Doce Pecado
44 Visitas
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
A porta foi aberta e uma enfermeira entrou acompanhada do Benson e Collins, meu coração disparou no mesmo instante. Engoli um seco, ficando imóvel por alguns segundos, depois desviei o olhar com rapidez.
— Você tem visitas! — Ela avisou o óbvio. — Vocês tem 20 minutos, estarei contando no relógio, nada de aborrecê-la, entenderam? Ela precisa descansar, e se manter tranquila. Com licença. — A enfermeira disse antes de se retirar.
Mexi no lençol azul-bebê, um pouco inquieta diante da presença deles.
— Oi, linda. — Ryan foi o primeiro a falar.
Ele se aproximou e eu ergui o olhar, ele parecia abatido, angustiado, apesar de ter feito um pouco de esforço para me dar um sorriso.
— Oi, Ry. — O chamei pelo apelido, minha voz saiu baixa e rouca.
— Ficamos muito preocupados com você. E estou até agora, me desculpa... Eu não deveria ter te deixado sozinha, eu falhei com você... Me perdoa? — Se abaixou ao lado da cama hospitalar, pegando a minha mão direita.
— Não o culpo. E para de se sentir culpado, o que aconteceu não foi culpa sua, Ryan... Não foi você quem me deixou alterada. — Falei apertando seus dedos e olhei para o Benson.
Nossos olhares se encontraram e ele parecia arrasado, pude ver a culpa, o sofrimento e toda a sua preocupação. Meus olhos começaram a arder, senti um bolo começar a formar em minha garganta. Soltei os dedos de Ryan e desviei o olhar, minha visão havia ficado embaçada.
— A culpa é minha, eu sei... — Sua voz rompeu o silêncio. — E eu nunca vou me perdoar por isso! — Freddie estava com a voz ficando embargada. — Você deve estar me odiando e com razão. Se não fosse por mim, por minha insistência e por tudo que te falei, deixando-a com raiva, magoada e triste, você não estaria internada, nessa situação complicada, correndo o risco de perder o bebê. — Falou quase chorando.
Senti uma lágrima escorrer por minha bochecha, a limpei imediatamente. Vê-lo daquele jeito, admitindo e se culpando, me afetava, doía. Mas eu sabia que ninguém teve culpa realmente, aconteceu o que tinha que acontecer, foi inevitável e talvez, aquilo aconteceria de qualquer jeito, sendo ele me deixando alterada ou não...
— Venha aqui. — Pedi.
Ele hesitou, acanhado, me olhando com aquela cara de coitado, sofrido e acabou fazendo o que eu queria. Se abaixou, ficando do meu lado esquerdo, e eu busquei sua mão.
— Estou melhor agora, o bebê está bem. Não se preocupe, não quero vê-los assim, culpados, preocupados e com medo, ainda não é hora para se sentirem assim, eu sei muito bem dos riscos que corro... — Falei para ambos, voltando a pegar na mão de Ryan. — Espero que façam as pazes, não vale a pena brigarem por mim. E saber que fui eu quem destruíu a bela amizade de vocês, me deixa mal, me sinto um lixo... Preciso dos dois, unidos e sendo o que eram antes de me conhecer. Preciso de vocês, não vou mentir e estou deixando o meu orgulho de lado nesse momento, admitindo isto... A Carly me contou e o médico também, e se ocorrer complicações na hora do parto, e se der para salvar apenas o bebê... Imploro que o façam, escolham salvar a vida dele e cuidem dele pra mim, está bem? — Implorei com a voz chorosa. — Prometem? — Lágrimas desciam livres pelo meu rosto.
— Prometo! — Ryan jurou chorando, beijando minha mão.
Olhei suplicante para o Benson, ele abaixou o rosto, e eu o ouvi chorando baixinho.
— Não posso prometer isso, me perdoa, mas eu não posso te perder, nenhum dos dois... Mas eu realmente não posso te perder! É uma escolha difícil, todos nós sabemos... Mas eu não prometo nada. — Soltou minha mão e se afastou, chorando alto.
— Você não vai morrer. — Ryan deu uma leve apertada nos meus dedos.
