Doce Sacrifício

8 Capítulo oitavo – Agora ou nunca


Notas iniciais
Olá! É eu sei que estou sumiiiida e que provavelmente ninguém mais vai querer ler minha fic... T.T Gomenasaaaaaaai!!!
A senhorita cara-de-pau está de volta com mais um capítulo.
Eu me baseei na wikipédia para escrever algumas partes.
Boa leitura para vocês e, por favor, não desistam de mim, e me perdoem...
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Capítulo oitavo – Agora ou nunca

Na manhã seguinte, Gaara, que não havia dormido, já que passara a noite em claro lembrando-se do momento incrível que passara com sua belíssima noiva, levantara-se da cama um pouco ansioso. A última vez que tivera contato com sua vila, fora quando conversara com o irmão pelo telefone e estava ficando muito preocupado. Além do mais, os irmãos surtariam quando soubessem que ele se casaria com Hinata. Ele queria muito contar a eles. Ambos ficariam muito felizes.

Após concluir esse pensamento, o telefone de sua suíte começara a tocar.

– Hum... – “Disse” ele ao atender, e surpreendeu-se ao ouvir a voz de Temari, já que estivera pensando nos irmãos há poucos segundos. – O que foi? Algum problema? – Perguntou APARENTANDO indiferença, embora estivesse preocupado.

– Hai, você precisa voltar. O conselho está num pé de guerra. Por quê você não nos disse que a maioria dos Anciões não concordava com a ideia de você se casar com uma estrangeira?

– Eles ainda estão criando caso por causa disso? – Perguntou Gaara revirando os olhos, desinteressado.

– Estão sim. E agora está correndo um burburinho pela vila de que o Kazekage é um baba-ovo de Konoha. Você sabe que essa gente velha e babaca fica se doendo quando se trata da Vila da Folha...

Gaara irritou-se ao ouvir as palavras da irmã. Era bem típico dos Anciões do seu Conselho: inventar fofoquinhas a seu respeito quando tomava uma decisão que lhes desagradava. Não gostavam de depender de nenhuma outra vila, mesmo grande parte do lucro vindo de indicações do País do Fogo. Muitos conselheiros não gostavam da aliança com a Vila Oculta da Folha, mas eram obrigados a mantê-la para não correrem o risco de fazer sua vila enfraquecer.

Na administração de Gaara, a relação com as outras vilas tornara-se mais pacífica, apesar da discordância dos conselheiros. Devido ao assassinato do Quarto Kazekage, a defesa da Vila intensificou-se.

– Gaara, você está me ouvindo? – Perguntou Temari nervosa.

– Hum... – “Respondeu” ele. Aquele assunto o estava aborrecendo, mas não era culpa da irmã. Ele realmente havia ocultado que apenas um conselheiro havia sugerido o enlace com uma jovem de Konohagakure. E como ele lembrara-se imediatamente de Hinata e Ino, concordou sem hesitar. Apesar de pouquíssimos de seus conselheiros terem achado uma boa ideia.

– Gaara, por que não nos disse antes? – Perguntou chateada. Gaara sentiu a consciência pesar.

– Desculpe. Não achei muito importante. Eu apenas me interessei e concordei sem pensar muito. Mas eu disse que não havia sido pressionado a aceitar. – Respondeu com sua voz fria.

Temari apenas suspirou. – Você tem que voltar o mais rápido possível e punir esses fofoqueiros...

– Não posso punir ninguém sem nomes...

– Então venha pelo menos para botar moral! Quero ver eles falarem merda com você aqui...

– Vou partir hoje mesmo então. – Disse ele e desligou contrariado. Mandaria informantes para a mansão Hyuuga para avisar que o casamento se daria naquele mesmo dia ou nunca mais. Não daria a mensagem desse jeito, claro. – Enquanto isso, eu vou arrumar minhas coisas.

Na mansão Hyuuga, Hanabi despertava em seu quarto. Neji provavelmente a trouxera enquanto dormia. Era bom saber que podia confiar nele. Depois de tomar banho e se trocar desceu para tomar café com a família.

Já na cozinha encontrou Hinata conversando com o pai. Parecia algo importante pela expressão séria deles. Assim que perceberam sua presença pararam de conversar e começaram a tomar o café da manhã.

Hanabi apenas sentou-se e serviu-se pegando um pãozinho. Logo Neji chegou e juntou-se a eles sentando-se ao seu lado. Os dois sorriram um para o outro com cumplicidade, atraindo os olhares desconfiados de Hinata e Hiashi.

Depois de alguns minutos comendo em silêncio, uma empregada aparece dizendo que havia um informante do Kazekage com uma mensagem importante. Hinata levantou-se, sendo imitada por seu pai e ambos dirigiram-se para fora da cozinha.

