Don't Stop Dream
9 21 de Outubro, Amélia Cowell está fazendo 17 anos.
Notas iniciais
Se passou um mês dês do jogo de paitball e muita coisa aconteceu.
Fred? Bom, minha situação com ele era totalmente desconfortável. Ver um garoto que a pouco tempo atrás estava te chamando de “MINHA MUSA” sair do corredor só porque você esta nele não é uma coisa muito agradável. Elizabeth tem recebido muitas ligações misteriosas e tem saído do WC todos os finais de semana. Bianca e Joe estão cada vez mais próximos, nas horas vagas levam seus gatos para o campo para “brincar”. A cada dia que passa Danielle implicava mais com o gato de Bianca, um dia desses ele estava deitado em cima da cama dela e ela deu um show, mas Rup, como sempre, acalmou os nervos dela. Por incrível que pareça, Danielle estava dando uma de difícil, não dava muita bola para as investidas de Rup, o que eu estava achando muito fora do normal. Louis tem se dado muito bem na escola, algumas vezes nos sentamos e conversamos sobre nossa família. Papai ligou e avisou que o vovô tinha saído do hospital o que deixou Louis muito feliz. Peter era uma das coisas que mais havia mudado. Nesse tempo vim pensando mais no que eu realmente sentia por ele, mas eu não conseguia, ele estava me deixando louca. Nos aproximamos muito mais, fizemos dupla para assistir as aulas e no final dela sentávamos no gramado do campus e conversávamos, apenas nós dois. Isso me fazia muito bem, mas Peter andava conversando com Jeniffer, a garota mais bonita do WC. Não sei exatamente o que eles conversavam, mas aquilo já estava me incomodado. Passei a considerar que existe sim um sentimento por Peter dentro de mim.
Sexta feira à tarde. Estou na aula de artes, ultima aula do dia. Peter esta fazendo uns rabiscos do meu lado.
_ O que é isso? – perguntei.
_ Seu cordão. – disse ele me mostrando o desenho.
_ Nossa, você desenha muito bem! – disse pegando o desenho.
_ Pode ficar. – disse ele sorrindo.
_ Como sabe essas letras? – perguntei- Eu não consigo entendê-las. Sabe o que significam?
_ Ãn... Não – ele fez uma pausa, parece que estava procurando as palavras. – Só imitei o formato delas, tenho uma visão boa.
_ Ah, sim... – disse. – Rup me falou que você vai passar o final de semana com a sua família.
_Verdade, vou sair depois da aula hoje. Você também né? – perguntou.
_ Não, não – falei. – Meu pai disse que vai buscar eu e Louis amanhã de manhã.
_ Entendi – ele falou. – Me acompanha até o ônibus?
_ É claro – disse.
A aula terminou. Peter seguiu para o quarto e arrumou suas coisas eu fiquei do lado de fora com Joe, Danielle e Rup que também iriam para casa. Peter chegou e fomos para o ônibus. Fomos o caminho todo em silêncio. Quando Jeniffer interrompeu.
_ Oi Peter – disse ela parando perto dele. – Vai para casa?
_ Oi Jeniffer, vou e você?
_ Que legal – ela abriu um sorriso. – Eu também vou.
_ Hum... ãn, Jeniffer essa é Amélia – disse ele apontando para mim.
_ Eu sei quem é – ela nem se quer olhou – Já vi ela por ai.
_ Oi para você também. – infelizmente falei baixo e ela não ouviu.
Chegamos e o ônibus já estava lá. Jeniffer entrou na frente e eu pude vê-la empurrando uma garota para que ela não sentar do seu lado.
Me despedi de Rup, Joe e Danielle, Peter foi o ultimo.
_ Bom – começou ele – Até segunda.
_ Até – sorri.
Ele chegou mais perto e me abraçou, o melhor abraço que eu já recebi na minha vida, voltei para o mundo real e soltei ele.
Ele embarcou. Fiquei olhando ele indo na direção de Jeniffer, mas ele passou direto e sentou ao lado de Joe. Ela fechou a cara. Fiquei feliz com isso.
Passei o resto do dia lendo e depois jantei com Louis e Bianca. Fred quis jantar sozinho só para não ter que ficar na mesma mesa que eu.
