Notas iniciais
YOOOO! EU DISSE QUE VINHA NÃO DISSE? SENPAI DE PALAVRA. Então, primeiramente, fora temer e segundamente: Feliz aniversário Naruto ♥ Gente, quero avisar que esse é o ultimo capitulo (calma) que vou postar até terminar o tcc, pois to a 1 mês da minha entrega final. Se eu passar, a partir do dia 16/11 to de volta, se não passar... To ai também porque fodida a mais fodida a menos vou atualizar as fic. — Mas espero muito que eu aprove x.x - É isso, espero que gostem. — Je te désire mon amour: Eu te desejo, meu amor. — Je te vai remplir de bisous: Eu vou te encher de beijos. — Putain: Semelhante o nosso "porra", "caralho" S'il vous plaît: Por favor.

Dois anos atrás.

Dirigia negligenciando as leis de trânsito, sem se importar com as possíveis multas que chegariam pelo correio em semanas. Acelerou deixando para trás as buzinas e gritos disparados para si.

Olhou para o celular onde mostrava a milésima chamada de Ino, mas não estava com paciência para discutir com Ino também, passou a mão pelos cabelos jogando a franja rosa para trás. Logo viu a entrada do prédio e entrou no estacionamento até sua vaga.

O relógio já marcava nove horas da noite quando abriu a porta do apartamento que a recebeu com as luzes apagadas, se não fosse pelo barulho da televisão teria certeza que Sasuke não estava. Largou as chaves no balcão da cozinha vendo duas malas na sala e levantou um sobrancelha antes de adentrar no quarto do casal. Sasuke estava sentado na cama encarando a televisão, mas sabia que o Uchiha não prestava atenção no jogo de futebol americano que passava ali.

— Trabalho de última hora? — Sakura perguntou encostando-se no batente da porta.

Sasuke a encarou por alguns segundos antes de levantar-se ficando de costas para ela.

— Mais ou menos — a respondeu fechando os olhos — Onde estava?

— Tsunade... — Sakura respirou — Eu han... Contei para ela sobre aquilo e ela enlouqueceu.

— Aquilo o que? — Sasuke perguntou remexendo em alguns papéis evitando olha-la.

Sakura bufou irritada pelo tom distante dele.

— A possibilidade de eu me aposentar dos negócios depois de... — cruzou os braços — Talvez final do ano que vem, seila — deu de ombros.

— Tsc — Sasuke bateu com a mão na tampa da mesa — Não seja estúpida, Sakura... Não tem o porquê de sair do círculo.

— Como é que é? — Sakura abriu a boca — Que merda que você me chamou?

— Estúpida, por ter uma ideia dessas — Sasuke falou grosso.

— Sasuke, qual é o seu problema? — Sakura andou firme até ele pegando em seu braço — Você mesmo me infernizou para pensar sobre isso! O que aconteceu?!

— Aconteceu que eu percebi que isso é besteira, Sakura! — Sasuke virou-se para ela, o sotaque francês carregado enquanto os olhos negros a encaravam.

— Besteira?

— Sim, isso... Não vai dar certo, Sakura — Sasuke mordeu sua língua ao falar aquilo e ver a expressão confusa de Sakura.

Desvencilhou do aperto dela em seu braço, passando pelo quarto até chegar na sala procurando por sua carteira e documentos.

— O que aconteceu?

Ouviu a voz dela atrás de si, fechou os olhos ao escutar aquele tom de voz quase inédito para ele, a voz feminina rouca causada pelo choro que segurava pelo orgulho.

— Eu estou indo embora — Sentiu o silêncio o esmagar depois de proferir aquelas palavras.

O apartamento parecia dentro de uma bolha, o silêncio era sufocante, nenhum som externo conseguia invadir aquele lugar, a escuridão da sala abraçava os dois que sentiam-se partir por dentro.

— Você... — Sakura mordeu o lábio — Pelo menos seja homem e me olhe nos olhos enquanto fala isso, Uchiha!

Sentia a fúria nos olhos verdes que inconscientemente transbordavam algumas lágrimas, o corpo pequeno dela tinha os dois braços caídos enquanto os punhos estavam fechados.