— Mas e se... E se for para escolher a quem deve ser salvo? Não estou dizendo que vou morrer, mas eu quero morrer tranquila se isso acontecer, sabendo que pouparam a vida dele. — Chorei acariciando minha barriga.
Viver é importante, mas a vida dessa criança é ainda mais importante. Eu a amo mais que tudo, e sou capaz de fazer tudo para protegê-la, até mesmo abro mão da minha vida... Amor de mãe não pode ser medido, não existe algo igual a esse sentimento tão puro, lindo e verdadeiro. É incondicional.
— Você não vai morrer. Nosso filho também não vai. Tudo vai ficar bem, eu prometo. Você está sendo precipitada, não pode nos fazer prometer que se houver complicações, e se pudermos escolher salvar uma vida, o faremos. Por favor, tire isso da cabeça. Isso não vai acontecer! — Freddie falou me encarando, ele estava alterado.
— Mas há possibilidades. — Retruquei, enxugando as lágrimas. — E o Ryan prometeu que fará o certo, e que se for preciso, ele escolherá o bebê. — Avisei.
— Ele não tem esse direito. A escolha estará nas mãos da sua família também. E o Ryan não te ama como EU! — Afirmou, convicto.
— Por Deus, não estou ouvindo isso... Você vai preferir deixar seu filho morrer? — Perguntei, descrente, indignada.
A enfermeira entrou, nos interrompendo.
— Tempo esgotado. Por favor, saiam, está na hora dela tomar banho! — Ela avisou.
— Tchau. — Ryan sorriu triste e beijou minha testa com cautela e carinho. — Te amo, você sabe, não é? Não duvide! — Sussurrou, acariciando meu rosto.
Fiquei sem palavras, não sabia o que dizer... Apenas assenti, e forcei um sorriso.
— Freddie? — O chamei.
Ele não se virou, estava parado na soleira da porta, ao lado da enfermeira.
— Eu amo vocês. Estou apenas com medo. — Admitiu antes de ir embora. Ryan também se foi junto com a enfermeira...
Parei de segurar o choro, eu estava ainda mais sensível. Mas logo tratei de me acalmar, eu precisava me manter firme, calma e zelar pelo bebê. Não poderia me deixar abalar de novo, eu precisava ter fé. E acreditar que tudo terminaria bem...
" Vou conseguir, preciso ser forte. Vou conseguir sair desse hospital com meu bebê nos braços. Ambos bem."
[...]
— Por quê eles saíram do leito chorando? — Carly perguntou me levando para o banheiro, na cadeira de rodas.
— Não quero falar sobre isso. — Suspirei, ainda triste.
Ela ajudou a me despir, me livrando daquela camisola ridícula para pacientes gestantes. Me levantei com a ajuda dela, Carly ligou o chuveiro. O banho foi tranquilo, pude relaxar pelo menos um pouco.
— Seus pais ainda não chegaram, mas a Mel disse que eles vem te visitar ainda hoje. Ela ligou para a sua mãe. — Comentou.
— Espero que eles nem venham... — Murmurei.
— Por quê? — Me entregou a toalha.
— Porque não quero vê-los, não é óbvio? — Bufei.
Sentei na cadeira de rodas, depois de pôr outra camisola macia e folgada. Carly empurrou a cadeira até a cama, levantei e deitei na cama hospitalar, voltando a me acomodar.
Michelle, a enfermeira mais simpática veio me dar algumas vitaminas. Era 10h:56min, e o almoço seria servido às 11h:20min, a Carly foi para a casa e a Melanie veio para me fazer companhia.
— Eu trouxe uns passatempos. Palavras cruzadas, revistinhas, quebra-cabeças, livrinhos para colorir e Cubo mágico. Quer algum? — Perguntou tentando me distrair.
— Não sou criança. Ligue a TV! — Falei um pouco rude, foi sem querer.
— Tudo bem, eu ligo a TV... Aonde está o controle? — Levantou do mini-sofá.
— Desculpe, Mel. Eu não quis ser rude. — Ela olhou para mim, e eu prossegui. — Você está aí cuidando de mim e me fazendo companhia, até pediu licença no trabalho para se dedicar a mim e eu não mereço nada disso. Sou uma péssima irmã, e ainda nem te agradeci por tudo que você está fazendo por mim. — Admiti.
