Dogma
15 Mercy
Notas iniciais
Dois dias atrás.
Sasuke saiu do escritório de Itachi, puta merda como estava aliviado. Afrouxou a gravata quando entrou no elevador. Fechou os olhos, estava cansado. Havia analisado cada documento, cada maldito contrato daquela empresa e praticamente interrogou Itachi, sutilmente claro. Naruto havia conseguido um grampo em todos os telefones do irmão, os emails hackeados e históricos de navegação do notebook, celular e computador do escritório. Não se sentia a vontade de fazer aqui, e na verdade estava com medo de saber o quanto Itachi estava envolvido naquilo.
O pai e o irmão ficaram animados, quando anunciou que começaria a participar mais dos assuntos, tomaria sua parte como um dos acionistas majoritários. Neji ficou responsável por essa parte, enquanto trancava-se na sua sala durante o dia todo, lendo simplesmente cada passo que Itachi deu no último ano. Naruto ficou responsável por interceptar toda e qualquer ligação de Itachi a partir daquela semana.
— Sasuke?
A voz de Sakura no outro lado da linha era tensa, deixou sua chère a par de cada descoberta, cada decisão de tomara nos últimos dias, estava louco para ir para casa.
— Estou saindo daqui, terminei.
— E então?
— Ele é só um peão, Sakura! Estão usando ele como um caixa eletrônico, está achando que está fechando parcerias e negócios mas só estão sugando ele.
— Puta merda… Bom, imagino que você está mais leve agora, não ter Itachi no meio disso é melhorar muito o cenário. — Sakura disse do outro lado da linha, ouviu barulho de talheres, ela estava cozinhando?
— Maudit, estão pagando as putas deles com o dinheiro do meu pai. — Sasuke xingou. — Está cozinhando?
— Sim, não prometo nada, não crie expectativas. — Sakura suspirou. — Vamos resolver isso, logo.
— Eu sei. Chère… Preciso te contar uma coisa. — Destravou o carro, entrando no mesmo pronto para dar partida, Sakura calou-se do outro lado de linha. A imaginou mordiscando o dedo com a curiosidade. — Vamos jantar no meus pais na quarta.
— Como se diz, não nessa vida, em francês?
oOo
A mansão Uchiha estava a sua frente como lembrava, a iluminação externa mostrando a imponência da construção assim como o dia da festa que viera com Ino semanas atrás. Vestia uma calça jeans preta junto a camisa social branca e os saltos de verniz nude. Ignorou o olhar risonho de Sasuke quando deu a última conferida no cabelo, ainda dentro do carro.
— Por que tenho a impressão que você se sentiria muito mais a vontade se a levasse para roubar algum museu, hein?
— Porque é a verdade — respondeu saindo do carro quando ele abriu a porta para si — Por kami, o que você disse a eles?
Sasuke pegou em sua mão, entrelaçando os dedos e começou a andar pela propriedade, lançando um aceno para um dos empregados.
— Que eu havia conhecido uma pessoa, antes de voltar para Paris mas que a procurei quando retornei, e como ninguém resiste ao charme de um Uchiha, bem, você já sabe o resto.
— Seu humor é horrível — Sakura o olhou de canto.
— Apenas disse a verdade, chère — Sasuke suspirou — Em partes. De fato te procurar foi a primeira coisa que fiz, você me recebeu com tiros contra meu carro, mas não achei necessário dizer. Estamos juntos agora e isso basta, non?
Sentiu o carinho do polegar dele em sua mão, pronta para mais perguntas quando o encarou novamente, mas o som da porta sendo aberta a fez voltar sua atenção para frente.
À frente deles, a mulher de meia idade os encarava curiosa, os cabelos negros, longos e extremamente lisos emolduravam a pele que parecia porcelana. Uchiha Mikoto era belíssima, usava um vestido azul marinho que combinava com sua elegância, sentiu-se alvo dos olhos negros, foi por um milésimo, mas ela a estudou totalmente.
— Oh kami! Mas ela é belíssima! — Mikoto levou a mão ao peito, olhando para Sasuke. — Filho, você não fez jus à ela quando nos falamos!
— Oi, mãe — Sasuke a comprimentou, sentindo Sakura gelar e suar em sua mão — Podemos entrar?