_ Vou falar com ele – disse.
_ Não Amy – disse Louis. – Só vai piorar as coisas. Concordei e voltei para o meu jantar.
xxx
Estava me preparando para dormir quando Bianca falou.
_ Amy. – disse ela na cama ao lado.
_ Oi – disse sonolenta.
_ Minha mãe vai me buscar amanhã bem cedo, só quero avisar para você não se assustar quando acordar.
_Ah ... Tudo bem – disse.
_ Boa noite Amy. – ela disse.
_ Boa noite.
Fiquei triste, nem mesmo Danielle e Louis haviam lembrado que meu aniversário era amanhã.
Durante todo esse mês não tive pesadelo nenhum, mas hoje foi diferente. Havia varias figuras horríveis a minha volta, mas do nada tudo ficava branco e a imagem de Peter aparecia. Acordei e Bianca já tinha saído.
21 de Outubro, Amélia Cowell está fazendo 17 anos.
Arrumei minhas coisas e fui pegar Louis.
Como meu irmão esperava que ele me desse pelo menos parabéns, mas nem isso ele foi capaz de fazer, agiu como se nem lembrasse. Meu pai chegou e agiu da mesma maneira que Louis, ele apenas perguntou sobre a escola o caminho todo. Louis falava o quanto estava ansioso para ver o Vovô.
Meu pai arrumou um emprego e estava ajudando meus avós nas despesas de casa, acho que agora ele realmente mudou.
Quando descemos do carro meu pai pediu ajuda para tirar a bagagem do carro. O silêncio dominava a casa, estava começando a achar que meus avós não moravam mais ali.
Fui entrando e...
_ SURPRESAAAAA!
Eu tomei um susto, eles lembraram! Danielle, Rup, Joe, Bianca e Peter estavam lá. Meu avô estava em uma cadeira de rodas e minha avó perto dele. A ultima pessoa que eu vi não me agradou muito, Connor! Minha avó tinha uma amizade com a família dele, mas nunca iria imaginar ele aqui depois de tudo.
Cumprimentei todos e agradeci pela surpresa. A casa estava cheia de balões coloridos por todo lugar. No canto da sala havia uma faixa escrita “Feliz aniversario Amélia” Vovó não fez nenhuma graçinha hoje, pensei aliviada.
Connor estava enturmado com os meus amigos, Danielle provavelmente está fazendo ele se sentir melhor.
No jardim, papai montou uma churrasqueira e uma mesa imensa, ele ia servir os seus melhores pratos no almoço de hoje, mas enquanto não ficava pronto ficamos conversando.
Vovó contava todas as histórias constrangedoras de quando eu era pequena e vovô mesmo em uma cadeira de rodas sabia se divertir, chamou Peter e o colocou para empurrar a cadeira enquanto Louis estava sentado no seu colo.
_ Vai rápido meu jovem. – pediu ele.
E foi assim que Peter fez, os três riam sem parar.
Fui pegar uns refrigerantes quando Connor entrou na cozinha.
_ Amélia. – disse ele.
_ Ah, oi Connor. Fiquei feliz que veio – menti.
_ Fiquei meio sem graça, mas sua avó insistiu. – ele falou.
_ É claro. – ri.
_ E ai, gostou da surpresa? – perguntou ele.
_Muito... Gostei muit... – fui interrompida.
_ Amy – Peter chegou gritando na cozinha. Estava suando e sem fôlego. Ele parou e olhou para mim e para Connor e sua expressão fechou na hora.
_ Seu pai esta chamando para almoçar. – disse ele frio.
_ Ah, claro – falei sem jeito. – Já estamos indo. Vocês me ajudam com o refrigerante? – perguntei para poder quebrar o clima.
Eles me ajudaram e fomos almoçar. Me sentei ao lado de Danielle e Bianca, Peter e Connor ficaram na minha frente, que situação desconfortável, pensei.
Observei Connor, ele mudou bastante dês do ano passado quando nos beijamos. O cabelo loiro estava maior e cacheando nas pontas, estava bagunçado. Ele ficou mais forte dês de que entrou no time de futebol do WC, estava com mais cara de homem.
Conversamos sobre tudo e depois do almoço meu avô alugou Rup, Joe e Connor para empurrar sua cadeira de rodas.