— Estou indo embora — Sasuke a respondeu frio — Indo embora do Japão.

— Como você... Como você pôde — Sakura levou um mão até a boca — Eu acreditei em você, eu... INFERNO! Como pôde fazer isso comigo depois de todo esse tempo?! Eu pedi pra você me deixar em paz e você por puro capricho me fez chegar até aqui pra agora... Por kami.

— Não foi de proposito, só agora percebi que isso não tem futuro — Sasuke pegou as malas nas mãos — Acabou.

— Não ouse voltar — Escutou Sakura e pode ver pelo canto dos olhos ela enxugando a face — Esquece que eu existo, Uchiha, porque se você pisar no mesmo continente que eu...

— Você vai ficar bem — Disse apertando as malas em sua mão.

— Eu vou... Porque eu juro que a partir do momento em que você sair por esta porta, vai ser como se você jamais tivesse passado de meu rival, o que aconteceu depois morre agora.

Escutou o som da trava da arma, mas não se mexeu.

— Você não vai atirar — Sasuke teve vontade de sorrir ao ver-se mais uma vez como alvo da fúria de sua garota.

—Tsc — Sakura sorriu amarga — Como uma mulher ridícula por estar sendo deixada? Não. Mas por você ter me feito de idiota por todo esse tempo... Só não me teste, vá embora de uma vez.

— Adeus, chère — Sasuke virou-se permitindo a chama-la assim mais uma vez antes de passar pela porta sentindo suas próprias forças esvaindo de seu corpo.

Não soube dizer quantas horas ficou do lado de fora do apartamento ouvindo o choro dela misturando-se ao som de objetos quebrando, em algum momento sentiu o sabor salgado de suas próprias lágrimas.

Estava prestes a amanhecer quando tudo se silenciou, amaldiçoando-se a si mesmo entrou com cuidado pela porta, alerto para qualquer sinal de Sakura. Andou até o seu quarto a encontrando debruçada na cama abraçada ao travesseiro que ele usava.

O rosto vermelho e inchado foi a última coisa que viu de sua chère antes de partir em definitivo dali.

oOo

Abriu os olhos puxando o ar com força para seu peito sentindo a adrenalina abandonando seu organismo a despertando do pesadelo que tivera. Levou as mãos até o rosto sentindo o suor e as possíveis lágrimas na sua pele.

O problema daquele pesadelo era que tudo não se passava de lembranças que ainda apertavam seu peito e atormentavam sua mente.

Queria dormir mais, havia ido até boas horas da madrugada junto com Ino e Shikamaru traçando estratégias para o que viria e tentando descobrir quando viria. Fazia dois dias que não o via, estava tão atarefado quanto ela e sabia que ele corria contra o tempo tentando chegar a qualquer informação que Itachi poderia ter.

Falavam-se rapidamente por telefone, sentia-se nervosa ao ver o nome dele na tela do celular, como se fosse anos atrás quando Sasuke a tentava convencer que nada daquilo que sentiam era errado. E assim como ele fizera, em cada ligação ela sentia as segundas intenções por baixo de cada palavra dele.

Virou o rosto, a caixinha de veludo em cima do criado mudo da mesma maneira que ele colocara, óbvio que ela já havia abrido e fechado aquilo mil vezes, o círculo de ouro cravejado com pequenas pedras ônix. Seu orgulho dizia para ignorar o sorriso que surgiu algumas vezes quando se pegava pensando nas palavras dele e como cumprira sua promessa em acordar ao seu lado na manhã seguinte.

O braço foi saindo debaixo do edredom alcançando a mobília, passou a ponta dos dedos pela superfície sentindo o veludo roçar na pele. O som das batidas na porta a fez voltar com o braço rapidamente, não suportaria mais algum surto de Ino sobre aquilo. Virou-se vendo a pequena figura adentrar o seu quarto usando a luz do vídeo game portátil para se encontrar ali.

— Dinda?

Escutou a voz de Shikadai que caminhava silenciosamente, provavelmente achando que ela estava dormindo ainda.

— Estou aqui, moleque — o respondeu esperando até que ele com um pulo subisse em sua cama e deitasse ao seu lado após jogar os sapatos para algum canto.

