Doce Realidade
3 Beijos Enganosos.
Notas iniciais
A chuva prevalesse. Um pingo de cada vez. Um goteira assombre o silêncio da casa. Cada pingo dentro do balde colocado perfeitamente no local. Faz Escarlate ter mais dor de cabeça. Mas ela precisava estudar.
"Quero escutar músicas", até seu corpo pedia para ver os novos lançamentos, ou apenas ouvir muitas vezes aquela música.
Todos tem aquela música que te faz pensar em todas as coisas que você já fez. Aquela música, que podemos não entender a tradução. Sua melodia já nos conquista.
Um toque no interfone. Dois toques. Escarlate já atende antes do terceiro.
– Alô.
– Um grupo de jovens, diz ser convidados para ir na sua casa.
– Ahm...
– Você quer que eu deixe entrar?
– Eu vou aí, tchau.
Seu halíto não estava nada bom. Mas nenhum deles iria se importar.
– Oi.
Era Ana, sua amiga de olhos verdes e com um sorriso enorme. Ela estava com um garoto. Um garoto alto com uma franja chegando ao seu nariz.
O que você faria se sua amiga queria um dia inteiro com um garoto desconhecido. Ela deixou uma mensagem ao pegar o ônibus para Ana; "Tudo que vocês sujarem, você vai lavar. Até meus lençóis"
Mandou uma mensagem para Lorenzo, precisava relaxar.
Soltou os seus cachos e esperou Lorenzo na parada de ônibus na frente do seu trabalho, no lugar combinado.
Desistiu e foi em um Petshop, animais com olhares tristes que lambiam os vidros por atenção faziam parte da sua infância. No entanto, os petshops agora, só tem rações absurdamente caras e alguns peixes em vidros miudos,
Viu um casal a alguns metros de distância, a garota era alta e risonha. Usava um vestido floriado que sua mãe adorava usar.
O garoto de moletom olhou para o relógio e com uma voz alta.
–A...Droga..- Deu um selinho na menina. — Te amo, amor. — Correu rápido atrás do ônibus.
"Ele deve ter corrido para não perder o ônibus", pensou correndo o olhar junto ele.
Subitamente a garota riu sozinha. Escarlate se viu comovida e sorriu pensando na cena.
Voltou a parada de ônibus, Lorenzo estava ao seu lado.
– Princesa.
Ela não se mexeu, ele usava o moletom roxo igual ao menino de antes.
Ele era o menino de antes. Se ela não estivesse sem lente teria visto.
Ele olhou para ela e beijou sua bochecha.
– Vi sua mensagem a pouco.
Beijou sua boca. A boca de Lorenzo era carnuda e ele sabia deixar uma menina fez. Ela não mexeu os lábios. Mas não chorou. Nem falou nada.
Apenas deu um beijo na sua bochecha e andou de mãos dadas com ele.
"Você vai ver só" pensava ela.
Todos os garotos que conhecia amavam beijar. O beijo era melhor que qualquer garota. Não importa quantas passem no seu caminho. Quanto mais vezes os adolescentes ficavam, significava que eles se destacavam. Para ela, isso era comum.
A tal traição.
A carência.
A dor disfarçada.
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