Doce Pecado

46 Suspresinhas & lembrancinhas


Notas iniciais
Hey, pessoal!!! Aqui está o capítulo. Espero que gostem. Boa leitura a todos!!!

1 semana depois...

P.O.V Da Melanie

— Meu advogado já está preparando a papelada do divórcio, vamos nos divorciar com separação de bens. Ainda bem que vamos fazer tudo amigavelmente. Freddie e eu já entramos num acordo, vamos vender a casa e dividir o dinheiro, estou pensando em comprar um apartamento pequeno e vou investir num Ateliê de Costura. — Contei animada.

Eu já tinha planos para depois do divórcio.

— Por quê não se muda para cá? O duplex é perfeito para nós duas. Você usa o dinheiro da casa para o Ateliê e guarda o restante no banco. É bom ter economias para o futuro, não quero você longe de mim, Mel. Nós podemos morar juntas, isso seria maravilhoso. O que você acha? — Seus olhos até brilhavam, ela não parecia ter dúvidas sobre aquilo.

— Você tem mesmo certeza, Carls? — Perguntei apreensiva.

— Tenho. Absoluta! Quero você morando comigo. — Sorriu.

— Preciso resolver as coisas primeiro, eu prometo pensar com carinho. — Acariciei seu rosto.

Carly se aproximou nossos rostos e me beijou com calma. Seu beijo era suave e doce. Por eu estar sem saltos, ela já era naturalmente mais alta, abracei seu corpo devolvendo o beijo. Ela me dava carinhho, me transmitia segurança.

Eu não tinha mais dúvidas. Carly era a minha escolha certa. O meu futuro lindo e incrível que me faria muito feliz e completa.

Estava mesmo apaixonada por aquela mulher.

Quando Freddie foi passar aquela noite lá no hospital com a Sam, nós decidimos dar um jantar no apartamento dela, convidamos meus pais e anunciamos nosso namoro. A família da Carly já sabia da sexualidade dela, e foi de fato uma surpresa para a minha.

Meus pais ficaram abismados, minha mãe foi a única a conversar conosco durante o jantar. Meu pai se manteve calado, na dele, pensativo... O que eu poderia querer? Até um tempo eu estava casada com um homem, com o passar dos meses eu já estava me relacionando com uma mulher, ali diante deles assumindo um compromisso sério com Carly.

É claro que papai iria estranhar.

Carly ficou desconfortável, mas eu não saí do seu lado, segurando sua mão. Após o jantar, meus pais agradeceram pelo convite, elogiando a refeição e foram embora, eu até me senti aliviada porque eles não trataram a minha namorada mal, com o tempo iriam se acostumar.

Eles teriam que se acostumar.

— Você vai fazer o bolo ou vamos comprar? — Perguntei para a minha morena.

Minha... Carls era minha. Ainda era tudo uma novidade para mim, principalmente no sexo.

— Vou fazer. Que tal uns Cupcakes também? A Sam está liberada para comer. — Disse e eu concordei.

Sam estava completando 7 meses de gestação. Como ela ainda estava internada e um pouco triste, decidimos fazer uma surpresinha para ela.

Até compramos juntas umas lembrancinhas para o bebê que ainda não sabíamos o sexo. Seria surpresa. Foi ideia da Carly e do Ryan.

— Já liguei para os rapazes. Eles amaram a ideia. — Carls avisou.

A Sam com certeza ia se animar.

[...]

P.O.V Do Ryan

Passei na loja infantil e comprei um conjuntinho de roupa para o bebê, tive que comprar unissex já que não sabíamos o sexo. Por mais que eu quisesse comprar um vestidinho com lacinhos para cabelo, eu optei pelo conjuntinho mesmo. Para mim era uma menininha linda como a mãe, loirinha de olhos claros.

Carly e Melanie tiveram a ideia de animar a Sam, decidiram fazer uma surpresa para a loira. Claro que gostei da ideia, conhecendo a Puckett, eu sabia que ela iria ficar bem feliz quando chegássemos com bolo, doces e salgadinhos.

Não podíamos esquecer dos balões e das lembrancinhas.

Freddie e eu estávamos nos dando bem, fora do hospital e até mesmo no trabalho. Decidimos fazer as pazes, dar uma trégua por ela... Sam e a criança no ventre dela era o mais importante para nós dois.

Ela não merecia ver nos dois brigando por ela como dois moleques do colegial.

A prioridade de todos eram a saúde da Sam e o bem-estar do pequeno ser inocente dentro dela... Um de nós dois era o pai, não adiantava ficarmos num pé de guerra, afinal de contas, só cabia a Sam escolher com quem queria ficar, independente do resultado do DNA.

No fundo eu sabia qual seria sua escolha...

Tomei banho e me arrumei, nos reuniríamos na recepção do hospital para entrarmos todos juntos já que conseguimos permissão para fazer uma visita em conjunto.

Além do presente que comprei, fiquei encarregado de levar uma torta.

