Doce Red
29 Morte, Carlos
Notas iniciais
Afundo os dedos em seu pescoço, o golpeando contra o chão frio, ela sufoca meio a um grito. O corpo fica mole sob mim. Inspiro em seu pescoço, expirando lentamente enquanto afasto as pernas, desço o zíper da calça e me enfio na intimidade com brusquidão, minha cabeça gira, os movimentos apressados, afobados. Como pleitear, tudo tem de ser perfeito. Olho para Red, seu rosto petrificado numa expressão de dor e agonia, nenhum som ou ar saindo dos lábios abertos, os olhos arregalados, a pele mais pálida. Começo a suar frio, minhas mãos tremem, ela está morrendo, seu interior se fecha contra mim e sei que ainda não morreu. Está sofrendo. Não paro os movimentos da pélvis, enfiando mais forte e mais rápido a cada instante, ofegante, meu peito pesado afundando, minha cabeça, tateio o chão atrás de algo, qualquer coisa, preciso, preciso. Tudo está escuro e cinza, algo marrom em minhas mãos, uma lasca, passo o dedo sobre, esta afiada, muito afiada. Inspiro profundamente.
— Eu amo você. — Sussurro próximo ao rosto. Passando num movimento certeiro e brusco a ponta sobre o pescoço fino.
Alguns segundos passam e filetes de sangue escorrem pela pele, o fluxo aumenta. Red morre.
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