Domino Effect

3 Forks... I coming!


Notas iniciais
Lara chega a Forks! hohoho
O que será que ela vai encontrar por lá? Um belo lobo, talvez?

Chapter 2

Uma semana depois

- Filha que tipo de roupa você botou na mala? Lá só faz frio, viu? – Minha mãe olhou preocupada para as cinco malas enormes que estavam na minha frente.

Revirei os olhos e olhei para Julian pedindo ajuda. Ele era o tal gato relíquia que estava saindo com minha mãe e havia pedido ela em namoro há uma semana.

- Querida, Lara já viajou antes. Vai dar tudo certo... Graças aos meus contatos ela tem um visto bem longo, só vai precisar renovar de um em um ano e acho que ela não pretende ficar tanto tempo lá.

- É Dona Lilian, eu vou ficar bem e é um bom momento pra conhecer o ovo de onde você saiu. – Gargalhei e ela me acompanhou.

- Atenção! Chamada para o vôo 3997, em direção a Washington, Embarque na Ala C.- Uma voz metálica nos chamou a atenção e meus olhos se encherão de lagrimas.

- Se cuida minha Morena. – Ela falou.

Me despedi de mais alguns amigos e parentes e logo me vi embarcando no avião, sentei na poltrona e me pus a olhar a janela. Além de estar indo para tentar animar Bella, minha prima, e tirá-la da fossa eu também pretendia tentar esquecer Lucas, coisa que não havia acontecido mesmo depois dele ter me traído com uma adolescente ridícula. Eu me perguntava como eu. Uma brasileira de 22 anos, oficialmente formada em enfermagem, jovem, inteligente fui me meter com um cara como Lucas. Ele é lindo, muito inteligente, sarcástico, malicioso, rico... Mas não representa constância, nunca fez com que eu me sentisse boa o suficiente para ele e isso só piorou depois que ele me traiu e eu resolvi terminar com ele. Eu esperava que ele fosse me esquecer e seguir com a vida, mas desde então ele vinha me ligando quase todos os dias durante dois anos e eu não conseguia não atender, mesmo que eu só brigasse com ele, eu ainda o amava e esse sentimento doía demais.

Balancei a cabeça para tentar espantar esses pensamentos e peguei na minha bolsa de colo meu Iphone. Eu havia baixado o mapa de Forks, o de Port Angeles e o de Seattle e fiquei boa parte do vôo estudando-os para saber exatamente onde eu iria e o que faria. Eu havia terminado a faculdade há dois dias, eu era oficialmente uma enfermeira e pretendia trabalhar no hospital de Forks e se não desse eu procuraria um em Seattle.

Algumas horas depois, cheguei em Washington, passei por uma boa burocracia por ser estrangeira, fui de taxi até Seattle e lá resolvi alugar um carro e ir dirigindo para Forks. Com um mapa em mãos e um céu quase escurecendo peguei a estrada e cheguei de madrugada em Port Angeles onde decidi me hospedar.

Achei uma espelunca qualquer e depois de fazer minha ficha, entrei no quarto, me joguei na cama sem nem ao menos tirar a roupa e logo caí no sono merecido.

A & R

Resmunguei irritada, o que eram aqueles barulhinhos insistentes na minha janela? Abri os olhos preguiçosamente e entendi que os barulhinhos viam das gotas da chuva batendo na janela... Da janela do hotel... Em Port Angeles. Certo, eu tinha mesmo viajado pra cá, eu era louca.

Me arrastei até o banheiro da suíte e tomei uma rápida ducha, quando saí, olhei no relógio e choraminguei ao ver que eram apenas 08:00 da manhã. Abri uma das malas, peguei uma blusa cinza, com um cachecol, uma touca vermelha e resolvi ficar com a mesma calça e jaqueta que eu usei pra viajar. Botei uns acessórios, calcei meu all Star e resolvi ficar sem maquiagem, optando por simplesmente colocar óculos pra tampar minhas olheiras. Desci, paguei o que devia e fui até onde eu havia estacionado o carro, deixei as malas lá dentro mesmo porque o índice de crimes dessa cidade era abaixo de 0.

Já sentada na frente do volante, configurei a rota no GPS que só agora eu havia notado e fui seguindo para Forks com uma voz incrivelmente nojenta e robotizada me dando as direções. Depois de quase arrancar o GPS fora me vi entrando em uma rua um pouco familiar, eu havia estado lá há dez anos atrás quando eu tinha 12 anos, nem lembrava muito dos aspectos de Forks ou da casa do Tio Charlie, mas uma incrível onda de deja vu se instalou em mim assim que parei em frente á velha casa.

Dei uma buzinadinha, tirei a chave da ignição e desci, estava abrindo o porta-malas quando Charlie abriu a porta e sorriu caloroso pra mim. (n/a: A partir de agora todos os diálogos serão em inglês, se ela falar algo em português ficará em negrito)

- Meu Deus! Onde está aquela garotinha pequena e magricela? – Ele exclamou.

Gargalhei.

- Ora, tio. Tenho 22 anos, eu cresci. – Larguei a mala que eu estava segurando no chão e dei um abraço nele e os clássicos dois beijinhos em sua bochecha. Ele corou e ficou meio paralisado, esqueci que ele não era muito de abraços. Sorri sem graça e o soltei pegando em seguida a alça da mala.

- Deixe-me te ajudar. – Ele pegou outra mala do carro e começou a andar em direção a casa, tendo dificuldade em carregar a mala, ri baixinho.

