Doce Verão

1 O melhor aniversário de todos


Notas iniciais
E aí gente! Essa é minha primeira fanfiction original, espero que gostem, porque planejei e escrevi com muito carinho. Este capítulo é narrado por Jasmine.

Quando assoprei as velinhas, desejei poder viajar. Estava guardando dinheiro desde os dez anos, não seria em vão. Todos bateram palmas, e eu sorri para Blair, que já estava segurando o pratinho descartável pra eu colocar o primeiro pedaço de bolo.

Depois de cortar alguns pedaços e comer o meu próprio pedaço, meu pai me chamou para mais perto, segurando uma caixa de plástico.

- Filha, nós queríamos te dar isso de aniversário. – e ele me entregou a caixa, que estava vazia. Eu o olhei intrigada, e levantei uma sobrancelha.

- Só isso? Uma caixa vazia de plástico? Sua filha faz dezoito anos amanhã e você dá pra ela uma caixa. Vazia. De plástico. – ele pareceu ter lembrado algo e pegou a carteira.

- Ah, é que me esqueci de entregar o dinheiro. – ah, aí sim. Ele tirou duas, não, espera, quatro notas de cinquenta dólares. Jesus Cristo. Eu não acredito! Comecei a gritar e abracei o meu pai.

- obrigada, Obrigada, obrigada, obrigada! – e ele depositou as notas dentro da caixa. Logo, minha mãe apareceu da cozinha com uma caneta preta permanente e escreveu no plástico: Nova Zelândia.

Meu sonho desde pequena sempre fora viajar para a Nova Zelândia. Fazer intercâmbio, mudar para lá por uns tempos, tanto faz, desde que eu fosse para lá. E agora meu sonho estava prestes a se realizar.

Mostrei a caixa para Blair, e ela também surtou comigo. Ela também estava guardando para ir viajar, e dessa vez, viajaríamos juntas. Naquela noite, e não consegui dormir, deixei a música ‘Everybody Wants to Rule the World’ no repeat do meu iPod, e fiquei cantando, sem conseguir disfarçar o sorriso no meu rosto.


No outro dia, acordei e liguei direto para Blair, nós precisávamos fazer um plano para conseguir guardar dinheiro. Ela veio, toda sorridente, com uma blusa verde piscina e uma saia amarela muito graciosa, e nos sentamos nos pufes do meu quarto.

- Bom, primeiramente, precisamos arrumar empregos de verão. – ela concluiu, olhando para a janela, pensativa.

- Hoje com certeza vai ser o melhor aniversário de todos!

Entramos na lanchonete do Carl, e lhe contamos nossos objetivos. Ele disse que haviam três vagas, e nós ocupamos duas.

- Hoje vocês estão com sorte, vamos ter três festas: um churrasco, uma festa de aniversário e um Happy hour. – e nos entregou os uniformes.

Eles eram até que bonitinhos. Eram vestidos amarelos com um avental de babados preso à cintura. Nós pegamos as bandejas e eu fui servir um casal com panquecas para o café da manhã. Na verdade, não deu muito certo, senti que ia escorregar e caí com tudo no chão. Tinha escorregado em uma casca de banana. Que blasé. As panquecas estavam todas esparramadas no chão, a cauda de caramelo deixando o chão e os meus dedos melados. Ai, droga. Eu mereço tudo isso? Blair correu me ajudar a levantar e a limpar a bagunça.

Depois de finalmente ter arrumado tudo e entregar novas panquecas, fui atender uma garota sentada sozinha; ela pediu um copo de Coca Diet, e, bom, essa foi fácil. Quando chegou a hora do almoço, várias pessoas chegaram, e algumas crianças pequenas acompanhadas dos pais. Eu e Blair juntamos três mesas para eles se juntarem, e pediram vários tipos de carnes. Enquanto os cozinheiros faziam a comida, nós pedimos burritos da lanchonete da quadra de baixo, que chegaram em menos de vinte minutos. Eu estava faminta.

