Domino Effect
4 Gangnam Style
Notas iniciais
Agora a história começa a dar seu rumo. Enjoy!
Chapter 3
Dois dias depois
Estávamos sentadas em uma lanchonete local. Bella e eu. Ela me contava um pouco da vida dela e eu pensava em como abordar o assunto sobre o namorado que a deixou. Charlie disse que seu nome é Edward.
- E você? Como está o Brasil? – Ela perguntou e eu sabia que ela estava se esforçando para manter uma conversa.
Dei um sorriso animado.
- Lindo como sempre! Pras duas perguntas. – Arranquei uma risadinha fraca dela. – Na verdade nem tudo está um mar de rosas, faz dois anos que eu não falo com meu pai, terminei com Lucas...
Ela arregalou os olhos chocolates.
- Lucas? O amor supremo da sua vida? Aquele que você disse que era pra casar? – Percebi que ela estava zoando um pouco da minha cara, já que antigamente toda vez que eu falava do Lucas era com todas essas frases.
Sorri olhando pra longe.
- Ele me traiu. – Murmurei.
Ela olhou desconfortavelmente pro chão e mordeu o lábio.
- E por que você não fala mais com seu pai? Você sempre foi tão apegada a ele.
Refleti um pouco sobre a pergunta.
- Acho que... O orgulho me afastou dele e a vergonha me impede de voltar. Eu fui tão terrível com ele, o ignorei de todas as formas possíveis desde que ele traiu minha mãe e se divorciou dela. Nós ficamos abandonadas... A deriva. – Percebi meu rosto molhado e ao passar a mão vi que era uma lagrima.
Dei uma risada e abanei com a mão como se enxotasse alguma mosca.
- Mas deixemos de lado esses assuntos fúnebres. E você ta namorando ou namorou?
Ela pareceu um pouco atordoada com a mudança brusca de assuntos e percebi que a dor em seus olhos havia aumentado. Percebi que ela provavelmente estava cogitando mentir, mas ela sempre foi péssima nisso.
- Namorei. – respondeu por fim.
- Com quem?
- Um garoto.
Bufei.
- E por que terminaram?
- Ele não me amava, cansou de mim e foi embora.
- Qual o nome dele?
Ela suspirou e se encolheu.
- Podemos mudar de assunto?
Assenti e quando ia abrir a boca, nossos pedidos chegaram.
- Yummy! – Exclamei batendo palmas. – Amo hambúrguer.
Ela sorriu com o meu entusiasmo.
- Eu... Estou aprendendo a dirigir moto. – Ela murmurou como se estivesse falando do tempo.
Engasguei com o Milk Shake.
- Tio Charlie sabe disso? – Perguntei abismada olhando-a.
Ela deu uma risada.
- Claro que não.
Coloquei a mão na boca e fiz cara de meme horrorizado.
- Quem é você e o que fez com minha doce Isabella?
Ela riu de novo.
- Sempre dramática.
Gargalhei.
- Quem ta te ensinando?
Ela deu um sorriso grande e verdadeiro.
- Jacob Black.
Sorri de lado.
- Então... Vocês estão... – Ergui as sobrancelhas sugestivamente.
Ela negou com a cabeça.
- Jacob é... Meu irmão. É simplesmente fácil estar com ele.
- Já que vocês são BFF’s agora. Qual a marca da bomba que ele anda tomando? Aquele garoto está enorme!
Ela riu.
- Ainda estou tentando descobrir. – Seu olhos ficaram um pouco desfocados.
Sorri pra ela e fiquei feliz ao vê-la comendo bem, afinal Charlie disse que ela não andava se alimentando. Tudo isso por causa desse tal de Edward.
- hey! Já ouviu o novo hit? – Perguntei sorrindo de orelha a orelha.
Ela me olhou confusa.
- Que hit?
- Heeeeeyyy Sexy Lady! – Cantarolei ou melhor gritei.