— Não precisa me agradecer. Faço com carinho, e faço porque você é minha irmã, e está carregando meu sobrinho que ainda nem nasceu, mas eu já o amo. — Sorriu, emocionada. — Tenho algo para você! — Ela foi até a bolsa, abriu a mesma e tirou um embrulho de lá. — Comprei com carinho! — Veio até a mim e me entregou o pacotinho amarelo claro com desenhos de ursinhos.
O desembrulhei, abrindo-o com cuidado, e abri a outra embalagem de plástico. E me deparei com um par de meias, luvinhas e uma touca, era um Kit. Touca, meias e luvas brancas, fofas e macias, para manter o bebê aquecido.
— Obrigada. — Sorri, emocionada.
— Você gostou? — Ela sentou ao meu lado.
— Amei. — Não segurei as lágrimas.
— Posso te abraçar? — Perguntou um pouco hesitante.
— Sim. — Assenti.
Ela se aproximou, e me abraçou. Recebi e retribuí aquele abraço de boa vontade. Era a minha irmã, sangue do meu sangue e estava alí, cuidando de mim apesar de todo o mal houve entre nós.
— Me perdoa? Me perdoa por tudo? — Ela chorou, nós duas chorávamos.
— Sim, Mel. — E você, também me perdoa? — Afaguei seus cabelos.
— Já te perdoei, maninha! — Acariciou minhas costas.
[...]
— A sopa está boa? — Perguntou, deixando uma revistinha de lado.
— Está faltando sal e tempero, mas eu não posso reclamar muito. — Respondi e ela riu.
— E o suco de beterraba? — Apontou para o copo na outra bandeja.
— Não me obrigue a tomar, você sabe que eu odeio. — Fiz cara de coitada.
— Então, terei que ligar para a Carly... — Ameaçou pegando o celular.
— Ah, não! Sua namorada é persistente e não vai me deixar em paz! — Falei remexendo a sopa. — Por quê tem tanto legumes? — Fiz careta. — Quero carne! — Fiz bico.
— Talvez tenha ensopado de carne para o jantar. — Sorriu.
— É mais fácil ter mingau de aveia ou canja de galinha. — Revirei os olhos.
O celular dela tocou, ela se retirou do leito, indo atender. Terminei de comer, ela ainda não havia retornado. A enfermeira Michelle levou a bandeja, e depois voltou para me dar um remédio. Eu estava com náuseas.
— Até que enfim. — Falei quando a Mel retornou.
Ela entrou sorridente, carregando um buquê de Tulipas avermelhadas.
— São pra você. — Disse pondo as flores no jarro vazio. — Leia, estou curiosa! — Me entregou um cartão lilás.
" Desculpe-me por ter ido embora daquele jeito, sinto muito mesmo. Não me odeie, amo você e amo muito essa criança que vai nascer forte e saudável.
Com amor, F.B"
Não pude deixar de sorrir. Dei o cartão para ela ler.
— Ai, que fofo! — Ela suspirou.
— Prefiro chocolates. Flores são sem graças. — Murmurei.
— Ah, eu amo flores! — Mel fez bico.
E não demorou muito para Michelle aparecer com um urso marrom enorme, com um laço vermelho enfeitando o pescoço.
— Entrega! — Disse animada. — Deus, que homens são aqueles? Socorro! Que calor! — Se abanou após colocar o urso em cima do mini-sofá. — Garota, eu queria ter a sua sorte. — Michelle riu me entregando um cartão rosa.
Ela trocou olhares com a Melanie, e senti minhas bochechas esquentarem.
— Qual deles é o pai do bebê? — Perguntou curiosa.
— Os dois. Meu filho é sortudo. Ele tem dois papais! Eles são meus homens! — Respondi com orgulho, num tom brincalhão.
A enfermeira escancarou a boca, e depois sorriu sem graça, e se retirou pedindo licença.
— Nossa! Isso foi ciúmes? — Mel arqueou uma sobrancelha.
— Puffs. Claro que não! — Neguei.
— Sei... Hum, o que tem escrito no cartão? — Se aproximou curiosa.
— Vou ler... — Murmurei.
