Doki Doki
2 Capítulo 2
Depois da noite na clareira, ficava ansioso sempre que o via. Muitas vezes convidei-o para passar uma noite em meu dormitório, mas sempre recusava dizendo que Shima e Koneko pudessem suspeitar de algo, o que era possível, pois eu não conseguiria "dormir" ao seu lado normalmente.
Então surgiu uma festa, cheia de garotas belas e charmosas, fazendo Shima e Koneko (o que foi arrastado) passarem a noite fora, e esqueceram de levar a chave do dormitório. Assim que eles foram embora, me assegurei de que não voltassem para pegar a chave. Passando algum tempo, liguei para Rin:
– Alô? — falou ele atendendo a chamada.
– Oi Rin, sou eu. — falei.
– Oi Bon! — falou ele alegremente. — O que foi?
– É q-que... — respirei fundo antes de falar. — Rin, hoje não queres passar a noite comigo? — disse eu, de um jeito ansioso.
– E Shima e Konekomaru? — perguntou ele.
– Em uma festa, só voltam amanhã. — falei inquieto. Queria sua resposta imediatamente.
– ... — O outro lado da linha ficou em silencio. Sabia que ele estava hesitando antes de me dar uma resposta. Finalmente, falou — Certo, podemos ficar jogando videogame, né? — Quase deixei o celular escorregar de meus dedos assim que ouvi o que disse. — Estarei chegando aí em dez minutos. — Por fim, desligou.
Minha alegria chegou ao seu extremo. Pulei o mais alto que eu conseguia sem bater com a cabeça no teto e gritei "YEAH!". Depois, comecei a arrumar o quarto desesperadamente, porque em minutos a campainha tocaria.
Em oito minutos arrumei o quarto de forma que parecia novo. O chão foi varrido até ficar brilhando, os cobertores esticados e bem postos sobre a cama, as roupas sujas que anteriormente estavam espalhadas pelo dormitório, agora estavam todos no cesto. Na TV, o videogame já plugado, e almofadas não chão para sentarmos. Em uma mesa, botei um pote de pipocas e refrigerantes.
Fui até o meu criado-mudo e abri a segunda gaveta para, pela primeira vez, abrir um pacote de camisinhas — tudo podia acontecer -. Me sentia incerto se pegava uma ou não. No fim, bateram na porta, e rapidamente botei uma das camisinhas que segurava na mão no bolso de trás da calça, escapando uma batida de meu coração.
– Quem é? — fechei a gaveta e fui para perto da porta.
– Sou eu. — abri a porta. Ele chegou antes do que dissera. Julgando pelo seu estado: respirando profundamente, rosto vermelho, casaco caído do ombro, mangas dobradas várias vezes para trás, pude deduzir que veio correndo para cá. Só de pensar nessa possibilidade corei. Fique encarando-o por um tempo até voltar a minha consciência e perceber que nos encontrávamos na porta ainda.
– Pode entrar. — falei, fazendo um movimento com a mão demonstrando que era para entrar. Logo após ter entrado, já se sentou numa almofada se preparando para jogar, então liguei o videogame para jogarmos.
O tempo passava, a pipoca chegava ao seu fim, o refri tinha acabado a horas atrás. Já cansado de jogar, fiquei olhando Rin voar suas mãos sobre o controle. Fechei os olhos por um momento, de início só para descansar um pouco, mas logo em seguia acabei dormindo.
A primeira coisa que consegui sentir depois de acordado foi os lábios macios e quentes dele se pressionado contra os meus. Antes mesmo que abrir os olhos, puxei Rin para mais perto de mim, enfiando minha língua em sua boca. Abri maus olhos e encarei-o com ferocidade.
– Bon. — falou ele, entre bufadas, se sentando no meu colo e cruzando seus braços detrás de meu pescoço, voltando a me beijar. Passei minha mão sobre seu rosto febril. Fui descendo minha mão até chegar à sua cintura. Ele gemeu assim que comecei a tocar em sua parte, já ereta. Seus olhos pedintes não mais conseguiam ficar abertos de tantas lágrimas.
