Notas iniciais
Boa noite, tá vendo vim rapidinho postar outro rsrs. Já agradeço de coração o carinho de cada leitor, o coração aqui fica quentinho e uma agradecimento em especial a Sany e a Vivi Eve que sempre me apoiaram e embarcaram nas minhas ideias. Queridas dedico este capítulo especialmente a vcs duas... e leitores apareçam nos comentários que a cada capítulo farei uma dedicação. E chega de delongas, bora...


Oito anos depois...


A sensualidade, antes adormecida, agora irradiava dela como um perfume caro, envolvente e perigoso. E, por trás dos olhos acinzentados que prometiam mistérios, residia uma inteligência afiada, capaz de traçar rotas complexas para os mais complexos labirintos.

Peeta Mellark. O nome, antes uma ferida aberta, agora era apenas um alvo. A lembrança da dor antiga não havia desaparecido, mas se transformara em combustível, em uma obsessão que a impulsionava a cada amanhecer. Ela não queria mais a dor. Queria a submissão dele, o orgulho daquele homem quebrado, sua autoconfiança desmantelada.

A jornada seria longa, ela sabia. E perigosa. O jogo que estava prestes a iniciar envolveria sedução, manipulação e a fina linha entre o controle e a perdição. Mas Katniss estava pronta. Cada fibra do seu ser clamava por isso. A partida estava prestes a começar.

Mapas mentais, recortes de revistas e jornais clipadas e descritas com cuidado em sua pasta com capa de couro, detalhando a estrutura da Atlas Technology, os eventos sociais que Peeta Mellark frequentava e até mesmo seus hábitos de trabalho e vida pessoal. Ela mergulhou em relatórios financeiros, artigos de imprensa e perfis de redes sociais, construindo um dossiê completo sobre o homem que seria seu alvo. Não era apenas sobre sedução; era sobre conhecimento, sobre encontrar as rachaduras na armadura do poderoso CEO.

Por onde quer que ela passasse chamava a atenção, seu esbelto corpo parecia ter sido esculpido pela deusa da beleza. Naquela noite colocaria seu plano em ação. Afinal, nos últimos anos, Katniss tinha se tornado uma verdadeira stalker.

Peeta, apesar de bem-sucedido profissionalmente, era um fracasso na vida pessoal. Quase se casou, mas a noiva o havia traído com o melhor amigo. Ops! Corrigindo, “ex” melhor amigo. Era de se imaginar Glimmer Smith e Marvel Quaid traindo o Mellark dessa forma, podia até ser poético um fim trágico para o loiro. Entretanto, Katniss traçava um destino mais tortuoso.

O meu objetivo? É vê-lo de joelhos, implorando por um perdão que jamais virá.

Essa era a sua recompensa, seu deleite supremo.

A morena tinha um aliado, um detetive particular que vinha investigado a vida dos Mellark do avesso e de trás para frente. Katniss sabia segredos obscuros que rodeavam a vida daquela família. Ela havia criado um perfil falso no Instagram e deixou vazar as indiscrições do “casal maravilha”, deixando o loiro possesso e ao mesmo tempo com o coração partido. Incansavelmente investigava passo a passo não apenas do loiro, mas também o grupo de amigos que participaram do bullying que recebera há anos. Todos iriam pagar.

Primeiro passo? Se aproximar de Peeta. E que chance mais perfeita do que aquele evento corporativo requintado?

O hall da Atlas Technology era preenchido por Call Me Baby, um suave jazz, se misturando ao burburinho da multidão. Um verdadeiro mar de rostos elegantes e sorrisos superficiais. O perfume adocicado de Katniss, uma mistura de Chanel e o leve aroma de champanhe, se destacava entre as fragrâncias diversas. Seus pés latejavam em protesto dentro das sandálias de salto fino, uma infeliz escolha para a noite agitada. Mas o longo Dolce&Gabbana preto, com seu decote profundo — quase revelando seu umbigo — e uma fenda frontal, valia o sacrifício. Ela se infiltrou entre as pessoas, o tecido sedoso deslizando sobre sua pele, até alcançar o elevador mais próximo. Esquivando-se, daqueles que insistiam em falar de negócios, seguiu até o elevador mais próximo. As taças de champanhe somado a um coquetel frutado e forte demais que havia tomado, embaçava levemente seus sentidos, tornando seus movimentos lentos e deliberados. Apertou o botão aleatoriamente, a mente a mil, planejando sua fuga estratégica para um lugar mais silencioso. Ainda não tinha visto seu alvo daquela noite.

