Don't Stop Dream
10 Grandes surpresas.
Notas iniciais
Danielle me ofereceu carona para voltar para o WC, a mãe dela comprou o carro novo e deu o velho para ela. Eu aceitei, mas fui o caminho inteiro rezando para não morrer.
No estacionamento para alunos a BMW de Peter já estava parada.
Fomos direto para o dormitório nos encontrar com Bianca e Elizabeth.
_ Elizabeth? – perguntei me sentando ao lado dela.
_ Oi Amy. – ela sorriu.
_ Por que não foi para minha festa surpresa? – perguntei – Senti sua falta.
_ Não deu para eu ir — ela fez uma pausa. – Fiquei com a minha família, me perdoa?
_ Tudo bem – a abracei – Vamos, esta na hora da aula.
Elizabeth e Bianca foram para suas salas. Eu e Danielle seguimos para a sala do segundo ano, mas no caminho algo aconteceu. Jeniffer me parou.
_ Amélia – disse ela barrando a minha passagem. – Fiquei sabendo que você vai ao baile com o Peter.
_ É... – disse.
_ Não acredito que ele recusou ir comigo para ir com você. – ela parou e me olhou de cima a baixo.
_ Ôh piranha! – interrompeu Danielle – Olha como você fala com ela. Você é uma invejosa, queria estar no lugar dela!
_ Olha só – falou Jeniffer – Ela não sabe se defender e a amiga ruivinha aqui têm que fazer isso por ela.
Danielle ia para cima dela, mas eu a segurei.
_ Me deixa passar Jeniffer!– ordenei – Foi escolha do Peter me chamar para ir ao baile!
_ Que má escolha a dele. – disse ela abrindo passagem.
Ela queria me colocar para baixo, e conseguiu. Eu não era a garota certa para o Peter.
Quando chegamos à sala pedi para Danielle não falar sobre o que aconteceu com ninguém e ela compreendeu. Ela se sentou ao lado de Rup e eu não tive escolha, me sentei ao lado de Peter.
_ Oi – disse ele sorrindo.
_ Oi – respondi seca.
_ Gostou mesmo da pulseira? – disse ele pegando o meu pulso e vendo o presente que ele me deu.
_ Gostei muito, Peter. Obrigada. – me virei e prestei atenção na aula.
Pude perceber que ele estava me estranhando, mas eu não queria falar com ele. O que Jeniffer me falou estava na minha cabeça. Peter era lindo e fazia as garotas babarem por ele. E eu? Eu era só uma apagada do segundo ano que sofreu de amor por Connor Watson.
Ficamos em silêncio durante todas as aulas e na hora do almoço ficamos afastados.
O Diretor Sullivan anunciou que queria todos no auditório depois do horário de almoço, provavelmente iria falar sobre a festa de sábado.
No auditório me sentei ao lado de Danielle e logo Peter ocupou o assento ao meu lado. Continuamos sem conversar, mas já estava louca para trocar algumas palavras com ele. O Diretor subiu ao palco e começou o seu anuncio.
_ Alunos do Webberley College – ele fez uma pausa. – Neste sábado realizaremos a festa de 80 anos desta instituição. – comentários ocorreram em todo o auditório. – Quietos, por favor?! – pediu ele. – Para comemorar esta data teremos uma visita ilustre, ela ira realizar uma palestra e logo após estará aberta para que vocês possam cumprimentá-la.
_ Sr. Sullivan, por favor. – levantou a mão um dos garotos do terceiro ano, ele queria fazer uma pergunta. O Diretor fez um gesto para que ele pudesse falar. – O Senhor se esqueceu de falar o nome da convidada. Quem é ela?
_ É...Verdade – disse ele se dando conta do erro. – Obrigada por me lembrar caro aluno. A nossa convidada é a ilustre escritora J.K. Rowling!
O auditório inteiro gritou, gritos de felicidade e espanto vinham de todos os cantos.
J.K. Rowling! A escritora de Harry Potter! Uma das minhas escritoras preferidas, eu não conseguia acreditar. Estava explodindo de felicidade. Por impulso abracei Peter.
_ Eu nem acredito Peter – disse gritando, pois o barulho no auditório era alto. – J.K Rowling vai vir para cá! – eu ainda estava em seus braços.