— Que indelicadeza minha! Por favor, desculpem, filho! Entrem, entrem — Mikoto disse envergonhada — Perdão pelo meu comportamento, venha aqui, querido.
Sakura sorriu assistindo a mulher muito mais baixa que Sasuke puxar o filho para um abraço que ele correspondeu, achou fofo. Mikoto mostrava-se uma mãe protetora, antes de se separar de Sasuke, ela passou as mãos pelo rosto do filho em um carinho mútuo. Sentiu o sangue subir para o seu rosto quando os dois pares de olhos viraram para si.
— Mãe, essa é Haruno Sakura, minha noiva — Sasuke colocou a mão nos bolsos. — Sakura, essa é a Uchiha Mikoto, minha mãe.
Sakura moveu-se para esticar a mão para a Uchiha, mas surpreendeu quando foi abraçada da mesma forma que Sasuke.
— Não sabe o quanto eu estava ansiosa, querida! Quando Sasuke me ligou e contou sobre você, deixei Fugaku louco, não consegui me sossegar! É um prazer conhecê-la. — Mikoto sorriu abertamente para ela. — Eu já estava conformada que meus dois filhos nasceram com a cabeça somente para o trabalho e então você aparece!
— É um prazer conhecê-la também, senhora Uchiha.
Foram arrastados pela casa, Mikoto dissera que os membros restantes da família já os aguardavam na sala de jantar. Sasuke sussurrou em seu ouvido para que se tranquilizasse, acenou com um sorriso forçado que o roubou uma risada. A decoração da casa roubava sua atenção, Mikoto comentava sobre ela ter cuidado pessoalmente até outras vozes tornarem–se presentes, sentiu Sasuke ficar tenso ao seu lado antes de seu olhar cair sobre Uchiha Itachi.
— Fugaku, esta é a Sakura! — Mikoto colocou-se ao lado do marido, que descansou uma taça de vinho na mesinha.
— Haruno Sakura — Fugaku completou, estendendo a mão para a mulher — É um prazer reencontrá-la, senhorita Haruno, ainda mais nesta condição.
— Digo o mesmo, senhor Uchiha.
— Sakura realizou o projeto de expansão do prédio da filial de Osaka, acredito que há um ano, correto? Uma profissional exemplar, fico muito contente em vê-la ao lado do meu caçula.
Conhecera Fugaku e Itachi quando apresentou, propositalmente, o projeto de expansão do prédio ao qual Itachi era responsável, conseguiu acesso a Akatsuki, descobriu os repasses de dinheiro da empresa que caíam para falsas ongs e organizações beneficentes, e patrocínio a pequenos investidores, tudo em nome de Yahiko e Konan Horiuch, fundadores da Akatsuki.
Sua mente fez uma retrospectiva daquela investigação que a colocou na mira da Akatsuki atualmente, sorria simpática para Fugaku ciente dos olhos surpresos de Itachi que estava um pouco atrás dos pais. Não contou para Sasuke sobre as investidas incansáveis do irmão mais velho para cima de si, durante todo o período que esteve presente na companhia de Fugaku. Muitas vezes demonstrou interesse apenas para conseguir mais acessos em arquivos e dados dos computadores, Ino estava no auge de sua briga com Gaara, então deixou que a melhor amiga dê-se conta do, agora, cunhado.
— Itachi? — Sasuke chamou pelo irmão que sorriu. Ah, ele estava bem ciente das tentativas do irmão, fez questão de abraçar Sakura pela cintura.
Itachi limpou a garganta, ajeitando o terno antes de se aproximar. Sentia-se constrangido, jamais imaginou que a famosa namorada e noiva do irmão mais novo fosse logo a engenheira que havia dado um fora nele. A amiga dela era espetacular, mas realmente esperava que Sakura não o visse como um mau sujeito.
— Quando eu acho que esse garoto não vai nos surpreender mais — Itachi comprimentou o irmão com um abraço. — Faço as palavras do meu pai as minhas, Sakura. Seja bem vinda.
Logo Mikoto os chamou para a mesa, sentia-se mais relaxada, porém ficava atenta toda a vez que Itachi pegava o telefone, não conseguia se desprender do que era, Sasuke já a havia tranquilizado que o irmão era um peixe pequeno, alheio a verdadeira Akatsuki, mas não conseguia deixar nada despercebido. Foi então que Mikoto trouxe à tona um assunto que Sakura sempre teve curiosidade.
