Doce Pecado

30 Vídeo vergonhoso & Jantar decisivo


Notas iniciais
OIiiii... Kely,aqui! Pois é, eu de novo, tão cansados de mim já, né? Kkkk Se estiverem , para a alegria de vocês os próximos dois capítulos serão postados pela Julie... E sei que estou um pouquinho atrasada, foi mal gente, estava com o braço enfaixado, quase impossível escrever.... Bem, boa leitura... P.S.: Desculpem minha péssima criatividade para colocar títulos nos capítulos, prometo que um dia eu vou melhorar, juro!

— Tá maluca, Sam? Eu queria ficar longe desse homem, e não vir pro apartamento dele! – Melanie disse exasperada, assim que estacionei em frente ao apartamento do Austin.

— Calma. Eu vou subir lá, não você! – Revirei os olhos, Melanie é tão dramática. Austin realmente é um descarado, mas só pediu um pouquinho de sexo, não precisava ela estar surtando assim, mas é óbvio que a puritana nunca iria trair o maridinho gostoso dela.

— O que você vai fazer com ele?

— O que você não quer fazer! – Disse e Melanie empalideceu, não segurei uma risada.

— Você vai transar com ele? – Perguntou incrédula.

— Não. Quer dizer, mais ou menos. Me espera ali naquela lanchonete! – Apontei para o estabelecimento em frente ao prédio, e saímos do carro.

— Ainda estou com a impressão de que conheço esse carro! – Melanie parou na calçada, e se virou para o automóvel.

— Você não deve ter comido nada hoje. Coitadinha, já tá delirando, vamos logo! – A arrastei para a lanchonete, Melanie está suspeitando do carro desde que o olhou pela primeira vez.

— Tem certeza que vai dar certo? – Perguntou apreensiva, se sentando em uma das mesinhas.

— Claro que sim, sempre fui ótima em fingir ser você. Fica aí! – Disse e saí da lanchonete, deixando-a lá, nervosa.

Enquanto vínhamos, Melanie me explicou que o canalha estava a ameaçando, e como é um assunto que me interessa, decidi ajudar. Ele vai me pagar, sei exatamente o que fazer. Passamos também num salão, para alisar meu cabelo e trocar nossa roupa, Austin não desconfiaria.

[...]

Me abaixei, dando beijinhos em seu tórax, enquanto minha mão passeava por seu membro já completamente ereto.

— Nossa, Mel! – Ele estava ofegante, vermelho – Pra quem não queria você está bem animadinha! – Austin riu, e agarrou meus cachos... Quer dizer meus fios lisos, força do hábito – E melhorou muito desde a última vez que estivemos juntos! – Descarado.

Atendendo a seu pedido, abocanhei seu membro com desejo, passeando minha língua por ele todo. Após alguns segundos seu membro estava completamente endurecido, pulsando, suas veias estavam saltadas. Assim que senti que ele iria gozar...

— AIIII! – Ele deu um grito estridente e eu me levantei desamassando a roupa. Sorri provocante para ele, limpando a boca com a palma da mão. Dei nele a mordida mais forte que consegui, o coitadinho estava encolhido, gemendo na cama.

— E aí, querido? Sentiu falta de mim, não é? Após nossa tórrida noite, tenho certeza que sentiu! – Sentei na ponta da cama, ainda rindo, ele se contorcia gemendo.

— Sam? – Disse baixinho. Eu acenei com a cabeça ainda sorrindo provocativa, confirmando sua pergunta. – Vadia! O que você tá fazendo aqui? Eu falei para que a Melanie viesse!

— Seria uma pena... Se eu me importasse com algo que você fala! – Disse o empurrei na cama, sentando sobre sua cintura e apertando seus pulsos na cama.

— O que você quer? – Grunhiu tentando se livrar do meu aperto. Mas essa era uma coisa que Austin nunca engoliu, minha força.

— Quero que deixa minha irmã em paz! – Disse. Era tão estranho falar ‘’minha irmã’’, soava estranho para mim.

— Desde quando se importa com ela? – Ele riu irônico, me provocando.

— Isso não te interessa. Deixe-a, é uma ordem! – Disse e saí de cima dele – E também quero que se afaste de Freddie, não quero você perto dele!

— Protegendo seu amante? – Riu, se levantando e vestindo sua cueca.

— Todos tem que se proteger do seu veneno! – Andei até o outro lado da cama, pegando minha bolsa e a chave do carro.

— Você deveria ficar feliz, se Melanie aceitar ter um caso comigo, tem a probabilidade do Freddie descobrir. Ou se eu contar pra ele o passado da santinha, também estará tudo a seu favor! – Ele disse me fazendo parar a caminhada até a saída.

— Não quero Freddie metido nisso!