_ Isso ai Amy – ele também gritava e estava com um sorriso lindo.
Me esqueci do que Jeniffer havia falado e quebrei o gelo que existia entre mim e Peter durante toda manhã.
Soltei Peter e procurei Louis, ele estava nas cadeiras à cima e gritava feito louco, Rowling criou sua história preferida, não era para menos. Quando ele me viu sorriu e levantou as mãos, por conta do barulho eu não consegui ouvi-lo, mas pelos movimentos dos seus lábios pude perceber que ele falou.
“Ela vai estar aqui!”
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Depois de uma bela bronca do diretor pela bagunça, tivemos mais aulas. No final da tarde nos trocamos e fomos para o campus.
Joe levou um violão e fizemos uma roda, relaxando. Danielle desabou no colo de Rup, aposto que a música lenda a fez ficar com sono. Elizabeth e Bianca conversavam enquanto os gatos brigavam. Peter e eu estávamos lado a lado em silêncio até que ele falou.
_ Soube o que aconteceu hoje entre você a Jeniffer – disse ele.
_ Danielle? – sorri.
_ O fofoqueiro da vez foi o Rup. – ele sorriu. – Mas foi Danielle que contou para ele.
Rimos.
_ Me desculpe por te tratar tão mau essa manhã. – falei.
Ele pegou minha mão e falou:
_ Não queria fazer você passar por isso. – disse ele.
Eu fiquei em silêncio, mas coloquei a cabeça em seu ombro.
_ Ainda quer ir comigo ao baile? – ele perguntou.
_ É claro. – falei. – Será covardia de a minha parte deixar que Jeniffer me afete com o seu veneno. É isso que ela quer.
_ Tem razão. – ele falou. – Obrigada Amy.
_ De nada.
Eu continuei com o rosto em seu ombro. Ele passou a mão pelas minhas costas e ficamos ali, abraçados o resto da noite.
22:00h, hora de ir para o quarto. Arrumamos tudo e nos despedimos dos meninos.
Já no quarto, Danielle estava brigando com Bianca por deixar o gato mais uma vez bagunçar as coisas dela. Elizabeth ria. Quando Danielle se acalmou fui falar com ela.
_ Já esta melhor? – perguntei me sentando na cama dela.
_ Animais não deviam existir! – disse ela fuzilando o gato que estava esparramado no chão perto da cama de Bianca.
_ É só um gatinho, Dani – ri – Ele tem mais medo de você do que você dele.
_ Eu não tenho medo dessa coisa – ela se virou para mim. – Só odeio o fato de ter que dividir o quarto com um animal de quatro patas que solta pelo por todo lugar.
Eu ri.
Ficamos em silêncio por um tempo, até que me lembrei do relacionamento dela e Rup.
_ Em todos esses anos que você é minha amiga, eu nunca te vi correr de um garoto. Por que foge tanto do Rup? – perguntei.
_ Eu estou gostando dele de verdade. – ela falou, triste.
_ Como pode ficar triste com isso? – perguntei, não estava conseguindo entende-la – Você está gostando dele e ele de você. Você esta sendo correspondida, por que não fica logo com ele?
_ Ai que esta o problema, Amy. – ela falou. – Eu não sei o que ele realmente quer comigo. Sou doida para pular naqueles braços e beija-lo até não querer mais. Mas eu quero que ele seja verdadeiro comigo, quero que ele me prove que gosta mesmo de mim.
_ Ele te ajuda em tudo, é companheiro – fiz uma pausa. – E ainda deixou você atirar nele no jogo de paitboll. Você quer mais provas que isso?
_ Olha Amy – ela falou se deitando. – Eu só quero mais tempo com o Rup até termos alguma coisa séria, Ok? Agora vamos dormir.
_ Tudo bem. – falei me levantando. – Boa noite.
_ Boa noite, sonhe com Peter. – ela riu baixinho.
Danielle perde a alegria, mas não perde a piada.
Me aprontei, deitei e dormi.
Estava tudo escuro, só se ouvia vozes:
_ A escolhida! – era a voz do demônio que me queimou no outro sonho.
_ Isso você terá que descobrir minha filha. – a voz do meu avô.
_ Um outro mundo onde tudo é possível. – meu pai.
_ Por favor, não deixe ela ter pesadelos, a proteja e afaste dela todo o mau. – Peter!
