Don't Stop Dream
27 Um feitiço indesejado.
Notas iniciais
Safira estava sendo o mais cuidadosa possível, mas nem isso tirava o meu medo. Essa não seria uma retirada de apêndice ou amígdalas, seria a retirada de um feitiço.
Por mais que Peter me trouxesse segurança eu não queria que ele ficasse comigo nesse momento, ele já fez muito por mim. Meu pai se ofereceu, eu sei o quanto ele quer me mostrar que se importa comigo e eu realmente queria a sua companhia. Ninguém sabia ao certo os efeitos colaterais que eu teria e isso me deixava cada vez mais nervosa. Alice também participara do procedimento, ela me trazia um pouco de segurança, mas não o bastante.
Estávamos indo todos juntos para uma sala da mansão em uma ala que eu ainda não tinha conhecido. É uma pequena enfermaria, mas sua decoração era totalmente diferente, mais histórica.
_ Tem certeza de que não quer que eu fique? – Peter me perguntou assim que entramos na sala.
_ Não, eu vou ficar bem. Fique tranquilo. – entrelacei as nossas mãos para que eu pudesse passar um pouco de segurança para ele, mas acho que não conseguir, pois eu mesma não estava segura.
Safira me guiou até uma cama, Peter e meus avós permaneceram na entrada. Senhora Hayes ia fechar a porta quando Jason apareceu. Só deu tempo de trocarmos sorrisos.
Me deitei e meu pai se sentou a poltrona ao meu lado.
_ Vai ficar tudo bem. – ele se aproximou e acariciou os meus cabelos.
_ Queria que você tivesse feito isso mais vezes. – eu estava comovida pelo momento.
_ É, eu sei. Eu também. – seus olhos se encheram de lágrimas.
_ Não chore, por favor. – eu segurei a sua mão. – Vai fazer eu me sentir pior.
_ Certo. – ele fungou e logo após forçou um sorriso.
Ficamos ali por mais um tempo, trocando olhares. Eu estava feliz, anos sem a presença do meu pai foram recompensados em minutos. A próxima vez que alguém me perguntar qual o sentimento que eu tenho por ele, responderei sem sombras de duvidas: amor.
_ Está pronta, Amy? – Safira perguntou.
Eu fiz um sinal de positivo com a cabeça. Safira pediu que meu pai se afastasse e senhora Hayes abriu caminho para Alice que estava com livro na mão. Ela percebeu que eu me perguntava o que diabos era aquilo.
_ Ah, Amy... – ela estava sem graça. – Faz muito tempo que eu não retiro um feitiço de alguém. Fique tranquila, só estou revisando alguns passos.
Eu permaneci em silencio. Alice e Safira se entreolharam. Eu não queria falar, não conseguia. Meu medo era visível.
_ É muito importante que você não se concentre no que está acontecendo agora, não totalmente. – Safira falou. – Pense em coisas boas, coisas que você viveu ou quer viver. Dependendo dos seus pensamentos você não sentira dor nenhuma.
_ Tudo bem. – isso será impossível!
Safira esfregou as mãos e segurou a minha cabeça, onde estava o ferimento e ordenou:
_ Feche os olhos e faça o que eu disse. Vou esperar você relaxar.
E assim eu fiz. Ao fechar os olhos imaginei Danielle, Rup, Joe, Bianca, Alice e Peter nas tardes depois da escola quando todos nos reuníamos e falávamos besteiras, quando todo esse mundo de fantasia não passava de conto de fadas. Minha cabeça começou a formigar, eu voltei à realidade e a dor invadiu o meu corpo.. Pense em coisas boas, ordenei a mim mesma. As minhas brincadeiras com Danielle quando tínhamos 12 anos. Louis aprendendo a andar de bicicleta. O feitiço... Mais dor. Uma dor insuportável, eu queria gritar... Minha formatura do primário. Meu aniversario de 17 anos. O sorriso da minha mãe. A luta com os bárbaros. Dor. Estou enfeitiçada. SOCORRO. Meus dentes estavam cerrados. O meu primeiro beijo com Connor e a dor que eu senti quando fui dispensada por ele. Dor. A dor que eu estou sentido agora. Chega, por favor. PARE, PARE! Jason. PETER, PETER! O meu primeiro beijo com Peter. A tranquilidade que o toque do meu namorado me passa. Peter, mãe, pai, Louis, vó, vô, Alice, Logan e Jason...
