Doce Pecado
26 Tentando reviver velhos momentos...
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Não conseguia desviar meus olhos dos dele, incríveis olhos verdes brilhantes e ardentes fixos nos meus. Austin parecia me hipnotizar, ele sabe como seduzir uma mulher, o filho da mãe é lindo e galanteador. Queria empurrá-lo, socá-lo e sair correndo dali, mas meu corpo parecia preso ao dele como uma espécie de ímã, aquilo era inexplicável, me sentia fraca perto daquele homem, me sentia tão vunerável, e eu estava me odiando naquele momento.
Meus sentimentos explodiam dentro de mim, um verdadeiro turbilhão. Raiva, revolta, indignação, saudade e desejo. Vê-lo ali, em minha frente me trouxe tantas lembranças boas e ruins. Meu corpo enfraqueceu diante dele, eu sabia que iria ceder à qualquer instante.
Será mesmo que eu queria relutar? Será mesmo que eu queria mesmo chutá-lo para longe de mim? Uma bela confusão começou a se formar em minha cabeça, de fato eu não iria resistir por muito tempo. Uma súbita vontade de tocá-lo, de beijá-lo tomou conta de mim, expulsando para bem longe a minha última gota de razão.
Pensar menos e agir mais, era pegar ou largar. Não sei quêm realmente tomou a iniciativa, só sei que ficava difícil raciocinar quando mãos fortes apertavam minha cintura com posse e aquela língua que eu tanto conhecia dominava a minha.
Minhas pernas enfraqueceram de vez, automaticamente agarrei sua nuca, mesmo estando segura em seus braços. A música alta, as pessoas dançando e se divertindo ao nosso redor foram sumindo, o mundo parecia girar e se dissipar. Sentia como se tivesse só nós dois ali, matando a saudade, nos beijando como se não houvesse amanhã.
Oh, droga! Poder sentir seus lábios novamente era muito bom, suas mãos em minha cintura me acariciando e me apertando me levava à perdição, estava cedendo, me entregando...
Mandei a razão para bem longe quando encerramos o beijo e saimos correndo dali de mãos dadas. Austin me puxava, ambos ofegantes e se esbarrando em várias pessoas até encontrar a saída daquele lugar. O vestido curto facilitava um pouco a corrida, meus saltos estavam na mão e o tecido justo ao meu corpo subia por minhas coxas quase deixando à mostra a minha calcinha preta de renda.
Austin me conduziu para o seu carro, uma bela Lamborghini preta. Destravou o automóvel, entramos rindo como duas crianças faceiras, nem deu tempo de colocar o cinto de segurança e ele logo deu partida, saindo em disparada pelas ruas de Seattle.
— Para aonde estamos indo? — Perguntei um tanto eufórica, ansiosa e louca para reviver mais uma vez uma noite ardente ao seu lado.
— Para o meu apartamento. Por quê? Acha que eu iria te levar para um motel? — Perguntou risonho.
— Eu não me importaria se me levasse para um motel. Poderíamos fazer isso em qualquer lugar, certo? Então, pare essa porra de carro logo, vamos foder aqui, não aguento mais esperar. — Falei querendo apressar as coisas, ele soltou sua famosa risadinha gostosa.
Quanto mais rápido acontecesse, mais rápido eu me veria longe dele. Só queria matar meu desejo, a saudade do seu corpo no meu, ao menos pela última vez. Então, um pouco de razão bate a porta, estava ciente que iria transar com um traídor, com o homem que tanto me fez sofrer no passado.
Imediatamente tive uma ideia, planejei algo. Para ele e para mim também, aquela noite seria inesquecível.
[...]
15 minutos depois...
Nos bancos de trás, voltamos a nos agarrar, dopados de luxúria, querendo nos satisfazer, saciar um ao outro como a gente costumava fazer.
— Eu senti tanto a sua falta, minha loira... — Sussurrou mordendo meu lóbulo direito, com as duas mãos subindo o meu vestido.
Gemi rebolando em seu colo, sentindo ele endurecer. Me afastei um pouco, tirei sua jaqueta e rapidamente me livrei da sua camisa. Deslizei minhas unhas por seu peitoral, descendo com um pouco de força por seu abdômen com o propósito de deixá-lo marcado.