— Imagine meu coração quando vi meu menino arrumando as malas? Fugaku se fez de forte mas não dormiu na noite em que Sasuke embarcou para Paris, apenas oito anos e já tão longe de nós… Mal podia esperar algum feriado ou as férias para revê-lo. — Mikoto suspirou, olhava para o filho com certa culpa. — Mas ele se tornou um homem maravilhoso.
— Mãe…
— Você sabe que ela vai sempre se culpar. — Itachi sorriu compreensivo. — Seu menino já trouxe a noiva pra você conhecer, mãe. Acho que ele não tem nenhuma mágoa da senhora. Só faltou perder esse sotaque de fronha.
Sasuke olhou emburrado para o irmão, Itachi implicava com o sotaque que o mais novo adquirira no exterior desde a infância. Sakura achou engraçado e recebeu um olhar feio de Sasuke também, levantou uma sobrancelha em resposta, quantas vezes já havia implicado com ele por aquilo?
— Como vocês se conheceram? — Itachi perguntou interessado — Nunca ouvi você comentar sobre conhecer o meu irmão, Sakura.
— Na verdade faz algum tempo, antes do Sasuke retornar para a França. Sou muito amiga da esposa do Naruto, Hinata, então saímos para jantar um dia e deu o acaso do Sasuke estar presente. — Sakura sorriu simpática. — Mantivemos contato e bem... Acho que depois as coisas só foram acontecendo.
Sasuke olhava Sakura pelo canto do olho, ela colocava uma mecha do cabelo atrás da orelha, os ombros em postura perfeita enquanto mantinha contato visual direto com os pais, as maçãs do rosto coraram quando terminou de falar e um sorriso meigo estava em seus lábios.
Puta merda, ficou excitado. Aquela mulher sabia mentir como ninguém.
Desviou o olhar para a família, todos encantados pela história contada pela rosada. Estava tudo bem então, estava feliz pela mãe ter gostado de Sakura, sabia que Mikoto sentia-se mal por todos os anos que ele passou longe, principalmente quando ele já maior de idade e de volta a Tokyo optou por ter seu próprio apartamento, por motivos óbvios. Mas para ela, havia perdido boa parte da vida do filho.
Não se importava, afinal Orochimaru fora um bom tutor, a parte sobre um ótimo colégio não era mentira, o tutor fez questão de uma boa educação, manteve-se distante a partir de que começou a agir junto com Naruto, mas ele estava sempre por aí, não era como Sakura e Tsunade mas ele estaria pronto para agir quando Sasuke necessitasse.
oOo
Alternava os pesos dos pés e os movimentos dos socos conforme os gritos de Gaara. O ruivo segurava as placas acolchoadas em seus braços onde Sakura deveria acertar. Sentia toda a adrenalina correr por seu corpo devido ao grande esforço, já respondia às ordens do treinador de forma natural, sem pensar, como uma máquina modelada para apenas aquilo.
— Como foi ontem com os Uchihas?
— Bem. — Sakura suspirou. — Incrivelmente bom, mas foi difícil. Nunca pensei que um dia isso ia acontecer, é normal demais pra mim.
— E eu achando que você ia virar aquela velha dos gatos. — Gaara riu, desviando de um soco.
O suor corria pelas costas, passando do top e percorrendo toda a coluna até encontrar com o tecido do shorts, o calor excessivo na sala era insuportável, mas a fazia ganhar resistência para as mais diversas situações. Sakura fora lapidada, uma grande pedra de diamante que brilhou aos olhos de Tsunade. Desde a infância, a cobrança era enorme em cima da sucessora da Senju, junto da sobrinha.
Sakura conquistara o seu lugar no círculo sem usar do nome de Tsunade, mostrara seu valor, sua capacidade e dedicação de cada dia de treino e em cada serviço entregue para ela. Foi capaz de montar uma equipe competente para junto de si e em pouco tempo já estava em ascensão. Treinada em diversas formas de combate físico, alto grau de conhecimento em enfermagem, forçada a aperfeiçoar sua mira a cada dia, erros sendo cada vez mais inaceitáveis.
— Perna!
Virou o corpo em 180º o acertando com a perna esquerda, surpreendendo Gaara que não esperava o movimento.