_ Pronto Amy. – A voz de Safira me acordou. – Acabou.
Minha visão estava embaçada, eu estava tonta. Tudo ficou escuro. xxx
Eu estava em um campo, nada além da grama. Minha armadura pesava e minha espada estava quase escapando da minha mão devido ao suor. Não havia nada pra mim lutar. A calmaria me assustava.
De repente minha mãe aparece na minha frente correndo atrás de uma criança, sou eu. Elas não percebem que eu estou ali. Fiquei as observando e do nada elas sumiram. Do mesmo lugar onde as duas surgiram, aparece mais uma imagem, sou eu, mas agora mais velha, ensinando Louis a andar, meus pais vêm logo atrás. Eles também desaparecem. Agora sou eu e Danielle conversando e logo após, Peter me ajudando nos treinamentos. Daí surgiram varias outras imagens, momentos felizes, aqueles que eu não fui capaz de imaginar quando estava sentido as dores da retirada do feitiço. A ultima foi eu com a fada que pousara no meu dedo na noite que visitamos as plantações de cacau.
Eu estava emocionada com aquilo tudo. Olhei ao redor com a esperança de encontrar mais momentos como os que eu acabara de ver, mas não encontrei nada.
_ Amy. – uma voz suave chamou logo atrás de mim.
Me virei e pensei que estava me olhando no espelho. Era eu, só que com roupas diferentes. Eu vestia um vestido branco, tão longo que o vento o levantava e trazia uma imagem deslumbrante, meu cabelo solto estava mais claro. Eu estava linda.
_ Não se assuste. – a imagem sorriu.
_ O que você é? – eu não estava entendendo nada.
_ Eu sou você.
_ Não, não há duas Amélia. Não Amélia Cowell.
_ Não sou exatamente você, sou o que você é. – ela deu um sorriso gentil.
_ E o que eu sou? – perguntei.
_ Eterna.
Eterna...
Acordei assustada. Eu acabara de topar com a minha imortalidade, a realidade da minha vida. Eu sou eterna.
Eu estava respirando fundo e meu coração estava acelerado. Eu queria chorar, mas uma silhueta masculina parou na minha frente.
_ Como se sente, filha? – era meu pai.
Eu ainda estava na enfermaria da mansão. Meu pai tinha uma expressão piedosa e isso era a pior coisa que eu poderia receber agora. Os pensamentos estavam correndo em minha mente, eu não conseguia responde-lo. Ele saiu do quarto as pressas e segundos depois voltou com Alice e a Senhora Hayes.
_ Amy? – a Senhora Hayes se aproximou. – Consegue me responder?
Eu sabia que podia falar, mas algo me impedia, algo estava bloqueando a minha voz. Eu estava muito nervosa. Tentei me acalmar, respirar fundo e tentar esquecer o meu sonho. Deu certo.
_ Est.. Estou bem. – minha voz ainda saia falhada.
_ Que bom. – Senhora Hayes acariciava o meu cabelo. – Correu tudo bem. Você foi muito corajosa.
_ Pode voltar para o seu quarto se quiser. – Alice falou.
_ Eu quero muito.
xxx
Ao passar pelos corredores vi que já era final de tarde, eu dormi demais. Perdi um dia de treinamento e amanhã terei que recompensar isso. Amanhã, o ultimo dia.
Meu quarto estava em sua devida ordem a não ser por Peter que cochilava em uma das poltronas e Louis que estava dormindo esticado em minha cama.
_ Vamos acordar eles? – Alice sussurrou.