Sorri satisfeita vendo sua pele ficar avermelhada, e ele pareceu não se importar de ter sido arranhado, afinal ele nunca reclamou. Austin não parava de admirar o meu belo decote, puxei meu vestido para baixo expondo meus seios sem sutiã.
— Faça o que tanto deseja agora. — Forcei um tom sensual e ele abriu um sorriso malicioso.
E o safado não perdeu tempo, caiu de boca no meu seio direito. Joguei a cabeça para trás, gemendo alto quando ele me mordiscou e soprou o meu bico. Comecei a rebolar sob sua ereção, simulando uma boa "cavalgada", levando-o a loucura.
— Chega! Vamos pular as preliminares? — Praticamente implorou tentando arrancar meu vestido.
— Não! Nem pensar. — Neguei com firmeza. — As preliminares são as melhores partes. — Afirmei.
Saí do seu colo me livrando do meu vestido, me mantive um pouco agachada para não bater a cabeça no teto do carro, era desconfortável, mas eu não estava ligando. Me ajoelhei, e depressa desabotoei sua calça, puxando sua cueca para baixo e fazendo seu membro saltar totalmente ereto.
— Que delícia! — Sorri para ele, apertando seu membro.
— Digo o mesmo para a sua boca! — Piscou para mim, os olhos verdes brilhando de excitação.
Passei a ponta da língua por toda a sua cabecinha rosada, abri a boca finalmente o envolvendo para poder sugá-lo.
— Porra! Senti tanta falta disso. — Gemeu alto agarrando meu cabelo.
Enguli até onde podia,sentindo ele tocar a minha garganta, passei a deslizar minha boca por seu membro, o chupando com vontade.
— Ohhh, isso. Amo isso, loirinha. — Gemeu sôfrego quando apertei suas bolas, ilhei para cima vendo seus olhos fechados, seu rosto se contorcendo de prazer.
Parei de chupá-lo, tirei minha calcinha e subi em seu colo, me posicionando sobre seu membro.
— Vamos foder agora, vou te surpreender, você nunca vai esquecer dessa foda! — Avisei olhando em seus olhos, desci o olhar para a sua boca e lhe dei um selinho. — Agora você será meu submisso, mãos para trás! — Ordenei.
Ele me obedeceu sorrindo malicioso, peguei sua camisa e passei por trás do seu corpo. Juntei seus braços, passando o tecido por volta deles, amarrando seus pulsos. Amarrei bem apertado, fazendo um nó.
— Bom, garoto! — Dei tapinhas no seu rosto sorrindo satisfeita.
— Caralho! Isso é muito excitante, estou quase explodindo de tesão! — Disse para mim.
— Ainda não acabei... — Avisei descendo do seu colo, me abaixei pegando a jaqueta. Usei as mangas para amarrar suas pernas, amarrei bem apertado deixando suas pernas unidas.
Olhei para o meu belo trabalho, um lindo homem com as mãos e as pernas atadas, bem amarrado. Calça e cueca abaixadas e com o pau ereto, lindamente apontando para cima quase explodindo de tesão.
— Isso não é excitante, quantas mulheres já fizeram isso com você? — Perguntei sensualmente voltando a subir no seu colo.
— Nenhuma. É minha primeira experiência com você. — Afirmou sorrindo orgulhoso.
— Oh, que maravilha! — Mordi seu queixo, subi a boca para os seus lábios e suguei seu lábio inferior lhe arrancando um gemido.
Agarrei seu membro e devagar introduzi em mim, deslizando por ele, engulindo-o com minha intimidade quase encharcada.
— Aahn, porra! Sam, como consegue ser tão apertadinha? — Perguntou entre gemidos.
Sorri satisfeita, começando a cavalgar e gemer. Subia e descia com força, arranhando suas costas.
— Caralho! Assim você me mata! — Quase gritou enlouquecido.
Continuei concentrada no que fazia, cavalgando com vontade. Agarrei seus ombros, me segurando com força, sentindo minha intimidade se contrair, seu membro começou a pulsar.
Aumentei a velocidade, o suor descia por minhas costas. E meu corpo chegou ao limite...