As portas se abriram, revelando um corredor extenso que parecia se estender até ao infinito e mais além. Katniss seguiu o caminho até o final, onde uma porta dupla, discretamente iluminada, oferecia a promessa de um refúgio. Com um suspiro de alívio, tirou as sandálias, o atrito do couro contra seus pés fazendo-a cerrar os dentes. Ao abrir a porta e adentrar a sala, segurando as sandálias em uma mão, sentiu uma presença. A silhueta esguia, próxima às janelas panorâmicas que ofereciam uma deslumbrante vista noturna da cidade, lhe causou um calafrio. Seria ele?

—Ops! Me desculpe —disse Katniss, sem saber ao certo como se explicar. Seu instinto aguçado a alertara. —Só queria fugir da aglomeração e descansar meus pés. —Ela afastou algumas mechas do cabelo, tentando visualizar melhor a figura. A bebida a deixara mais ousada, talvez imprudente.

— Sem problemas — respondeu o homem, com uma voz grave. —Também precisei dar uma pausa...

Ele se virou e então Katniss percebeu quem era. Um copo de whisky brilhava em sua mão. O coração dela disparou. Ali, bem na sua frente, estava Peeta Mellark, o alvo que procurou a noite toda entre a multidão, por isso as bolhas nos pés e a ansiedade fizera com que exagerasse nos drinks. A visão a fez perder o fôlego por alguns segundos, o poderoso CEO da Atlas Technology, era ainda mais magnifico pessoalmente do que na capa da Forbes que ela tinha visto há três meses.

— Está um pouco agitado demais lá embaixo... — Começou Katniss, as palavras morrendo em sua garganta. Seus joelhos fraquejaram, o corpo traindo-a com um súbito e inevitável desequilíbrio. Planejara tanto encontrar-se com ele e iniciar sua vingança. Todavia, sentiu uma onda momentânea de calor e viu o chão se aproximando rapidamente.

Foi então que, braços fortes a envolveram, impedindo a queda. O cheiro de whisky e de algo mais intenso a envolveu. O corpo dele a abraçava, rente e por um momento, ela se perdeu no calor de seu toque, esquecendo-se por um segundo seu real objetivo. Ele a segurava como se fosse algo precioso. A proximidade fazia com que sua respiração ficasse curta, o perfume dele – uma mistura inebriante amadeirada e especiarias quentes – a invadiu, contrastando com o aroma adocicado de seu próprio perfume. O chão, que um instante antes parecia se aproximar perigosamente, agora estava distante, substituído pela firmeza e segurança de seu braço. A suave iluminação indireta, destacava a textura aveludada do estofamento da poltrona onde ele a sentou e a vista deslumbrante da cidade cintilante lá fora se tornou um pano de fundo borrado.

— Obrigada… — sussurrou, a voz fraca e embargada. A vertigem ainda a afetava, mas a presença dele, tão próxima, a deixava ainda mais desorientada. Ela sentiu seus dedos roçarem levemente nos seus, enquanto ele a guiara até a poltrona. Um toque fugaz, mas que deixou um rastro de calor em sua pele.

Peeta a olhou com preocupação, seus olhos azuis e penetrantes analisando seu rosto com uma intensidade que a deixou desconcertada. Não era o olhar desprezível daquele adolescente que a humilhara. Ela não esperava nada de um homem daquele porte e reputação, mas, havia algo de genuíno, quase vulnerável, em sua preocupação. O copo de whisky jazia no chão, um detalhe insignificante em meio àquela cena inusitada.

—Você está bem? — perguntou ele, a voz grave, mas com um tom de suavidade que a surpreendeu.

—Acho que… bebi um pouco demais — respondeu Katniss, soltando uma risada, ao mesmo tempo tentando se recompor.

Peeta procurou algo para ela beber, um gesto quase instintivo, como se estivesse acostumado a cuidar das pessoas.

—Água? — ofereceu ele, apontando para uma garrafa de água mineral na pequena mesa lateral.

Ela assentiu, sentindo a sede queimar a garganta. Peeta pegou a garrafa, suas mãos grandes e firmes, abrindo e estendendo um copo. Ela bebeu em grandes goles, sentindo o líquido fresco acalmando a ardência. O contato visual persistiu, carregado de uma intensidade que a deixava inquieta.

