Doce Realidade
6 Suspeitos carentes
Notas iniciais
Por medo das partidas, tem gente que não deixa ninguém chegar.
"Será que isso significa algo?".
Escarlate está ao lado de Marcela, no carro de sua mãe, quando o feed se atualizou e Adri postou uma foto de nuvens com essa frases.
Atualmente feed, e fotos das outras pessoas podem não ser nada.
Mas as lista de músicas delas sim. Escarlate foi visitar o perfil da amiga e descobriu uma única música postada.
Falava sobre sexo em um bar e pessoas bêbadas. Nada muito insinuante.
– O que vocês fizeram na escola hoje?
– Nada muito bom. Nova matéria de matemática, Tia. — Marcela não sabia como se portar na frente da empresária bem sucedida e bela mulher a sua frente. Que Tia virou o nome da mãe da amiga.
– Tem prova amanhã?
– Tem sim, Tia. — Com um olhar de frieza de Escarlate, Marcela levantou seu ombros e levantou as mãos com um símbolo de "Estou desarmada, não me mate".
– Valeu, agora vou estudar. — Escarlate abriu a janela com o botão automático do banco da frente para que o vento desgrenhasse o cabelo da amiga.
Um grito agudo, um chamado raivoso e um riso seguiu no mesmo instante.
Chegaram em casa, depois de darem carona para Marci. Subitamente as duas, mãe e filha, sentaram uma a frente da outra com o rosto concentrado nos livros.
Uma hora mais tarde mãe tocou o ombro da filha com a caneta.
– Quer um café? Vou dar uma pausa.
– Um achocolatado.
– Você precisa de café. — Falou a mãe sorrindo.
– Não sou viciada como você. — Falou em um tom irônico, sem parecer bravo.
Desbloqueou a tela do celular. Várias mensagens carinhosas de Lorenzo. O que deu raiva em Escarlate. Respondeu todas gentilmente. Sem parecer melosa demais.
Olhou para a tela. Surpresa, ele mudou de foto. Abriu a foto dele e aumentou um pouco.
Receosa, percebeu que ele havia mudado um pouco. Sobrancelhas grossas ainda pareciam ele parecer um galã de novela. Uma das coisas que a fez ficar orgulhosa por ele querer falar com ela. No fim, ele podia ser até um mocinho, pois nunca foi um mal amigo. Mas mocinhos não existem.
A mãe voltou. Os números, as decorebas e a dor de cabeça voltaram.
Seu pai havia ligado para sua mãe. Ele conversou com elas pelo viva voz por 5 minutos. Ele havia marcado um passeio com todos para comemorar a formatura da sua namorada, que cursava direito. Não a odiava completamente.
Olhou para a mãe quando ela tocou a tela para desligar o celular lentamente. Nunca diria algo como o choque que deu em suas amigas. Nem seu pai.
Mas e Lorenzo?
Ele comeu, mastigou e regurgitou seus sentimentos. Mesmo não sendo tão forte assim, ele havia prometido tanta coisa a ela. Que no fim, até suas amigas tinham se apaixonado por uma pitada dele.
Ela ligou para ele. Ele atendeu falando que tava ocupado.
– Só vim te avisar. Eu não sou seu plano B.
Desliguei rápido. Ela pensou:
"Deve ser assim que mamãe se sentiu ao ver papai a traindo".
"Pelo menos, eu acho, eu tenho ela."
E Joice, ao descobrir o caso de seu marido. Pegou o carro do marido e foi até a creche de Escarlate.
Abraçou a filha por minutos.
– Que foi mamãe?
– Você é tudo que eu preciso, filha.
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