— FREDDIE! — Gritei gozando, me contraindo em torno de Austin, gozando deliciosamente.
"Oh, céus! Eu gritei mesmo o nome do Benson?"
— QUÊM É FREDDIE? — Gritou irritado assim que cessei os movimentos.
Saí do seu colo trêmula, ele nem havia gozado. Peguei meu vestido, me vesti às pressas sem colocar a calcinha.
— QUÊM É FREDDIE, CARALHO? — Gritou furioso, o suor descia por sua testa.
— Alguém que não é da sua conta. — Respondi ríspida. — Guarde isso como uma lembrancinha dessa noite maravilhosa! — Falei enfiando minha calcinha na sua boca, o calando.
Peguei meus saltos e de quebra a sua carteira que havia tirado da sua jaqueta antes de amarrar suas pernas.
— Adeus, amor! — Sorri cínica.
Saí do carro deixando ele todo amarrado e com a boca "amordaçada" com a minha calcinha enfiada nela. Me certifiquei de fechar as portas, deixando a chave do carro com ele, junto com o celular nos bancos traseiros.
Estava mais do que satisfeita. Matei a saudade, o desejo, me saciei e ainda por cima planejei uma vingancinha. Austin Parker merecia muito mais, ele ainda iria se arrepender por ter sido um grande canalha comigo.
— 255 dólares! — Contei o dinheiro que havia na carteira, com documentos e alguns cartões de crédito.
Peguei um táxi e decidi voltar para a balada, para mim a noite só estava começando. Eu merecia tomar alguns shots de Tequila, dançar e quêm sabe arrumar uma boa transa para encerrar a noite.
[...]
2 semanas depois...
P.O.V Do Freddie
Melanie começou a ficar estranha, distante e às vezes mostra-se absorta em pensamentos. Ontem a peguei fora da cama, na cozinha tomando chá enquanto encarava a tela do celular como se fosse a coisa mais importante e interessante a se fazer. Notei esse comportamento repentino dela desde o dia em que Carly parou de frequentar a nossa casa, o que será que aconteceu com elas?
Uma briga, talvez...
— Você parece desanimada, se não quiser ir eu vou entender. — Falei vendo-a colocar um par de brincos, presente que dei à ela alguns meses atrás.
— Não estou desanimada, é claro que quero sair para jantar com você, amor. — Sorriu para mim através do espelho da penteadeira, aquilo foi um sorriso forçado.
— O que houve com você e a sua amiga Carly? — Perguntei, eu precisava saber.
Melanie paralisou, ficou me encarando através do espelho com os olhos levemente arregalados.
— Co-como a-assim? — Perguntou nervosa, gaguejando e se apoiou com as duas mãos na penteadeira ainda me olhando pelo espelho.
— Me responda você, ela parou de te ligar, de te visitar e você anda por aí abalada. Eu já ouvi você chorando no banheiro, o que aconteceu, Mel? — Perguntei preocupado, me aproximei puxando-a para mim, para poder olhar em seus olhos.
— Nós brigamos, e eu estou sentindo a falta dela... — Respondeu com a voz baixa, incapaz de me encarar.
— Seja lá qual tenha sido o motivo da briga, sei que ela é muito importante para você. Então, vá atrás dela, uma amizade assim não devemos deixar escapar. — Falei puxando o seu queixo para cima, levantando seu rosto e vi um certo brilho melancólico em seu olhar.
— É complicado amor, mas eu ainda preciso pensar, preciso de um tempo... Freddie, você ainda me ama? — Perguntou mexendo nos botões da minha camisa social, os olhos azuis brilhando, quase marejados.
Ela havia mudado de assunto de repente, me pegando de surpresa.
— Você sabe que sim. — Sussurrei acariciando seu rosto.
— Bom, não é bem isso que quero saber. Quero saber se ainda me ama da mesma forma quando trocamos alianças e fizemos juras de amor, se seu amor por mim continua forte, intenso e inabalável, se ainda continua me amando como sempre me amou. Me responda, Freddie! — Implorou me olhando suplicante, com a voz embargada.
— Sim, Melanie... — As palavras sairam automáticas, incertas e sem força em forma de um sussurro frágil.
