Notas iniciais
Bem, por ser uma das primeiras histórias que escrevo, adoraria receber críticas e comentários no geral. Espero que gostem.

—Só quero que me prometa que amanhã não vai ser diferente. Disse a garota.

—Garanto que quero isso muito mais do que você.

Ambas estavam acariciando as mãos um da outra, encostados contra uma parede nos fundos do clube. -Sabe que ela vai ficar roxa de raiva se achar a gente aqui, não sabe? — Disse Bella à menina. -Sim, sei. Ela consegue ser brilhante quando quer, mas mesmo assim é muito apática. -Ela é só isso, apática, mas no fundo sabe que isso não muda nada quanto a vocês, quero dizer, continuam irmãs, ela continua amando você de todo o coração. — . Dizendo isso, a Menina olhava para os olhos de Bella, que também estava fixo nos dela; a cada segundo se aproximavam mais uma da outra, os olhos se fechavam, a visão cada vez mais turva tornava a situação mais tentadora ainda, pois assim, só haveriam elas, mais ninguém, mais nada no mundo que pudesse as afastar.

A surpresa do toque dos lábios de Bella aos da Menina foram suficientes para acordá-la. Então foram só lágrimas pelos próximos minutos.

A manhã estava nebulosa, o seu quarto escuro e gelado. Pouco depois de se recompor e ter energia o suficiente para se levantar da cama, foi ao banheiro, tentando o máximo possível não pensar no sonho que tivera, mas simplesmente ver o próprio reflexo no espelho foi o suficiente para fazê-la cair em prantos novamente; evitava olhar-se no espelho e ver seu rosto vermelho, devido ao choro e a vergonha, ao nojo que sentia de si. Simplesmente não aceitava que aquele sonho pudesse ter trazido a ela qualquer prazer. Somente repúdio. A mágoa se transformou em raiva, a dor em determinação e a vontade confusa de ter o sonho novamente se tornou uma obsessão completamente contraditória, a de provar para si que nada daquilo passava do simples desejo de qualquer coisa carnal, fútil, sem qualquer importância. Assim, saindo do banheiro mal se deu o trabalho de se vestir, apenas colocou um lingerie vermelha que ganhara de aniversário de namoro e foi de volta até a cama.

Acordou o namorado primeiro beijando seu rosto, depois seu pescoço e continuou descendo por seu corpo, até chegar em sua intimidade que estava rija. A obsessão que a convenceu de que era daquilo que precisava aumentou ainda mais. Sentir a intimidade do namorado em sua boca era para ela, algo extremamente confuso, se forçava a dizer para si mesma de que sentia prazer com aquilo, que aquele toque era algo maravilhoso, que as mãos de seu namorado em seu cabelo a faziam sentir paixão, não repúdio. Até um ponto aonde era só uma questão de provar para si de que era passageiro, tudo aquilo, o nojo, a vergonha, a imensa vontade de voltar a chorar. “Vai ser maravilhoso”, “preciso deixar de ser tão frágil” pensava consigo mesma até tomar coragem para deixa-lo despi-la.

Conforme Bella se levantava sobre ele, as mãos pesadamente precisas percorriam seu busto e abriam seu sutiã. Bella se forçou a esconder o rosto com o cabelo para não mostrar que estava ficando vermelha; mas não sentia como se estivesse se escondendo dele, mas de si. Ela o beijou, de forma assustada, como se quisesse mais uma vez provar para si de que era aquilo que queria. Ficando sobre ele mais uma vez, pegou as mãos que percorriam suas costas e seu busto e desceu até sua cintura, se apoiando sobre um joelho na cama, puxou a calcinha para o lado deixando sua intimidade a mostra, sentindo o contato de pele sobre pele e se forçando a sentir prazer com tal. Sentiu uma mão sobre seu rosto, dedos que carinhosamente limpavam as lágrimas que nem ela tinha percebido.

—Belle, o que houve? Sabe que não precisa ser agora, que podemos esperar por todo o tempo que precisar para se sentir bem.

—Não, eu quero, quero agora... não me negue isso... -Porém não chegou a terminar a frase e mais uma vez caiu em prantos.

Alguns minutos se passaram e novamente ambos estavam na cama, porém Luther agora estava sentado à beira da cama e Bella deitada toda enrolada pelas cobertas da cama, enquanto que Luther já havia vestido uma cueca e um short para preparar o café que Bella estava tomando.

—Se sentindo melhor, Belle? – Perguntou Luther olhando para ela com uma expressão amorosa, porém quase que fraternal.

—Um pouco. Me perdoa, nada daquilo, não queria ter feito nada daquilo. Mas precisava, ainda preciso.

Luther se sentou na cama, agora do lado de Bella e disse – Belle, você precisa descansar um pouco, parece que não está pensando direito, como se sentisse que precisa fazer algo urgente.

Belle olhou para ele, seus olhos castanhos brilhavam pelo reflexo das luzes da janela que agora estava aberta. – Sei que já te disse isso antes, Lut. – Disse Belle ainda soluçando. – Mas sonhei com ela de novo, odeio quando isso acontece, me sinto suja. Depravada. – Luther a abraçara e dizia num tom mais baixo e ameno – Não precisa se sentir assim, Meu Amor. Mais do que tudo quanto a mim, estou completamente bem com relação a isso, o que mais importa para mim é o seu bem.

—Mas isso não é certo, é uma atrocidade, é horrendo!

Luther virou o rosto de Bella para si e disse – Foi por isso que hoje você... digo... nós quase... você sabe.

— Sim. Precisava provar para mim mesma de que eu não sou uma abominação. Me perdoa, eu juro que só queria parar de me sentir mal. Ah meu Deus, não acredito que usei você assim! – Disse Bella batendo e agitando os braços contra si mesma. Até que Luther a abraçou novamente, agora mais forte para que ela pudesse tanto parar de se bater, como se acalmar no conforto de seu braço.

—Amor, isso é a sua irmã falando. Não deixe que tenha uma influência tão grande em ti, ainda mais sendo que isso te faz mal.

—Não é ela que me faz mal, sou eu quem faço. Aquela vadia pervertida também. Ela me deixou assim.

Luther olhava nos olhos de Bella, que estavam cada vez mais deprimidos, mais chorosos e buscavam qualquer tipo de apoio. -Belle, se lembra de quando te pedi em namoro? Do que eu disse que você era para mim... -Sim- Disse Bella entre soluços. -Então, ainda me sinto exatamente daquela forma, ainda amo a menina que conheci com 16, que me fez ver o mundo de um jeito menos bobo do que eu estava acostumado, que me tornou quem eu sou hoje. Sinto, quero na verdade, retribuir o que fez por mim, tentando ajudar você a lidar com isso, de um jeito que não te faça mal, ok?

Bella, num sorriso que terminou numa careta de choro quase infantil disse sim.

—Primeiro de tudo, me fala como se sente, quem sabe consigo entender melhor pelo que você está passando. E não esquece de uma coisa, você não está sozinha, estou contigo. Sempre vou estar.

Bella então começou a contar a história do primeiro encontro que teve com a Menina por quem agora estava sofrendo tanto.

Notas finais
Espero que tenha gostado do capítulo. Opiniões são sempre bem vindas!