Doce Red
19 Alternância, Red
Notas iniciais
— Carlos! — Chamo alto do quarto, os pés pra cima da cama, movendo os dedos em uma dança.
— Sim? — Responde após algum tempo, parando no batente da porta, com um pano nas mãos.
— Vamos ter um bebê. — Arregalo os olhos, como não pensei nisso antes? — Vamos ter um bebê! — Determino, girando o corpo e caindo no chão, levantando rápido e batendo as mãos contra o tecido que um dia foi um vestido.
— Vá dormir, Red. — Vai para fora, corro até ele, o agarrando pelo pescoço e pendurando em seu corpo, dou um beijo lento em sua orelha, enroscando as pernas contra seu corpo.
Ele não responde, se vira, sua mão pousa em minha perna e a apertar, desliza até o tornozelo, volta a pressionar, desta vez violentamente, franzo a sobrancelha, confusa.
— Pretende pagar o custo como?
— Besante, pequenas rodelas da coleção de papai. — Tento me livrar de suas mãos, ele não solta, aperta mais, sinto dedos furando minha pele, prendo um grito.
— Não foi deste que me referi. — Sua voz baixa, rouca. Desço, com uma perna ainda esticada, caio, ele não solta.
— Carlos...
— Vamos brincar Red, não era o que queria? — Tremo.
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