Ela deu um pequeno sorriso, estava de saltos e por isso conseguiu me beijar com facilidade sem se colocar nas pontas dos pés. Agarrei sua cintura, os lábios doces e macios se moldando aos meus. O gosto do seu beijo... Para mim, não era o mesmo e parecia diferente, eu havia me acostumado a apreciar outro beijo. Um beijo quente, selvagem e viciante...
— Agora podemos ir? Eu fiz uma reserva para a gente no nosso restaurante preferido. — A lembrei, entrelaçando nossas mãos.
— Claro,querido, estou com fome. — Disse me fazendo lembrar de uma certa loira comilona.
"Droga! Estou cada vez mais fascinado por Sam Puckett..."
[...]
— O que foi, Mel? — Perguntei notando a minha esposa incomodada com alguma coisa.
Estávamos aguardando os nossos pedidos, a Mel estava séria, batucando a mesa com as pontas das unhas perfeitas e pintadas de rosa, sua cor favorita. Olhos atentos em algo atrás de mim, não quis me virar para ver o que poderia ser.
— Nada. — Respondeu e forçou um sorriso desviando o olhar.
— Parece nervosa e incomodada! — Observei.
— Mas não estou. — Garantiu, parecendo incerta.
— Hoje o restaurante está cheio. — Comentei olhando ao nosso redor.
— Com licença, eu preciso retocar a maquiagem. — Ela se levantou pegando a bolsa e foi para o toalete.
— Mulheres! — Resmunguei.
— E aí, parceiro? Jantando com a esposinha?
O folgado do Ryan surgiu ao meu lado, sem pedir licença ou permissão foi logo sentando no lugar da Mel.
— O que tá fazendo aqui? — Perguntei ríspido.
— Calma aí, amigão. Vamos dar uma tréga hoje, que tal? Respondendo a sua pergunta, esse também é o meu lugar preferido para jantar. E eu convidei uma amiga! — Respondeu tranquilo.
— Hum... Que amiga? — Indaguei.
— Ela foi ao toalete, por isso vim aqui conversar com você. Você sabe, mulheres demoram no banheiro, né? — Soltou uma risadinha.
— Sei... — Murmurei entediado.
— Tu tem ciúmes da Melanie? — Perguntou sério.
— Claro, ela é minha esposa! — Respondi rapidamente.
— É, e por quê você anda de rolo com a Sam? A Sam é praticamente uma amante sua. Bem, ela é na verdade a sua amante mesmo...
— A Sam não é minha amante e abaixe seu tom, seu animal, quer que algum conhecido escute? — O fuzilei, o interrompendo.
— Okay, então o que ela é para você? — Me questionou.
— Ryan, cale a boca e se manda daqui! — Pedi impaciente.
— Tá. Tchauzinho, parceiro! — Sorriu cínico, se levantando e finalmente foi para a mesa dele.
Chequei a hora em meu relógio, a Mel estava demorando para voltar...
P.O.V Da Melanie
Assim que entrei no toalete, coloquei a bolsa em cima da pia e me virei para a porta, esperando ela. Sabia que ela viria atrás de mim, e eu estava certa. Carly entrou rapidamente e fechou a porta, sorriu se aproximando.
— Mel, você está tão linda! — Parou em minha frente, me elogiando.
Ela também estava linda, com maquiagem delicada, suave e usava um lindo vestido preto de renda,nque ficou perfeito em seu corpo.
— O que está acontecendo, Carly? Por quê logo você? Eu não entendo. Por quê tinha que me beijar? Eu te liguei tantas vezes, só caia na caixa-postal, podemos esquecer aquele beijo, se não quiser tocar no assunto eu vou entender,nCarls... — Falei nervosa, com o coração palpitando.
Tudo aquilo estava me angustiando, aquele beijo mexeu comigo. Carly se distanciou, não atendia minhas ligações e eu estava confusa, imaginando mil coisas, sempre olhava para o meu marido e me sentia muito culpada, com a consciência pesada por ter correspondido aquele beijo...
— Eu sou bissexual, Melanie. E eu gosto de você, na verdade, estou louca por você desde a primeira vez que a vi! — Admitiu, se declarando e me deixando chocada.
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