Terminamos bem na hora em que a carne ficou pronta, e fomos pôr à mesa. Ainda bem que deu tudo certo para deixar as carnes, mas quando eu estava saindo para pegar mais bebidas, a menininha que estava sentada na ponta me mordeu. Eu gritei e como reflexo, bati sem querer na cara dela, o que fez os seus pais me olharem feio. Pedi desculpas e saí correndo para dentro da cozinha para pegar as bebidas.

Blair levou uma jarra de suco de maracujá, e eu levei duas garrafas de água mineral. Nós estávamos andando tranquilamente e determinadas quando Blair se desequilibrou e acabou tropeçando, o suco caiu em sua roupa e a jarra de vidro se espatifou.

Quando nós estavam limpando o chão com uma pá, um menininho de mais ou menos oito anos pisou em um caco de vidro e começou a gritar dizendo que Blair não o avisou do vidro jogado no chão e que o deixou pisar de propósito.

É claro que ela negava a versão constrangedora de como o menino pisou nos cacos de vidro, estávamos quase resolvendo esse problema, mesmo com gritos Blair, que nunca se deu bem com crianças; ela falou algumas coisas que não devia ter falado como, por exemplo, “Não é minha culpa se você é idiota o suficiente para não reparar em vidros quebrados no chão”

O restaurante estava pululando de pessoas, Blair não aguentou a pressão e saiu correndo para a cozinha, e eu a segui.

-Vamos, Blair, vamos voltar, precisamos consertar esse tremendo estrago! – eu disse, tentando não parecer desanimada. Certo. Não estava sendo um aniversário tão bom assim.

- Jas, você não entende! Estou estragando tudo! Eu vi que eles pagavam U$5,00 por hora de serviço, e provavelmente estamos com trinta dólares! Isto não está dando em nada! – eu a abracei e a convenci de que tudo podia melhorar.

Atendemos mais alguns fregueses, e quando chegou a hora do Happy Hour, o lugar encheu-se de homens bêbados e suados, e Carl deixou uma música de fundo eletrônica de má resolução; resumindo: não dava para aguentar. Uma mulher de óculos e cabelos atrapalhados acaju pediu um cardápio e eu resolvi atendê-la.

- Quero uma porção de fritas com bacon e uma Budweiser. Eu a olhei incrédula.

- Você só pode estar de brincadeira. Quer engordar dez quilos em uma noite? Sério? Eu pediria um suco de abacaxi com água, e uma porção de iscas do mar. É dez vezes menos calórico. – a mulher franziu as sobrancelhas e concordou:

- Tá aí. Vou pedir isso. Anota na conta.

- Er... o único problema, dona, é que eu já registrei o seu pedido da porção de fritas e bacon.

- Não dá pra cancelar?

- Não sei mexer nesse negócio – eu disse, olhando para o aparelho que Carl nos entregara para substituir o trabalho dos bloquinhos. Eu comecei a apertar qualquer coisa e quando vi, a conta tinha dado U$754,50.

- Meu Deus! Apaga isso! Eu só queria um aperitivo! – a mulher surtou. O barulho dela pareceu chamar atenção lá na cozinha, e antes que pudéssemos fazer algo, Carl abriu a porta da cozinha e disse que estava desapontado comigo e com minha incompetência. Ele chamou Blair e eu para uma breve conversa e nos demitiu. Entregou cinquenta dólares para cada uma e nos mandou embora. Quando saímos, Blair sorriu aliviada.

- Fomos demitidas e você está sorrindo? – eu perguntei indignada.

- Mas isso foi incrível! Conseguimos muitas experiências com isso, embora talvez Carl não confie mais em nós para certas coisas...

- Você é estranha.

- Você também é. E, aliás, temos amanhã para procurar outros tipos de trabalhos! – e com isso, nos despedimos e combinamos de nos encontrar no outro dia de manhã na praça em frente à casa de Blair.

Quando cheguei em casa, me flagrei com um sorriso no rosto. Blair estava certa: passo a passo conseguiríamos o que queríamos e pude concluir que este fora o melhor aniversário de todos.

Notas finais
Espero que deixem opiniões e comentários!