Dois Bicudos
13 Party, bullshit and little decoy's
Notas iniciais
Gente mil perdões por todo esse tempo sem postar, sério. Estou super enrolada aqui, ensino médio não é brincadeira...
Bom, quero agradecer à todos que não me abandonaram e que vão ler esse capítulo, que para mim, está muito bom!
Enjoy o/
O Mercedes de Mackena, dirigido por Alice, parou em frente ao Pub. Congelei ao entender o que estava prestes a fazer. Usar uma identidade falsa. Um crime. Isso é tão difícil e tão fácil ao mesmo tempo. Uma mentirinha às vezes não custa nada.
Você pode ir parar em cana.
Obrigada por estragar meu pensamento positivo!
Não havia nada de positivo, em minha opinião.
Eu não pedi sua opinião. Cale-se, por favor?
Não ouvi mais minha consciência e desci do carro. Logo depois disso, o New Beetle de Nelly estaciona no outro lado da rua. Nelly achou melhor vir no carro dela para o caso de Mackena levar o Mercedes. Ela atravessou a rua com passos largos e pesados, talvez irritada por perder a corrida. Sim, nós apostamos uma corrida valendo vinte dólares e uma garrafa de vodka.
– Eu ganhei! Você perdeu! — Cantarolou Alice debochando de Nelly que abriu a bolsa e entregou-a as vinte pratas.
– Cale a boca! — Respondeu irritada. Olhei em volta e ao longe avistei uma ruiva ao lado de um moreno alto. Julie e Steve.
- Achei a Julie e o...
Por algum motivo não consegui dizer seu nome. E nem sei se consigo olhá-lo ou falar com ele.
Ignorá-lo não é uma boa saída.
Ignorei minha consciência, mas mesmo assim tive que considerar o que ela disse. Andei em direção aos dois e nem ao menos chequei se Nelly ou Alice iam comigo.
– Oi — Falei meio sem animação.
– Oi Babi! Desculpe por ter desligado o telefone na sua cara...
– Depois falamos sobre isso...
– Oi... Pequena — Steve pareceu meio em dúvida de me chamar pelo "apelido"- Você está incrível.
– Obrigada — Senti minhas bochechas corarem e um meio sorriso involuntário brotar em meus lábios.
– Hello! Eu existo ok? — Reclamou Nelly.
– E eu também né!
– Oi meninas — Disseram os dois em coro e Julie procurou loucamente algo verde para tocar.
Já que estávamos todos ali fomos para a fila, que não estava muito grande e que no inicio tinha um segurança\\armário com uma cara não muito amigável.
Chegamos ao inicio da fila e Nelly foi a primeira, conseguiu entrar. Alice conseguiu entrar. Julie conseguiu entrar. Era a minha vez, o segurança pediu minha identidade, entreguei tentando não tremer. Seus óculos escuros caíram pelo nariz e pude ver seus olhos desconfiados, notei que eu havia começado a suar frio.
–Identidade falsa não é mocinha?
– Co-co-como? É autêntica, s-s-senhor.
– Tão autêntica quanto a sua gagueira!
– A identidade dela pode não ser autêntica... Mas as minhas notas de cem dólares são.
Steve apareceu atrás de mim com duas notas de cem dólares estendidas para o segurança. Olhei para ele confusa, mas ele apenas sorriu e piscou com um dos olhos. O segurança não demonstrava emoção, rapidamente pegou as duzentas pratas de Steve e abriu o caminho para que passássemos.
– Eu não acredito! — Voltei-me para Steve feito louca e tive um ataque de risos. Entramos em um amplo corredor com luz precária, mas bem decorado. Ao fundo era possível ver as luzes coloridas da pista de dança.
– Você estava muito nervosa, quero dizer, ainda está. É a primeira vez que usa identidade falsa não é?
–Sim! Muito obrigada! Se você não houvesse subornado o segurança eu poderia parar na cadeia !
– Não agradeça... Bom, não em palavras — Sussurrou a segunda parte e andou até que meu corpo encostasse-se à parede — Não costumo começar algo que eu não possa terminar...
Não consegui dizer nenhuma palavra sequer. Seus olhos cinzentos pareciam totalmente negros com a pouca iluminação, mas muito mais atraentes. Um suspiro cortado e involuntário escapou de meus lábios e Steve se aproximou de mim. Seu corpo contra o meu era tão quente e reconfortante. Sem desviar o olhar, fez com que nossas bocas ficassem a praticamente a um cm de distância. Parecia estar querendo me provocar.
– Você... Me enlouquece, Babi — Falou com sua voz rouca e sexy.