Danielle e Bianca conversavam do meu lado, mas eu estava observando os meninos “brincarem” com o meu avô e Louis quando Peter sentou do meu lado.
_Seu avô é uma figura. – disse ele olhando para o meu avô.
_ É sim – ri – Ele te deixou desconfortável?
_ Não – ele se virou para mim – Ele é gente boa, fique tranquila.
_ Estou feliz pelo meu pai não ter falado nada anormal hoje – falei.
Peter apenas riu.
Ficamos em silêncio por um tempo até que ele falou.
_ Ãn... Amy ... – ele estava sem jeito. – Você e Connor estavam conversando sobre o que?
_ Ah... Eu não sei direito – ri – Ele só me cumprimentou e explicou que minha avó insistiu que ele viesse.
_ Eu não fui com a cara dele. – disse ele frio.
Eu fiquei em silêncio, não quis perguntar o por que.
Na hora dos parabéns foi uma verdadeira farra. Vovó gritou “Amy, Amy ...” pelo menos 100 vezes. O bolo era o que mamãe costumava fazer, chocolate e coco.
Era fim de tarde quando começamos a nos despedir. Bianca e Connor foram os primeiros a ir embora, em seguida Joe e Rup.
Estava no meu quarto abrindo os presentes com Danielle quando dei falta de Peter, mas não o procurei.
Quando desci com Dani vi que apenas meus avós e Louis estavam na sala. Abri a porta que dava para a varanda e dei de cara com meu pai e Peter conversando, o que quer que eles estivessem falando eu não poderia ouvir, eles pararam de conversar na hora. Meu pai bateu no ombro de Peter e entrou.
Me despedi de Danielle enquanto Peter só dava um aceno da onde estava sentado. Ela entrou no carro e saiu disparada.
_ Já vi que você e o meu pai se deram bem. – disse indo na direção ele e sentando do seu lado.
Eu estava com raiva pelos dois estarem conversando longe de mim. Será que Peter contou a ele o que eu estava passando?
_ Seu pai tem uma papo bom. – ele estava procurando as palavras. – Estávamos conversando sobre a escola.
_ Hum... – murmurei.
_Ah, Amy... – disse ele. – Eu não te dei o seu presente. – disse ele tirando algo do bolso.
_ Pe... – fiquei sem graça. – Peter, eu não precisava de presente nenhum.
_ Para de graça Amy – disse ele abrindo a caixinha. Uma pulseira linda! – Olhei ela na loja e achei a sua cara.
_ Peter... – disse pegando-a – Isso deve ter sido muito caro! Não devia gastar tanto comigo.
_ Você merece muito mais que isso. – disse ele sorrindo.
A pulseira era realmente linda. Era fina e parecia ouro, não sabia se realmente era, mas parecia. Pendurada nela havia um coração do mesmo material que a pulseira.
_Obrigada Peter. – disse o abraçando.
_ De nada. – ele me estudou por alguns segundos. – Ãn... Amy?
_ Oi. – respondi.
_ A festa de aniversário do Webberley College está chegando – começou ele. – Eu sei que não é um baile de fim de ano, mas será... – ele fez uma pausa. – Será que você não quer ir comigo?
_Ah ... – não pude esconder a felicidade. – Pensei que ia com a Jeniffer.
_ É... Ela me chamou, mas eu recusei, falei já tinha par. – disse ele sem graça.
_Ãn... Tudo bem... – fiz uma pausa. – Aceito o seu convite, obrigada.
Ele sorriu.
_ Que bom. Tenho que ir embora. – disse ele se levantando.
Me levantei também.
_ Eu te acompanho. – disse.
_ Meu carro está logo ali. – disse ele apontando para uma BMW preta parada no acostamento.
_ Aquela BMW é sua? – não pude esconder o espanto.
_ É sim, presente dos meus pais. – ele riu.
Lembrei que para estudar no WC tinha que ter muito dinheiro e Peter não era bolsista como eu, sua família devia ser rica.
_ Ah, sim... – fiz uma pausa. – Então tchau.
_ Parabéns mais uma vez. – ele abraçou.
_ Obrigada pelo presente mais uma vez. – agradeci e ri.
_ Te vejo segunda? – perguntou.
