eu agora não mais vou poder comer o pote de requeijão que ela ganhou do Benedito Aviário, e tudo porque me recusei a bronzear os glúteos na frente dos vizinhos.
Quando a mãe foi embora as minhas namoradas começaram a chacoalhar as bundas delas pelas costas, tipo, na cara dura da minha mãe e eu fiquei tipo: CARALHO ESSAS MINAS SÃO PASTOSAS DEMAIS, MANA, NÃO DÁ, EU TÔ APAIXONADA, MINHA IRMÃ!
Mas aí a minha família deu um puta chilique. Eles ficaram completamente enrabecidos e me deixaram de castigo porque meu pai disse que não posso mais bronzear os glúteos, porque eu estou fazendo as pessoas sofrerem e isso só por causa daquela vez que a escola mandou a minha turmosa fazer uma redação bem gostosa sobre as nossas férias de verão e eu mandei uma fanfic de orgia de mendigo.
Meus pais me proibiram de jogar ABC Fatality e de usar as tecnologias porque elas estavam me transformando num filho EGOÍSTA e debochado, então é claro que eles tiveram que parar de injetar o wi-fi nas minhas veias antes das manhãs e agora estou puta.
(Buceta de homem lendário.)
Não dá mais pra ser feliz nessa família, então sabe de uma coisa? Foda-se, eu vou fugir de casa e vou trocar de identidade, ninguém vai saber quem eu sou. Vou fugir e morar debaixo da cama do meu primo e ali vai ter amor, afeto e sêmen de trigo fresquinho todos os dias.
Mamãe estava abelhando comigo sobre alguma coisa aleatória mas aquilo era normal porque abelhar no ouvido dos outros deixava ela com cheirinho de maçã.
Esperei um pouco até ela ir embora e então executei o meu plano do mesmo jeito que executo as minhas punhetas: rápido e eficaz.
Enfiei uma mochila no cu e me joguei para fora da janela, como uma cenoura acrobata. Infelizmente, esqueci de abrir a janela antes de pular por isso AAAAAA puta merda o caco de vidro entrou na minha buNDAAAAAA!!!!!
Ai ai, ui ui, sou sortuda demais, cara. Enquanto eu me fodia pelo ar, a Loreta tinha invadido meu quintal e estava lá comendo formigas bem na hora que cai, e ela me pegou bem na hora (aiiii) meu traseiro tá vermelho e doendo e sangrando mas pelo menos não quebrei todos os meus ossos e morri, isso é muito bacana!
Ai, ai, ai, meu rapaz, como eu tô super feroz cara, eu vou dar o cu para Loreta essa noite como prêmio por ter salvado a minha vida de desvidar, e vai ser LEGAL porque o pau dela é grosso que nem tronco de sabugueiro e eu adoro brincadeira de fazendinha.
“Loreta você é uma gostosa do infinito. Caralho, eu tava quase quebrando a pica no asfalto, mas agora a gente precisa correr urgente porque tô fugindo de casa.”
“Quê?!”
“Tô fugindo de casa, mulher! Não dá mais, eu não aguento mais essa vida de garota do armário, eu quero ser livre, eu quero ser PATRICINHA!”
Tomei a pílula vermelha que a Loreta me deu e ela COMEU O MEU GÊNERO! Por isso preciso de um gênero novo, mas tudo bem porque gênero você compra por dois reais no mercado livre facinho, mas aí o entregador chega na sua casa e FAZ COCÔ NO SEU GRAMADO!
“Ok, beleza, entendi, mas não era pra gente estar fugindo?” Perguntou Loreta.
“Ah é, verdade, né?”
“MENINO EGOÍSTAAH!” Mamãe me viu e tentou me pescar. “VOLTA AQUI!”
“Ai, caralho!”
“Não se preocupa.” Disse Loreta. “Eu sou mestiça, 50% do meu corpo é feito de Sonic o Ornitorrinco, então eu vou tirar a gente daqui em um segundo, mona!”
“Aê!”
Minha namorada é forte pra burro, ela me levantou nos braços bombados dela e começou a correr muito rápido, que nem Sonic o ornitorrinco, e isso deixou a Dona Morte muito abelhante.
“VOU FAZER VOCÊS PASSAREM PROTETOR SOLAR!” Ela gritou muito fúria, mas geral cagou pra fúria dela e ela ficou triste.