– A sua voz desse jeito é que me enlouquece — Sussurrei, esperando que ele não ouvisse, mas não consegui.
Ele sorriu e colocou uma das mãos em minha nuca e a outra em minha cintura.
A distância foi quebrada. Seus lábios estavam nos meus. Meus olhos ainda estavam abertos, mas os dele se fecharam. O fiz também. Steve era doce e ao mesmo tempo voraz, lento e apressado. Fazia acreditar que ele já esperava por isso há bastante tempo.
Soltou meus lábios e beijou meu ombro nu, afastou meu cabelo e traçou uma linha de beijos até meu pescoço, enquanto eu entrelaçava os dedos de uma das mãos em seus cabelos e com a outra o puxava pela camisa para mais perto. Depositava beijos leves e arrepiantes em meu pescoço, então beijou minha testa, depois o canto da minha boca e voltou para o ponto inicial.
Não nos importávamos com o fluxo de pessoas que entravam pela porta e murmuravam coisas a nosso respeito. Eu mal podia pensar, mas achava engraçado o fato de Steve ter se curvado um pouco para me beijar. Ele interrompeu o beijo e eu abri os olhos. Um sorriso lindo estava estampado em seu rosto, sua boca estava manchada com o meu batom e aquilo me fez rir. Ele levantou uma das sobrancelhas e eu abaixei a cabeça, envergonhada. Steve pegou levemente em meu queixo e levantou minha cabeça.
– O que foi pequena? — Perguntou terno e perfeito — Eu já deveria ter feito isso há muito tempo.
Tive que ficar na ponta dos pés para alcançar seu rosto, mas lhe dei um beijo mais contido e discreto. Afastei-me, mas Steve foi mais rápido. Apertou meu corpo contra a parede e beijou meus lábios novamente, dessa vez, ele parecia faminto.
Passei as mãos por seu abdômen, costas e braços, também me sentia faminta e queria ainda mais. Minha consciência estava em qualquer lugar, não me importava. Tudo parecia ótimo. Até que um medo repentinamente me invadiu, juntamente com dúvidas e mais dúvidas.
Se ele disse que já deveria ter feito isso há muito tempo... Quer dizer que ele está apaixonado por mim? Eu não estou apaixonada por ele... Estou? O que estava acontecendo era tão estranho... Mas também era tão bom.
Desta vez quem interrompeu o beijo fui eu. Ele se aproximou novamente e tentou alcançar meus lábios, mas desviei e lhe dei um beijo na bochecha. O deixei no corredor e fui em direção ao camarote.
***
Haviam vários reservados e mesas espalhadas pelo local, ao fundo pude encontrar ao menos seis mesas apenas com o corpo docente do Sistema Mackenzie, todos menores de idade.
Encontrei Nelly, Julie e Alice em uma mesa entre as líderes de torcida e o time de futebol. Fui até elas e me sentei, as três me olhavam curiosas.
– Onde está Steve? — Perguntou Julie.
– Eu... Não sei.
– Babi, por que o seu batom está borrado? — Perguntou Nelly.
– Eu... Não sei.
– Não sabe onde está o cara e também não sabe o porquê de seu batom estar borrado? — Perguntou Alice desconfiada — Suspeito, não?
Coloquei os braços na mesa e joguei a cabeça sobre eles.
– Eu sabia! — Falou Alice.
Levantei os olhos em sua direção e tive outro ataque de risos.
– Toma um gole e desembucha! — Disse Alice me empurrando à garrafa de vodka que provavelmente foi comprada por Nelly.
Bebi um pouco e me acalmei
– Ok... Eu fiquei com o Steve, satisfeitas?
As três começaram a rir, riram feito loucas e os olhares das mesas vizinhas se viraram para nós.
– Qual é a graça? — Perguntei.
– Nenhuma — Falou Nelly — Ele é a fim de você há muito tempo — Completou estalando os dedos.
– Disso eu sei.
– Quer retocar o batom? Está precisando — Estendeu um espelho e o batom para mim e eu aceitei.
– Bom, não sou a única que vai ficar com alguém essa noite — Falei, referindo-me ao fato de que Rick vinha em nossa direção.
– Boa noite meninas — Falou com um tom confiante e despojado.
Eu e Nelly dissemos um "E aí?" e Julie falou um "Oi". Alice apenas o encarava de um modo estranho. Pude ver em seus olhos que ela tramava algo.
– Boa noite Dalson — Disse Alice indiferente.
– Rangel-
– Sim, esse é o meu sobrenome — Alice o interrompeu fazendo parte da confiança de Rick se dissipar.
– Você quer... Conversar?
