Doce Pecado

40 Você precisa me ouvir...


Notas iniciais
Hey, girls!!! Julie aqui... Mil perdões pela demora!!! Aqui teremos alguns trechos de duas músicas de Lifehouse que usei para escrever esse capítulo: Usei Hanging Bya A Moment para escrever o momento Celanie. E Blind para escrever o momento Seddie. Espero que gostem do capítulo. Boa leitura!!!

2 meses depois...

P.O.V Do Freddie

Juro que não podia estar mais arrependido, e isto está me matando por dentro. Me sinto destruído, devastado, incompleto... Sim, está faltando uma parte de mim, uma parte que me completa por inteiro, que me tornará o homem mais feliz desse mundo.

Preciso tê-la de volta. Minha Sam, a mulher mais importante para mim nesses últimos tempos, a mulher que está carregando meu filho, a mulher que bagunçou o meu mundo, que mexeu comigo de diversas formas, me atiçando, me enlouquecendo. A mulher pelo qual estou completamente apaixonado.

Como pude ser tão burro? Como eu pude ser tão idiota? Se arrependimento matasse, juro, já estaria morto.

Não estou mais apaixonado pela Melanie, aliás, nunca fui. E nem me sinto atraído por ela. Já cansei de fingir que sinto algo, que ainda a desejo, estou farto. Não quero mais, já cansei. Vou acabar com isso tudo de uma vez por todas.

E também, sinto que a Melanie não me ama como antes, faz pouco tempo que tenho notado, não sou otário. Seu olhar mudou, seu beijo mudou, seus toques mudaram. No fundo, eu sei que ela mente quando alega que me ama, não consigo captar um pingo de sinceridade, a Melanie anda mentindo, fingindo assim como eu e irei tirar essa história a limpo.

Não posso mais perder tempo, cada segundo é precioso. Quero o divórcio, preciso ser livre para poder lutar pela Sam. Não posso perdê-la de vez para o Ryan, não mesmo. Isso nunca.

Sam é o amor da minha vida, a mulher que amo com todas as minhas forças. Também amo o nosso filho, algo me diz que esse filho é meu. Tenho certeza.

E o Ryan não pode tomá-los de mim, ele não tem esse direito. E eu não permitirei que ele consiga ter a Sam e o meu filho para si, sou egoísta mesmo, não me importo se ele sairá sofrendo no final das contas. Mas antes ele do que eu, e não irei largar de mão da família que de fato me pertence.

É minha felicidade que está em jogo.

[...]

— Mel? — Chamei a loira que se maquiava apressada, sentada de frente para a sua cômoda repleta de maquiagem e cosméticos.

— Hum, o quê é? — Me olhou através do espelho emoldurado, acoplado na parede.

— Precisamos conversar. — Falei ainda parado, atrás da cadeira.

Ela largou um tubinho preto e virou a cabeça para me olhar, seus olhos claros e realçados se fixaram nos meus.

— Sobre o quê? — Perguntou serena, a curiosidade brilhava em seus olhos azulados.

— Sobre nós. — Puxei sua cadeira giratória, fazendo-a ficar de frente para mim.

A puxei pelas mãos, fazendo-a levantar e a conduzi até a cama, indicando para ela sentar-se.

— Vou te perguntar uma única vez e preciso que seja sincera! — Avisei, sério.

— Vai em frente, o que quer saber? — Encarou-me um pouco apreensíva.

— Melanie,você ainda me ama? — Perguntei, encarando-a.

Ela suspirou e abaixou a cabeça, olhando para as próprias mãos repousadas em seu colo.

— Não... — Respondeu com a voz quebradiça, foi levantando a cabeça devagar e me olhou com os olhos enevoados, ficando marejados. — Eu amava... — Fungou. — Mas deixei de amá-lo. — Sussurrou, a voz embargando.

— Ou nunca me amou pra valer. — Murmurei, calmo.

— Sinto muito, Freddie... — Começou a chorar.

— Você se apaixonou por outro? — Perguntei por curiosidade. — Se for isso, não precisa se sentir mal. Acontece! — Garanti, tentando confortá-la.

— Não foi por outro homem! — Ela levantou de supetão, me pegando de surpresa. — Foi por uma mulher! — Revelou me deixando chocado. — Me apaixonei por minha melhor amiga e ela me corresponde. Na verdade, ela se apaixonou primeiro e eu tive medo... — Desabafou, chorando descontrolada.

— Nossa! — Passei as mãos pelo cabelo, ainda digerindo tudo devagar.

Melanie e Carly? Quêm diria? Caramba! Que loucura... Pensando bem até que faz sentido...

— Calma, não precisa ficar assim. Então, sabe, eu meio que achava estranho quando você me trocava para passar as tardes com ela nos finais de semanas, gastando no Shopping... — Falei ainda pensativo. — Uou! Vocês... Vocês tinham um lance? — Cruzei os braços e ela arregalou os olhos.

— Não, eu nunca traí você... Quer dizer, foi só um beijo... — Disse rapidamente, percebi que ela dizia a verdade. — Mas quando descubri sua traição... Uma noite a Carly veio aqui me consolar e aconteceu... — Contou, um pouco envergonhada.