– O que será que está acontecendo? – Murmurou Hanabi com a boca cheia de pão com queijo.

– Eu não sei... Mas não acho que seja da nossa conta. – Respondeu Neji fazendo careta de nojo para provocar a garota. Ela apenas botou a língua cheia de comida para fora da boca. Os dois começaram a rir e a conversar animadamente. Depois de alguns minutos, Hiashi e a filha mais velha entravam outra vez na cozinha.

– Neji e Hanabi, vistam-se formalmente e desçam em vinte minutos. – Ordenou o homem sério enquanto Hinata “voava” em direção ao seu próprio quarto para tomar banho e trocar-se. Os outros dois abandonaram o alimento e obedeceram sem questionar. Depois de 15 minutos estavam todos a caminho do prédio da Hokage.

No escritório, Tsunade enchia Gaara de questionários para saber se não havia algo a mais naquela história de casamento. O rapaz estava ficando levemente aborrecido com a desconfiança. Mas não a culpava, já que ele também desconfiaria se houvesse um kage querendo casar-se com uma de suas melhores Kunoiches, e ela nem precisaria pertencer a um clã de prestígio.

– Gaara-san... – Disse ela respeitosamente. – Entenda a minha posição diante disso. Você e eu não tivemos ainda a oportunidade de conversar muito sobre esse assunto desde a sua chegada. Apesar de você ter me comunicado com que propósito você estava aqui, eu ainda não entendi o porquê disso tudo.

– Não há realmente nenhum objetivo por trás do que estou fazendo, Tsunade-san. – Respondeu tentando ser o mais convincente possível, já que era verdade, mas sua expressão era vazia demais para a Hokage. – Meus conselheiros sugeriram que eu me casasse, sugestão com a qual não concordei a princípio, mas um dos anciões disse que seria bom se minha esposa fosse de uma vila aliada, para reforçar os laços. – Disse ele mentido sobre o Conselheiro ter sugerido qualquer Vila aliada, quando na verdade ele sugerira especificamente Konoha.

– Entendo... – Ela realmente entendia, mais ainda não aceitava e isso era muito óbvio para o Kazekage. – Veja bem, eu acho a intenção muito inteligente e plausível, mas é um método tão antiquado. – Gaara ficou chocado. Estava ouvindo de uma mulher de quase dez mil anos que ELE estava sendo antiquado. E o pior de tudo era que provavelmente ela estava certa. – Vocês são MUITO jovens e bonitos, têm muita coisa pela frente. Eu estou preocupada, não só por que Hinata é uma kunoiche maravilhosa e será uma perda terrível para mim, mas também por que eu não quero que vocês se arrependam depois. Até por que vocês não vão poder fazer isso. – Gaara já estava ficando de saco cheio. Quantas pessoas ainda iriam lhe passar esse mesmíssimo sermão? Apesar da chatice, a hokage estava sendo muito doce e parecia bem sincera também, o que deixou o ruivo bastante comovido e agradecido pela preocupação. – Hinata é uma menina muito esforçada. Ela lutou muito para que seu clã a valorizasse, seu pai a desprezava e lhe dizia que ela não era digna de ser uma hyuuga. Você quer mesmo tirar isso dela? – Argumentou Tsunade lembrando-se do que Kunerai lhe dissera sobre a menina.

– Eu não sabia disso. – Respondeu ele perplexo. Como alguém podia desprezá-la? – Não compreendo o porquê deste sentimento negativo em relação à Hinata-kun. – Mas depois de dizer isso, o ruivo lembrou-se dela no exame shunin e repensou a respeito do que acabara de ouvir. Se você olhasse pelo lado do patriarca Hyuuga, até que aquele desprezo fazia sentido.

– Hinata sempre foi uma pessoa muito boa e gentil, tinha medo de machucar as pessoas, por isso não gostava de lutar, o que a tornava fraca. – Respondeu recostada na cadeira bastante tensa, batendo as unhas cumpridas pintadas de vermelho-sangue sobre a mesa de madeira, fazendo um ruído que estava irritando o rapaz. – O que estou tentando dizer é que ela se esforçou muito para chegar onde está. Com certeza aquele Hyuuga arrogante a está forçando a isso. – O Kazekage observou que o foco da preocupação de Tsunade era a vontade de Hinata, isto fez com que a loira subisse no seu conceito, já que ela estava preocupada com um de seus soldados, outra coisa que ele observou, fora que a loira tinha alguma espécie de implicância com seu possível futuro sogro.

– Eu pensei nisso também. – Respondeu ele com um sorriso bem fraco para fazer com que a Hokage se acalmasse um pouco. – Conversei com ela sem a presença de Hiashi-san e ela conseguiu me convencer de que tomara a decisão sem a influência do pai.