Eu acordei assustada. Olhei pra o relógio, 3:00h. Me deitei e voltei a dormir.
Não sonhei com mais nada.
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A semana passou voando e tudo continuava normal. Não tive pesadelos, para falar a verdade, não sonhava com nada.
Hoje é sexta feira. Estamos na aula de Educação Física. Demos 10 voltas em torno da quadra, eu estava ofegante, ser sedentária não me ajudava muito.
Me sentei ao lado de Peter.
_ Cansou corredora? – perguntou ele debochando.
_É claro, foram 10 voltas, Peter! – disse ênfase para o “10 voltas”. Ele riu.
_ Sr. Hayes. – chamou a professora nos interrompendo e fazendo um gesto para que Peter fosse até ela.
Ele foi.
Fiquei observando os dois conversarem, ele exibia um sorriso e ela explicava algo para ele, mas no final ele fez um gesto de negativo com a cabeça e voltou.
_ O que foi? – Perguntei assim que ele sentou novamente ao meu lado.
_ Fui convidado entrar no time de futebol. – disse ele olhando para os meninos que jogavam.
_ Que legal! – falei animada. – Quando você começa?
_ Eu recusei. – ele disse.
_ O que? – me espantei. – Por quê?
_ Não posso entrar pro time agora. – respondeu.
_ Por quê?! – perguntei gesticulando com a mão para que ele falasse.
_ Eu só não posso, Amy... Ok? – falou ele.
_ Ok. – eu ainda não estava satisfeita com a resposta.
A aula seguiu e como era a ultima deixamos a quadra e fomos nos trocar.
Amanhã é a grande festa e teríamos que voltar pra quadra para decorá-la.
O segundo e terceiro ano ficaram com a parte exterior, o campus. Vamos deixá-lo bem iluminado e com varias flores espalhadas por onde os convidados iram passar.
Eu estava pendurando algumas luminárias quando Connor se aproximou.
_ Amy? – chamou ele.
_ Oi Connor. – respondi.
Olhei pra Peter ele estava carregando algumas cadeiras com os meninos. Connor seguiu meu olhar.
_ Vai ir a festa com ele, não é? – perguntou ele.
_ É, vou sim – fiz uma pausa. – Como sabe?
_ Todos sabem. – ele riu. – Amélia Cowell, a menina que roubou o par de Jeniffer a gostosona! – ele fez um gesto com as mãos como se o que ele acabou de falar estivesse escrito em algum lugar. – Todos sabem.
Eu ri.
_ Ela deve estar uma fera. – disse.
_ E ela esta. – ele respondeu. – Mas pode ficar tranquila, ela não vai ter coragem de fazer nada com você.
_ Que bom. – falei.
_ Amy, quero falar uma coisa com você... – ele estava sem graça. – Está entalado a algum tempo.
_ Pode falar. – eu estava curiosa.
_ Me desculpe por tudo que fiz com você, meu me senti muito mal quando me dei conta do quanto você é... ãn... – ele estava procurando as palavras – Do quanto você é especial para mim.
_Ah... – eu fiquei sem graça. – Obrigada.
_ Eu ainda não terminei. – disse ele. – Bom, quando sua avó me chamou para o seu aniversário eu vi uma chance de me aproximar novamente de você. Mas eu não imaginava que já existia alguém na sua vida. – ele segurou minha mão. – Queria que você me desse mais uma chance, Amy, mas não vou te forçar a nada. Só queria que soubesse dos meus sentimentos por você.
_ Ãn, Connor... – eu não sabia o que dizer. – Eu não sei o que falar...
_ Não precisa falar nada. – ele soltou minha mão. – O importante agora é que você sabe. – ele se aproximou e me deu um beijo na bochecha e saiu.
Connor Watson gosta de mim?!
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Mais tarde contei a Danielle o que havia acontecido entre mim e Connor. Ela reagiu bem, não fez nenhum escândalo.
_ E agora – falou ela. – O que você vai fazer?
_ Nada. – falei.
_ Você não gosta mais dele? – perguntou.
_ Connor marcou a minha vida, mas não sito a mesma coisa que sentia por ele. – falei.
Não pude esconder que estava mexida por Connor, ele me disse tudo que eu queria ouvir a um ano atrás.
Fui dormir com Connor na cabeça.
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