— Aconteceu o quê, hein? — Perguntei, sorrindo malicioso e fazendo com que ela corasse.

— Não vou te contar os detalhes. — Me fuzilou, ainda vermelha. — Vou contratar um advogado e em breve, estaremos divorciados. Tudo que tivemos foi bom enquanto durou. De verdade, já superei o que você fez e se não fosse por isso, talvez eu nunca teria me apaixonado por uma pessoa tão maravilhosa. — Ela disse sorrindo sincera.

— Você tem razão, foi bom enquanto durou. Só espero mesmo que tenha me perdoado. — Falei tocando no seu ombro.

— Eu realmente te perdoei, Freddie. E agora vou atrás da minha felicidade. — Falou com a voz serena.

— Sua felicidade têm nome e sobrenome? — Perguntei.

— Sim. — Sorriu abertamente, seus olhos brilhavam.

— Então, te desejo tudo de bom. E espero vocês sejam muito felizes. — Falei com sinceridade.

— Obrigada! — Agradeceu apertando meu ombro.

— Amigos? — Estendi a mão esquerda.

— Amigos! — Sorriu, apertando minha mão.

— Freddie, você ama mesmo a minha irmã? — Perguntou me pegando de surpresa.

— Sim. Amo com todas as minhas forças! — Afirmei, convicto.

[...]

P.O.V Da Melanie

Hesitei antes de tocar a campainha, estava muito nervosa e temerosa. A Carly tinha o direito de me mandar ir embora e nunca mais querer olhar na minha cara, mas eu precisava tentar me desculpar e expôr meus sentimentos.

" Estou me apaixonando cada vez mais por você,
Deixando para trás tudo que eu havia me apegado,
Estou aqui parado até que você faça eu me mover,
Estou esperando por um momento aqui você..."

Não aguentava mais guardá-los, aquilo estava acabando comigo. A Carly tinha que saber, sim, ela merecia saber que eu também a correspondia.

Tomei coragem e toquei a campainha, fiquei aguardando.

" Esquecendo tudo que eu necessito,
Completamente incompleto
Eu aceitarei seu convite
Você pega tudo de mim..."

Quando a morena abriu a porta ficou surpresa em me ver, sorri tímida ainda nervosa...

" Estou vivendo para a única coisa que eu conheço,
Estou correndo e não tenho muita certeza para onde ir,
E não sei no que estou me metendo,
Apenas esperando por um momento aqui você..."

— O que você quer? Jogar na minha cara que está muito feliz com o seu marido? — Soou ríspida, sorrindo irônica.

— Não, eu não faria isso... Posso entrar? Precisamos conversar. — Falei com calma.

— Claro, entre. Apenas seja breve, ok? — Abriu passagem e eu entrei, meu coração estava disparado, fiquei ainda mais nervosa.

A morena fechou a porta e se encostou na mesma, cruzando os braços.

— O que quer falar comigo? — Sua voz saiu um pouco rude e eu senti meus olhos arderem.

— Sinto muito por tudo, Carly. Fui uma covarde, cofesso que estava confusa e com medo. Eu nunca quis magoá-la, sei que você ficou chateada, eu sinto muito... Eu só quero que saiba que estou arrependida, sério. Foi complicado para mim, eu não queria aceitar, parecia tão errado. O que estou tentando dizer é que... — Respirei fundo. — Estou apaixonada por você. Sim, e eu não quero continuar escondendo isso. E eu não me importo com que a minha família pense ou com a opinião dos outros, nada mais me importa. Eu só quero ficar com você. — Enfim, me declarei sem medo e me senti aliviada.

" Não há mais nada para perder
Não há mais nada para achar
Não há mais nada no mundo
Que possa mudar minha mente
Não há mais nada..."

— Oh, Melanie... — Seus olhos escuros estavam marejados e ela pulou em cima de mim, me abraçando.

— Você me perdoa por eu ter sido idiota e magoado você? — Sussurrei, afagando seus cabelos macios.

— Sim. — Disse com a voz embargada. — Está mesmo disposta a se separar do Benson e ficar comigo? — Perguntou acariciando minhas costas.

Aspirei seu perfume suave e adocido, sorri antes de respondê-la.

— Estou disposta a tudo para poder ficar com você. — Declarei, determinada.

" Apenas esperando um momento,
Esperando um momento
Esperando um momento
Esperando por um momento aqui você..."

Encerramos o abraço, nos encaramos por alguns segundos. Olhos azuis fixos nos olhos castanhos. Nos aproximamos mais e mais, ela era mais alta. Mas estávamos da mesma altura porque eu estava de salto. Tomei a iniciativa e a beijei, fechei os braços ao redor do seu pescoço e ela aprofundou o beijo. Seus lábios eram tão suaves, aveludados e doces. Nos beijamos sem pressa, até o ar nos faltar.

[...]

Horas depois, às 20h:18min...

P.O.V Da Sam

O Ryan estava no banho quando tocaram a campainha, fingi não ouvir. Continuei devorando aquela deliciosa lasanha cremosa, coloquei mais queijo ralado e ignorei a campainha tocando. Seja lá quem fosse, era alguém muito insistente.