_ Dupla na aula de matemática? – perguntei.
_ Feito. – e ele saiu.
Fiquei observando ele entrar no carro. Ao contrario de Danielle ele era calmo no volante.
Entrei em casa e assim que vi meu pai, lembrei que ainda estava estranhando a conversa dele com Peter. Ele estava fazendo o jantar. Meu avós e Louis continuavam na sala vendo filme.
_ Quer ajuda? – perguntei.
_ Oi filha, pode me ajudar cortando esse frango. – disse ele apontando para uma bandeja.
Peguei uma faca e uma tábua e comecei a cortar os frangos. Ficamos em silêncio até meu pai quebrar o gelo.
_ Peter é um menino legal. – disse ele.
_ Verdade. – falei, seca.
_ Vocês estão tendo alguma coisa? – perguntou ele me olhando de canto de olho.
_ Que? – fiquei sem graça. – Ãn... Não. Peter se tornou meu melhor amigo.
_ Não é o que parece. – ele riu e voltou para o preparo da comida.
Eu queria responder, mas achei melhor não. Terminei de cortar os frangos e fui para a sala ver filme.
xxx
Como papai agora estava dormindo no quarto que eu e Louis dividíamos, vovó inventou de acamparmos no jardim dos fundos. Fui buscar uns sacos de dormir e quando voltei vovô estava em pé fora da sua cadeira de rodas e Louis ria loucamente.
_Vovô! – gritei e o segurei – o Senhor esta bem?
_ Me solte Amy. – disse ele rindo e saindo dos meus braços. – Só porque estou em uma cadeira de rodas não quer dizer que eu não consigo andar.
_ É Amy – disse Louis chamando a minha atenção. – Ele só esta na cadeira por que se cansa muito.
_ Ta bom. – disse me virando para Louis. – Mais cuide dele.
Fui ajudar vovó a arrumar as coisas.
A noite era fria em Londres por isso papai fez uma fogueira. Quando estava tudo pronto vi vovô sentando em sua cadeira de rodas sozinho, me lembrei que ainda não o agradeci pelo cordão que ele me deu antes de ir para a escola. Fui falar com ele.
_ Oi coroa. – disse me sentando ao seu lado.
_ Oi minha filha. – ele abriu um sorriso.
_ Quero agradecer pelo Eplitórogo... – nem me dei conta do que disse. -... Quer dizer, cordão.
Ele riu.
_ Você descobriu o nome dele! – ele falou.
_ Isso é realmente um Eplitórogo? – perguntei espantada. – Peter disse que era só uma lenda.
_ Isso você vai ter que descobrir meu amor. – ele colocou a mão no meu ombro e foi para perto de Louis que estava o chamando.
Fiquei pensando naquilo. Eu não havia achado sobre o Eplitórogo em lugar nenhum, nem mesmo na internet. Que valor esse simples cordão tem?
xxx
Acordei e não me lembro de ter sonhado, mas meu cordão estava na minha mão, como se eu o tivesse tirado a noite.
Nosso domingo foi tranquilo, passeamos pelo parque e fomos para o shopping. Louis comprou uma gaiola muito maneira para o Perebas. Foi ai que eu lembrei que o baile de aniversario da WC seria sábado que vem.
_ Vovó – a chamei. – Me ajuda a escolher um vestido de baile?
_ Claro Amy. – disse ela.
_ Para que? – perguntou meu pai como se não tivesse entendido o que eu falei.
_ É que Peter me chamou para ir com ele ao baile de aniversário da escola.
_ Você tem uma companhia para o baile? – perguntou Louis assustado.
_ O menino é bonitão. – falou meu avô.
Eu não respondi.
_ Meninos. – minha avó chamou a atenção deles. – Assim vocês estão deixando a Amy sem graça. – ela se virou para mim. – Vamos lá meu amor?
Assenti e nós fomos.
Vovó me ajudou em tudo, mas eu não gostava de nenhum. Experimentei vestidos de todas as cores e formatos, até com estampa de bichinhos eu vesti, nada me agradava.
Vovó já estava ficando sem paciência quando eu vi o vestido mais lindo que eu já vira na vida. Experimentei e vovó aprovou. Era o vestido PERFEITO.
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