Ela olhou para os lados e corou ao ver que todos olhavam para nós eu apenas ri. Levantei e puxei-a.
- Vamos para casa que eu vou te ensinar a coreografia. – Falei e saí rebocando-a, depois que deixei o dinheiro em cima da mesa... Eu sempre quis fazer isso.
Ela arregalou os olhos.
- Ta doida? Eu não tenho coordenação motora e nunca ouvi essa musica, mas deve ser bem do estilo daquela lá brasileira que você me obrigou a dançar.
- Você e toda a praia de La Push.
Ela estava falando de quando eu ensinei “Cada um no seu quadrado” pra ela quando estávamos na praia e acabei botando todo mundo na praia pra dançar... Isso tinha acontecido há uns dez anos, mas pelo visto eu tinha traumatizado a bichinha.
Fomos em direção ao estacionamento minúsculo e entramos no meu carro. Tínhamos deixado a camionete dela em casa e vindo com ele.
- Eu só tenho que ir ao hospital. – Falei enquanto entrava no carro e o ligava, começando a dirigir.
Ela me olhou curiosa.
- Não estou doente, me formei em enfermagem uma semana atrás e preciso de um emprego.
Ela sorriu.
- Quer dizer que pretende fincar raízes?
- Acho que sim... Só o suficiente pra eu esquecer o Lucas e ele parar de me ligar.
Assim que eu terminei de falar meu telefone começou a tocar. A musica do toque era “Madness – muse” e eu deixei tocar um pouco pra aproveitar a batida. Atendi sem olhar quem era e me arrependi.
- Oi morena! – A tão característica e conhecida voz rouca falou.
Suspirei e bati com a testa no volante, Bella me olhou com medo que eu batesse o carro.
- P**** Lucas, nem viajando você me dá sossego.
Ele riu e vi Bella sorrir. A risada dele era contagiante, mas no momento só estava contagiando a minha raiva.
- Nem me avisou que ia viajar... Onde você está? Sua mãe não quis contar.
Soltei uma risadinha irônica
— Com certeza não sou eu que vou contar. Quero distancia de você e acho melhor você desligar, ligações internacionais são caras.
- Sabe que eu não me importo com isso.
- Claro você já tem a vida ganha.
Ele riu de novo e eu me segurei para não suspirar derretida.
- Você está aí com quem?
- Uma prima minha. – Botei no viva voz. – Diz oi pra ele Bella.
Ao me ouvir falando inglês ele começou a falar inglês também.
- Quem é Bella?
- Eu sou Bella... Então você é o famoso e odiado Lucas. – Ela riu.
- Ela não me odeia, só finge e muito mal.
Revirei os olhos.
- Concordo. – Ela falou me olhando divertida. Me segurei pra não mandar ela pra aquele lugar.
Bufei, tenho certeza de que ela não gostaria de ouvir uma conversa assim minha e do Edward. Pigarreei, chamando a atenção pra mim.
- O que quer Lucas?
- Só queria ouvir sua voz mesmo... E foi um prazer falar com você Bella. – Falou isso e depois desligou na minha cara.
— AAAH! Infeliz! Filho de um, de um Humano.
Bella gargalhou e foi a primeira vez que a vi fazendo isso. É claro, a dor alheia é sempre a coisa mais divertida.
- Não tem graça ta? – Murmurei, entrando na pista que me levaria ao hospital. Talvez eu me consultasse também já que acho que eu tinha desenvolvido uma úlcera de tanta raiva.
- Claro que tem. Você é arriada por ele e ele por você.
- Ele me traiu! Se fosse “arriado” por mim, não teria feito isso.
- Isso foi há quanto tempo?
- Dois anos, no mesmo dia que meu pai foi embora.
- Viu só? Dois anos! E ele continua atrás de você, quem sabe esse negócio de traição não foi um mal entendido.
- Acho que o brinquedinho dele dentro de uma loira oxigenada não foi um mal entendido, na verdade deu pra entender bem.