Tsunade o encarou totalmente incrédula, mas dando-se por vencida. Ela conversaria com Hinata de qualquer maneira.

– Bem, de uma forma ou de outra, por que deve ser agora, tão cedo? – Perguntou como se na verdade não estivesse querendo saber.

– Surgiu uma situação que exige minha presença em Suna. – Respondeu querendo encurtar o assunto.

– Se precisar de auxílio, meus ninjas estão a sua disposição. – Disse ela um pouco preocupada.

– Muito obrigado, mas não é nada emergente. É algo que eu preciso fazer com minhas próprias mãos. – Gaara estreitou os olhos ao dizer isso, como se estivesse imaginando alguma coisa bastante sádica.

– Entendo. – Comentou a loira com um sorriso.

Depois disso ouviu-se alguém bater na porta do escritório da Hokage, era Shizune, que entrou depois de receber a permissão de Tsunade.

– Com licença, Tsunade-sama, só vim avisar que Hyuuga-sama chegou com as filhas e o sobrinho.

– Ótimo. – Respondeu sorridente ajeitando-se na cadeira. – Mande apenas Hinata entrar.

– Hai. – Ela disse retirando-se.

– Você se importaria, Gaara-san, se eu confirmasse com Hinata que ela aceitou isso sem pressão? – Ele estreitou os olhos, insatisfeito. Ela estava achando que ele mentira? – Mas saiba que, não é que eu não acredite em você, nesse caso eu não acredito nela. Hinata pode ter mentido apenas por medo da reação do pai se o casamento não se concretizar.

– Faça o que quiser. – Disse ele um pouco inseguro por dentro.

No encontro que tiveram na noite passada, Hinata não parecia estar sendo forçada a fazer nada e fora bastante convincente quando lhe disse que tomara a decisão por si própria. Mas por que ele tinha essa sensação horrível de que tudo podia se perder a qualquer momento? Talvez ela estivesse mesmo mentindo. Mas se fora mentira, pelo menos ele tinha certeza de que no mínimo ela gostara dos beijos que trocaram. Foi um encontro muito bem sucedido, ela não desistiria do casamento assim...

A família Hyuuga não levou muito tempo para chegar à torre da Hokage. Foram atendidos prontamente por Shizune. E ela já estava de volta.

– Hyuuga-sama, Tsunade-sama quer falar com a jovem herdeira. – Disse ela com um sorriso educado, enquanto Hiashi esboçava uma expressão descontente. – Acompanhe-me, por favor, Ojou-sama.

– Hai. – Respondeu Hinata sem muito entender, deixando para trás três Hyuugas com uma enorme interrogação em suas mentes... O que Tsunade queria com ela sem a presença da família era bem óbvio na verdade.

O clima ficara um pouco tenso no escritório de Tsunade depois da saída de Shizune. Ambos estavam em silêncio, aguardando a entrada da Kunoishe.

Depois de quase um minuto, ambos puderam notar a presença de alguém atrás da porta. Era Hinata que hesitava. Sabia que o Kazekage podia estar do outro lado. Como agir com ele diante da Hokage? Estava nervosa. Ela costumava fazer muitas burradas quando estava nervosa. Resolveu acalmar-se um pouco antes de bater. Respirou fundo uma, duas, três vezes.

Estava mais tranquila. Tocou a porta suavemente e logo ouviu a voz da Hokage permitindo que ela entrasse.

Sua reação ao deparar-se com Gaara não representou em nada o que ela sentiu por dentro. Agiu muito profissionalmente. Como sempre agia ao entrar no escritório de um Kage.

– Ohayou Gozaimasu, Hokage-sama, Kazekage-sama. – Disse ela inclinando-se formalmente, arrependendo-se de ter tratado Gaara como um Kage. Ele reclamaria disso mais tarde... Provavelmente...

– Hinata, sempre um exemplo de educação. – Comentou Tsunade com um suave sorriso vermelho, levemente irônico. – Sente-se, por favor. Quero conversar com você.

– Hai. – Respondeu ela, dirigindo-se à poltrona bem ao lado de Gaara, que não dissera nada até aquele momento.

– Ohayo, Hinata. – Disse ele simplesmente. Ela lhe respondeu com o belo sorriso do dia anterior, o que fez com que Gaara se sentisse mais seguro. Ele sorriu de volta, mas não com a mesma intensidade, claro.

– Sabe por que você está aqui, não sabe? – Perguntou Tsunade, reclinando-se para frente, com o rosto em suas pequenas mãos e seus cotovelos apoiados sobre a mesa, olhando para os documentos que seriam necessários para o processo encima da mesa, como se não estivesse muito interessada na resposta. Ela queria ir direto ao ponto.