Os dois se encararam por um momento até que se juntassem em um abraço apertado pela saudade e preocupação, Shikadai sabia que a dinda havia tido um “acidente” o que fizera seu pai ter mais trabalho que o comum nos últimos dias.

— Como você está? — Sakura perguntou depois de realizarem o cumprimento deles.

— Bem... Okaa-san disse que você estava mal e não deixou eu vir com o pai — Shikadai a respondeu, conhecia os pequenos olhos do menino sabia que ele vasculhava seu rosto procurando por qualquer hematoma.

— Tive uns contra tempos, mas está tudo bem — Sakura acendeu o abajur para poderem se ver melhor — Não consegui comprar seu presente... Me desculpe — fez uma careta sincera recebendo um dar de ombros em resposta.

— Meu aniversário é semana que vem — Shikadai respondeu — Tem pessoas estranhas junto com a tia Ino, um loiro que não para de falar.

Sakura surpreendeu-se com a possível presença de Naruto ali e logo aquela inquietação voltou ao seu peito.

— Oh sim... Estamos fazendo umas parcerias — Sakura sorriu — Quer dar um passeio hoje?

— Está chovendo — Shikadai respondeu como se fosse obvio, só então Sakura ouviu o som dos trovões — Você precisa começar a acordar mais cedo, dinda.

Sakura levantou uma sobrancelha com a repreensão que levara do menino, pensou em como sua vida a levou até aquele momento, vinte e cinco anos escutando aquilo de um menino de cinco.

— Abusado — Jogou o edredom para o lado — Vou tomar um banho, escolha um filme para assistirmos então — avisou vendo o pequeno correr até a estante com filmes estrategicamente colocados na altura do Nara.

Logo estavam deitados vendo a animação escolhida pela criança, Sakura aproveitava aquela sensação boa de ter o menino nos seus braços, evitando lembrar-se dos momentos de tensão que passou quando pensara que Shikadai estava sob as mãos da Akatsuki. Perdeu-se em seus pensamentos, logo não prestava mais atenção no filme e quando se deu por conta os créditos rolavam na tela e Shikadai a encarava de forma acusatória.

— Você gostava de Neko no Ongaeshi — Shikadai enrugou a testa — Isso tudo porque o tio Sasuke voltou?

— Como é que é? — Sakura levantou uma sobrancelha — Tio o que?

Sakura sentia-se surpresa, Shikadai conhecera Sasuke, mas foram poucas vezes que interagiram um com o outro, jamais pensava que o menino se recordasse do Uchiha.

— Okaa-san disse algo sobre você estar subindo pelas paredes — Shikadai suspirou — E você está esquisita.

— Mande sua mãe... Eu ligo pra ela depois — Sakura massageou as têmporas — E eu estou bem, nada de tio Sasuke pra você.

— Por quê?

— Porque ele é um idiota.

— Por quê?

— Porque ele me irrita.

— Por quê?

— Porque ele faz besteira e me deixa sem saber o que fazer, aparece e mexe com tudo e eu fico aqui totalmente perdida.

— Porque você gosta dele — Shikadai levantou uma sobrancelha, Sakura pôde ver claramente a copia de Shikamaru ali.

— E o que você sabe sobre gostar, ein? Isso é complicado, moleque — Sakura jogou-se de costas no colchão.

— Minha mãe vive falando que o pai irrita ela, ele responde dizendo que ela o deixa perdido — Shikadai ligou seu vídeo game — Mas quando eu perguntei para ela sobre isso, ela disse que os adultos falam isso para as pessoas que elas gostam.

— Volte ter cinco anos, Shikadai.

— Vocês complicam demais, toda vez que vim dormir aqui você chorava dormindo e pedia pro Sasuke-san voltar... Agora que a viagem dele acabou, você não precisa mais ter sonhos ruins — Explicou alheio o cara de espanto da madrinha — E ele é legal.

— Ele te comprou — Sakura acusou.

— Ele me deu um jogo novo — Shikadai levantou o vídeo game.

— Sasuke estava aqui? — Perguntou para a criança.