_ Não. – respondi. – Deixa. – sorri.
Meu pai acomodou Louis mais para o lado da cama, para que sobre espaço para mim. Depois que todos se certificaram que eu estava bem, me deixaram sozinha.
Em cima da mesa havia um bilhete:
Espero que esteja bem. Me desculpe por ter chegado atrasado e não ter desejado-lhe boa sorte.
Sei que vai superar mais essa, você é incrível Amy. Com amor, Jason.
_ Gentil, não é? – a voz de Peter soa sonolenta atrás de mim.
_ É, muito gentil. – sorri. – Dormiu bem?
_ Sua poltrona é confortável. – ele segurou minha mão e me puxou mais para si. – E você, como se sente?
_ Bem.
_ Que bom. – ele acariciou o meu rosto. – Mas acho melhor você descansar. Judite não terá pena de você amanhã.
_ Eu sei. – dei um riso abafado. – Acho que não teria pena de mim nem hoje.
_ É. – Peter também riu. – Vem. – Ele me puxou para a cama e com todo cuidado eu deitei ao lado de Louis. _ Vou voltar mais tarde. – falou.
_ Vou cobrar se não vier.
_ Você sabe que virei. – ele deu mais um dos seus sorrisos encantadores e me deu um leve beijo. Depois acariciou o cabelo de Louis e mesmo assim ele não acordou. Antes de sair Peter deu um leve sorriso, eu retribui.
Estou sozinha... Os pensamentos sobre o meu sonho são inevitáveis. Cresci pensando em estudar, me casar, construir uma família, envelhecer e morrer, mas esse não é o meu destino, sou imortal. Quais são as minhas opções? Morrer na guerra ou vencer e ter uma vida eterna? Eu não escolho a hora de morrer, isso é um fato, mas e se vencermos a guerra? Eu terei uma eternidade para aproveitar, uma eternidade para fazer sabe-se lá o que. É tudo muito confuso e eu não sei se isso é bom ou ruim.
A alguns dias trouxe um livro da biblioteca para ler, era sobre romance. Li até Louis acordar. Depois ficamos conversando, percebi o quanto meu irmão estava apreensivo com essa guerra. Meus avós vieram me visitar, trouxeram bolo de chocolate. Papai vinha de vez em quando no quarto para ter certeza de que tudo estava bem. Mais tarde, Alice, Peter, Logan e Jason apareceram, conversamos sobre tudo, menos nossa responsabilidade com a guerra. O que mais me surpreendeu foi a visita de Kendall, não conversamos muito, ela apenas veio perguntar se eu estava bem.
Safira não deixou ninguém ficar no quarto comigo está noite, nem mesmo Louis. Amanhã era o nosso ultimo dia antes da grande jornada.
xxx
Hoje treinei sozinha. Judite dedicou seu tempo especialmente para mim, como se isso fosse bom. Eu corri, lutei, escalei, nadei e o melhor de tudo, me cansei bastante. Não sai do ringue nem mesmo para almoçar, no final do dia eu estava fedorenta.
Não olhei o exercito hoje, sei que os comandantes fizeram um bom trabalho. Minha prioridade era tomar um bom banho.
Depois de me banhar, vesti um vestido leve: branco, na altura do joelho. Sinto-me uma aberração com aquela armadura, e eu posso ser tudo, menos uma aberração.
A mesa de jantar estava cheia, todos reunidos para celebrar o ultimo dia juntos. Celebrar, que ironia. Klaus estava na ponta, o espaço a sua direita estava vazio, era o meu lugar. Vovó estava do meu lado e Safira a minha frente, Peter estava um pouco distante e eu queria tê-lo perto, não ficamos juntos hoje nem um minuto.
O jantar foi tranquilo e todos estavam aparentemente felizes. Jason animou a todos com as suas palhaçadas e Louis ficou mostrando o quanto ele estava forte. Vou sentir falta de tudo isso.