— Caralho, Haruno!
Sakura não deu tempo para ele se recuperar, continuou com a série alternando entre socos diretos e mirando a lateral do corpo do ruivo com os pés.
— Ichi, ni, san — Contava o número de golpes e acertos — … Shinchi, hachi!
Acertou uma rasteira em Gaara que caiu no tatame, os braços sendo presos pelos joelhos de Sakura que parou o punho a centímetros do nariz dele.
— Calma aí! Guarda esse ódio para hora certa, fedelha. — Gaara disse, vendo Sakura bufar.
— Baka.
Levantou-se, estendendo o braço para ele o ajudando a levantar; retirando as luvas e as jogando em um canto, pegou uma toalha secando-se.
— Terminamos por hoje, então. — Gaara disse com um sorriso no rosto, mas não a encarava enquanto recolhia os materiais usados.
— Mas que porras? Recém estamos na metade do treino! — Sakura abriu os braços.
— Bom, você não vai querer deixar seu noivo esperando, não é mesmo? — Gaara acenou com o queixo para atrás de si, onde ficava a entrada da academia do Sabaku.
Girou o corpo para a direção apontada e então o viu, não sentiu-se melhor que uma adolescente do colegial. Estava encostado em uma coluna, as mãos nos bolsos da calça preta lisa, a camisa social vinho com as mangas levantadas até o antebraço, o relógio prateado no pulso, os olhos fixados em si, aquela imensidão negra que para os outros era tão inexpressiva e para ela tão intensas, caóticas, quentes. Estava ciente que mordia o lábio inferior quando ele se desencostou da pilastra e andou até onde estava.
Gaara passou por ele, colocando a mão no ombro do Uchiha o cumprimentando, aproveitou para juntar suas coisas, precisava de uma ducha urgentemente. Foi até os dois que haviam engatado uma conversa, internamente acreditava que Gaara fez de propósito para provocá-la. Sabia que os homens estavam com os ânimos a flor da pele nos últimos dias, rolou os olhos, até pareciam que estavam organizando uma viagem de férias.
Colocou a bolsa nos ombros, acenando para o Uchiha, que lançava olhares para ela a todo momento, indo em direção dos banheiros, aproveitaria o tempo para tomar uma ducha.
O banheiro era dividido em várias cabines, com chuveiros individuais para os períodos normais da academia do Sabaku. Sakura veio poucas vezes ali, preferia vir em um horário em que o treinador fechava o local apenas para ela, dando liberdade para um treino mais focado às necessidades da profissão. Pegou a última cabine, dando uma última checada em si no espelho que ocupava toda a parede a frente
Tirou o condicionador dos fios, sentindo os músculos relaxarem debaixo da água quente do chuveiro, fechou os olhos e deixou o rosto embaixo da ducha antes de desligar e enrolar-se na toalha, Sasuke já deveria estar girando as chaves do carro nos dedos, não era tão paciente quanto se gabava de ser.
Pegou-se sorrindo com aquele pensamento, levantou a mão esquerda, observando a aliança. Fazia duas semanas que revezava entre dormir no seu apartamento e no dele — deles — como o Uchiha gostaria de relembrá-la. Eram quase um casal normal, se ignorasse toda a sujeira que eram metidos e de onde vinha 95% da sua renda monetária.
No meio de tudo aquilo ele havia marcado um jantar com os pais para apresentá-la formalmente. Puta merda, como ela preferia se trancar no escritório com Tsunade, não assumiria nem para a própria sombra, ficou apavorada. Tiveram que mentir sua vida inteira, mas quando era necessário envolver pessoas tão próximas de si era complicado demais, trabalhoso demais. Seus próprios pais não aceitavam até hoje que ela não fez nenhuma cerimônia na graduação superior, mais um dos motivos que os deixava alheios sobre si. Mas conhecia a fama dos Uchihas, se surpreendia e respeitava Orochimaru por ter conseguido levar um dos filhotes de Uchiha Mikoto para tão longe e tanto tempo.
Desligou o chuveiro e enrolou-se com a toalha antes de destrancar a cabine e sair para o imenso banheiro.O piso estava gelado ali, deu passos largos até a bolsa, pegando as peças de roupas para vestir-se.
