Dont Let Me Fall

39 Ligação inesperada.


Notas iniciais
Beijos & Boa leitura! ♕ Espero que gostem!

Capítulo 39 – Ligação inesperada.

Narrado por Matheus

Acordei assustado olhando para os lados, o lado esquerdo da cama estava vazio. Não sei o que tinha dado em mim, não acreditava que eu tinha feito todas aquelas coisas na noite passada, e não saberia como agir caso Leonardo aparecesse.

Me sentei na beirada da cama para calçar o tênis, coloquei os dois lados do sapato e fiquei de pé, quando percebi, tinha algumas coisas minhas na cômoda ao lado da cama, coloquei-as no bolso da calça, quando ouço a porta abrir, e passos vindo em minha direção.

—Acordou agora? –Diz Leonardo.

Me virei para ele, balançando a cabeça positivamente, enquanto colocava o celular no bolso.

—Seu cinto está pendurado na cabeceira da cama... Tomei a liberdade de tirá-lo enquanto você dormia, para que ficasse mais confortável...

Eu já estava morto de vergonha, ao ouvir aquela frase, mal consegui encará-lo, somente me virei para cama, fui até ela e peguei meu cinto, o ajeitando na calça.

—Você já vai?

—Sim... –Falei envergonhado. –Estou com pressa... Ah, falando nisso, que horas são?

—Quinze pras onze...

—O quê?!

—Desculpe, eu achei que seria melhor não te acordar...

—Minha mãe vai me matar...

—Acho que você está um pouco grandinho para ficar de “castigo”, não?

—Eu sei, mas eu deveria ter a avisado...

—Entendo... Mas já é quase hora do almoço, não quer ficar?

—M-Melhor não...

—Não quer comer nada? Eu preparei algumas coisas enquanto o almoço não fica pronto...

—Leonardo... –Suspirei, ele era realmente persistente.

—É o mínimo que eu posso fazer, além do mais, queria que você ficasse... Mas como você tem que ir, eu ficaria ressentido se não aceitasse...

Eu não tinha escolha, seria estranho recusar tantas vezes, eu não queria passar a imagem de quem está desinteressado, ou que não suporta a presença dele, pois era totalmente o contrário.

Depois de terminar de pegar minhas coisas, desci para a cozinha, ele tinha preparado vários aperitivos, que estavam sobre a mesa. Leonardo sentou-se, pedindo para que eu me sentasse ao seu lado. Um pouco constrangido, caminhei até ele, e puxei a cadeira, sentando.

Ele fez uma breve apresentação, falando do que tinha na mesa, mas acabei por optar por uma salada de frutas, eu ficava receoso de todos os modos que eu agia, pois percebia seus olhos sobre mim, parecia que ele observava até o jeito que eu mastigava, por que ele não sequer disfarçava?

Não consegui o encarar quando me levantei dizendo que eu já ia, Leonardo falou que ia me acompanhar até a porta e colocou a mão atrás de minhas costas, na região da cintura, indo comigo até a entrada. Eu não entendia aquilo, como ele podia ficar tão à vontade?

Minhas bochechas ardiam de vergonha, ainda mais quando chegamos ao portão, e antes de ele o abrir, virou-se para mim, e perguntou:

—Tem certeza que quer ir agora?

—Eu gostei de passar a noite, mas eu volto outra hora... –Falei envergonhado.

—Você ainda não me respondeu... Você quer mesmo ir? –Diz ele se aproximando. –Ou só vai por que está com medo?

—M-Medo de quê? –Engasguei na hora de falar, dando um passo para trás, surpreso pela aproximação repentina.

—De mim...

—Por que eu teria medo de você? –Perguntei, engolindo seco. –Eu gosto da sua presença...

—Fico feliz em saber disso, eu já estava me sentindo mal... –Diz ele suspirando. –Eu estava com a consciência pesada...

O olhei, como se não tivesse entendido, e deixei que ele continuasse...

—Eu comecei a me sentir assim quando você disse que ainda gostava dele, e mesmo assim, eu não parei...

—Está tudo bem. E eu quero continuar minha vida como se ele nunca tivesse existido...

Olhei para baixo, por que meu coração apertava tanto? Era por falar adeus para Leonardo ou por me lembrar de Felipe? Não aguento mais isso...