— Obrigada — murmurou ela, ainda um pouco tonta.

— Não há de quê —respondeu ele, seu olhar fixo em seu rosto. Havia uma intensidade em seus olhos que a deixou desconcertada. Era como se ele estivesse tentando decifrar algo em sua expressão, algo além da simples embriaguez. Ele se sentou ao lado dela, a proximidade gerando uma onda de calor em seu corpo. O aroma dele, mais intenso agora, a envolveu e ela sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

— Desculpe o transtorno — disse Katniss, sentindo o rubor subir em suas bochechas.

Peeta sorriu, um sorriso leve, quase imperceptível, mas o suficiente para quebrar a tensão que pairava no ar.

— Não se preocupe —tranquilizou ele, a voz baixa e rouca. — Às vezes, uma pausa é necessária, principalmente em eventos tão desgastantes como... — A última frase pairou no ar, carregada de um significado implícito que Katniss não pôde deixar de notar.

— Me sinto melhor agora. Vou voltar para o coquetel — anunciou Katniss, recolocando as sandálias com um movimento firme, embora suas mãos ainda tremessem levemente. A fragilidade havia sido substituída por uma máscara de calma, uma fachada necessária para executar seu plano. Ela precisava se afastar, recompor-se e atacar novamente em uma ocasião em que pudesse desempenhar melhor seu papel.

— Vou acompanhá-la, senhorita… — disse Peeta, estendendo a mão com um gesto cortês, mas seus olhos a observavam com intensidade.

— Katniss Everdeen, muito prazer — apresentou-se, apertando sua mão, a frieza em seu toque contrastando com a calor do ambiente.

— Peeta Mellark, o prazer é todo meu. — Ele apertou sua mão com mais força do que o necessário, seus dedos envolvendo os dela por um instante. Seus olhos estreitaram-se, um brilho de compreensão em seu olhar. Ele sabia a quem pertencia àquele sobrenome. — É parente de Burdock Everdeen?

— Sim — respondeu Katniss, sua voz calma, mas seus pensamentos trabalhavam a mil por hora. Ela sabia que a empresa de seu pai estava em processo de fusão com a Atlas Technology. Aquele acordo era uma peça crucial em seu plano. — Ele é meu pai — acrescentou ela, a informação sendo revelada com uma naturalidade calculada.

— Que coincidência… — disse Peeta, um sorriso sutil nos lábios. Ao observá-la notou alguns traços parecidos com os de Burdock.

Peeta e Katniss retornaram ao hall, o ambiente sofisticado contrastando com a tensão que pairava entre eles. Enquanto alguns empresários importantes se aproximavam de Peeta, trocando cumprimentos e apertos de mão, seus olhos estavam fixos em Katniss. Ela estava cercada por um grupo de mulheres elegantes, seus vestidos brilhantes e sorrisos superficiais criando um cenário de riqueza e poder. Mas Peeta não via as outras mulheres; só via Katniss.

Ela gesticulava com elegância, seus lábios carnudos e vermelhos, se moviam com suavidade e confiança. Os movimentos eram graciosos e seus olhos, apesar da máscara de cordialidade, brilhavam com uma inteligência e determinação que o fascinava. Ele observava cada detalhe. A maneira como ela segurava sua taça de champanhe, a forma como seu cabelo caía sobre os ombros, a sutileza de seus gestos. Era uma observação intensa.

Em um instante Katniss desviou seus olhos de Fulvia Cardew, a qual explicava sobre os produtos exóticos e limitados que sua mãe tinha lançado recentemente no boticário, apenas para observar quem a encarava. Peeta parecia perdido e não desviou os olhos dela.

A admiração em seus olhos era evidente, contrastando com a frieza calculada em seu interior. Katniss estava jogando um jogo complexo e perigoso. Mas, ao mesmo tempo, algo em seu interior, algo além da vingança, a fascinava. Ela sabia que com sua inteligência, força e independência o atrairia. Katniss o havia estudado tempo suficiente para saber como se aproximar e tê-lo rendido.

O jogo havia começado e ele estava completamente envolvido.



