Notas iniciais
Bom, essa é minha primeira história, peço que favoritem para a história não sair do site. Aceito sugestões.. Beijooos :D

Começar uma historia contando sobre mim é uma tarefa um tanto complicada, na verdade, eu sou complicada. Meu nome? Amélia Cowell, mas todos me chamam de Amy, apelido que minha falecida mãe me deu. Tenho 16 anos, e atualmente estou de férias, mas estudo em um internado em Londes. Meu pai, George Cowell ficou muito sentido com a morte de minha mãe e resolveu colocar eu e meu irmão, Louis, no Webberley College. Meu pai deixou o antigo emprego de administrador e veio para o Brasil para se dedicar a seus estudos sobre o pais, ele acredita que o Brasil esconde uma história fantástica, assim como mamãe acreditava. Eu e Louis achávamos aquilo um absurdo, mas por conta de todo o sofrimento que ele passou com a morte de sua amada nós nunca o questionamos, aquela era a forma dele de sempre se lembrar dela. Todos os anos, nas férias, vínhamos para o Brasil para ficar um pouco na companhia de nosso pai, mas isso pouco importava para ele, não quero dizer que ele não gostava de nós, muito pelo contrario, ele sempre foi o tipo de pai calado, mas sempre dizia que nos amava, mas ele nunca deixava suas pesquisas de lado, hoje por exemplo, estamos no litoral Rio de Janeiro, mas para falar a verdade nem sei o nome desse lugar, eu e Louis estávamos sentados a beira mar vendo meu pai em uma canoa a uma certa distancia tirando algumas fotos.

_ Como é o nome desse lugar mesmo? – perguntei a Louis.

_ Ouvi um pescador falar alguma coisa de Angra dos Magos. – respondeu ele.

_ Que nome estranho. – comentei.

Observei Louis por alguns segundos, o corpo magricelo estava queimado de tanto tempo no sol, e os cabelos louros estavam passando da hora de serem cortados, estava com uma aparência de surfista.

_ Acha que ele nunca vai cair na real? – perguntou ele.

_ Sobre o que? – respondi.

_ Sobre essa vida, não me conformo com o vovô por ele ter que mandar dinheiro todos os meses para sustentar um cara que tem mais de 40 anos e sonha com um universo que não existe, e ainda por cima ter que sustentar os próprios netos. Vovó e vovô podiam estar fazendo muitas coisas com o dinheiro que gastam conosco. – falou ele indignado.

Louis tinha apenas 11 anos e as vezes conseguia ser mais maduro do que eu, as vezes me achava inferior a ele por conta da sua inteligência.

_ Vovô sempre disse que o maior sonho dele era viajar o mundo ao lado da vovó, mas depois que nossa mãe morreu nunca mais o vi falando sobre seus sonhos. – respondi calmamente.

_ Isso é estranho – ele deu uma pausa – muito estranho. – disse Louis, pensativo.

Finalmente papai voltou e nos levou para casa, atualmente estava morando em um apartamento um pouco desconfortável no centro do Rio de Janeiro. Passamos o caminho inteiro sem trocar nenhum palavra, Louis estava dormindo, o que me deu muito tempo para pensar sobre como era estranho vovô ter desistido dos seus sonhos e nos bancar sem ao menos forçar o papai a melhorar de vida. Eu pelo menos , não aceitaria bancar um genro desempregado que parece um lunático falando de coisas místicas e totalmente fora do normal.

Amanhã voltaremos para Londres, passaríamos dois dias na casa dos nossos avós até o inicio das aulas no Webberley College ( WC ), aproveitaria esse tempo para descobrir um pouco mais sobre essa historia do vovô.

Notas finais
Bom, esse é o primeiro capitulo, posto o segundo com alguns comentários...