— Problema seu. Ele vai saber! – Austin disse, me fazendo parar – Eu dei meu preço a Melanie, mas a única coisa que ela fez foi ir correndo pra debaixo das suas asas. Agora, Freddie vai saber!

— Não vai, não! – Me virei com um sorriso no rosto – Olha, eu não queria ter que usar isso, mas com você tem que se jogar sujo! – Andei até a TV posta em frente a cama e revirei minha bolsa, tentando achar o Pen Drive.

— O que você tá procurando? – Perguntou desconfiado.

— Austin, você lembra quando viajamos pra Eslováquia, no seu aniversário? – Perguntei e ele assentiu, ainda não entendendo. – E fomos naquela casa de Strippers? – Indaguei sem esconder uma risadinha.

— Sim! – Percebi que seu corpo ficou rígido. Mesmo negando, eu sei que ele lembrava.

— Pois então deve se lembrar da nossa noite. Como devo dizer?... Animada! – Ri, provocando-o.

— Você tá blefando! – Ele disse e se aproximou de mim, temeroso.

— Não estou não! Está tudo aqui! – Finalmente consegui achar o Pen Drive. Não sei porque ele estava dentro da minha bolsa, achei que tivesse perdido. Vi hoje de manhã, talvez fosse um sinal.

— Eu não acredito que você ainda tem isso. Você só pode ser muito perturbada mesmo, garota! – Disse ele, incrédulo.

— Aproveite o show! – Apertei o play no controle remoto e a gravação começou a rodar.

— DÁ PRA TIRAR ESSA PORRA? – Se exaltou, indo em direção a TV. Fui mais rápida e entrei em sua frente.

— Calminha, Aus. Não gostou de relembrar nossa noite? — Ri, provocando-o.

— SUA VADIA, VOCÊ DISSE QUE TINHA JOGADO FORA ESSA MERDA!

— E você acreditou? Tadinho! – Debochei, ele estava vermelho de raiva.

— Vagabunda! – Sussurrou entredentes, cerrando os punhos.

— Olha, só... Vamos assistir nosso pornôzinho caseiro. E é melhor me tratar bem, se isso cai na mão do seu pai, eu ainda lembro como ele era contra essa... Raça! – Debochei e ele me olhou carrancudo. Me joguei no sofá, vou apreciar nossa filminho – Nossa, ele era bem grande, né? Você deve ter ficado bastante largo! – Provoquei e ele se jogou no sofá, cobrindo o rosto com as mãos, agora angustiado.

Após alguns minutos, o vídeo acabou. Eu havia me divertido tanto nessa viagem, só não esperava a aventura sexual que tivemos. Lembro que eu havia acabado de completar 18 anos e para comemorar fomos em uma boate muito badalada na Eslováquia. Após alguns drinks depos, Austin e eu já estávamos bem animados, éramos jovens, alguns goles de tequila e já estávamos completamente loucos. Quando decidimos voltar para o hotel, encontramos dois homens na saída. Um loiro e outro negro, os dois bastante altos e fortes. Eles se mostraram bastante interessados em mim, pelo menos foi o que eu achei.

Como já estava bêbada, não demorei pra aceitar um convite indecente vindo da parte dos homens, que se não me engano, se chamavam Carl e Jonathan, ambos canadenses. Logo fomos para um motel, dançamos, bebemos mais, estava bem divertido, até começar a esquentar. Admito que mesmo bêbada, estava com medo, eu estava a mercê de três homens, eles iam acabar comigo. Um deles me tascou um beijo, correspondi imediatamente, seria muito divertido. Pena que minha bexiga estava estourando, eu precisava ir ao banheiro.

Demorei pouco tempo mais do que o necessário, finalmente depois de minutos eu havia tomado coragem. Saí do quarto animada, seria uma aventura inesquecível. Só que por ‘’inesquecível’’ eu não imaginava que ia ser aquela cena.

Austin, Carl e Jonathan estavam na cama, ambos nus, se chupando, foi um choque sem comparação. Austin estava de quatro, chupando o mestiço. Sem tempo para raciocinar direito, saquei meu celular no bolso da calça, eu precisa assistir aquilo outra vez, para saber que não estava delirando, ou tendo um pesadelo.

Meu queixo caiu ainda mais no chão quando o moreno de dois metros de altura se posicionou atrás dele, penetrando-o com brutalidade. Não aguentei mais e desliguei a gravação, voltando para o banheiro. Aquilo não podia ser possível.

Bem, no outro dia ele não se lembrava de nada, viu o vídeo e teve um misto de reações, nervosismo, vergonha, inquietação... Ele pediu pra mim apagar a gravação, mas por algum motivo, não apaguei. E então voltamos para casa, e o assunto morreu... Até agora!

— Já me diverti bastante, agora estou indo. Deixe a Melanie em paz, e suma dela e do Freddie, ou todo mundo vai receber esse videozinho de presente. – Disse e segui até a porta, pronta para sair.