✦✦✦



Uma semana após o evento corporativo, Katniss se encontrava na academia, Manhattan Athletic Club, a mesma que Peeta frequentava, mas ela havia planejado sua aparição cuidadosamente. Não queria que ele a visse antes, para que o encontro parecesse casual. Um acaso do destino. Ela corria na esteira, seu corpo suado e esguio, os cabelos presos em um rabo de cavalo alto, revelando a força e a definição de seu pescoço. Vestida com um top verde floresta esportivo que deixava seu abdômen definido à mostra, uma bermuda legging preta e tênis de corrida. Ela era a imagem da vitalidade e da energia. Seu corpo se movia em um ritmo constante, a respiração ofegante, mas controlada, revelando sua resistência e condicionamento físico. Sabia exatamente quando Peeta passaria por ali.

Ao final da sua corrida, desligou o painel da esteira, pegando a toalha e enxugando o suor do rosto com movimentos lentos. Bebeu um gole de água mineral, seus olhos brilhando sob a luz suave da academia. Ela o avistou, vindo caminhando tranquilamente e sério da área de levantamento de pesos.

Assim que se virou, trombou nele propositalmente.

— Ah, sinto muito! — exclamou Katniss, fingindo surpresa.

— Sem problemas… Katniss? — Peeta fez uma expressão de surpresa genuína, seus olhos azuis brilhando. Vestindo uma camiseta branca suada, shorts e tênis preto. Ele exibia um corpo atlético, o suor brilhando em seus cabelos loiros e em seus ombros largos. A respiração ofegante denunciava seu treino intenso. — Nossa, que surpresa! Frequenta essa academia?

— Sim, faz um tempão! — respondeu, imitando sua surpresa, mas com um sorriso sutil nos lábios. Ela sabia que sua resposta era vaga o suficiente para alimentar a curiosidade dele.

— Ei, Kitkat, bora pra piscina desempatar aquele placar? — Jason Kim, um colega de treino de etnia asiática que parecia ter saído de um dorama, interrompeu, enquanto passava por ali.

— Preciso me trocar no vestuário, mas logo estarei na piscina — disse Katniss, desviando o olhar de Peeta apenas por um segundo, o tempo suficiente para que ele percebesse a intensidade do seu olhar. Peeta, no entanto, não conseguia desviar os olhos dela. Seus olhos a seguiram, observando cada movimento, cada detalhe.

De repente, um sentimento desconhecido invadiu Peeta.

Seria ciúmes?

A ideia de Katniss na piscina, competindo com outro homem de certa forma, o incomodava.

Peeta se questionou por um momento, pois, não tinha nenhum tipo de relacionamento com Katniss. Verdade seja dita, desde a noite do evento corporativo, onde Katniss se acomodou em sua sala, ele sentiu algo despertando dentro de si. Um sentimento que não se permitiu sentir, desde sua descoberta sobre a traição de Glimmer e Marvel.

— Quer vir também, Sr. Mellark? — perguntou ela, sua voz um pouco mais rouca do que o normal, saboreando sua entonação ao usar a formalidade “Sr.. Mellark”. O olhar que ele lançou para Katniss era carregado de uma mistura de surpresa e desejo.

A morena estava se divertindo com aquela situação. Não imaginava que seu colega de academia passaria por ali naquele exato instante, todavia, a presença de Jason servia como um catalisador para despertar a atenção de Peeta. Ela lembrou-se de como o loiro sempre se incomodava quando algo parecia se escorrer por entre seus dedos.

Percebendo que Peeta se encontrava imóvel, Katniss continuou seu caminho até o vestiário, o vapor quente envolvendo seu corpo. Enquanto se trocava, seu olhar vagou pela imagem refletida no espelho. Ela estava diferente, mais forte, mais confiante e convicta de que Peeta não resistiria suas investidas.

A natação, algo que havia praticado extensivamente no colégio interno, era mais do que um esporte; era uma forma de liberação, uma maneira de se conectar com sua força interior.

Na piscina, Jason já estava lá, alongando-se na borda. Katniss também se alongou antes de pular como uma profissional das olímpiadas.

Nadou algumas braçadas, sentindo a familiaridade da água, o ritmo suave de seus movimentos. Então, ela o viu. Peeta surgiu na outra ponta da piscina, observando-a com um olhar intenso. Ele não estava nadando, apenas observando, seus olhos fixos em seu corpo em movimento.