Leonardo deu mais um passo, colocando sua mão direita atrás de minha nuca e aproximando meu rosto ao seu. Leonardo não precisou dizer nada para que eu aceitasse, levei meus braços para trás de seu pescoço e fiquei na ponta dos pés, para que ele não precisasse se abaixar.

Toquei seus lábios com a ponta dos meus, e ele desceu suas mãos para minha cintura, segurando com força enquanto colava meu corpo ao dele.

Senti algo quente invadindo meu peito enquanto suas mãos me seguravam firme ali, acompanhei o movimento de seus lábios enquanto subia meus dedos para seus cabelos.

Leonardo soltou suas mãos de minha cintura, pensei que ele se afastaria, por isso, me prendi ainda mais ao seu corpo, ele me beijava lentamente, o que me deu uma brecha para aprofundar o beijo, eu queria estar de olhos abertos para ver sua reação quando pedi passagem com minha língua, mas ele cedeu, retribuindo movimento.

Suas mãos, que antes haviam soltado minha cintura, agora deslizavam para baixo da camiseta que eu usava, tocando minhas costas e me fazendo arrepiar pelo seu toque quente.

Eu respirava entre espaços do beijo e queria mais, precisava de mais. Eu estava tão necessitado daqueles toques, que parecia que eu nunca tinha beijado alguém antes. Suas mãos continuaram a tocar minhas costas, achei que eu deveria ao menos retribuir seus movimentos, aproveitei para abaixar meus pés, fazendo com que cessássemos o beijo, e ele se afastou, me encarando, como se perguntasse o que ele tinha feito de errado.

Eu sei que eu tinha parado na melhor parte, mas eu estava louco para fazer aquilo, sorri torto, talvez com um pouco de malícia, levei minhas mãos para baixo de sua camisa, sentindo seu abdômen e deslizando minhas mãos para cima, fazendo com que um arrepio percorresse meu corpo por completo.

Ele suspirou, como se gostasse, e por mais que fosse vergonhoso, não podia voltar atrás, desci novamente minhas mãos pelo seu corpo, mordi o lábio inferior quando passei novamente a mão pelo seu abdômen, mas eu não sabia se tinha sido errado abaixar tanto as mãos, parando num lugar indevido, mas eu não resisti, foi como uma armadilha.

Percebi o olhar de Leonardo mudar para outro cheio de malícia quando ele sentiu minhas mãos paradas sobre o zíper de sua calça, ele parecia estar sob o efeito dos meus toques, mas aos poucos, fui retirando a mão dali, quando percebi que seria perigoso continuar.

—Tem certeza que não quer ficar? –Diz ele com um sorriso torto. –Podemos subir e terminar isso lá dentro...

Leonardo segurou novamente em minha cintura, bruto como antes, e me beijou. Eu não podia negar que estava morto de vontade de continuar, mas eu estava confuso, teria que botar meus pensamentos em ordem antes de fazer alguma coisa sem razão.

Seus beijos e seus toques eram viciantes, e ele parecia saber muito bem como me prender cada vez mais. Seu rosto estava colado ao meu, e nossos lábios se afastaram, cessando o beijo, mas milímetros de distância ainda os separavam.

Senti suas mãos por baixo da minha camiseta novamente, me explorando. Me arrepiei, ele agia tão inesperadamente, ainda mais quando ele desceu mais do que devia, apalpando a área baixa, atrás de meu corpo. Mas acho que não tinha sido errado de sua parte, pois eu também havia passado do limite, mesmo aquilo sendo um pouco constrangedor.

Aproveitei que seu rosto estava perto do meu e dei o último beijo, logo depois, me afastando, ou tentando, Leonardo insistia para que eu ficasse, mas por mais que eu quisesse, não saberia dizer se aquilo era correto ou não...

—Eu tenho que ir... É sério...

—Então me prometa que virá para o jantar...

—Hoje?

—Sim, ou você tem outro compromisso?

—Eu tenho um trabalho para entregar, e eu mal comecei...

—Ah, é mesmo, me lembro de ter ouvido umas pessoas do seu ano comentando, mas e amanhã?

—Você é persistente mesmo. –Falei rindo.

—E você não me respondeu.

—Tudo bem, tudo bem. Amanhã, certo? Que horas?

—Posso te buscar umas sete e meia?

—Me buscar?

—Sim... Quero que você prove um vinho que comprei num leilão semana passada, e nada melhor que um jantar para isso, certo?

