Don't

1 Don't You Worry If I Disappear


Notas iniciais
Olááááá. A fic é inspirada num certo ruivinho aí. Duvido entenderem por que o nome do protagonista é Jacob. Mentira, vai ta escrito lá no final.

Fui mais ou menos no ano passado. Tinha acabado de lançar meu primeiro álbum e eu estava animadíssimo. O terceiro single tinha feito um sucesso considerável, uma pequena fã-base estava surgindo, meus seguidores no Twitter estavam aumentando, minha conta no Twitter e no Facebook estava verificada, vários blogs de cultura pop me elogiavam, a Vevo me reconheceu e eu havia ganhado já uns poucos haters. Tudo perfeito para uma revelação, certo? Sim, tudo perfeito, até a chegada da turnê.

Você deve pensar que a coisa mais fácil do mundo é fazer uma turnê: viajar de estado a estado, até países, fazendo shows, certo? Bem, na teoria, sim. Eu estava em direção a uma das várias reuniões da gravadora sobre o futuro da minha carreira, quando anunciaram: Jacob fará uma turnê! Fiquei entusiasmado na hora, e por isso aceitei de cara. O primeiro show seria marcado para daqui a seis meses, ou seja, novembro, e o anunciamento para dali um mês, com o primeiro show sendo em Londres. Ela passariam por 11 cidades da Inglaterra, de dois a três shows em cada cidade, e tinha duração de um ano. Tudo muito bem, tudo muito bom, quando todo o alvoroço da turnê começou. No período de tempo entre o anunciamento e a turnê, eu fiz umas cinco entrevistas na TV, diversas entrevistas para revistas teen (algumas respostas eram idênticas, pois as perguntas eram idênticas), duas entrevistas para duas revistas realmente relevantes, cantei em alguns programas de TV, divulguei pra caramba a turnê e o álbum, lancei outro single (bem animada e que fez bem mais sucesso que o terceiro, diga-se de passagem) e ainda arranjei tempo para ensaiar. Decidimos que os shows não seriam totalmente iguais, então haveriam sim mudanças na setlist, as únicas músicas que não mudamos eram a primeira (animadinha) e a final (meu quarto single), o resto seria mais ou menos diferente em cada um dos shows.

Então, depois de cinco meses de espera, o mês do show de abertura chegou. Eu não aguentava mais ficar no estúdio, precisava respirar o ar puro e sentir a energia contagiante do palco. Umas duas semanas antes do show eu já estava em Londres para a campanha do show e para conhecer a artista que abriria meu show. O nome dela era Katherine e era mais famosa do que eu, principalmente pois tinha feito uma música pra um daqueles filmes adolescentes de ação, baseados em livros. Nossos agentes marcaram de nos encontrarmos numa cafeteria para tomarmos cappuccino (ainda tinha que aproveitar enquanto poderia tomar um cappuccino em público “em paz” e conversarmos.

Quando chegamos lá, eles já haviam chegado. Sentamos um em frente ao outro e pude ver que a imprensa não “photoshopava” ela como eles costumavam fazer um pouco comigo. Tinha cabelo castanho, olhos cinza, alta, pele levemente bronzeada (não fazia ideia como ela conseguia isso. Bronzeamento artificial? Alguma praia no Brasil?) e voz doce, que escondia o “vozeirão” que demonstrava nas músicas. Parecia, e se mostrava, nas poucas vezes que falava, ser simpática. Na maior parte do tempo, fiquei conversando com o agente dela, enquanto ela tomava seu cappuccino, olhava para mim e de vez em quando corrigia alguma informação que o agente errava. Quando o cappuccino de todos havia acabado e nós já tínhamos tirados dezenas ou centenas de selfies, uma quantidade igual de autógrafos e umas quatro fãs enlouquecidas e apaixonadas quase desmaiaram (três de Katherine, e uma minha e de Katherine.. Ela ficou mais pálida, agitada e chorou mais do que as outras, mas mesmo assim era minha fã e eu fiquei extremamente feliz), resolvemos pagar a conta e voltar ao hotel.

Cada um foi para seu quarto, então, eu me acomodei na minha cama de hotel, enquanto tomava um suco natural feita pelo chef de gastronomia de hotel, lendo o livro usando um marcador de hotel e pensava em como é estúpido e ao mesmo tempo divertido colocar “de hotel” em tudo que seja realmente feito ou que esteja em um hotel, quando ouvi a porta bater. Fui abri-la e qual foi minha surpresa ao ver Katherine entrando no meu quarto de hotel, sentando no pufe e olhando para mim com a cara de “não vai fechar essa porta?”

–Não vai fechar essa porta? — Ela disse, fazendo meu pensamento estar certo. Fechei a porta. — Finalmente, pensei que você deixaria essa porta aberta para o hotel inteiro ouvir.

–Desculpe-me, mas… ouvir o que? — Perguntei, confuso. Imaginei certa situação e meu amigão pareceu começar a considerar a questão. “Se acalme”, pensei. “Você nem sabe o que é!”

–Não sou obrigada a conhecer minha parceria musical sendo “ajudada” por um agente substituto. Não somos crianças, podemos nos conhecer sem nossos malditos agentes. Mas se forem fazer isso, pelo menos coloquem o agente verdadeiro, e não o primeiro agente que encontrarem na frente! — Ela rosna. Começo a perceber que gostei dela. Ela olha para mim — O que foi? Não mordo. Irei abrir o show de sua primeira turnê e iremos fazer um dueto. Preciso te conhecer. — Ela bate no pufe do lado, aquele clássico “senta aqui”.