Katniss sorriu, um sorriso pequeno e desafiador. Ela aumentou o ritmo, suas braçadas tornando-se mais fortes e mais rápidas. Sentia a presença dele, a intensidade de seu olhar, como uma força invisível que a impulsionava. Ao chegar na borda da piscina, ela se apoiou, deixando o corpo descansar, seus olhos encontrando os de Peeta mais uma vez.

— Parece que você está em ótima forma — disse Peeta, sua voz um pouco audaciosa. Com alguns passos, ele se aproximou da borda da piscina, a água espirrando em seus pés, agora descalços.

— Estou treinando — respondeu Katniss, seu sorriso se alargando. — E você? Não vai continuar levantando peso? — questionou, a voz carregada de um tom desafiador.

— Sim, mas… — hesitou Peeta, seus olhos percorrendo seu corpo. — Estou pensando em mudar um pouco de modalidade. A natação parece mais… interessante.

— Interessante? — Katniss arqueou uma sobrancelha, um sorriso malicioso nos lábios. — Ou desafiador?

Peeta sorriu, um sorriso lento e intenso, seus olhos encontrando os dela.

—Talvez um pouco dos dois — respondeu ele, seu tom baixo e enrouquecido. Ele se aproximou dela, a água salpicando entre eles. —Aceita um desafio?

Katniss sentiu um arrepio percorrer sua espinha.

—Depende do desafio — contrapôs ela, com suavidade e firmeza na voz. A tensão sexual entre eles era palpável, a promessa de uma competição que ia muito além da piscina.

Neste momento, Jason já tinha abandonado a área da piscina. Em síntese, outro desafio foi lançado e a competição na piscina transcendeu a simples disputa de braçadas entre colegas. Cada olhar, cada toque acidental na água, cada respiração ofegante após uma série de mergulhos, carregava uma carga elétrica, uma tensão que ia muito além do esporte. Peeta e Katniss nadavam lado a lado, separados apenas pelas raias, seus corpos esguios cortando a água com exatidão e elegância. A competição se tornou acirrada, mas havia uma cumplicidade, uma brincadeira sutil em cada movimento.

Após uma série de braçadas intensas, Katniss emergiu da água, algumas mechas de seus cabelos molhados grudados ao rosto, sua respiração ofegante. Peeta a alcançou, a água escorrendo de seus cabelos loiros. Por um instante, eles ficaram ali, lado a lado, a respiração ofegante, o corpo cansado, mas a energia entre os dois era vibrante.

— Você está ficando muito boa — brincou Peeta, seus olhos fixos nos dela. A proximidade era intensa, a distância entre eles mínima.

— Estou treinando — respondeu Katniss, seu olhar desafiador, mas seus lábios curvados em um sorriso sutil. Ela sentia a eletricidade no ar, a atração mútua inegável. E, obviamente não precisava de treino, já que, parecia um peixe na água.

— Para me vencer? — perguntou Peeta, seu sorriso lento e sugestivo. Ele tocou levemente seu braço, a água fria deslizando entre suas mãos.

— Talvez. — Katniss mantinha sua voz baixa e rouca. Ela não desviou o olhar, sentindo a intensidade de seu toque, a eletricidade que percorria seus corpos. O toque foi breve, mas deixou uma certa eletricidade em sua pele.

O flerte havia evoluído para algo mais profundo, intenso e promissor.

— Preciso ir, tenho um dia cheio pela frente — disse Katniss, saindo da piscina e se enxugando com uma toalha macia. O maiô preto, molhado, moldava-se ao seu corpo, acentuando suas curvas. Ela evitou olhar diretamente para Peeta, mas a consciência da sua presença, da proximidade recém-vivida, a deixava levemente agitada.

— Também preciso ir, tenho uma reunião importante com seu pai — comentou Peeta, saindo da piscina com um movimento flexível. A sunga box azul marinho realçava suas pernas longas e musculosas. Ele a observou enquanto se vestia, o olhar demorando-se um pouco mais do que o necessário em seu corpo. Os últimos instantes haviam contribuído para uma tensão que ele não conseguia disfarçar completamente.

— Nos vemos por aí, Sr. Mellark — disse ela. Katniss manteve seu olhar firme, evitando qualquer demonstração de fragilidade. O “Sr. Mellark” foi uma forma de manter uma distância profissional, uma barreira que colocou para ele romper, se assim quisesse.