—Mas aí, você não vai poder beber...

—Eu sei, mas tenho outros modos de provar... –Diz ele erguendo meu queixo, com o rosto próximo ao meu. –Tem certeza que não esqueceu nada lá em cima? Não quer ir dar uma olhada?

—T-Tenho, eu peguei tudo. –Falei engasgando, eu sabia que aquilo era uma desculpa para irmos para o seu quarto.

—Então tudo bem. –Diz ele aproveitando e beijando meu rosto.

Leonardo parecia um pouco abatido, como se eu tivesse acabado com toda a graça dele, e talvez eu tivesse mesmo...

POV MATHEUS OFF

Quando Matheus chegou em sua casa. Ana estava na cozinha, mas veio correndo em sua direção.

—Matheus! Graças a Deus você chegou, eu estava tão preocupada!

—Desculpa, mãe, eu não imaginava o que ia acontecer...

—Você poderia ao menos ter avisado.

—Eu não tive tempo... –Diz Matheus desviando do caminho dela, indo até o banheiro.

—Ei, venha aqui, precisamos conversar, filho...

—Eu só preciso de um banho. –Falou Matheus, fechando a porta.

Ana não conseguiu impedir que seu filho se trancasse no banheiro, mas então deixou que primeiro tomasse seu banho, porque mais tarde teria uma conversa muito séria com ele...

Narrado por Matheus

Fui para o meu quarto de toalha, escolhi algumas roupas confortáveis para vestir e me troquei, quando me deitei na cama, ouvi meu celular tocando.

Me levantei com preguiça e atendi, sem ao menos ver quem era, e logo ouvi uma voz simpática, que eu reconhecia de longe.

—Math! Que saudade!

—Oi Thiago, como está?

—Bem, estou bem, na verdade estou ótimo...

—Você parece bem animado, o que houve?

—Eu estava pensando em te ligar ontem, mas aconteceu um imprevisto chamado Renato, e não pude ligar...

—Certo... Certo... –Falei rindo. –Do que se trata?

—Bom, você lembra sobre o que eu te disse sobre a banda?

—Sim, fiquei feliz, eu sabia que vocês iriam conseguir uma apresentação naquele clube...

—Pois é, parece que o sobrinho do vice-presidente de uma gravadora estava lá e nos deu o cartão do seu tio, para que entrássemos em contato com ele. Isso não é incrível?

—Nossa! Mas e aí? Vocês já ligaram?

—Sim, e umas semanas atrás ficamos de dar uma passadinha lá no estúdio, mas depois que nossa música começou a tocar nas rádios, eles ficaram tão satisfeitos com o nosso desempenho, que agora, adivinha?

—O quê? –Perguntei, curioso.

—Nosso CD será lançado daqui três dias!

—Você tá brincando? Um CD Thiago?! –Perguntei surpreso.

—Não, não estou...

—Meu Deus! Isso é ótimo!

—Não é? Eu ainda mal acredito...

—Imagino, vocês devem estar chocados...

—Pois é, e divulgamos na nossa página todos os detalhes... Mas tem uma coisa que eu ainda gostaria de te perguntar...

—Pode falar.

—Queria saber se você aceitaria ir à festa oficial de comemoração do nosso CD, a gravadora sempre faz, e vai ter muita gente, principalmente nós que somos estreantes, eles fazem muita publicidade... Você toparia?

—Claro que sim!

—Sério?

—Sério Thiago, eu adoraria!

—Fico feliz, e vou poder te ver também... –Diz ele, carismático como sempre. –Então posso passar seu endereço para o motorista?

—Motorista? –Questionei.

—Sim, você será meu convidado VIP, contratarei um motorista para te trazer...

—Nossa, não estou acostumado com esse tipo de coisa... –Falei rindo.

—É o mínimo que posso fazer, sou grato à você por muitas coisas Math...

Sorri, mesmo eu o fazendo sofrer tanto, ele nunca deixou de ser tão carinhoso, mesmo eu não merecendo.

—E o TomTom? Como está? –Pergunta ele.

E assim jogamos conversa fora.

Quando desligamos a chamada, levantei da cama, parando de frente ao espelho, olhando meu reflexo, pensei no que eu tinha feito, no que aquela pessoa do espelho tinha tido coragem para fazer, eu não acreditava que “eu” tinha feito tudo aquilo.

