Dogma

1 Prólogo.


Notas iniciais
YOOOOOOOOO.
SENPAI TA DE VOLTA PRA NOTICIAR GERAL.
Ta okay, me empolguei.

Bem.. Hn... Por onde começo? Acho que um bem vindos deve bastar.

Olá você que já lê as linhas tortas que eu escrevo e olá para você que esta me conhecendo agora.

Prontos para uma nova loucura da minha mente?

~boa leitura.

O museu nacional de Tokyo já estava vazio e as luzes acessas que destacavam as peças que ali eram expostas para o publico em horário de funcionamento.

Observou o movimento no jardim e espelho d’agua que cercava o lugar de arquitetura clássica oriental, o tráfego de seguranças que iam e vinham, sabia que os que continham porte de arma ficavam no lado de fora enquanto no interior do lugar eram apenas vigilantes.

“Câmeras do lado leste hackeadas, pode ir” a voz soou no seu ouvido direito pelo comunicador.

Olhou para baixo, o corpo colado na parede do terceiro andar, a roupa escura e justa no corpo a camuflando já que o holofote do jardim naquela área havia “queimado” no início da manhã.

Agilmente andou até a janela que estava a três metros a sua direita, os olhos verdes focados em tudo a sua volta assim como a audição procurando captar qualquer ruído que não havia sido ela a causar.

“Já disse que odeio quando são museus?” disse a voz aborrecida “Terceiro andar totalmente hackeado, tem cinco bundões andando pelo saguão, nada demais, o sistema de segurança da janela já esta desligada”

Escutou o trinco interno de aço ser recolhido e sorriu de canto colocando a mão em cima do vidro o empurrando minimamente e dando uma ultima olhada a sua volta antes de esgueirar-se para dentro do museu em completo silêncio.

“Diga olá, baby” ouviu novamente o comunicador e viu uma câmera no canto apontar para ela.

—Cala a boca, porca- Sakura disse baixo, sabia que o microfone do comunicador capturaria sua voz e escutou a risada.

Com destreza pendurou-se na janela e impulsionou-se até uma barra de ferro que sustentava algum banner do museu e jogou o corpo para baixo apos calcular a altura em que estava.

Escondeu-se entre as pilastras da grande sala, o terceiro andar chamado de Honkan onde peças de cerâmica, escultura, espadas, etc. desde 10,000 A.C. até o final do século XIX ficavam expostas.

De onde estava podia ver a única escada que dava acesso ao quarto andar, que não continha janelas ou qualquer ligação ao resto do prédio a não ser pela tubulação de ar e a escada do outro lado do salão.

“Você tem dois minutos pra subir” Ino disse no comunicador.

Viu o facho de luz de uma lanterna, algum vigilante vinha pela a outra entrada e bufou, levantou a manga da blusa e conferiu o horário e correu até o lado da porta.

Encarava o chão, a luz cada vez mais próxima e ouvia os passos e um baixo assobio.

“Um simpático gordinho, um metro e sessenta”

O homem cruzou a entrada, sequer percebendo a presença atrás de si.

A arma já estava na sua mão, levantou o braço e apontou na nuca do homem disparando e correu até ele, o segurando antes dele cair no chão e o levou até o canto escuro da sala, a dose era certeira, derrubava uma pessoa por no máximo 10 minutos.

“Um minuto, quarto andar já tá pronto, alarmes dos vidros já foram liberados facilmente”

Correu até a escada e subiu para o quarto andar, a respiração calma, não podia perder o ritmo, era sempre assim, uma simples fórmula matemática.

Entrar, pegar, sair.

Claro, às vezes não era sempre tão exato como a matemática.

Atirar, derrubar, quebrar, arrombar, cair, matar, despistar, fugir, desaparecer.

—Já vi- avisou. Os olhos não desviavam do cubo de vidro no centro do lugar, a luz que atravessava o vidro deixando seu alvo belo.

A joia de Amateratsu, nome dado em homenagem à deusa do sol, a pedra que o imperador deu a imperatriz do Japão no período de Shogun antes da tomada do país nas mãos dos samurais.

“Sakura, tem uma movimentação no jardim de inverno na ala c, não consigo acessar a câmera, é agora!” avisou Ino apressada.

Sakura cerrou os olhos e tirou do coldre o pequeno dispositivo o ligando e o jogando pelo chão espalhando a fumaça que mostrava nenhum feixe de luz vermelha em volta do lugar.

Andou ate o lugar, ajeitando as luvas nas mãos e tirando o pequeno bisturi que usaria para tirar a trava manual do vidro que protegia a pedra vermelha.

Foi se aproximando e os olhos verdes se tornavam mais perigosos a cada passo, a sobrancelha se frisava e a respiração era quase mínima.

Dentro do vidro, repousava a pequena joia vermelha e ela teria sorrido, caso aquela fosse a Amateratsu.

Abriu a boca e os olhos arregalados, instintivamente sacou a arma na cintura e apontou para qualquer lugar a sua volta e buscava qualquer coisa que se movesse na escuridão.

“Sakura? Por que não me responde? Você precisa sair! Alguém acionou a segurança!”

—Não esta aqui- Sakura falou sem tirar os olhos do objeto a frente.

Colocou as duas mãos na lateral do vidro, sabia que ele subiria facilmente quando ela o levanta-se, porque ele não estava trancado e deveria ter percebido isso quando Ino avisou sobre a facilidade que teve ao desativar a tranca.

Ignorava o arrepio na espinha enquanto pegava a pequena moeda na sua mão.

