Dont Look Back

5 Descobrindo a verdade - Parte 2


- Fala! — Disse Michael, batendo a cabeça de Dean contra a parede.

- Michael calma! Solta o Dean e vamos conversar. — Disse Sam tentando puxar o braço de Michael, mas sem sucesso.

- Por... fa-vor. — Pediu Dean — E-eu... con-to.

Mas Michael não os ouvia, ele não conseguia raciocinar. Quem realmente eram os Winchester? O que queriam com ele? Como tinham contato com Lincoln? A única explicação era...

- Vocês trabalham para a Companhia! — Gritou ele batendo mais uma vez a cabeça de Dean contra a parede.

- Nã...não... Nós... — Tentou falar Dean.

- Você está morto! — Disse Sam interrompendo Dean

Ao ouvir as palavras de Sam, Michael caiu no chão. Só agora percebera a dor de cabeça. Não conseguia acreditar. Enquanto Dean recuperava o folego, Sam continuava a falar:

- Você morreu a quatro anos por causa de um tumor no cérebro.

- Quatro anos? Por que não me lembro de nada? — Perguntou Michael confuso. — Cade o Linc?

- Vai ver você não lembra porque estava muito ocupado fazendo a sua própria versão de A Noiva Em Fuga. — Disse Dean.

- Como é? — Disse Michael ficando nervoso de novo.

- O que o Dean quis dizer Michael, é que, desde que você morreu, todo ano você revive o dia em que você fugiu de Fox River. — Explicou Sam.

- O problema é que, enquanto brinca de polícia e ladrão, você acaba causando um acidente de carro ou borrando as calças dos guardas noturnos da prisão. Isso quando você não chega até o Lincoln.

- Eu matei alguém? — Perguntou Michael preocupado.

- É, ano passado, uma familia voltando de férias. Tinha um louco no meio da rua, o pai não conseguiu desviar o carro, eles capotaram... Três pessoas, só o pai sobreviveu. — Disse Dean.

- Foi por isso que o Burrows chamou a gente, quando ele viu a noticia na TV ele sabia que era você. — Completou Sam. — Isso tem que acabar Michael.

- Espera aí! Por que é que vocês simplesmente não fazem a mesma coisa que fizeram com o General?

- Já fizemos. — Disse Dean. — O problema é que tem mais uma coisinha te prendendo aqui Gasparzinho.

- Foi por isso que voltamos pra Utah. — Falou Sam. — As algemas.

Michael se lembrou do dia em que eles fugiram, logo depois, quando trocaram de roupa. Ele se livrou das algemas que T-bag havia usado pra prende-lo.

- Nós sabemos onde achá-las. — Falou Dean.

- Eu também sei. Vamos! — Falou Michael se dirigindo até a porta. — Eu quero acabar com isso de uma vez.

- Não tão rápido. — Disse Dean.

- O que é agora? — Falou Michael impaciente. De repente tudo parecia fazer sentido, as lembranças e principalmente a falta delas. Talvez a morte apagasse as memórias, ou talvez fosse culpa do tumor. Pouco importava agora, Michael sabia que sua existência não era normal, e pior, tinha ferido pessoas inocentes, ele queria que aquilo terminasse.

- Talvez você devesse esperar mais um pouco.

- Pra que?...Ache a algema, queime... Esse não é mais o meu lugar, não tenho nada que me prenda aqui. — Disse Michael conformado.

- Na verdade, — Disse Sam, estendendo uma foto para Michael — você tem sim.

Quando os olhos de Michael pousaram na fotografia, eles fizeram algo que Michael pensou que não fosse possível depois da morte. Na foto estavam Lincoln, L.J., Sucre e Sara, segurando um garotinho no colo. O menino tinha um pássaro de origami nas mãos, e foi bem ali, nas asas do pássaro, que as lágrimas de Michael molharam o papel.