– Heh. Você é muito sensível. — falei isso e comecei a lamber seu pescoço. Minha parte inferior também não aquentaria por muito mais tempo. Agarrei-o e o levei para minha cama. Deitei ele nela. Comecei a desabotoar sua camisa e a ir descendo com a língua até chegar aos seus mamilos, comecei a beliscá-los delicadamente. Logo em seguida, comecei a beijá-lo, e a minha mão desocupada passou a brincar com seus mamilos. Ao mesmo tempo que fazia isso, ele desabotoava minha calça.
– Posso? — perguntou ele, olhando para meu rosto repentinamente. Minha resposta a essa pergunta foi um gemido de prazer. Assim começamos a nossa noite e eu queria que ele nunca chegasse ao um fim.
Certa hora da noite lembrei-me da camisinha em meu bolso. Decidi que agora era a melhor hora para usar. Deitei-o de novo na cama e comecei a tirar sua calça. Rin recuou, puxando sua calça para cima, afirmando que ainda não estava pronto para isso. Magoado, olhei para seu rosto para ver se falava a verdade, ou se estava brincando, mas sua expressão era séria. "Será que não sou bom suficiente pra ele?" ou "Será que ele está escondendo algo de mim?" eram alguns dos meus pensamentos naquele momento.
Talvez Rin tenha percebido que eu estava confuso e perdido com o que havia dito para mim, porque se jogou em cima de mim me abraçando.
– Desculpa, não é nada contigo, eu... — respirou fundo, tentando achar coragem — eu... — parou de falar, corou e baixou o olhar. Encostou sua cabeça em meu peito de modo que não me deixava ver seu rosto vermelho. Levantei sua cabeça para ver seu rosto, estava com uma expressão de preocupação.
– Tem algo te incomodando? — perguntei.
– Não.- virou os olhos, sabia que era mentira.
– Rin, pode contar tudo para mim. — falei seriamente. Queria ajudá-lo, não suporto ver o meu amado sofrendo, ainda mais sozinho.
Rin me olhou como se quisesse falar algo importante.
– Bon, — falou ele, me abraçando mais forte. — não é nada, está tudo bem. — sei que queria falar algo que não falou, porém deixei assim, pois quando chegasse a hora ele me contaria. Abracei-o também mais forte, acariciando sua cabeça até cairmos no sono.
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Dormimos abraçados um no outro. Quando acordei, Rin dormia pesadamente enquanto babava em meu travesseiro. Conseguia sentir sua respiração batendo em mim, tive que afastar meu rosto para me assegurar que não iria atacá-lo com beijos. Limpei a baba de seu rosto, o que o fez acordar. Seus olhos azuis se fixaram direto nos meus.
–Bom dia. — disse eu, sorrindo.
– Bom dia. — sorriu também.
Ficamos conversando por um bom tempo sobre bobagens deitados na cama, rindo até não poder mais. De repente um silêncio assustador mudou a aura do quarto, e Rin perguntou:
– Nee, Bon... você odeia mesmo Satãn? — essa pergunta me pegou de surpresa, mas sem hesitar, respondi:
–Sim, sempre odiei depois daquele dia em diante... — foi uma resposta curta porém direta, mas era mais do que a verdade. A expressão de Rin falhou por um segundo.
– E... e seus filhos? Mesmo que sejam bastardos? — não entendia onde queria chegar com essa conversa, mas apenas continuei a responder:
– Tudo que é demônio e que está ligado com as chamas azuis tem o meu ódio, por quê? — Sua expressão de repente mudou, seus olhos pareciam mais cansados do que normalmente, seu sorriso, que tinha o poder de iluminar a vida das pessoas, se transformou em uma linha reta.
– Rin? Algo errado?
– Hum? Ah, nada. — voltou a sorrir de um jeito mais radiante que antes, mas seus olhos ainda pareciam cansados.
Quando eu ia falar algo, alguém bateu na porta.
– Quem é? — perguntei.
– Somos nós. — disse Shima. Queremos entrar e eu deixei a chave na minha cama.
Olhei para Rin, e me levantei arrumando minha camisa e minha calça, sussurrando para Rin fazer o mesmo e para ligar o videogame para parecer que estávamos jogando nele. Dei um último beijo em Rin e sorri, depois fui abrir a porta.
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