Peeta sorriu, um sorriso enigmático que escondia o turbilhão de emoções que o invadiam. Sabia que a reunião com o pai de Katniss era apenas uma desculpa, uma justificativa para prolongar a interação, para prolongar o contato visual. A competição na piscina havia sido apenas o começo. Ele queria muito mais.

— Até mais, Katniss — falou, sua voz carregada de uma promessa implícita. Seu olhar a acompanhou até que ela desapareceu pela porta, deixando-o sozinho com o eco do flerte e a antecipação do encontro futuro. Realmente teria uma reunião de negócios, mas a possibilidade de um encontro mais íntimo, era uma perspectiva que o deixava ansioso.

O “Sr. Mellark” ecoou em seus ouvidos. Ele sabia que era uma barreira, mas com um toque de desafio. Um desafio que ele estava pronto para aceitar.



✦✦✦



Katniss chegou em casa e deparou com sua mãe saindo elegantemente pela porta. Ela usava um vestido azul claro, que realçava seus olhos e um leve batom rosa davam a ela uma aparência serena.

— Bom dia, querida. Nem vi você saindo. Acordou cedo, hein? — Sua mãe, aproximou-se depositando dois beijinhos rápidos e leves em suas bochechas.

— Saí cedo para ir à academia —contou Katniss, tentando disfarçar sua curiosidade. A conversa na academia com Peeta e todo o flerte que se seguiu, ainda ecoava em sua mente.

Seu olhar vagou para o jardim, um mar de cores alegres que contrastava com todo requinte que a casa exalava. As hortênsias, em plena floração, criavam um cenário de beleza quase surreal.

— A propósito, mãe, o jardim está magnífico. As hortênsias estão lindas — elogiou Katniss, tentando mudar de assunto, mas também buscando uma forma de expressar sua admiração pela beleza que a cercava.

Sua mãe sorriu, um sorriso largo e radiante que iluminou seu rosto. Ela terminou descer os degraus da entrada da casa, contemplando o jardim com um olhar de orgulho e satisfação.

— Eu amo cuidar do jardim, mas saiba que você e Prim, ainda são minhas flores favoritas — disse Asterid, a voz carregada de afeição. Ela depositou uma mão carinhosa sobre o rosto da filha, seus olhos brilhando com um amor incondicional.

Assim que o som dos passos de sua mãe se afastou, Katniss subiu para seu quarto, sentindo uma mistura de excitação e expectativa.

Ela entrou no banheiro, o vapor quente envolvendo seu corpo enquanto tomava um banho rápido e revigorante. Tinha um dia cheio e intenso pela frente. Um dia que poderia definir o rumo de sua relação com Peeta. A oportunidade de trabalhar na Atlas Technology, uma porta aberta graças à influência de seu pai, era um trunfo, mas a estratégia de flertar com Peeta, de testar seus limites, era seu plano de ação.

Após o banho, hidratou todo seu corpo e rosto.

Skincare é o princípio básico para uma pele saudável e jovem, assim dizia sua mãe.

Katniss escolheu seu look com cuidado, cada peça selecionada para acentuar sua feminilidade e atrair a atenção de Peeta. Uma saia lápis, com uma fenda profunda que deixava sua coxa à mostra, combinada com uma blusinha de seda perolada soltinha de manga curta. Porém, o sutiã da mesma cor da blusa, discreto, mas eficaz, deixava seus seios firmes e empinados, destacando sua sensualidade. A maquiagem era leve, apenas o suficiente para realçar suas características, mas o batom vermelho cereja, o mesmo usado na noite do evento, adicionava um toque de ousadia e poder. Nos pés, sandálias pretas de salto fino complementavam o visual, alongando suas pernas e acentuando sua postura confiante.

Ao se olhar no espelho, Katniss ficou satisfeita com o resultado. Ela estava poderosa, confiante e pronta para o próximo passo. Pegou sua bolsa Chanel e seus óculos de sol Dior, que adicionavam um toque de mistério. Com um último olhar no espelho, um sorriso confiante nos lábios, Katniss rumou para a Atlas Technology, pronta para iniciar seu dia e fazê-lo implorar por ela.

Notas finais
E aí? O que acharam? Segue o baile, segue o baile kkkk gente a Katniss ainda vai causar muito viu, tipo fogo no parquinho kkkkk até loguinho.