Os braços foram presos para trás, prendeu a respiração quando sentiu o corpo ser puxados para trás até chocar-se com algo duro, alguém e ela reconheceria aquele toque em qualquer lugar. Sentia o tecido da camisa sendo molhado pela pele e cabelos úmidos, a respiração quente dele batia contra sua pele, mordeu o lábio inferior, jogando o corpo contra ele, esfregando-se ali.
— Son parfum me rend fou, mon petit.
Jogou o pescoço para trás, apoiando-se no peito dele, dando mais acesso para Sasuke que corria seu nariz pela pele molhada, a voz rouca vibrava pelo seu pescoço, deixando uma marca invisível em si. A mão de Sasuke soltou um dos seus braços, passando pela cintura até espalmar na sua barriga, ela sentia o volume protuberante contra si, sorriu, mas um gemido escapou por sua garganta quando o seio esquerdo foi massageado.
— Kami… Precisamos ir, Sasuke… — Sakura tentou virar, sem sucesso. — Ah..
Contorceu-se quando o os dedos prenderam seu mamilo, massageando a pele sensível, rebolava conta o Uchiha que mordiscava seu ouvido, a arrepiando com a respiração quente ali.
— Você já é tão minha, petit. Porque tenta escapar? — Sasuke murmurou — Meu pau ficou duro assim que te viu, tão gostosa e perigosa. — podia ver os olhos dela fechados pelo reflexo do espelho à sua frente, deliciava-se com a cena. — Preciso foder você agora.
Levou a mão até o nó onde a toalha se prendia e a deixou cair aos seus pés, Sasuke não conseguia desviar o olhar, o corpo dela ali, tão entregue a ele. Sakura tinha um corpo perfeito para si, as curvas que ele se perdia todos os dias, os seios que encaixavam-se em suas mãos e em sua boca. Cristo, sentia-se queimar com aquela visão que lhe era proporcionada.
— Nós vamos chegar atrasados — A voz de Sakura não passava de sussurro quando os dedos do Uchiha chegaram em seu norte. — Ino e outros…
— Chère, que o mundo exploda lá fora, só me importo em fazê-la gemer agora, oui?
O indicador percorreu toda sua extensão, sentindo como estava molhada e inchada. Em ambos havia uma vontade carnal de dois anos que ainda não se mostrava cessar. Puxou o rosto dela para cima para, enfim, beijar Sakura, bebendo dos gemidos que vinham dela quando circulou seu clítoris.
Dois dedos trabalhavam ali, estimulando o órgão, sentindo seu pênis duro pela fricção que Sakura fazia em si, por um momento fechou os olhos, deixando sua mente gravar tudo o que ouvia e sentia. Respondendo aos estímulos de Sakura, aumentando a velocidade dos seus dedos. A mão dela foi até sua cabeça o prendendo contra si enquanto o clímax da Haruno se aproximava, a atmosfera era erótica demais criada pelos dois, os gemidos de Sakura que ecoavam pelo banheiro enquanto ela pedia por mais e ele se recusava a não satisfazê-la.
— Deixe vir, isso… — Sasuke disse em seu ouvido — Se desfaça enquanto meus dedos fodem você, amor. Goze para mim e depois irei preenchê-la.
— Sasuke!
Sakura abriu a boca, muda, os corpos dançavam em sincronia pelos movimentos ditados pela mão de Sasuke no seu sexo. E então ele pressionou, com mais força, mais rápido e assim como ele pedia, se desfez. O calor ainda estava em si, como uma cidade após um furacão, o rastro dele tão presente ainda ali.
Sasuke a virou de frente para si, a colocando em seu colo, Sakura prontamente o abraçou com as pernas na cintura. A camisa vinho que ele usava, já num tom mais escuro pela água, Sakura abriu os botões com urgência, não precisando olhar para completar a tarefa, logo rumou para a calça, desprendendo o cinto de couro e Sasuke terminou libertando-se da calça e da boxer, segurou seu membro passando na entrada molhada pelo orgasmo, deliciando-se com a sensação.