O primeiro que encontrei ali na recepção foi o Benson, ele tinha um caixa térmica para bebidas.

— E aí, cara? — O cumprimentei.

— Fala, Ryan! Pelo visto ficou encarregado de trazer comida. — Olhou para a torta que eu segurava.

Estava coberta com filme-plástico.

— Carly me mandou comprar refrigerante. — Apontou para a caixa térmica.

— Ela exigiu a torta salgada. Por quê as mulheres são tão mandonas? — Indaguei.

— Também gostaria de saber, cara. — Riu.

— Sua mãe ainda tá em Detroit? — Perguntei.

Ela era a única que ainda não havia se conformado com a história toda. Após o épico jantar na casa dos Puckett, Marissa Benson decidiu dar um tempo indo passar uns meses em Detroit.

— Sim. Parece que ela não volta tão cedo. — Respondeu.

— Ainda acho que têm homem na jogada. Ela é uma coroa bonita. — Comentei.

— Collins, para de falar besteiras! — Pediu me fazendo rir.

— Se ela não fosse tão chata e eu gostasse de mulheres mais velhas, eu...

— Eu com certeza iria arrebentar tua cara! — Me interrompeu.

— Só tava brincando, brôw! Relaxa! — Eu só queria descontrair.

O Benson balançou a cabeça rindo.

— Lá vem a sua gata. — Disse olhando por cima dos meus ombros.

Olhei para trás por pura curiosidade, vimos a enfermeira Michelle se aproximar com uma prancheta.

Assim que ela nos viu, abriu um enorme sorriso.

Sorri para ela que pareceu ficar envergonhada.

Era uma mulher bonita. Aquilo não poderia negar, eu não era cego...

Michelle tinha estutura mediana, corpo magro, claro que dava para ver que tinha uma bunda atraente mesmo estando meia escondida pelas vestes esverdeadas... Pele morena, cabelos castanhos todo encaracolado, lábios carnudos e olhos castanhos puxado para o tom de mel.

— Devia pegar o número dela. — Benson deu tapinhas no meu ombro.

Fiquei calado abservando a moça conversar com a recepcionista.

[...]

P.O.V Da Sam

Quando vi o pessoal entrando no quarto hospitalar, primeiro fiquei surpresa e depois me animei vendo que meus amigos e minha família tinham se reunido para me alegrar e comemorar mais um mês da minha gestação. Balões coloridos, fitas, flores e pelúcias. O quarto foi enfeitado rapidamente por Carly e Melanie.

Os rapazes arrumaram a mesinha que tinha ali, colocando tudo que trouxeram. Papai e mamãe estavam presente, vi caixinhas, embrulhos e sacolinhas sendo colocados sobre a poltrona para acompanhante.

Logo eu estava rodeada por amigos e familiares.

— Uau! Você capricharam! — Exclamei olhando para tudo.

— Não poderíamos deixar passar em branco, mana. — Melanie me abraçou.

Ela estava se esforçando, se revezendo com a Carly para cuidar de mim.

— Como anda a nossa garotinha? — Ryan puxou uma cadeira sentando ao meu lado.

— Ele ou ela está bem. — Sorri tocando seu rosto.

O Collins pegou a minha mão, beijando-a com carinho.

— Foi ideia da Carly e do Ryan. — Freddie não tirava os olhos de nós, parecia incomodado.

— Obrigada! — Agradeci a eles. — Valeu mesmo, gente. Adorei a surpresa! — Sorri para todos.

— Que bom, filha. Decidimos nos reunir, passar a tarde com você. — Falou minha mãe.

— Sua mãe e eu compramos uma lembrancinha. Espero que goste. — Disse meu pai passando a mão na minha cabeça.

Eles estavam indo me visitar todos os dias.

— Sério, gente, só bastava a presença de vocês. Acho que não mereço todo esse mimo. — Falei.

— Merece sim, loira! — Afirmou Ryan.

— A Carly fez o bolo. O seu preferido, morango com chocolate. — Contou minha irmã.

Eles estavam ali festejando comigo, alegrando a minha tarde, me paparicando. Eu não poderia estar mais feliz.

Começaram a repartir o que cada um trouxe, salgados, doces e refrigerante. Carly cortou o bolo me dando o primeiro pedaço, uma generosa fatia. Comi feliz da vida matando a saudade.

Depois me deixaram abrir os presentes, comecei pela lembrancinha dos meus pais. Eles me deram três pares de sapatinhos de crochê nas cores branco, amarelo e verde.

Eram todos unissex.

Carly e Mel compraram pijaminhas. Eram tão fofos.

Ryan me deu um conjuntinho branco, camiseta, calça e casaquinho. A coisa mais linda. Ficaria uma gracinha no bebê.

E por último foi o Benson, abri o pacote azul contendo um macacão com gorro, sapatinhos e luvas combinando. O único presente que não era unissex, era para bebê menino.

— E esse é pra você. — Me entregou a caixinha.

Sorri para ele, não esperava ganhar algo que fosse especialmente para mim.