" Comprei esse bichinho de pelúcia pensando em você. Lembra que um dia você me chamou de Ursão? Então, quero que se lembre sempre de mim quando olhar para ele. Serei como papai Urso, vou zelar e proteger a nossa pequena com garras. Como grandes papais ursos fazem com seus filhotes. Bjs e abraços.
Com amor, R.C.
Ps: Te amo. "
Entreguei o cartão a Mel, e olhei para o enorme urso marrom, assim como o Ryan, ele tinha olhos azuis.
— "Nossa pequena"? — Ela repetiu.
— Uhum. Ele acha que vai ser uma menina. — Expliquei.
— E o Benson?
— Acha que será menino. — Respondi.
— E você? — Ela indagou.
— Segredo. — Sorri, acariciando minha barriga.
— Hum. Vou comprar uma Vitamina. — Avisou.
[...]
— Nossos pais chegaram! — Retornou, me avisando.
— Diga que estou dormindo. Não quero ver eles. — Avisei, séria.
O celular dela tocou, ela o tirou da bolsa e saiu para atender, ri baixinho. Sabia que era Carly, e ela não queria ficar de conversinhas melosas na minha frente...
Michelle apareceu com meus pais, nem deu tempo para me acomodar e fingir que estava dormindo.
— Viemos ver como você está, minha filha. — Pam se aproximou para beijar meu rosto e me dar um abraço.
A detive, fazendo um gesto, pedindo para que ela não me tocasse e virei o rosto.
— Sam...
— Não, Pam. Não venha bancar a mãe preocupada, que se importa. Não vou engulir isto. Agora que me viram, pode ir embora! — Falei ainda com rancor.
Eles haviam me expulsado de casa, ambos nunca deram a mínima pra mim. Sempre fui a filha problemática, a ovelha negra da família. E quando precisei dela, do seu carinho, afeto, a Pamella nunca ficou do meu lado ou me apoiou. Sempre fui um fardo, a filha carente, sem amor...
— Você queira ou não, terá que nos ouvir. Somos seus pais, e não vamos sair daqui sem conversar com você! — Meu pai afirmou, convicto.
— O que vocês querem? Rir da minha desgraça? Jogar na minha cara tudo isso, por quê mereço? — Comecei a ficar alterada. — Vieram aqui pra isso, não é? Para verem de perto o quanto estou sofrendo, presa nesse hospital, correndo o risco de morrer ou perder meu filho na hora do parto. — Lágrimas já banhavam meu rosto.
— Se acalme, filha. Pelo amor de Deus, Samantha. Não fique assim, isso fará mal ao bebê. — Pam falou parecendo ou fingindo preocupação.
— Sua mãe tem razão. Estamos arrependidos. Nos importamos com você e viemos por algo muito importante, filha. — Meu pai se aproximou, me olhando com os olhos marejados.
Respirei fundo algumas vezes, fechando os olhos, eu precisava me acalmar. Por mim e por meu filho, principalmente por ele.
— Okay. Comecem a falar, estou ouvindo... — Murmurei, abrindo os olhos.
[...]
Na Cantina/lanchonete do hospital...
P.O.V Do Freddie
— A enfermeira gata gostou de você. — Cutuquei Ryan.
— Que isso cara? Ela não tirou os olhos dos seus braços. — Tomou um gole de suco e fitou o sanduíche.
— Mentira. Ela estava mais ocupada encarando o volume da sua "minhoquinha". — Ri da careta dele.
Até estávamos nos aturando e nos dando bem, naquele momento a conversa estava fluindo e ficando descontraída.
— Minhoquinha? Já reparou no seu? Não é nenhuma uma "anaconda". Ha, ha! — Mostrou língua, foi a minha vez de fazer careta.
— Pode não ser tão grande como aqueles daqueles atores pornôs dotados, mas o meu é grande e grosso, e nenhuma mulher reclamou até agora. — Me gabei.
— O meu também é grande e grosso. — Sorriu convencido.
— Mas o meu é mais... — Aumentei o sorriso.
— Nossa! Que horror. Nojentos!!! — Duas adolescentes que estavam na mesa ao lado, se levantaram e saíram reclamando, fazendo cara de repulsa.