Me despedi de todos de subi para o meu quarto. Decidi ler mais, o romance estava me comovendo, era um pouco de normalidade no meio de tudo isso.
Parei de ler ao ouvir uma batida leve na porta. Estranhei e coloquei o livro de lado. Ainda era cedo, 21:00 horas aproximadamente. Eu ainda estava com as roupas que usei no jantar.
_ Medusa... _ Louis chama do outro lado. Era o meu pequeno Louis. Corri até a porta.
_ Promete pra mim que não vai morrer? _ Ele se atirou no meu colo, soluçando.
_ Heey, eu não vou morrer, calma._ afaguei suas costas. _ Vem comigo.
Guiei-o de volta a seu quarto. A cama estava em completa desordem, sinal de quem se revirou ali durante um bom tempo antes de vir atrás de mim. Deitei com ele ali, falando palavras de conforto até ele se acalmar. Pensei que era o que a mamãe faria se estivesse ali. Eu queria que mamãe estivesse ali para me aninhar assim... Prometer-me que tudo acabaria bem.
_ Nós temos três exércitos excelentes, só a principio. Com líderes extraordinários. Sem contar com o exército que a tribo do norte nos cederá. Assim como a do Leste e Oeste... Estamos com um número extraordinário, e em boa forma. Temos boas chances de alcançarmos nosso objetivo. Eu estou bastante otimista quanto a nossa vitória. _ Garanti ao meu irmão. _ Temos estratégias louváveis ainda...
_ Você vai voltar então? _ Ele me encara.
_ Sim.
_ Eu te amo Medusa. _ Fala antes de cair no sono.
_ Eu também amo você meu pequeno.
Fico ali por mais alguns minutos, até ter certeza de que ele teria uma boa noite de sono, e depois voltei ao meu quarto, tentando acreditar nas palavras que eu acabara de repetir.
xxx
Não me surpreendi quanto tímidas batidas na porta me fizeram levantar de madrugada. Louis devia estar tendo pesadelos. Levantei-me sonolenta, e caminhei até a maçaneta.
Não era Louis quem me encarava do outro lado. Baixei os olhos para minhas roupas e senti vergonha. Uma camisola de algodão com estampa infantil, e um short consideravelmente curto, o que deixava a impressão de que eu estava sem roupa alguma por baixo da pequena camiseta. O que mais me incomodou foi imaginar como estaria meu cabelo... Completamente desgrenhado.
_ Oi _ Peter me saudou.
_Oi.
_ Como você está? _ Questiona
_ Alguém sabe que você está aqui? _ Olho por cima de seu ombro e ele nega. _ Então entre.
_ Você está linda Amy... Fascinante. Mesmo. _ Ele afirma enquanto eu tranco a porta atrás de nós.
_ Não. Não diga isso, por favor. _ Coloquei a mão sobre meu rosto, para poupá-lo da visão espantosa. _ Não com essa cara de zumbi que estou. Louis me chama de Medusa, e não é à toa.
_ Você está Linda. _ Peter se aproxima e tira minha mão do rosto para me observar. _ Eu falo sério.
Ele leva-me até o espelho e se posiciona atrás de mim. Olho meu reflexo e me surpreendo com a visão erótica. Meu pijama indecente, o cabelo emaranhado, a pouca iluminação... Peter atrás de mim, e sua excitação fazendo-se notar por ali. Eu estava embriagada pelo clima do proibido que carregava o ar, fazendo meu estômago se contrair.
Peter baixou a cabeça e depositou um beijo em meus ombros nus. Então beijou meu pescoço, com gestos suaves ao envolver minha barriga com seus braços fortes, nossos corpos se encaixando mais.
_ Você está linda _ Ele sussurrou, ao mordiscar minha orelha.
Eu fechei os olhos, desfrutando daquele momento, sem pensa em mais nada. Eu só queria sentir o toque de Peter, o carinho dele, o amor...
_ O que faz aqui? _ Reúno todas as minhas forças na tentativa de dizer alguma coisa coerente, apesar da respiração alterada.