Sentou Sakura na pia de granito e sem pressa a penetrou, não perdendo nenhuma expressão em seu rosto tomado pelo prazer, a sentindo em cada centímetro seu. Saiu e entrou novamente, roubando um grunhido dos dois, encaixou seu rosto no pescoço de Sakura, as duas mãos seguravam firme na cintura a trazendo para si, impondo o ritmo que necessitava. Ela o recebia, quente, molhada e apertada, Sasuke estocava em ritmo lento, saboreando daquela posição, podia ir mais fundo, a tocava mais firme e os gemidos de Sakura o estimulavam.
— Vous aime? — Sasuke sussurrou — Gosta quando eu te fodo assim, chère? Hn?
Sakura mordeu o ombro do Uchiha em resposta, seu interior parecia se contorcer por mais, sua pélvis roçava nele causando uma sensação ainda maior de prazer, o clitóris sendo estimulado ao mesmo tempo que era penetrada. Segurava no ombro dele como fosse sua salvação, o que a lembrava de respirar ali.
— Mais, mais rápido — Balbuciou, a risada dele contra sua pele a arrepiou — Oh, merda. Por favor.
Sasuke retirou-se e a preencheu novamente, rápido, forte. Ela gritou com o movimento inesperado, agarrou-se a nuca do Uchiha que aumentou o ritmo, deslizava pelo granito enquanto as mãos dele agarraram seu traseiro a puxando. O beijou quando o clímax a tomou, as línguas enroscavam-se até que ele chegou ao próprio prazer.
Minutos depois, tirou o resto das roupas de si e pegou Sakura no colo, a noiva que tinha o corpo mole, e abriu a porta de um dos chuveiros, deixando a água quente cair sob os dois.
oOo
Recebeu o olhar feio de Ino quando chegaram ao seu apartamento quase uma hora atrasados, não se deu o trabalho de colocar a culpa no trânsito, Gaara a encarava de forma acusatória desde o momento que colocou os pés na sala.
Sentou-se na poltrona podendo ver a sala cheia, suspirou, todos os membros das duas equipes estavam ali, inclusive Suigetsu e Karin que também representavam Orochimaru, o que fez Tsunade rosnar, xingando o antigo companheiro de trabalho.
A quantidade de televisores e computadores era absurda, a mesa de jantar estava totalmente ocupada por Shikamaru, Gaara e Neji que traçavam diversas rotas de deslocamento, ida e fuga. Armamentos era discutido entre Naruto, Suigetsu e Karin. Ino estudava a planta do prédio onde a Akatsuki mantinha sua base principal, não seria fácil invadir, queria ir sozinha. No entanto, Sasuke não mostrava nenhuma chance de deixar aquilo.
— Vocês precisam ficar totalmente fora de vista. — Sakura estava de pé com os braços cruzados, todos haviam se reunido para discutir o que seria feito. — Eles não sabem sobre o envolvimento de Sasuke e a equipe, mas sabem quem é a minha e já mostraram isso claramente. Suigetsu e Karin são totalmente desconhecidos, e devemos usar isso ao nosso favor.
— Como?
— Konan, Yahiko e Sasori são os peixes grandes. — Sakura respondeu. — Sasori já está muito bem resolvido, o casal vinte é quem comanda aquilo, o resto é dispensável. — Sakura olhou para Sasuke, referia-se à Itachi. — Eles só vão até os dois quando são convocados, e eles serão… Daqui a dois dias, a Akatsuki está envolvida com um futuro ataque terrorista em Fukushima, todos que fazem o trabalho sujo estarão lá.
— Explodimos todos juntos então. — Suigetsu comentou empolgado.
— Aa.
— Isso vai ser grande, grande demais. Eles tem um exército particular, não desmerecendo você Sakura, mas… Mesmo que imploda o prédio, por exemplo, para entrar e sair de lá, se você sair… É impossível forjar um acidente de vazamento de gás qualquer. — Naruto argumentou. — É grande demais pra ser algo normal. Precisamos de reforços.
— Não. — Sakura olhou para Sasuke. — Nós já temos um exército.
Desviou o olhar questionador dele, encontrando todos com a mesma expressão. Menos Tsunade, a loira tinha os braços cruzados, a testa franzida, talvez entendendo o que a Haruno tinha em mente.
— Isso é suicídio. — Tsunade rugiu.
— O que você está pensando? — Ino perguntou preocupada.
— Eu vou expor o ciclo. — Sakura respondeu sentindo a tensão cair sobre a sala. — A Akatsuki, vai expor o ciclo.
Betado por Cryomancer.
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