— Ei, não vão não, gatinhas! — Ryan exclamou, chamando-as na brincadeira.
Uma delas se virou, e lhe mostrou o dedo do meio.
Caímos na risada, elas estavam ouvindo a nossa "agradável" conversa, e foram embora enojadas, largando os lanches pela metade. Eram novinhas, deviam ter uns 15 anos.
— Puta que pariu! A casa caiu, mano. Arrumamos encrencas! — Avisei pra ele.
E lá vinha as garotas, acompanhadas de um cara enorme, tatuado e mal encarado, e elas apontavam para a gente, e o cara tinha um expressão e um olhar mortal.
Me levantei depressa, o Collins fez o mesmo e olhou para trás, e depois olhou pra mim.
— Fudeu, parceiro! — Disse antes da gente se mandar dalí.
Fugimos quase correndo.
Minutos depois...
— Será que a barra tá limpa? — Ele brechou por cima da cabine aonde eu estava.
— Sai pra lá, eu tô mijando! — Reclamei.
Ele riu e eu terminei de me aliviar, estávamos nos escondendo no banheiro.
— Maninho, eles estavam falando coisas feias e nojentas. E o da camisa azul fazia gestos proibidos e olhava pra gente. — Disse uma voz enjoativa. Era uma das garotas. Fofoqueira!
Ela estava se referindo ao Ryan.
— E o cara da camisa preta estava com a mão por baixo da mesa, fazendo movimentos... — Ouvimos a outra falando.
Qual é? Não tava fazendo nada demais, estava dando só uma coçadinha...
— Deixa comigo! Vou virar a cara deles do avesso. Ninguém mexe com minhas irmãzinhas. Bobby pega, Bobby esmaga, peita na cara e mata! Bobby mata, mata, mata! — Dizia o grandão.
Prendi o riso, não sabia se entrava em desespero, ou gargalhava. O tal de Bobby era maluco só pode, não devia bater bem da cabeça... Ouvi o barulho de peido, veio da cabine ao lado. Era o Collins, deve ter feito muita força segurando a risada.
— Acho que eles não estão aqui. — A garota da voz enjoativa falou.
Tirei a mão da boca, o silêncio reinou. Abri a cabine com cautela, a barra estava limpa. Assobiei. Ryan abriu a porta, e saiu de lá vermelho.
— Bobby pega, Bobby esmaga, peida na cara e mata! — Repeti uma das frases do grandão.
Caimos na gargalhada, rimos como nos velhos tempos.
— Você não se borrou de medo? — Perguntei entre risadas.
— Ainda não. Apenas peidei mesmo! — Ele riu ainda mais.
Minutos depois...
— Tô indo. Preciso resolver algumas coisas. Qualquer coisa me liga, tá? — Deu tapinhas no meu ombro.
— Tá bom. Pode ir tranquilo. — Assenti.
Ele foi embora, fiquei alí ao lado do bebedouro.
— Freddie? — Ouvi a Mel me chamar. Me virei.
— Oi. — Sorri para ela e olhei para a sua bolsa.
— Meus pais ainda estão lá dentro com a Sam. Carly e eu não vamos poder passar a noite com ela. — Informou.
— Não? Por quê? — Perguntei.
— Temos um compromisso... — Respondeu corando.
— E quem vai ficar aqui com a Sam? — Me preocupei.
— Fizemos amizades com as enfermeiras, e acabei de conversar com o médico que está cuidando da Sam e eles permitiram que você passasse a noite aqui com ela. Só por essa noite! — Me informou.
— Mas não são permitido apenas acompanhantes mulheres? — Indaguei, confuso.
— Sim. E como falei que você era o pai do bebê, eles abriram uma exceção. — Explicou.
— Sério? — Sorri me animando. Ela assentiu. — Nossa! Te agradeço, Mel. Você é demais! — A puxei para um abraço.
— De nada. Agora vá pra casa, tome um banho. Arrume uma mochila com o necessário. E não demore muito, ok? — Disse quando a soltei.
— Tá. Ela está sabendo que vou passar essa noite com ela? — Perguntei, ansioso.
— Não. Mas acho que não vai achar ruim. — Sorriu.
— Assim, eu espero... — Suspirei.
Fale com o autor