Sakura sentiu seus batimentos aumentarem enquanto o afilhado apontava para a tela do console, lembrou-se de quando Shikadai comentou sobre a presença de Naruto e a probabilidade de Sasuke estar ali também, irritou-se quando percebeu que ele não fora vê-la.

— Conversando com o papai, antes de subir até aqui ele me entregou o jogo e mandou dizer que não ficasse chateada — Shikadai respondeu — O pai disse que vocês dois eram muito problemáticos.

— Tsc — Sakura levantou-se.

— Só estou dizendo o que ouvi — Shikadai levantou as mãos em defesa.

— Certo, senhor sabe-tudo — Sakura bagunçou os cabelos dele, ouviu a porta ser aberta e Ino passar por ela com alguns papéis em mãos.

— Shikadai, pode me dar uns minutos com a Sakura? — Ino sorriu para ele que acenou descendo da cama e saindo do quarto focado no vídeo game.

Sakura cruzou os braços enquanto Ino sentava-se no lugar de Shikadai colocando os papéis de forma organizada sob o colchão.

— Trouxe para você analisar alguns prédios onde a Akatsuki mantém escritórios e também algumas residências mais afastadas... Estava pensando sobre sua ideia de envolver o círculo nisso, Tsunade e Orochimaru tem alguns contatos bem altos, contanto que o círculo não seja exposto e que foi? — A Yamanaka perguntou quando percebeu o olhar de Sakura para ela.

— Porque não me avisou que ele esteve aqui? — Sakura perguntou.

— Porque não sou eu quem está se escondendo dele — Ino respondeu com uma sobrancelha arqueada — Não venha com esse suspiro de indignação, testuda.

— Não estou me escondendo dele.

— O homem te pede em casamento, vamos atentar que vocês estão nesse rolo desde os dezessete anos, ok? Ok. Aconteceram muitos problemas, vocês definitivamente não tem uma vida normal, principalmente o trabalho, mas... É serio Sakura, você não é covarde e faz dois dias que quando o assunto é o Sasuke você quase sai correndo! O que está acontecendo com você? Não é assim que a minha ladra se comporta — Ino mexia os braços exageradamente — Para de fugir do que você quer e merece, eu compreendo o receio que está sentindo, mas... Sakura seu lugar é ao lado dele, amiga, parem de perder tempo! O que é aceitar um pedido de casamento para quem já invadiu prédios do governo? Roubou documentos do primeiro ministro e definitivamente tem uma mira melhor que a minha?!

Ino encarava Sakura que encarava os papéis em suas mãos, esticou-se até pegar a caixinha da jóia em sua mão e tirou os documentos de Sakura segurando o objeto entre as suas mãos.

— Eu sei mais do que ninguém o quanto você sofreu, sei que quer aceitar, mas ao mesmo tempo você quer se auto preservar. Só que chega de pensar demais, Sakura, aceite isso e não deixe o arrependimento bater quando for tarde demais. Ele está te esperando e você sabe disso, então, testuda, toma uma banho, coloca aquela lingerie preta que eu te dei de presente e pega aquele salto vermelho que você fica maravilhosa e seja a Sakura Haruno que todos nos conhecemos e amamos. Por favor, transa a noite toda porque estamos a dias da maior missão que tivemos em todos esses anos, eu preciso da minha melhor amiga focada aqui comigo! — Ino sorriu para ela segurando sua mão firme.

— Eu não te pago pra isso — Sakura disse depois de momentos em silêncio, deixando um sorriso brotar no seu rosto — Não venha reclamar quando ver sua conta bancária.

— Se eu fosse cobrar por todos os conselhos que tenho que dar para sua cabeça orgulhosa — Ino rolou os olhos — Você está louca para ver ele e são quase sete da noite e pelo que eu ouvi, a essa hora ele já deve ter chegado da reunião com Itachi — piscou para a amiga que a surpreendeu quando a puxou para um abraço.

— Obrigada.

— Não me agradeça ainda, eu vou escolher sua roupa — Ino sorriu e se levantou indo em direção ao closed — Sasuke Uchiha vai me dever muito por isso.

oOo

Como ela está?

Ouviu o suspiro de Hinata do outro lado da linha, fechou os olhos por um momento esperando a resposta da noiva de Naruto que escolhia as palavras.