— Ainda não acabou, Puckett! – Escutei Austin falando assim que bati a porta. Não me importo com as ameaças desse babaca.

Desci até a sorveteria onde tinha deixado Melanie. Fomos para sua casa, eu a deixei lá. Encontrei também Freddie por lá, ele estava meio bravinho por ter ficado sozinho lá. Com uma explicação vaga, saí da casa deles e peguei um táxi.

Esse turbilhão de sentimentos me atingindo, estou tão nervosa. Acabou, que quando Ryan disse aquilo, sobre ser bom pra mim se Freddie e Melanie brigassem, ele tinha razão. Isso foi tudo o que eu sempre quis, então por quê impede?

Tem um bebê a caminho, se eu falasse que o filho é do Freddie, Melanie iria descobrir e largar ele pela traição. Ou talvez, se eu contar, ele queira ficar comigo.

Eu não sei. Eu sempre quis que Melanie sofresse, e isso seria o ápice da minha vingança... Freddie deixaria Melanie e ficaria comigo, ela iria sofrer. Acontece que, talvez ele também sofra. Talvez se sinta obrigada a ficar comigo por causa do bebê, mas não tenha esquecido ela. A verdade é que eu achei nossa conversa sem coerência. Ele disse tantas coisas... Que eu era apaixonante, que queria fazer comigo. Freddie é estranho, disse que não estava apaixonado por mim, mas me faz um ‘’convite’’ daqueles.

Enfim, a vingança perfeita está em minhas mãos, mas estranhamente, não estou bem com isso. E também não estou mais com aquela ideia de ficar com Ryan. Só porque eu vou ter um bebê, que aliás, ainda é só uma sementinha, não significa que tenho que ficar com o Ryan.

Estou grávida de poucas semanas, minha barriga vai demorar a aparecer, não quero revelar minha gravidez agora. Na verdade, não quero um filho, gosto da minha vida sem limites, sem obrigações. E também, meu pai é careta demais, não duvido nada que ele queira que eu me case. E esclarecer quem é o pai do meu filho vai ser complicado. O certo seria falar que o filho é do Ryan. Mas e se o moleque nasce com a cara do Benson? Eu não sei, o bom é que eu vou ter um tempo até decidir o que fazer.

[...]

— O que você quer? Dá pra parar de rodeios? Fala logo! – Bufei, me jogando no sofá. Pam estava me alugando desde que cheguei em casa, fazendo perguntas estranhas, ela parecia tansa

— A Vivian estava limpando seu quarto hoje, e ela encontrou algo muito interessante. Isso não te lembra nada? – Me sobressaltei no sofá ao ver o pequeno objeto que ela segurava – Tem algo para me contar, Sam? Você está grávida? – Perguntou subitamente, sem expressão e soltou o palitinho ‘’positivo’’ na mesa.

Merda!

— Estou! – Respondi apreensiva. Agora não tem o que fazer, é melhor admitir de uma vez.

— Eu não acredito nisso, Sam. Sinceramente, não acredito que essa seja a minha filha! – Ela se sentou no sofá com a cabeça apoiada nas mãos, apoiadas pelos cotovelos – Esse bebê é filho do Freddie? Por favor, Sam... Por favor, não me diga que só engravidou por causa dessa vingança estúpida?

— Não. Claro que não, foi um acidente! – Respondi incrédula. Não teria coragem de levar tão a sério, não a ponto de engravidar.

— O filho é do Freddie? – Repetiu a pergunta.

— Não. Quer dizer, na verdade, eu não sei! – Respondi hesitante, não esperava ter essa conversa, não agora.

— Como assim? – Ela ergueu a cabeça, me encarando seriamente.

— Ryan também pode ser pai do bebê!

— E assim será! – Pam levantou-se do sofá, andando de um lado para o outro, pensativa.

— Quê? – Perguntei sem entender.

— Esse bebê terá o pai que ele tem que ter!

— Não estou entendendo!

— Estou dizendo que esse filho será de Ryan, quer você queira, ou não! – Pam disse, praticamente gritando. – Você não vai estragar o casamento da sua irmã!

— Você não pode me obrigar a fazer isso. O bebê pode ser do Freddie, também!

— Não pode, não. Você vai esquecer essa aventura com o Freddie, e se dedicar a Ryan, que é o pai do seu filho! – Ela disse com firmeza, estava praticamente me ameaçando. – Pela primeira vez na vida, não vou deixar você me desobedecer!

— Sendo assim, eu acho que vou subir agora mesmo e ligar para o Freddie, ele tem que saber que vai ser papai! – Ameacei sair da sala e ela segurou meu braço, me impedindo de sair.