O metal redondo e achatado, vermelho e as três tomoes negras em sua volta.

Ouviu a gritaria provavelmente do primeiro andar e fechou a mão com força, como se quisesse esmagar aquilo.

Olhou para uma câmera que ficava exatamente acima dela, a lente escura focada no seu rosto, sabia que não era Ino, pegou o revolver da cintura novamente e sem tirar os olhos da lente atirou antes de correr para fora.

—Ino, vou sair pelas janelas!- Sakura avisou correndo para o terceiro andar.

“O que ta acontecendo? Cadê a pedra?!” Ino gritava no seu ouvido “Dois seguranças armados a sua frente” avisou com a voz fria, agora só tinha espaço para o profissionalismo.

Conferiu quantas balas tinha restando na arma e atirou assim que ouviu a correria próxima a ela, sabia que não teria como ser reconhecida, mas detestava quando eles achavam que podiam perseguir ela e tentavam colar nela.

Era um incômodo que ela não precisava agora, tinha alguém havia acabado de encomendar a morte.

Subiu até a janela antes que eles tomassem coragem de entrar no salão, pôde ouvir os gritos dos seguranças quando passou pela janela, não passando de um vulto negro para eles.

A confusão estava montada no jardim no exterior do prédio, ouvia gritos de ordem que vinham da frente do museu e logo se espalhariam.

Segurou-se no cabo que estava cravado na parede que tinha usado para subir até lá e segurando com força e subindo as pernas até ele as cruzando começou sua saída dali.

Chegou ao muro e abriu a trava que o prendia na parede do museu, não precisava que soubessem por onde havia entrado e pulou para fora caindo em cima do esportivo preto e girou o corpo para cair ao lado da porta já o abrindo o carro e entrando.

Viu o farol atrás de si acender e ela fitou o carro atrás de si pelo retrovisor antes de colocar o corpo para fora da janela e atirar.

“Sakura a polícia foi acionada e estão a 1 minuto do museu! O que você esta fazendo?... Isso é tiro?!”

Atirou até as balas da arma acabarem e viu o carro acelerar e entrou novamente acelerando no exato momento que ele passou por ela.

Enquanto dirigia levou uma mão até o painel do carro, sem tirar os olhos do carro a sua frente, o computador de bordo foi ligado e ali ela já tinha todo o mapeamento da cidade e rotas bloqueadas assim como carros da polícia, não precisava falar com Ino pra saber que os dedos da loira quase quebravam o teclado do computador a enviando tudo o que precisava.

Pegou a outra pistola no banco do carona e trocou a mão do volante colocando o braço para fora e atirou e o vidro traseiro não se quebrou.

—Blindado então maldito?- Sakura disse com raiva acelerando mais para colar no carro a frente.

Atirou novamente e o carro preto fazia zig zag como se brincasse com ela, os dois carros passavam em velocidade jamais permitida em Tokyo e se não fosse pelo horário da madrugada, certamente acidentes já teriam acontecidos, mas nenhum deles teriam se envolvido.

“Ta entrando área movimentada, volta!” Ino advertiu, mas ela ignorou “Sakura para agora! Ta me ouvindo? Viaturas estão indo na tua direção!”

Viu o carro entrar em rua de tráfego intenso, mas não parou, cortava os carros recebendo buzinas e freadas bruscas daqueles que saiam do caminho deles.

“Policiais na rota” Ino soou no seu ouvido e Sakura olhou para o computador de bordo.

—Merda- Grunhiu o vendo se infiltrar nas ruas e aumentar a distância entre eles a cada segundo.

Ele entrou na rua mais próxima e ela o seguiu, mas bateu com força no volante assim que viu a rua tomada por pedestres, havia sido arrastada até o bairro mais cheio de casas noturnas em uma das cidades mais populosas do mundo.

—Ino- chamou por ela enquanto já dirigia a alguns minutos pelos bairros familiares.

Em nenhum momento ela havia se manifestado depois de ouvir o ataque de fúria dela enquanto se colocava no transito dos civis despistando os policiais.

Estacionou o carro em uma rua deserta, sabia que os vidros blindados e escuros não permitiam a visão de dentro do carro a ninguém e colocou banco do motorista para trás passando as mãos no rosto na tentativa de tirar toda tensão.

“Estou aqui, obrigada por se lembrar” disse irritada “Pode me contar o inferno que houve?”

Sakura tirou do bolso o pequeno medalhão do bolso e o girou entre os dedos, os dois lados iguais e mordeu o lábio inferior até sentir o gosto de sangue.

—O Uchiha voltou- respondeu sem emoção.

“Oh merda” foi a única resposta que recebeu “Volte pra casa” disse depois de algum tempo.

Tirou o comunicador da orelha e o jogou em algum lugar antes de girar a chave ligando o carro.

Ajeitou o banco antes de partir e estreitou os olhos vendo um motoqueiro a quase duas quadras longe de si, estava bem abaixo de um poste luz, queria ser visto.

Ouviu o telefone tocar e o pegou já o colocando na sua orelha.

—Hey chere- a voz rouca e grossa soou em seu ouvido, o sotaque japonês misturado com o francês.

Levantou os olhos não vendo mais o motoqueiro.


Notas finais
*Chere/Chére (existe as duas escritas): querida.

Então, mereço a confiança de vocês? ahhaaha
Espero muito que gostem, essa fic já tava na mente um tempinho antes de finalizar Kaze e estou bem feliz de finalmente por ela online.
Postagem será semanal, claro que as vezes rola aquele bonus bacaninha.

Então, por hoje é isso!

Kisus ♥