Considero a situação por um instante. Tinha duas opções no momento: A) Pedir para ela sair do meu quarto ou B) Sentar no pufe e conversar com ela.

Decidi que ela estava certa e me lancei em direção ao pufe. Começamos a conversar.

–Já veio em Londres alguma vez? — Ela pergunta.

–Nunca.

–Amanhã de manhã teremos tempo livre. Passarei aqui bem cedo para irmos visitar no mínimo uns três lugares.

Fico surpreso. Quem marca os encontros geralmente sou eu.

–Prefiro ter um encontro com minha cama de e ovos mexidos com bacon de hotel. — Digo, me referindo á dormir e café da manhã. Mas acho que você já sacou isso.

Ela pareceu um pouco enojado por meu uso do complemento “de hotel”. Mas não comenta nada a respeito.

–Ninguém se importa. Nós vamos amanhã e pronto. Como você cantará numa cidade sendo que nem a conhece?

Fui pego de surpresa. Ela sorriu, eu sorri, e logo estávamos gargalhando. Sim, eu gostava dela. Gostava de como ela exalava aquele ar de “experiência de palco” (por mais que só tivesse dois álbuns) e de como ela tinha uma grande autoconfiança. Passamos mais uma hora conversando, quando ela levantou e disse que ia dormir e disse que ia passar no meu quarto bem cedo. Eu disse boa noite e logo mais capotei na cama.

*~*~*~*

Começamos o que ela chamou de “passeio turístico para o Jacob conhecer a cidade e fazer um bom show”, título bem direto e que não questionei. Fomos primeiro ao Big Ben.

–A atração principal não deveria ser o final? Como por exemplo, a música de maior sucesso ser cantada só no final? — Digo, me lembrando da reunião do show.

–Todos já conhecem o Big Ben, só que não “pessoalmente” — Ela levantou os dedos para as aspas — e então, não fazia sentido terminar por ele. Temos que nos surpreender no final.

Logo adiantando: tiramos diversas fotos no caminho entre as “três atrações”, e novamente, semi casos de desmaio (um delas era uma fã só minha, fiquei tão feliz que quase desmaiei junto com ela) e abraços. Pronto, voltando ao importante:

Logo em seguida, vimos um pouco do Regent’s Park (por mais que eu tivesse preferido o Hyde Park) e fomos ao Museu Britânico, direto na sessão de Mitologia Grega, que era a parte favorita dela no museu. Eu não entendia muito do assunto, só sabia um pouco por causa daquela série infantil de mitologia greco-romana, que mesmo que eu tenha medo de admitir, eu adoro. Quando achei uma parte da estátua de Atenas Partenos, não me aguentei:

–Atenas Partenos não está na Itália? E a Annabeth não conseguiu resgatá-la da Aracne, mas…

–Cala a boca, ainda não terminei A Marca de Atena.

–Mas já lançou a dois anos!

–A três anos eu não conseguo nem comer direito de tanto trabalho que eu tenho que fazer, quem me dera ler um livro de 500 páginas.

–Mas você…

–Shiu.

Acabamos o passeio e fomos para o estúdio, onde chegamos quase em cima da hora. Ensaiamos mais para o show e decidimos a música em que iríamos fazer o dueto. Eu estava muito ansioso, era o maior show que eu já fizera até aquele momento.

Essa noite, novamente, Katherine foi ao meu quarto conversar comigo. Comecei a perceber que ela sorria de lado enquanto começava a falar algo engraçado, e como não tinha medo nem vergonha de ser jogar (literalmente) enquanto ria. Algumas noites eu ia no quarto dela. Ficamos assim uma semana, quando me rendi e ficamos. Fizemos isso três noites, talvez seguidas, não consigo me lembrar. Numa delas, tivemos esse diálogo:

–Não quero procurar outro erro. — Eu disse, me lembrando do passado.

–Eu também não. — Ela disse. Se aninhou no meu peito nu, mas logo levantou a cabeça. — Desculpe, mas estou apenas procurando algo sim. Um amor passageiro. — Se aninhou no peito novamente, fechou os olhos e comecei a sentir sua respiração suave. — Não se preocupe se eu desaparecer.

Notas finais
Eu leio mangás, e o meu mangá favorito ever, Rurouni Kenshin (erroneamente conhecido no BR como Samurai X), o autor faz isso em algumas partes. E eu fiquei com vontade. E vou fazer. Dane-se Making Off - Jacob- O Jacob, obviamente, eu me inspirei no tal cantor cantante da música em que essa fic foi inspirada. Mas, por se tratar de um "Universo paralelo" (e não, não coloquei como gênero da fic), eu resolvi "paralelar" tudo. A aparência é bem diferente do cara original.- Quando penso nele, eu penso no carinha que fez Percy Jackson, o Logan Lerman. Mas o Logan Lerman não tem química com o palco, então nem pensem nele. Pensei no Dylan O'Brien. Ele tem mais química, mas ainda não é a desejada. Então não sei um ator ou celebridade que se encaixaria no que eu penso do Jacob. Mas isso não é relevante.- "Jacob", em Crepúsculo, é o "arquiinimigo" do protagonista, que por acaso tem o nome do cantor, e como eu queria deixar tudo ao contrário, Jacob foi o nome perfeito. E sim, eu gosto um pouco de Crepúsculo. Eclipse (terminei ontem. Odiei Lua Nova) é o meu favorito, e o de vocês?See ya! o/