_ Hum....?_ Peter murmurou contra minha nuca.
_ O que faz aqui? _ Repeti, com um pouco mais de convicção.
Isso pareceu lembrá-lo de algo, e ele se afastou de mim. No mesmo instante me arrependi de ter aberto a boca.
_Ah sim. _ Ele senta-se em minha cama, tentando se recompor. _ Vim ver você.
A tensão na atmosfera ao nosso redor era palpável. Eu queria me atirar nos braços dele e ficar ali para sempre, mas a realidade voltou a me confortar nas próximas palavras de Peter .
_ Amanhã sairemos em nossa jornada. Viveremos em batalhas constantes. Preciso saber como você está, Amy. É muita pressão. _ Sua expressão se suavizou, o olhar de desejo sendo sumindo e a preocupação tomando aqueles olhos azuis. _ Como você está?
_ Estou bem, Peter. _ Garanti, dando a mesma resposta que dei a Louis. _ Nós temos três exércitos excelentes, só a principio. Com líderes extraordinários. Sem contar com os exércitos que as tribos do Norte, Sul, Leste, e outras nos cederão... Estamos com um número fantástico, e em boa forma. Temos boas chances de alcançarmos nosso objetivo. Temos motivos de sobra para estarmos otimistas quanto a nossa vitória. _ Garanti novamente. _ Temos estratégias louváveis ainda... _ Eu respirei fundo. Falei um pouco rápido demais. _ Estou bem. Hiper confiante.
Peter deitou-se na cama e deu tapinhas do seu lado para eu me juntar a ele. Engatinhei até acomodar-me em seu colo.
_Você sabe que não precisa mentir pra mim, Amy. _ele acariciou meu cabelos, com todo zelo do universo. _Eu não preciso ser consolado por você. Não preciso do encorajamento da escolhida, e não preciso que você me mostre o quão forte você é. Eu preciso cuidar de você. Preciso te confortar. Preciso ouvir você chorar no meu ombro e dizer que está com medo. E aí eu posso prometer que não vou sair do teu lado nunca. Eu não quero as palavras da escolhida, eu preciso saber como a minha namorada está.
Comovida com tamanha declaração, desabei em prantos sobre seu peito, despejando toda a minha insegurança que estava contida em mim. Confessei tudo em forma de lágrimas intensas. Lágrimas que Peter compreendeu e não secou, deixou-as rolar.
Ficamos assim por aproximadamente uma hora.
_ Como você está? _Peter perguntou, mais uma vez, quando eu acreditei que ele estava dormindo.
Eu me ajeitei, colocando-me sobre os cotovelos, de modo que eu pudesse encará-lo.
_ Eu estou bem._ Afirmei, com os olhos secos já. _ Estou bem porque sei que tenho você. _ Olhei dentro daqueles olhos azuis e sorri. Meu ponto de equilíbrio, de fato. Com ele eu não sentia medo de mais nada que não fosse perdê-lo. _ Peter... Esta é a nossa ultima noite “normal”, se é que alguma coisa pode ser chamada de normal atualmente, mas a partir de amanhã não teremos mais sossego. Vamos evitar assuntos desagradáveis por enquanto. Deixe-me passar esta noite com o meu namorado... _ Usei o mesmo termo que ele. “Namorado”... Eu gostava de como isso soava. Era bom poder me referir a ele assim... Chamá-lo de meu.
Peter levou sua mão até minha nuca e torceu meu cabelo, enquanto me puxava para si. Eu desmontei contra seu tronco. Peter me beijou mais uma vez. Fui invadida por uma onda de paixão ao perceber coisas que não podiam ser faladas, sentimentos e compatibilidade. E, por um momento, me esqueci da realidade que me esperava na manhã seguinte. Repousei a cabeça no tórax de Peter, me concentrando apenas em ouvir sua respiração.
_ Durma Amy...
Essas foram as ultimas palavras que ouvi antes de o mundo real ir se afastando de mim.
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