– E não é o que estamos fazendo? — E lá se vai o resto da confiança do rapaz.
Alice ia dando mais foras no coitadinho quando olhei em volta e vi Mackena se levantar euforicamente e andar — Quase caindo do seu salto 15 cm em nossa direção.
– Você! Gritou Mackena, apontando para Alice, que desviou a atenção de Rick para sua irmã.
– Você por aqui irm...
– Não. Diga. Esta. Palavra! — Disse Mackena, interrompendo Alice.
– Ué! Por que eu não diria?
– Você roubou o meu carro! Sua ladra! -Berrou Mackena, mudando de assunto.
– Totalmente pelo contrário! Eu peguei emprestado, afinal, não é para isso que servem as irmãs?
Todos se calaram nesse instante e alternavam os olhares entre Alice e Mackena, que explodiu em gritos e saiu batendo o pé.
– Por quê o escândalo? Uma lider de torcida não pode ser irmã de uma esquisita? — Perguntou Alice sarcásticamente — Ô esperta! Vai embora a pé? Gritou girando a chave em um dos dedos.
Mackena voltou e estendeu o braço para pegar a chave, Alice desviou o braço fazendo Mackena chegar mais perto.
– Eu te amo irmãzinha querida — Disse Alice.
Mackena se levantou e foi em direção à escada sendo seguida por Hilary, ao chegar lá, gritou:
– Eu te odeio Alice Rangel!
***
Depois de algum tempo todos já haviam esquecido a loucura com as irmãs Rangel e uma gritaria vinha da mesa dos jogadores de futebol. Viramos-nos para olhar e dois caras disputavam quem conseguia beber toda a garrafa de cerveja de uma vez. Era uma espécie de vira-vira.
Alice se levantou e foi até os rapazes. Nelly, Julie e eu nos entreolhamos e voltamos o olhar para ela. Alice parou ao lado de Rick e o cutucou no ombro, já que ele estava de costas. Rick se virou e arregalou os olhos ao se deparar com Alice. Consegui ler os lábios de Alice enquanto ela falava com Rick. Ela disse:
"Sim"
"Sim... O quê? Respondeu Rick, confuso.
"Eu aceito conversar com você"
Alice o puxou pelo pulso e veio até nós, se inclinou sobre a mesa e sussurrou:
– Meu mais novo litlle decoy. Nós rimos e ela o conduziu até a pista de dança.
– Isso pede uma música! — Disse Nelly, indo em direção à cabine do DJ.
A gritaria na mesa ao lado não acabava, e as bebidas também não. Agora até as líderes de torcida estavam competindo, achei graça em vê-las cambaleando depois de perderem para os rapazes, e até mesmo entre si. Desviei atenção das garotas quando percebi que Adam e Greg vinham até nós.
– E aí, garotas? Não querem participar? — Perguntou Greg.
– Eu quero! — Disse Julie sem pensar duas vezes.
Pegou Greg pela mão e o puxou até a mesa da competição. Adam continuou ali, apenas me observando. Rolei os olhos e virei-me para o outro lado. Adam seguiu meu olhar, puxou a cadeira ao eu lado e se sentou, despreocupadamente.
– O que quer? — Perguntei.
Não obtive resposta, Adam apenas fingiu não ter escutado e começou a brincar com os palitos de dente que havia na mesa à nossa frente. Bufei. Senti o celular vibrar e o peguei, o visor indicava que era uma chamada de Steve.
– Steve? — Atendi.
– Babi, onde você, ér... Onde vocês estão?
– No camarote. Venha para cá.
– Ok, estou in- Tu, tu.
– Ótimo! A ligação caiu! — Falei.
– Acho que ele desligou na sua cara. — Disse Adam, me fazendo rolar os olhos novamente. -Tampinha, me responde uma coisa — Adam largou os palitos e voltou-se para mim — Esse tal de Stu é gay, não é?
– Ele se chama Steve... E não!
– Isso é o que você acha — Respondeu, então voltou a brincar com os palitos.
Pensei em dizer algo, mas senti o celular vibrar outra vez. Era Steve.
– Alô?
– Não consigo subir. Um dos seguranças me disse que preciso ter o nome na lista.
– É verdade! Eu acabei me esquecendo... Droga. Relaxa, darei um jeito.
Desliguei a chamada. Disse a Steve que daria um jeito, mas não tinha ideia de como fazê-lo.
Ai, ai! Garotinha lerda!
O que foi agora, cérebro?
Pensa um pouco! Adam Keyni está bem aí, e pelo o que nós sabemos, ele é um dos organizadores, ou seja, ele ajudou a fazer a lista de convidados. E se ele colocou nomes lá pode tanto, acrescentá-los como tirá-los.