– Suponho que sim...

– Hum... É claro que tem a ver com seu casamento com Gaara-san. – Disse Tsunade olhando para a menina que não estava entendendo muito bem o porquê da delonga. – Mas eu estou preocupada, Hinata. Eu não tenho certeza se é isso mesmo o que você quer... Ou se é o seu clã que a está obrigando a fazer isso.

– Não, Tsunade-sama. Meu clã é totalmente... – Disse ela automaticamente, quase falando o que não devia, interrompendo-se por alguns segundos. – Totalmente... isento desta decisão...

Gaara e Tsunade a encararam descrentes. Ficara óbvio que ela estava ocultando alguma coisa. Hinata, portanto decidiu ser franca.

– Na realidade... – Suspirou ela. – Meu clã é contra esse casamento. O conselho reprovou a proposta antes mesmo de ser discutida.

Os dois Kages surpreenderam-se. O que a Hyuuga acabara de dizer era bastante inesperado.

– Como assim o clã Hyuuga é contra? Achei que seria conveniente. – comentou a loira.

– É totalmente fora de cogitação ter um membro do clã Hyuuga vivendo fora dos limites do território do clã. Muito menos em outra vila, em outro país. – Explicou a jovem. – Isso poderia colocar em risco o segredo do Byakugan.

– Então vocês estão desobedecendo ao seu clã. – Concluiu Gaara. Hinata estava meio cabisbaixa. Ela não devia ter dito aquilo. Mas talvez fosse melhor assim. Deste modo ela podia conseguir o apoio de ambos.

– Qual seria o motivo disto? – Perguntou Tsunade muito intrigada. – Você parecia gostar de Neji. Vocês não iam se casar?

– Isso era para ser confidencial. Como todo mundo sabe disso? – Murmurou ela sorrindo com um pouco de humor. Gaara ficou um pouco tenso em seu assento. Então o que Temari dissera era verdade. – Estávamos nos adaptando à ideia, – Continuou ela. – mas era um casamento arranjado. Nada além de negócios. Nossos sentimentos não foram levados em conta de uma forma ou de outra. Casar-me com Neji e tornar-me a líder Hyuuga é o melhor para o meu clã. Mas casar-me com o Kazekage e deixar minha vila é o melhor para minha família.

Os dois Kages ficaram um pouco perplexos com o discurso insensível dela, referindo-se ao casamento como um negócio. Não era o que qualquer pessoa esperaria dela. Mas o que eles realmente não estavam entendendo era: como desobedecer às regras do clã podia ser bom para a família dela?

– Você quer nos contar mais a respeito? – Hinata olhava insegura para os olhos cor de mel da Hokage. Seria muito grosseiro da parte dela dizer diante de Gaara que estava tentando proteger a irmãzinha das mãos dele?

Já havia passado quase meia hora desde que Hinata entrara no escritório de Tsunade-sama. Hiashi estava ficando aborrecido com a demora. Não era comum fazerem o patriarca do clã Hyuuga esperar. Hanabi estava bem entediada, volta e meia Neji lhe cutucava discretamente para que tomasse uma postura ereta na poltrona da sala de espera, que a princípio, durante os primeiros cinco minutos lhes parecera suficientemente confortável.

Hiashi ficava cada vez mais preocupado. Era bem provável que aquela velha fofoqueira estivesse transtornando o honrado Kazekage com perguntas tolas a respeito da situação. Com toda certeza ela estava naquele exato momento tentando convencer sua filha a desistir do casamento, colocando em sua cabeça ideias feministas e irresponsáveis que levariam tudo a perder.

Com tanta coisa em sua mente, o homem sequer escutara Shizune chamando-lhe, até sentir Neji tocando-lhe com o cotovelo.

– Perdoe-me. – Disse ele prontamente, disfarçando o constrangimento. – Estava me chamando?

– Sim, Hyuuga-sama, Tsunade-sama os aguarda.

Hiashi levantou-se, ignorando o sorriso da assistente de Tsunade e seguiu rumo ao escritório da Hokage, sendo imitado pela filha e pelo sobrinho.

O coração de Gaara estava tranquilo depois da longa conversa que tivera com a Hokage e com Hinata. Agora ele sabia que podia voltar para sua Vila e resolver seus assuntos, pois nada iria atrapalhar seus planos. E ele não pensava mais no quão benéfico aquele casamento seria para sua vila, mas no que ele traria para sua vida, como iria evoluir como pessoa.

– Então você está realmente segura do que está prestes a fazer, Hinata? – Perguntou Tsunade com aquele olhar feminino, mas penetrante, enquanto os três podiam ouvir alguém bater na porta.

A moça sorriu confiante e respondeu: “hai”

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