Doce Realidade
5 Gosto amargo da verdade
Notas iniciais
O choque de realidade falado. Pode ser forte. É censurado muitas vezes. As pessoas esperam que quem erra, entenda seus erros sozinhos. Mas poucas vezes isso acontece.
Esse choque pode ser dolorido. Escarlate sentiu horas depois antes de dormir na manhã seguinte, a dor do que falou. "Eu não devia ter feito isso", repetiu ela várias vezes esperneando e apertando as próprias bochechas.
Algumas pessoas sentem isso a sí mesmas, outras deixam passar.
Algumas pessoas sofrem decepções, que mudam tudo em sua vida, até a maneira de responder ao coque de realidade.
Por incrível que pareça. Adriana e Ju não se afetam nem um pouco.
Ju, na mesma hora, mas na sua própria casa, está jogando roupas para dentro da caixa para agasalhos, para levar para a escola.
Não fazia isso por amor ao pobres ou algo parecido. Era apenas pois sua família fazia isso e era uma realidade montada a anos a ela.
"Que garota, eu sou mesmo assim como ela disse, e espero que ela entenda, o que eu fiz de tão errado?", Julieta não tem muito dinheiro e não ganhava mesada. Deixava transparecer que roubada dinheiro da sua mãe, mas devolvia com uma hora de trabalho extra na loja da família.
Ela pensará em se vingar dela. Mas aquilo, percebia, que mesmo Escarlate sendo uma absoluta "vadia desgraçada" como ela pensará, ela merecia um agradecimento.
"Que droga". Comendo uma pizza perto das amigas no dia seguinte. Julieta, ou Tifanny, como apelido pela personagem de O Lado Bom Da Vida, na qual ela usava trechos do livro e do filme para falar conselhos ao grupo, enviou uma mensagem desesperada de desculpas para todas elas. Naquele momento ela nem ligou se foi madura ou não.
Adriana foi a que mais achou nojo da situação. No caminho para casa, bateu no portão do namorado e deu um belo chute no membro onde se urina masculino.
Voltou naquele dia, no encontro de pizza no colégio. "Serviu de aviso", pensava ela que não deveria mais confiar em nenhum garoto. Nem mesmo nas suas amigas, aquelas que não falam a verdade, essas garotas, por exemplo, não incluíam Escarlate.
Manuela explicou a situação chorando por horas. Que ela havia saído com ele antes de Adri namorar com ele. Mas o achou velho e despediu dele na semana seguinte. O qual ele voltou. As duas concordaram que ele fazia promessas. Jurando que iria ficar com elas e elas seriam únicas. E com gargalhadas as duas voltaram para casa.
Não era tão feliz assim.
Escarlate, parecendo mais feliz. Viu o grupo temeroso em relação a ela.
– Vocês devem me achar a pior agora.
– Aha. — Falou Adri nervosamente.
– Dedo duro e tudo mais. — Ana clara, deixou passar. Acudiu Marcela no seu leito de tristeza naquele mesmo dia e no fim entrou para a discussão.
Escarlate enrolou o cabelo em um coque. — Minha paciência estourou. Eu queria vocês como amigas. E eu nunca podia dar nenhuma opinião.
Com gentileza todas, verdadeiramente, falaram em como aquilo fez elas se sentirem. A decepção doiria por semanas. Mas pelo menos, as personalidades foram expostas. E a verdade que ninguém é perfeito surgiu.
Ninguém mesmo.
Nem o protagonista de uma história.
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