— Ela não atende as minhas ligações, acho que é normal ela não querer contato com ninguém próximo de você... Mas eu passei no prédio essa semana e o síndico me disse que a viu indo embora com malas junto com uma amiga — Hinata respondeu.

— Como ela está Hinata? Diga a verdade — repetiu a pergunta.

— Sasuke-kun... Se eu te disser como ela está fisicamente, você vai voltar amanhã mesmo — Hinata disse com a voz séria agora — Prometo me manter próximo porque ela também é minha amiga, mas não fique se machucando, ela está tão péssima quanto você.

Jogou duas pedras de gelo dentro do copo antes de virar o whisky por cima, a televisão atrás de si quebrava o silêncio do apartamento, pegou o copo e caminhou até a sacada debruçando-se na soleira observando a noite fria enquanto bebericava da bebida.

Recordava-se de quase todas as conversas que tivera com Hinata enquanto estava fora, a morena era seus olhos sob sua chère, semana a semana acompanhando seus passos e como estava. Lembrava-se de ver duas notícias nos jornais, um roubo em cofres particulares e um acidente com uma equipe de uma empresa onde todo o material fora “queimado”, não contia o sorriso ao reconhecer o trabalho dela, conseguia imaginar o rosto sério e presunçoso se esgueirando pelas sombras antes de dar o bote na sua presa.

Segurou-se ao máximo quando esteve no apartamento dela de manhã, desde a noite da sua proposta não tinha a visto e falavam-se apenas por mensagens. Sabia que a pegou de surpresa, e gostava disso, mas estava disposto a esperar sua garota até que ela sentisse-se segura para vir até ele e recomeçar.

Levou o copo até lábios, mas parou ouvindo o som da fechadura e ficou atento entretanto sabia que não era nenhuma ameaça. A porta rangeu ao ser aberta e virou a cabeça levemente até poder ver os fios rosa, não se importou em continuar de costas recebendo o perfume dela e o conhecido som dos saltos altos preencherem a sala, exatamente como se lembrava, o rebolado e os olhos verdes que brilhavam enquanto olhavam em volta do lugar antes de colocar a bolsa no sofá e ir até o balcão da cozinha servindo-se do whisky calmamente como se ele não estivesse ali.

Virou-se de volta para a rua quando ela começou a caminhar até a sacada, os cabelos estavam soltos contornando o rosto maquiado, esperou pacientemente até ela chegar ao seu lado depositando o copo e debruçando-se ali, não falaram nada, usufruindo da companhia um do outro ali e deixando as lembranças abraçarem suas mentes.

—Eu consegui o número do seu vôo no dia seguinte — Sakura falou olhando para seu copo — Deidara me fez ir até o aeroporto e eu pensei que poderia fazer algo, mas quando chegamos na frente do embarque eu desisti. Não queria te ver mesmo que ficasse a todo momento te procurando, saí de lá antes que invadisse a sala de embarque e dissesse tudo o que estava sentindo pra você.

Sasuke sorriu de canto, terminando de beber toda sua bebida.

— Eu sei, eu fiquei em um canto da sala que podia ver o salão do aeroporto e eu queria tanto que você avançasse por aquela porta e me encontrasse então eu desistiria de tudo. Ao mesmo tempo em que pedia com todas as forças que chegasse a hora de embarcar... Você sempre foi a minha missão mais difícil, chère, sempre a que exigiu mais de mim, me deixou noites acordado tentando desvenda-la.

— Eu fugi por um tempo, pedi para Tsunade me enviar para serviços fora daqui e passei alguns meses Seattle e cogitei não voltar, mas então recebi o convite de casamento do Uzumaki e voltei dias depois... Não fui à cerimonia, com medo que você estivesse lá — Sakura sorriu amarga — Quando soube que não veio, foi a primeira vez que percebi que talvez nunca mais te visse.

— Eu sempre estive de olho em você, mon amour, cada passo seu e me amaldiçoando a cada vez que recebia alguma foto sua. Eu te conheço, querida, cada traço seu, eu podia ver seus olhos sem o brilho que eu tanto gosto e eu sabia que era por minha culpa, isso me fazia caçar cada vez mais o culpado — Sasuke virou para encara-la — Mas precisava mantê-la segura, pois assim como eu estava ciente de cada passo seu, eles também estavam.