Mas algo internamente me incomodava, eu pensava: “Mas o que é que eu fiz de tão errado?” Afinal, eu somente queria levar minha vida adiante e as circunstâncias foram ao meu favor.

Pensei que seria melhor deixar de lado aquelas bobagens e fazer o que era importante, meu trabalho. E nada melhor do que ir à biblioteca para me livrar desses pensamentos.

Desci as escadas, com a mochila já pronta nas costas, eu ia beber um copo d’água antes de sair, passei pela sala de estar, onde minha mãe via TV, que me chamou:

—Filho, onde você vai?

—Na biblioteca, terminar um trabalho...

—Não bastou ficar o dia todo fora, tem que sair de novo?

Parei, a encarando, por que ela estava me tratando daquela maneira? Eu não era mais uma criança...

—Não foi minha culpa ter dormido fora, eu já disse, que saco!

—O que você disse? –Meu pai chegou, dizendo. –Repete, o que você disse pra sua mãe?

Fiquei calado, todos pareciam nervosos, o que é que eu tinha feito de tão errado? O que será que eles teriam conversado enquanto eu estava fora?

—Mais respeito, ouviu? –Ele continuou.

—Tá bom, já entendi...

—Não! Não entendeu nada, sua mãe ficou a noite toda acordada, querendo saber onde é que você estava, para quando você chegar, a tratar dessa maneira!

Minha mãe estava com a mão na testa, realmente parecia exausta.

—O que está acontecendo? –Minha mãe me perguntou. –Você não é assim Matheus, é um garoto tão esforçado... Eu liguei para você milhares de vezes, e hoje de manhã liguei novamente... Quem era aquele rapaz que atendeu o seu celular?

—D-Do que você está falando? –Perguntei, confuso.

—Um homem chamado Leonardo atendeu, dizendo que você estava dormindo, e que não podia falar...

—Ah... –Senti minhas bochechas queimarem, por que ele não havia me falado isso? –Ele... B-Bom, ele é meu tutor... O Dr. Martinez, eu já te falei dele, se lembra?

—Você mal o conhece e já dormiu em sua casa?

—Não é isso mãe, eu já disse, não foi porque eu quis...

Ela ficou ainda mais furiosa, se levantando do sofá e vindo em minha direção, exaltando a voz.

—Agora vai me dizer que não foi sua culpa beber ontem a ponto de não poder voltar dirigindo, hein?! Você não é de beber! O que aconteceu com você Matheus?!

Paralisei, o que mais Leonardo tinha dito para ela? Eu não sabia o que falar.

—Vai me dizer que não teve culpa?! –Diz ela, ainda exaltada.

—Não tive...

—Ah, não, claro que não... Você é um santo! –Gritou ela, gesticulando com as mãos.

Eu raramente a via assim, mas ela realmente estava furiosa.

—Mãe, chegue logo ao ponto, o que você queria tanto conversar?!

—Tudo o que eu disse não é o suficiente?!

—Eu já falei! E além do mais, eu só queria respirar um pouco! Não sou mais criança para seus sermões!

—Se é tão independente assim, por que não sai de casa?! –Diz meu pai, que observava tudo.

—Vocês acham que eu não quero? Eu só queria um ter um pouco de paz!

—Viu Ana! Olha como você criou esse garoto! Olha no que deu! Eu tinha te avisado há muito tempo!

—Não é minha culpa Luiz, e ele não é só meu filho! Não o tive sozinha!

Acabei voltando para o meu quarto, não gostava de discussões, nem de estar no meio delas, e muito menos que eles brigassem por minha causa, e não era a primeira vez.

Por que tudo aquilo teve que acontecer bem agora?

Por que um arrependimento enorme está me dominando, por quê?

Sentei em minha cama, me lembrei da expressão da minha mãe, era tão difícil vê-la daquela maneira, com veias na testa e um pouco vermelha pelo nervosismo, eu tinha a tratado tão mal, não imaginava o quanto preocupada ela tinha ficado...

Logo depois, ouvi as vozes cessarem, e depois, uma porta batendo. Me encolhi ainda mais na minha cama, abraçando os joelhos. Até que ouço batidas na porta, e a voz de minha mãe, perguntando se podia entrar.

Respondi afirmativamente, e ela abriu a porta, a encostando, e vindo em minha direção. Se sentou ao meu lado, e quando ela me olhou nos olhos, vi que era coisa séria.