Nossa! Estou, surpreendentemente, feliz com o seu desempenho.
Obrigada. Agora, comece a agir, querida!
Se eu realmente quisesse Steve ali, teria que convencer Adam a me ajudar. Ele é totalmente imprevisível, mas com jeitinho, posso fazê-lo concordar.
Olhei sugestivamente para Adam, que soltou os palitos lentamente, e confuso perguntou:
– O quê?
– Preciso de um... Favor seu.
– Hmm... Mais uma coisa para cobrar depois? — Coçou o queixo — Por quê não?
Arregalei os olhos. Ele aceitou. Foi tão rápido, tão fácil.
– Não vai nem ao menos... Pensar sobre?
– Babi, essa é uma das raríssimas ocasiões em que eu decido ser solidário, se eu fosse você, apenas aceitaria sem questionar. Qual é o favor?
– Quero que faça Steve subir.
– O que eu ganho com isso?
Estava bom demais para ser verdade.
– O que você quer?
– Vou pensar... Respondo depois Adam se levantou e foi em direção à escada.
Continuei sentada. Não conseguia acreditar que Adam havia aceitado e ajudar, ele me cobraria isso era o que eu temia.
– Vai mesmo continuar aí? — Disse Adam, ao perceber que eu não o acompanhava.
Me levantei e o segui até a entrada do camarote.
– Deixa comigo Falou Adam Ninguém resiste à minha lábia.
– Contanto que você cumpra o nosso trato, eu não me importo com o método que vai usar.
– Quanta frieza, tampinha.
Rolei os olhos.
Deixei Adam cuidar de tudo e fui procurar Steve. Desci as escadas tentando não esbarrar nas pessoas que estavam na fila para o camarote. Chegando ao fim, não avistei Steve.Resolvi ligar para ele. Pequei o celular e comecei a digitar os números, de repente alguém, atrás de mim, toma o celular de minhas mãos. Por puro reflexo, me virei rapidamente e dei uma tapa na cara do ladrão.
– Ai não! Falei, — O ladrão era Steve — Mil desculpas! Eu achei que fosse um ladrão!
– Tudo bem. Ao menos você não tem spray de pimenta — Disse Steve, esfregando o local em que bati — Toma o seu celular.
Steve abriu um sorriso puro e alegre.
– Vamos! — Peguei sua mão e o guiei até o alto das escadas.
Ao chegarmos lá, encontramos Adam entregando uma nota de cem dólares ao segurança. Olhei de esguelha para Steve e vi seus olhos ficarem fumegantes.
O segurança colocou uma pulseira de papel no pulso de Steve, nós entramos no camarote e Adam nos esperava lá, com seu típico sorriso cínico nos lábios.
– O que esse cara faz aqui? — Perguntou Steve.
– Vamos ficar calmos, ok? — Falou Adam- Se não fosse pela minha lábia e o meu dinheiro você não teria essa pulseirinha aí — Fez uma pausa e sorriu sarcasticamente — Não acredito que gastei cento e cinquenta dólares com você em menos de uma semana, tampinha.
Um sorriso involuntário brotou em meus lábios e Adam se aproximou.
– Você me deve duas. Lembre-se — Adam falou ao meu ouvido, depois sumiu na multidão.
– Será que alguém pode me explicar o que foi isso? — Perguntou Steve.
– Não foi... Nada! Eu disse que daria um jeito de fazê-lo entrar e foi o que eu fiz!
Peguei sua mão e o guiei por entre as pessoas que dançavam, até chegarmos às mesas no fim do salão.
– O que é aquilo?!
Steve praticamente berrou e eu segui o seu olhar.
Julie e Greg se beijavam em uma mesa próxima aos banheiros. Tentei impedir Steve de interrompê-los, mas então, ouvi uma música familiar... Decoy da banda Paramore. Nelly havia ido até a cabine do DJ para pedir essa música e ainda não voltara. Resolvi ir até lá, bati na porta de vidro da cabine. Não havia ninguém ali, até onde eu podia ver. Empurrei a porta e a mesma se abriu, entrei e fechei a porta atrás de mim.
A sala parecia ser à prova de som, pois eu não ouvia nenhum som que viesse de fora. Mas... Onde estaria o DJ? E Nelly? Andei com passos silenciosos até uma porta no canto norte da sala, que presumi ser o banheiro. Encostei a orelha na porta e ouvi alguns estalos. Não pensei, apenas abri a porta.
– Babi?! O que faz aqui? — Disse Nelly se afastando do cara que ela beijava.