— Você deveria ter confiado em mim — Sakura disse séria — Confiado em nós.

— Eu confiei — Sasuke respondeu — Foi com a certeza do que tínhamos que eu parti, sabendo que resistiria a isso.

Escutou o suspiro vindo dela em resposta, mas Sakura não disse mais nada, apenas bebeu em um gole todo o álcool do copo.

A viu colocar a caixinha sob o parapeito de granito e a mão escorrega-la até em sua direção. Sasuke pela primeira vez a olhou sem compreender aquilo, ela o havia recusado?

Pegou a caixinha de veludo e a abriu não encontrando a aliança ali dentro, sua atenção foi para as mãos dela, a esquerda que repousava sob o granito tinha o brilho que cintilava pelas luzes da cidade, o ouro contornava a pele dela.

— Não espere que eu peça pra me ensinar a colocar um anel — Sakura sorriu sem encara-lo.

Ela se desencostou do parapeito, pronta para entrar, quando Sasuke a segurou pelo braço e a puxou para si, colando suas bocas, chupando os lábios dela antes de afundar-se em sua boca em um toque urgente querendo tomar tudo dela para si. Colocou sua mão na nuca pegando os fios dela entre seus dedos a prendendo contra a parede gelada, mas ela não se importou, deixando que Sasuke tomasse o controle ali.

A boca dele desceu por sua mandíbula, passando a língua e deixando seu rastro por onde passava, descendo até o pescoço de Sakura e deliciando-se naquela região sensível dela, sentindo a mulher o puxar contra si já inerte a tudo que não fosse os dois.

Je te désire, mon amour— Sasuke disse rouco em seu ouvido — Je te vai remplir de bisous.

Sakura sorriu sentindo seu corpo quente, a voz carregada pelo sotaque fazia sua pele arrepiar-se, correu suas mãos pelos braços de Sasuke até alcançar a barriga e o peitoral em busca dos botões da camisa que ele usava puxando o tecido escutando os botões caírem no chão enquanto suas mãos entravam em contato com a pele do Uchiha.

Sentiu as mãos dele em suas pernas e sem dificuldades puxa-la para cima a fazendo cruzar as pernas na sua cintura e podendo mostra-la o seu estado de excitação.

— Não vai mais sair da minha cama, chère— Sasuke disse olhando para a boca vermelha dela empurrando seu corpo contra o dela.

— Me leve para sua cama — Sakura sussurrou em seu ouvido mordiscando ali.

Prendeu a respiração quando sentiu suas costas afastarem da parede, os braços rodearam o pescoço de Sasuke que puxou seu rosto para o dele a beijando mais uma vez. Conhecia o apartamento e cada canto, não precisava olhar para saber onde ele a levava. Ouviu o som da porta atrás de si e o perfume dele ficou mais forte, sorriu contra a boca dele sabendo que entravam no quarto do casal e logo seu corpo caiu contra o colchão.

O beijo era forte e urgente, as línguas dançavam uma com a outra em sintonia. Sasuke buscava com pressa o zíper do vestido que Sakura usava logo o puxando por cima, jogando a peça para algum canto, sorrindo com a visão que se revelava a sua frente. A lingerie de renda negra, as pernas com a cinta liga que contrastava com as coxas dela.

— Você é o diabo, querida — Sasuke disse vendo Sakura engatinhar em sua direção.

Acariciou seu rosto enquanto sentia os lábios carnudos da rosada na sua barriga, mordiscando a pele próxima ao cós da calça jeans sentindo as mãos femininas subirem por sua perna até sua coxa em uma tortura, pois os polegares dela massageavam próximos ao seu membro já duro.