—Filho, posso ficar aqui um pouco com você?

—Pode...

—Desculpe por tudo aquilo... Vamos conversar agora, tá? –Diz ela passando a mão em meus cabelos, os ajeitando. –Eu não queria gritar...

—Nem eu, me desculpe mãe...

—Olha querido, eu quero realmente saber o que aconteceu com você essa noite passada, isso me pareceu muito confuso... Está acontecendo algo entre você e esse moço?

—O quê?! –Perguntei, assustado.

—Bom, eu sei que você não é dessas coisas, e que ainda está brigado com o Felipe... Mas talvez esse tenha sido o verdadeiro motivo da briga de vocês...

—Não! Eu não seria capaz disso...

—Eu sei... Eu sei que você não o trairia, mas eu pensei que talvez vocês já tivessem outra coisa... Você sempre me falou tanto desse seu tutor, que fiquei desconfiada, porque falava mais dele do que de Felipe.

Mordi o lábio inferior, realmente era verdade, eu sempre admirei Leonardo, antes mesmo de saber seu primeiro nome, sempre gostei muito de seu trabalho, e de como ele tinha conseguido ser o melhor de sua turma.

—Ele é só um grande exemplo para mim...

—Sei disso. Mas aí é que está o perigo...

—Ele é uma boa pessoa mãe.

—Bom, pode até ser, mas você ainda não me disse o que aconteceu, você realmente ficou bêbado?

—Não! Nada disso! E eu mal bebi, só dei um gole no uísque que ele me ofereceu...

Ela me olhou repreensiva, dizendo:

—Me explique isso direito, mocinho.

—Tá bom... Olha, primeiramente, ele me chamou para visitá-lo, e depois da faculdade fui para lá...

Ela continuou me perguntando dos detalhes, mesmo eu me esforçando ao máximo para tentar ser natural, sem contar sobre nossa intimidade, ela ainda estava muito desconfiada, mas por fim, consegui inventar uma história convincente.

Quando terminamos de conversar, ela se levantou, indo para a porta, mas antes de sair, me disse:

—Você vai visitá-lo de novo?

Como ela sabia daquilo? Intuição de mãe?

—Ele me chamou para jantar em sua casa amanhã... E eu aceitei...

—Entendi, mas a partir de agora trate de me avisar antes de tomar suas decisões, você pode estar crescido, mas sempre vou ser sua mãe, e sempre vou estar aqui, caso precise.

—Eu sei.

Assim que ela se retirou, fiquei me perguntando sobre o que o Leonardo tinha dito a ela no celular, eu não perguntei por receio, e por medo de pensar que ela pode achar que eu estou preocupado com alguma coisa, ou que eu esteja escondendo algo, não quero arriscar...

Me joguei na cama, minha cabeça estava cheia, mas por fim, aliviado um pouco daquela culpa enorme que eu sentia, mas não completamente.

POV MATHEUS OFF

Narrado por Felipe

Eu estava na cozinha com Samanta, quando o telefone começou a tocar.

—Lipe, você poderia atender para mim?

—Claro...

—Se for seu pai, pergunte se ele virá para o almoço.

—Pode deixar...

Corri até a sala, pegando o telefone da base, e atendendo.

—Alô?

—Felipe, é você?

—Sim, quem fala?

—Sou eu, Ana.

Fiquei surpreso ao ver que era a mãe de Matheus, por que será que ela estaria ligando? Será que Matheus estava bem?

—Que bom que atendeu... –Diz ela. –Eu estava mesmo querendo falar com você, eu liguei para sua casa para pegar o número do seu celular com seu pai, ou com Samanta, mas não sabia que você estava na cidade...

—Eu estou faz uns dias...

—Sabe, eu queria conversar com você, tem problema?

—Não, claro que não... –Falei me sentando no sofá. –O que é? É sobre o Matheus? Ele está bem?

—Sim, não se preocupe, ele está bem, eu só estou preocupada...

—Com o quê?

—Ele age um pouco estranho...

—O que aconteceu?

—Ele dormiu fora essa noite, na casa de um tutor dele, mas fiquei preocupada, pois ele não me deu notícias, só fui vê-lo essa manhã...

—O Quê?! –Perguntei assustado. –Como assim ele dormiu fora?!

Notas finais
Esse capítulo deu muito trabalho para ser escrito, espero que tenha agradado, beijocas, nos vemos no próximo! ♕