— Você não vai a lugar nenhum. Ou melhor, vai sim, vai ligar para o Ryan conversar com ele sobre a gravidez! – Puxei meu braço, mas ela continuou apertando-o. – Depois, vamos marcar um jantar para contar a novidade para a família!

— VOCÊ NÃO MANDA EM MIM! – Gritei e ela me olhou com mais raiva.

— Mando sim, mocinha!

— Não manda, não. Me solta, você tá me machucando! – Soltei meu braço num puxão. Não duvidaria se nos atracássemos aqui mesmo, minha relação com Pam nunca foi muito pacifica.

— Sam, vou deixar só uma coisa muito bem clara. Se você não fizer o que eu estou mandando, sua passagem para a Europa será comprada agora mesmo! – Seus olhos saiam faísca, eu não duvidaria nada se ela me matasse e me enterrasse no jardim para não estragar a felicidade da perfeitinha.

— E se eu virar as costas agora, ir para o meu quarto e ligar para o Freddie contando a novidade? – Debochei, provocando-a. Mas para minha surpresa, ela riu.

— Sabe o que vai acontecer se você falar que o bebê é filho do Freddie? Talvez ele fique com você, e a Melanie sofra, assim como você quer. Mas talvez ele só fique com você por causa da gravidez, por pena, ou só assuma o bebê. A Melanie, talvez perdoe o caso de vocês e eles continuem juntos, minha filha tem um coração bom. E ainda tem o Ryan, se coloque no lugar dele, e pense na decepção assim que ele souber que a mulher que ele ama, está grávida de outro homem. E isso, sem falar no seu pai, você sabe que ele vai ter um infarto se souber que você se envolveu com o marido da sua irmã, não sabe? Pense na decepção que vai dar para toda nossa família! – Ela disse sem pausa. E admito, jogou muitas verdades na minha cara. Freddie vai sofrer. Melanie vai sofrer. Ryan vai sofrer. Papai vai sofrer.

Não sei o que fazer.

— Marque o jantar. Vou subir para o meu quarto! – Disse em voz baixa e comecei a subir as escadas. Não tem jeito, tenho que encarar.

— Eu já marquei, Sam. Sabia que tomaria a decisão certa. Será hoje à noite, quanto antes melhor! – Pam disse e eu me virei. Então tudo aquilo foi por nada. Ela só queria me fazer admitir que ela estava certa.

Sem responder, subi para o meu quarto. Fechei a porta, desabando sob o chão assim que a tranquei. Não tenho certeza, mas acho que passei horas encostada na porta desse quarto, deixei todas as lágrimas que estavam presas, caírem. Eu nunca imaginei que isso mexeria tanto comigo.

E o mais impressionante, é que mesmo com tantos problemas, o que mais me preocupa é machucar um certo moreno de olhos cor de chocolate hipnotizantes. Mesmo que involuntariamente, algum dia ele saberá que eu só me aprovei dele.

Levantei, praticamente num arrasto, meu corpo estava doido. Me olhei no espelho, eu estava horrorosa, meu rosto estava extremamente inchado, praticamente um pimentão. Fui para o chuveiro tomar um banho gelado para ver se ajudava. Quando saí do banho percebi um volume em cima da minha cama, me aproximei e percebi que era um vestido. Provavelmente para a droga do jantar, o vestido era todo rendado, delicado, de cor clara, eu nunca usaria com toda certeza, também vinha acompanhado de um sapato bege, básico.

Após alguns minutos, respirei fundo e saí do quarto. Estava na hora.

Era a decisão da minha vida, ou eu me entregaria de vez para o Ryan. Ou estragaria a vida da minha irmãzinha para sempre, e em grande estilo, seria tão bonito de se ver.

Não sei se teria a coragem necessária para escancarar na frente de todos. Pela olhada que dei na sala, estão aqui Melanie, Ryan, Freddie, até o carma do Austin está aqui, mesmo depois da ameaça ele parece firme, mas esse não era meu maior problema no momento. E isso sem contar no resto, vovó estava aqui, tio Carmine e o primo Chaz também. Ah, a insuportável da Sra. Benson também está aqui, o porquê eu não faço a mínima ideia.

Pam fez questão de chamá-los também. Mesmo que eu odeie admitir, ela me conhece, sabe que eu não teria coragem de fazer um escandá-lo na frente de todos.

Ou será que tenho?

Bom, não tenho tempo para pensar, tenho quase certeza de que escutei meu nome ser chamado... É a hora, a escolha que mudaria minha vida.

Notas finais
E aí? Gostaram? Vamos ter um jantar no próximo capítulo... Ou seria um ‘‘barraco’’? kkkkk Sei de nada, te vira Julie! Hahaha Sobre o Austin, e a viagem... Peguei pesado? Qual é? Todo mundo tem um ‘’Passado me condena’’ Hahaha Quis zoar um pouquinho com o Austin, consegui? Kkkkk Comentem, hein? Bjos...