Fechou os olhos quando ela finalmente o tocou por cima da calça, por orgulho segurou o gemido que quase escapou por sua boca. Sorriu quando ouviu o som do botão e do zíper serem abertos, abaixou o olhar até Sakura que sorria maliciosamente enquanto abaixava a calça jeans que ele mesmo terminou de tirar. Sasuke se pôs a frente dela que estava ajoelhada na cama, não desviando o olhar de sua ereção tapada pela boxer preta. Sakura o encarou enquanto puxava a boxer para baixo e pegou seu pênis o sentindo pulsar entre seus dedos enquanto começava a masturba-lo em um ritmo sôfrego, nublando os olhos negros.

— Sakura...

A rosada sorriu antes de passar a língua por toda a extensão dele, fechando os olhos ouvindo a respiração de Sasuke tornar-se pesada quando o abocanhou deixando sua boca alcançar até onde podia e voltando o sentindo quente e mais rígido agora. O ouviu gemer entredentes, deixando o som preso a garganta quando começou o movimento ritmado e excitante para ambos. Sakura sentiu seus cabelos serem presos em uma das mãos de Sasuke, fazendo pressão até que ela chegasse ao seu limite e Sasuke jogasse a cabeça para trás falando em sua segunda língua.

— Ah... Puta merda, Sakura — Sasuke mordeu o lábio sentindo a pressão que a boca dela fazia em sua volta — Putain!

Sakura voltou sua atenção para o abdômen do Uchiha, subindo com mordidas e beijos até que ele mesmo a puxasse até sua boca mordendo seu lábio sem delicadeza enquanto a deitava no colchão e retirando o sutiã habilmente.

Sasuke a observou deitava embaixo de si, os olhos verdes pareciam mais escuros ali, poderia passar horas lendo as expressões dela, mas sentia a urgência dela pelos seus toques, o pé dela que acaricia sua perna até chegar a sua cintura o prendendo ali.

Desceu seu rosto até o dela e correu seu nariz ali sentindo o perfume que tanto o agradava, a respiração entrecortada dela batia no seu ouvido antes de beija-la. Tentava segurar a vontade de penetra-la já, não queria ter pressa mais, gostava de poder dar prazer a ela a deixando pronta para si. Deitou-se totalmente sob ela, correu sua mão por toda a perna dela sentindo o contraste da pele e o tecido da meia e cinta liga puxando o elástico da mesma fazendo Sakura arfar contra sua boca, quando bateu na pele.

Continuou a trilhar o corpo de Sakura com as mãos até finalmente chegar aos seios que ele tanto desejava, fechando suas mãos ali, não reparando que mordia o próprio lábio enquanto sentia a pele quente dela entre seus dedos, massageando antes de se atentar aos mamilos, desceu sua boca pelo pescoço de Sakura até a boca fechar-se em volta do círculo rosado, lambeu ali ouvindo o gemido dela aprovando os movimentos da língua dele enquanto prendia o outro entre dois dedos o estimulando.

Trocou a boca para o outro seio já sensível, sentiu as unhas dela em sua nuca enquanto lançava seu corpo contra o dele pedindo por mais.

— Diga o quer, chère – Sasuke disse baixo, não parando de lamber seu mamilo entumecido.

— Sasuke... – Sakura fechou os olhos sentido seu centro pulsar.

Abriu os olhos e a visão que tivera roubou seu oxigênio e o resto de lucidez, Sasuke contornava seu mamilo com a língua, os cabelos negros caiam por cima dos olhos, mas podia vê-los a encarando enquanto a torturava daquela forma, jogou a cabeça para trás quando dois dedos passaram por cima de sua intimidade já molhada e inchada, Sasuke a mordeu quando também viu o quão pronta estava para ele.

— Você precisa me dizer o que quer – Sasuke passava apenas a ponta dos dedos em um contato mínimo – Vamos, querida, me diga ou não irei fazer.

Jogou sua cintura contra a mão dele ouvindo o riso do Uchiha que se recusava a aumentar a intensidade dos toques, ele gostava de testar seu orgulho, queria ouvi-la pedir por ele, sua voz macia gemer pelos seus toques, precisava saciar o que só pôde ter em sua mente por tanto tempo. Subiu até alcançar o ouvido dela não cessando o movimento mínimo dos seus dedos.

— Não estou ouvindo – Sasuke mordiscou ali.