– E-eu vim procurá-la! Acha que pode sumir assim? E quem é esse?
– Sou Joey. O DJ Respondeu o tal cara.
Nelly me puxou pelo braço e me levou até a porta.
–Já sabe como estou e onde, agora, tchau!
– Desculpe por me preocupar com você, safadinha — Provoquei.
– Tchau! — Disse Nelly fechando a porta.
Vai arranjar mais alguma desculpa para fugir de Steve?
Não estou fugindo dele.
Babi, eu sou você, não minta para si mesma.
Voltei para onde todos estavam e avistei Alice, ela mandava Rick pegar alguma bebida.
– Alice, estou em conflito — Falei.
– Diga uma ocasião em que você não estivesse assim, Babi. Qual é o problema?
– Acho que estou evitando Steve...
– E por que está fazendo isso?
– Tenho medo de estar apaixonada por ele, ou que ele esteja apaixonado por mim. — Senti-me uma completa idiota. Na minha cabeça não parecia tão ridículo, mas depois de falar em voz alta, tive vontade de me jogar na frente de um ônibus. — Como você consegue Alice? Ser assim, tão segura e confiante em relação aos garotos?
– Três palavras, amiga: Não se apegue.
– Você faz parecer tão fácil...
– Se você achar que é, será. Não sei o que vai acontecer comigo e Rick depois desta noite, se for só uma ficada, vamos somente esquecer. Pode ser assim com você e Steve, também.
– O problema é que eu não acho que será. Steve me disse que já deveria ter me beijado antes, agora que conseguiu... Não acho que vai, simplesmente, esquecer.
– Amiga, deixa isso para depois Falou segurando meus ombros Aproveite a noite, o que tiver que acontecer, vai acontecer, só não fique se estressando com coisas bobas como essa.
Rick voltou trazendo duas taças de Margarita. Entregou uma delas a Alice e fizeram um brinde, Alice deu um belo gole na bebida e me empurrou a taça.
– Beba. Divirta-se!- Falou Alice, puxando Rick para dançar.
Ele tentou beijá-la mas Alice virou a cabeça e começou a dançar.Não vou segurar vela! Dirigi-me até o bar e pedi uma dose de whisky, um rapaz sentou-se ao meu lado e ficou me encarando. Tomei um gole da minha bebida e fingi não perceber.
– E aí? — Tentou puxar assunto.
O ignorei e continuei tomando o whisky.
– Eu falei com você garota — Falou passando a mão na minha perna.
– Qual é o seu problema? — Disse, tirando a sua mão de perto de mim.
– Você me ignorar, gatinha — Falou aproximando-se e me segurando pelos ombros.
O empurrei e gritei:
– Saia de perto de mim, agora!
– E se eu não quiser? — O homem se aproximou novamente.
– O que está acontecendo aqui?
Tirei as mãos do homem de cima de mim e me virei. Adam olhava para o homem de um modo que me fez estremecer.
– Não se mete, cara — Falou o homem.
– Você está tentando agarrar a minha namorada e não quer que eu me meta? Interessante — Disse Adam arregaçando as mangas de sua camisa.
Arregalei os olhos mas continuei calada.
– Sua na-namorada? Foi mal ca-cara.
O homem se virou e foi embora.
Adam continuou ali e pediu, também, uma dose de whisky.
– Por quê... Fez isso? — Perguntei.
– Preferia ser agarrada por aquele homem nojento? Desculpe então.
– Nã-não é isso. Por quê me defendeu?
– Eu não poderia deixar ele encostar em você...
– Por quê Adam?
Ele me ignorou e com um único gole bebeu todo o conteúdo de seu copo.
- Porque... Não.
Adam se levantou e foi embora me deixando ali com cara de tacho pelo segunda vez.
Pedi uma taça de Margarita e bebi. Não me lembro muito bem, — Por conta de todo o álcool que consumi — mas... Acho que levei uma garrafa de vodka para a mesa e bebi tudo sozinha.
Acho que beijei Steve novamente mas esqueci... Só espero que na próxima sexta-feita possamos fazer tudo novamente.
Notas finais
Não consegui colocar os looks das meninas no texto então estão aqui:
Julie: http://www.polyvore.com/julie_dois_bicudos/set?id=66326860
Nelly: http://www.polyvore.com/nelly_dois_bicudos/set?id=66324785
Babi: http://www.polyvore.com/babi-dois_bicudos/set?id=66323398
Alice: http://www.polyvore.com/alice_dois_bicudos/set?id=66321769
Bjos & Qjos, mores da minha vida,
MiniCoisa.
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