- Tio Charlie? – Ele se virou, apontei para as rodinhas da mala e ele riu envergonhado enquanto voltava pegava mais uma mala e ia deslizando-as pelo gelo até sumir dentro da casa. Fiz o mesmo e rapidamente levamos as cinco malas para dentro da casa e depois até o quarto de hospedes, desci e encontrei-o na sala.

- Bella está em casa? – Perguntei.

Ele deu um sorriso fraco.

- Está na escola e depois deve ir trabalhar em uma lojinha aí.

Assenti e um silêncio um pouco incomodo se instalou.

- Escuta, eu estou indo a La Push almoçar com uns amigos. Que tal vir junto? Vai gostar deles.

Pesei os prós e os contras e resolvi que iria. Subi para pegar minha bolsa com documentos e celular e quando saí da casa encontrei Charlie já dentro da viatura. Tive um calafrio só em pensar em andar naquilo.

- Nem pensar! – Murmurei e Charlie me olhou sem entender o idioma. – Anh. Eu vou com o meu carro, caso depois eu queira dar um passeio pela cidade.

Ele assentiu concordando e depois que eu já tinha dado partida no carro, Charlie começou a dirigir e eu fui o seguindo achando que meu carro ia apagar com a tamanha lerdeza, com muito esforço resisti ao impulso de dar uma buzinada.

Depois de alguns séculos chegamos a tal reserva, e eu havia simplesmente amado, o mar era lindo, e as casas bem simples, chegamos a casa do Billy, era outro do qual eu me lembrava, pois minha mãe quase casava com ele. Eu sei.

Tentei esconder minha surpresa ao vê-lo de cadeiras de rodas e o cumprimentei, me atrapalhando na hora do abraço. Conheci alguns amigos do Charlie e os filhos deles, em sua maioria eram adolescentes, mas havia uma tal de Leah que era um pouco mais nova que eu.

- Então você é brasileira? – Seth, o irmão de Leah me perguntou.

Sorri pra ele, ele era uma gracinha.

- Sou, vim passar o tempo com os parentes. – Olhei para Charlie.

Ouvi um barulho de porta se fechando e quando eu vi quem era, me controlei para não ficar muito tempo com a boca aberta.

- Oh! Jacob? Lembra-se de Lara? – Bill apontou para mim e Jacob me olhou surpreso.

Em tese, suas feições eram as mesmas de quando ele tinha 6 anos, mas ele estava musculoso, bonito, enormemente alto, e com os cabelos pretos curtos.

Ele me olhou de cima abaixo.

- A prima da Bella, né?

Assenti e me estiquei estendendo a mão.

- Tudo bem? Legal te ver. – Falei sorrindo.

Nosso histórico não era dos melhores. Eu, Bella e ele fomos criados juntos em certa parte da nossa vida e eu e ele nunca nos demos bem, eu vivia batendo nele, ele viva colocando chiclete no meu cabelo... Éramos crianças levadas.

Ele sorriu de volta e pegou em minha mão, sua pele era quente e macia.

- Parece que agora o trio está completo de novo. – Billy comentou rindo. – Só espero que ninguém saia machucado.

Dei uma risadinha sem graça e me levantei.

- Que isso! Era só brincadeira de criança. – Murmurei. – Tio, vou resolver algumas coisas, ok? Preciso ir ao hospital.

Todos me olharam tentando achar algum machucado ou doença. Charlie riu.

- Ela é enfermeira. – Ele explicou e todos sorriram.

Sorri e depois de um aceno para todos fui em direção ao meu carrinho alugado, minha moto demoraria um pouco para chegar, a burocracia era de dar dor de cabeça. Senti alguém me seguindo e quando me virei me deparei com Jacob.

- Então... Ainda lembra-se de como chegar ao hospital?

Gargalhei.

- Claro, você já me mandou tantas vezes para lá.

Ele coçou a cabeça rindo.

- Igualmente. Mas a que bateu o recorde foi a Bella que se machucava sozinha.

Ri ainda mais.

- Verdade. – Suspirei nostálgica. – A gente se vê Jake.

Ele acenou e eu entrei no carro, saí de lá cantando pneus e sabia que Charlie reclamaria. Eu não havia mentido, lembrava-me bem de como chegar ao Forks Hospital. Eu havia passado apenas alguns meses aqui e foi quando criança, mas essa cidade me marcara... Tinha um clima tão misterioso e ao mesmo tempo pacato, eu lembro que morria de medo das lendas que eu ouvia nas fogueiras, mesmo não fazendo parte da reserva, eu sempre dava um jeito de enfiar nas reuniões.

Uma camionete laranja andava na minha frente, além de extremamente barulhenta, a monstra ainda era lerda. Ou talvez fosse só o motorista que era lerdo. Dei a seta e passei para o lado esquerdo da camionete, eu já ia falar alguns impropérios quando reconheci a magricela dentro da cabine.

- MAGRELA! – Gritei empolgada.

Bella pulou de susto e me olhou de olhos arregalados, demorou um pouco, mas ela me reconheceu e sorriu enquanto encostava o carro no acostamento, fiz o mesmo e desci. Ela estava magra e pálida, mas percebi que tinha um pouco de brilho nos olhos, abracei-a enquanto ria.

- Bells! Quantos anos!

Ela deu uma risada sem graça como se estive desacostumada a fazê-lo.

- Não sabia que você viria. Charlie já te viu? – Ela falou colocando uma mecha rebelde atrás da orelha.

- Sim, sim! Como você está?

Ela olhou para baixo e mordeu o lábio, me olhou um pouco confusa, suspirou e respondeu por fim.

- Ainda respirando. – Ela sussurrou.

Notas finais
Ui, Wolf Pack dando um oizinho!
Tadinha da Bella, né?
Gostaram? Comentem e digam o que acharam, aceito criticas construtivas.