— É lindo. — Fiquei encantada com o colar com pingente de coração.

— Me deixa colocar em você. — Pegou o colar da caixinha.

Ajeitei o corpo, estava sentada. Freddie afastou meu cabelo e colocou o colar em mim.

— Obrigada. Amei! — Eu quis beijá-lo, mas quando vi olhar do Ryan sobre nós, me contive.

O clima ficou um pouco estranho depois. O Benson havia me dado dois presentes.

Ryan saiu minutos depois dizendo que ia pegar um café. Eu sabia que era apenas uma desculpa, ele estava chateado.

[...]

P.O.V Do Freddie

Após dizer que ia buscar café, Ryan não retornou. Acho que ele foi embora. Foi algo bem idiota da parte dele que nem se despediu da Sam e percebi que ela ficou tristinha. Seus pais tiveram que ir, tinham um compromisso. Carly e Mel também se foram dizendo que iam passar no mercado, para abastecer a despensa da morena.

Enfim, Sam e eu ficamos à sós.

— Quer mais um bolinho de frango? — Perguntei.

— Não. — Negou e eu suspirei.

Ela estava daquele jeito por culpa do Collins.

— Com licença. — Uma das enfermeiras abriu a porta. — O horário de visita está quase acabando. O senhor só tem mais 5 minutos. — Avisou.

Assentiu e ela se retirou, olhei para a Sam que tocava no pingente do colar que dei a ela.

— Quêm vai ficar hoje com você? — Perguntei.

— A Carly. — Respondeu.

— Não fica assim, Sam, o Ryan é um idiota e...

— Não fala assim dele. Não tô triste porque ele foi embora, vamos deixar ele pra lá, é até melhor assim... Somos amigos. Eu não tenho mais nada com ele. Nem com você! — Deixou claro. — A surpresa que vocês fizeram foi linda, eu amei cada presentinho. Acontece que eu não aguento mais, Freddie... Não aguento mais viver presa aqui nesse quarto de hospital, eu só queria ter alta... Nem para tomar banho eu posso ter privacidade, você viu naquela noite, precisei de ajuda... Estou de saco cheio desse lugar. Da comida sem graça. Desse cheiro horrível. É sufocante e doloroso... Todos os dias me examinam, me dão injeções, me aplicam soro... — Começou a chorar.

Vi que ela estava abatida, mais pálida. Os braços tinham hematomas arroxeados por conta das agulhadas na região dos pulsos.

Me doía vê-la daquele jeito... Infelizmente eu não podia fazer nada.

— Você precisa ser forte, Sam... Têm que aguentar firme. — Falei.

— Mas até quando, Benson? Até quando? — Me olhou desolada.

— Você vai melhorar, vai dar tudo certo, precisa ter fé e...

— Talvez um de nós não resista... — Tocou a barriga.

— Por favor, não fale isso... — Supliquei indo me ajoelhar ao seu lado.

[...]

— Freddie, venha pra cá agora mesmo, a Sam passou mal e teve um sangramento, os médicos optaram por uma cesariana de emergência... — Melanie estava chorando.

Não sei o que falei, só lembro de ter desligado o celular, saí correndo da empresa feito um louco... Também lembro de pegar meu carro e acelerar sem me importar com mais nada.

Após completar o sétimo mês, Sam já estava abatida. Ela enfrentou o oitavo mês mais calma e esperançosa, a placenta estava se normalizando e voltando para o lugar. Ela até tinha chances ter um parto normal.

Quando ela mal completou os 9 meses, eu recebi a notícia de que ela teria que passar por uma cesariana de emergência... Nunca me senti tão apavorado.

Seus pais, Carly e Melanie já estavam no hospital. Não demorou para que Ryan chegasse num desespero que só eu poderia entender.

Minha mãe não havia retornado de Detroit, embora ligasse sempre querendo notícias.

— Ela já foi levada? Cadê ela? Estão fazendo o parto agora? — Indagou.

— Eles estão aguardando o pai, um de vocês precisam subir. Eles vão aplicar a anestesia raquidiana. Os médicos disseram que se não se apressar, eles terão que aplicar uma anestesia geral nela. — Contou Carly chorando.

Então, era realmente grave. Sam e o bebê corriam riscos.

Vi que o Ryan estava sem condições, estava tão nervoso e apavorado. Ele ia acabar passando mal.

— Eu vou! — Me prontifiquei.

Olhei para ele que apenas assentiu e sentou na sofá da recepção enquanto Melanie corria para pegar uma água pra ele.

Sam precisava de mim, eu corri indo para o Centro Cirúrgico indo me apresentar à equipe médica. Por mais que eu estivesse com medo, eu estaria ao seu lado na hora do parto.

Notas finais
E aí??? Curtiram o capítulo??? O que acharam do pessoal alegrando a nossa loira??? Tivemos um salto no tempo. Sam acabou de entrar no nono mês de gestação. Bebê já se apressou para nascer... Até o próximo. Bjs