Ela calou a boca e depois de alguns minutos de silêncio, resolvi ligar o rádio... Adivinha que musica estava tocando?
- HEEEEY! Sexy Lady!
Bella riu.
- Oppa gangnam style!
Aumentei o volume e fiquei balançando as mãos, cantando e dirigindo ao mesmo tempo.
- Bella, conheça o éguinha pocotó versão Ching Ling. – Falei rindo.
Ela balançou a cabeça e me olhou me achando insana, mas ainda sim riu.
- fazia um pouco de tempo que eu não me sentia assim sabe? – Ela comentou.
- Assim como? – Perguntei desligando o rádio e procurando uma vaga no estacionamento do hospital, não foi muito difícil achar.
- Tipo... Alegre. Só com Jacob. – Ela murmurou.
- Bella, Bella. – Virei o retrovisor para ela. – Está se vendo?
Ela assentiu. Provavelmente achando que eu viria com aquele papo de “Você é linda e blá, blá, blá.”
- Você está um bagaço minha prima, o bagaço da laranja chupada. – Falei. – Olhe o que você deixou esse cara fazer com você! Não importa se você o ama ou se ele era perfeito, lindo, uma estátua de Adônis. Na verdade se você não amar a si mesma, não aprender a cuidar de si mesma, será incapaz de amar de verdade e ser retribuída.
Talvez eu estivesse sendo um pouco dura, mas durante esse três dias que eu estava em Forks, percebi que Bella parecia uma morta-viva fazendo tudo no automático, indiferente a tudo.
Ela apenas ficou me olhando extremamente surpresa, então eu me debrucei sobre ela, abri o porta-luvas e tirei de lá uma pasta com meu currículo e meus documentos. Saí do carro e entrei no hospital indo em direção á recepção.
Trinta minutos depois eu voltava ao carro e encontrava Bella absorta em pensamentos. Quando liguei o carro, ela me olhou.
- Você me ajudaria? – Ela perguntou.
- Com o que? – Eu perguntei confusa.
- Em mudar. Você tem razão, eu dei toda a minha vida e todo o meu tempo a ele e esqueci de todo o resto. Preocupei meu pai e esqueci meus amigos. – Ela falou olhando para a janela.
Sorri e com minha mão livre, estiquei meu braço, capturei sua mão e a apertei carinhosamente.
- Tudo bem! Vamos começar amanha a “Operação: New Girl”.
Ela sorriu pra mim e ligou o rádio, uma musica do Coldplay tocava. Demos uma volta pela cidade e três horas depois chegamos em casa e ela me disse iria fazer a janta de Charlie.
- Conseguiu o emprego? – Ela perguntou enquanto temperava alguns pedaços de frango.
Dei um suspiro de desanimo.
- Disseram que não estão com vagas no momento e que estão procurando um substituto para um médico que foi embora recentemente, um tal de Dr. Cullen.
Ela congelou por alguns segundos e a olhei com curiosidade.
- É o pai dele. – Ela murmurou.
- O pai do Edward? – Ela fez uma careta ao ouvir o nome dele, mas não parecia muito surpresa por eu saber o nome dele.
- Sim. Ele é um ótimo médico e um grande homem.
Resolvi mudar de assunto.
-E então... Você continua desastrada?
Ela sorriu, mas o sorriso não chegava aos olhos chocolates.
- Muito. Me admira ainda estar viva.
Gargalhei.
- Credo! Isso é macabro.
Ela fritou o frango e batatas e logo depois comemos. A campanhinha tocou e Bella foi atender e por alguma razão meu coração começou a bater descompassado. Levantei-me hesitantemente e fui ver quem era, quase tive uma síncope.
- Hey morena.
- Lucas.
Bella olhava de olhos arregalados para Lucas que sorria encostado na porta.
- Vampiro. – Ela sussurrou.
Notas finais
próximo capitulo tem a Alice! Bjim e comente please!
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