Bufei irritada, abandonei o prato com a fatia de lasanha pela metade, levantei com preguiça e limpei a boca na manga do meu vestido-moletom.

— Que saco! — Resmunguei caminhando devagar.

Já estava com seis meses e duas semanas de gestação, e minha barriga não parava de crescer e minha fome só aumentava.

— JÁ VAI! — Falei ríspida aumentando a voz quando o indivíduo insistente do outro lado da porta não parava de socar a droga da campainha.

Tomei um susto quando abri a porta, me deparando com o Benson pálido, mais magro, descabelado, barbudão e com olhos avermelhados.

" Depois de todo esse tempo
Eu nunca pensei que estaríamos aqui,
Nunca pensei que estaríamos aqui,
Quando meu amor por você era cego,
Mas eu não conseguia fazer você ver,
Não conseguia fazer você ver..."

Por uma pequena fração de segundos, me questionei se ele estava drogado... Mas não, ele estava péssimo, muito abatido e aquilo não era problema meu.

— Não me olhe assim... — Sua voz rouca ecoou quebradiça. — Não estou bêbado, eu juro. — Não duvidei, apenas contive a vontade de revirar os olhos.

— Você não se cansa de bancar o idiota? Não têm vergonha na cara? Se ainda tiver um pingo de dignidade, a pegue e caia fora daqui! — Quase gritei.

— Por favor, não me expulse. — Pediu quase choramingando. — Eu preciso falar com você, eu só te peço, por favor, me escute. — Disse me lançando aquele olhar de coitado, aquilo não me abalou.

" Eu dormiria
Apenas na esperança de sonhar
Que tudo seria como era antes
Mas noites como essas
Parece estar passando lentamente,
Elas desaparecem conforme a realidade vem à tona..."

— Vá embora, me poupe, Benson! Não quero ouvir mais nada que tenha para me falar. Me deixa em paz! Volte para a sua mulher e nunca mais ponha os pés aqui. Devia tomar vergonha na cara, isso tudo já se tornou ridículo. Eu não quero ouvir, e se o Ryan te pegar aqui... Não quero nem imaginar o que ele é capaz de fazer com você! — Avisei, séria.

— Foda-se o Ryan, eu não tenho medo dele. É muito importante tudo que eu tenho para te falar, você precisa me ouvir. — O teimoso insistiu.

" Que eu te amei demais
Do jeito que você jamais vai saber,
Uma parte de mim morreu
Quando deixei você ir..."

— Não! Me deixe em paz! — Bati a porta na cara dele.

— Sam? — Me chamou ficando desesperado.

— Vai embora! — Aumentei meu tom de voz, me escontei de costas na porta.

— Eu não vou sair daqui... Por favor, abra a porta. Precisamos conversar... Estou aqui implorando, pedindo de joelhos. — Disse com a voz embargada.

Fechei os olhos, meu corpo estava apoiado contra a porta.

— Por favor, Sam... — Implorou e eu abri os olhos sentindo eles arderem e minha garganta fechar.

Foi quando vi o Ryan, parado perto do sofá, já vestido,com uma toalha pendurada no ombro, seus cabelos castanhos claros estavam úmidos e seus olhos azuis se fixaram nos meus, confusos.

— Sam...

— Eu posso cuidar disso, não se preocupe. — Sibilei.

— Tem certeza? — Ele perguntou, preocupado e eu assenti.

Ryan soltou um suspiro, murmurou "Qualquer coisa, estarei lá em cima...", e se encaminhou para o segundo andar, sem pestanejar. O admirei ainda mais por isso, por ele ser compreensívo, por confiar em mim, e eu sabia que daria conta daquela situação sem ele...

Continuei demonstrando firmeza, mas no fundo eu estava desmoronando lentamente. O Benson continuava implorando, e eu não pude mais segurar as lágrimas quando ouvi seu choro.

Por mais que eu estivesse sensível, no fundo sabia que estava chorando porque ele estava conseguindo me deixar comovida.

— Estou de joelhos, Sam, implorando para que abra a porta, e eu não vou sair daqui. — Sua voz ecoou arrastada.

Sequei as lágrimas, afastei meu corpo da porta e me virei, fitando a maçaneta. Repousei a mão direita sobre ela, tremendo um pouco. E girei devagar, abrindo a porta para ele...

E lá estava ele, em frente à soleira, de joelhos. Com o rosto vermelho, banhado em lágrimas, me implorando para que eu o ouvisse.

" Depois de tudo isto
Você gostaria de partir?
Talvez você não pudesse acreditar,
Que o meu amor por você era cego,
Mas eu não conseguia fazer você ver,
Eu não conseguia fazer você ver..."

Aquilo só fez com que minhas barreiras desmoronassem de vez.

Deus, por quê ele estava fazendo isso comigo?

Notas finais
E ai??? O que acharam??? Gostaram do capítulo??? Já sabem, o próximo será escrito pela Kely e nem sei o que ela vai aprontar para nós haha Comentem! Bjs