Ficamos correndo por muitos minutos até despistarmos as abelhantes.
“Bacana, vamos pegar um ônibus agora ou o quê?”
“Não, primeiro a gente tem que ir pro shopping pra eu arrumar um disfarce, porque senão vão me reconhecer e me pescar de volta pra casa, isso não pode acontecer.”
Então nós fomos pro shopping de almas penadas do inferno, onde ninguém estaria abelhando. Uma das filhas do Don Satan trabalha numa loja de roupas do fundo da próstata do lugar, o que é ótimo porque acabei de escapar da bunda suja da casa dos meus pais e não quero mais prostratar lá.
Mas voltando a filha do Satan, ela vende umas caralhadas boas do capeta naquela loja, tem perfume de mijo de morcego, essência de sereia gasosa e outras coisas anais que fazem as garotas feias ficarem feias, então obviamente eu fui comprar as minhas porras com ela, né?
De repente, um clima estranho apareceu, mas de boa. Passei pela porta tipo, decidi que eu ia passar naturalmente pela porta, mas quando a gente entrou tinha uma velha me olhando, só que ela não era tipo uma velha qualquer, eLA ERA A GRAÇA, A COORDENADORA DA MINHA ESCOLA!
“Oi coisinha fofa, te conheço de algum lugar? Tu estuda aonde?”
“Ãh….” Eu ia falar algo mais Loreta me empurrou antes que pudesse abrir a boca.
“Rápido, não podemos perder tempo!”
Tropecei e caí de cara no chão, aí a Loreta começou a jogar um monte de roupa em cima de mim “Vai pro vestiário!”
Fui chutada pro vestiário e achei a Rosângela se preparando pro campeonato de sarrada. Ela ia sarrar por oito horas.
“Rosângela, me ajuda, caralho, vou me afogar!”
“QUÊ ISSO, TU É LOUCA, MANA!"
Ela então me ajudou a colocar um vestido rodado amarelo e uma peruca cor-de-rosa e EU VIREI UMA MENINA FOFA! É isso aí minha amiga, ninguém nunca vai me reconhecer se eu for uma anime girl muito kawaii.
UHUL, EU VOU FICAR GOSTOSA, AÊ!!!
“Caralho Susana..” Disse Rosângela. “Você está gata pra burro, menina, quê isso?”
Tirei a mochila e meus órgãos e paguei por tudo com minhas pedras dos rins, direto do meu reto gastroinspiracional.
A moça ficou puta feliz falou que tava milionária com moedas de ouro do tamanho da pica do satanás. Juro pelo pai são jabuti que não entendo o motivo desses demonhos terem tanto fetiche por partes do corpo, tipo assim, porra mulher! Para de cheirar meu pé, tu é louca, eu não vou vender ele pra ti, vagabunda safada, tira a mão dos meus crocs se não vou chamar a polícia.
Me olhei no espelho e eu tava maravilhosa, por isso as minhas duas namoradas até bateram uma gatinha de mendigo no vestiário. “Mas e agora?”
“Agora sei lá, a gente faz uma fuga romântica pra fora do inferno aí mudamos todas pra mesma escola e ficamos ali.”
“SHOW@!”
“Com licença, meu jovem…” Falou a Graça, indo na nossa direção com uma expressão desconfiada. “Você é o filho da…?”
“NÃO!” Rosângela, a ativista trans, jogou um saco de pó no chão e a magia teletransportou geral pra fora do shopping.
“Poxa vida, essa era toda a minha magia do mês tava guardado pra jogar nos pombos…”
“Sad, mas olha você salvou a gente da graça.”
“Graças a Deus.”
“Vamo pegar um ônibus então?”
“Não, tenho uma ideia melhor.” Falou Rosângela, indo pro estacionamento e roubando um carro.
“EITA PORRA, MAS ISSO NÃO É ILEGAL?!”
“Relaxa não tem problema eu deixei 1 real dentro dele pro dono pegar.”
“Mas como ele vai pegar se o 1 real estiver dentro do carro?”
“Ué…”
“A gente tá roubando o carro.”
“Verdade… bem, deixa pra lá, então. Ele pode comprar um outro carro depois.”
Nós três entramos colocamos o cinto de segurança e Rosângela começou a dirigir. Fomos eu e as minhas duas namoradas pela estrada fora em direção ao pôr-do-sol.
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