Sentiu as mãos geladas dela subirem por suas costas, arranhando, até chegar na sua nuca e enrolando-se em seus cabelos lisos, a boca dela suspirou em seu ouvido.

— Eu quero você... S'il vous plaît — Sakura sussurrou fazendo o arrepio correr pelo corpo de Sasuke.

— Não espere que eu faça menos do você deseja – Sasuke a respondeu sedutor.

Sasuke sorriu ao ouvi-la, colocou o tecido da calcinha de lado e correu os dedos por toda sua extensão até circular seu clitóris roubando um gemido de Sakura. Ela rebolava seguindo os movimentos que ele comandava, as mãos dela se prendiam a sua nuca o prendendo a ela. Quando a penetrou com dois dedos, Sakura abriu a boca, mas nada saiu, sentia seu peito ser comprido por aquela sensação dos dedos de Sasuke a invadindo enquanto o polegar continuava trabalhando em seu clitóris.

A sensação inesquecível começou a brotar no seu centro, levou as mãos até os cabelos, não tendo mais controle sobre seus gemidos, Sasuke trabalhava habilmente no seu íntimo e aumentou a velocidade com que a invadia até que sentiu contrair-se.

Mas quando os dedos dele a abandonaram antes do ápice não teve tempo para reclamar. Sasuke a penetrou sem delongas, grunhindo com o aperto dela envolta de seu pênis, Sakura arqueava a coluna sentindo seu corpo recebe-lo enquanto as mãos firmes do moreno seguravam firme em sua cintura a estocando rápido e forte, não contendo mais o desejo que dominava seu corpo, sentia as unhas dele cravarem em sua pele causando uma dor que a excitava ainda mais.

O beijo que recebera foi selvagem, o clímax já chegava para ela e Sakura impulsionava contra ele até que o fogo dominou por todo seu corpo e agarrou-se a Sasuke sentido o orgasmo.

Pôde ver o sorriso nos lábios de Sasuke antes dele a virar de costas a empinando para ele, pegou seus cabelos na mão enquanto a penetrava novamente, o sentia a invadir e mesmo sentindo a pouca força em suas pernas não podia ficar inerte ao prazer que ele a dava ali, segurou com força o lençol entre os dedos quando recebeu um tapa no glúteo e Sasuke acelerou ainda mais, entrando e saindo em uma fricção que a fazia dizer coisas incompreensíveis ali.

Sentiu-o colar seu peito as suas costas antes de um gemido passar pela garganta do Uchiha e a bombear mais algumas vezes antes de alcançar o próprio orgasmo.

Plantou um beijo no meio das costas dela antes de se retirar do seu interior, deitou-se a puxando junto, sentido a letargia tomar seus corpos, depois de tanto tempo unidos na cama que pertencia a eles.

Pegou a mão esquerda dela analisando como o anel ficara perfeito em seu dedo e cumprimentou-se mentalmente pela escolha da jóia. Sentiu os lábios dela em seu peito, ela o encarava curiosa como se o tivesse pegado no flagra, puxou o edredom tapando o rosto dela a roubando uma risada de Sakura que o encantou.

— Não quero sair dessa cama — Sakura murmurou.

— Não pense nos problemas agora, petit— Sasuke acariciou seus cabelos — Você é sexy atirando, chère, não posso negar que estou ansioso por isso, mas por hora deixe isso para depois.

Sakura sorriu contra os lábios dele e o abraçou se enrolando nele como uma gata, sentindo sua pele esquentar com o contato dele.

oOo

O sol começava a apontar no céu quando o som do telefone soou pelo apartamento silencioso, no quarto, o casal acordava aos poucos, Sakura resmungava enquanto tapava o rosto e balançava Sasuke atrás de si com uma das mãos.

O Uchiha estendeu o braço por cima da mulher até alcançar o celular e o colocar no ouvido resmungando um alô.

— Acordem, pombinhos — Naruto disse do outro lado da linha — Eles estão agindo.

Notas finais
Posso dizer que estamos no final de Dogma, acredito que faltam mais 3 capitulos pelo o que já tenho em mente. Não falta muito, não desistam HAHAHAHAH Como eu disse, eu retorno após o dia 16/11 ;) Me desejem sorte. Kisus!