Doce Pecado
36 Sentimentos confusos: Uma decisão...
Notas iniciais
P.O.V Do Freddie
Ficamos nos encarando por alguns longos segundos. Tempo o suficiente para eu pensar e decidir a respeito de sua proposta, pensei bastante e decidi dar a minha resposta definitiva.
— Você pode até ficar com a Sam, mas se o bebê que ela carrega for meu, eu assumirei esse filho. Jamais permitirei que você assuma. — Avisei tomando minha decisão em relação à sua proposta.
— Então, você não vai mover um dedo para lutar por ela? — Indagou surpreso.
— Como se eu precisasse... — Ri em deboche. — Nós dois sabemos perfeitamente sobre quêm ela ama, Collins. Não estou desistindo dela, mas só cabe à ela escolher entre nós, afinal, ela não pode ficar com nós dois. Ela decidirá com quêm quer ficar! — Falei o óbvio.
— Você não merece ficar com ela. — Disse entre dentes, cerrando os punhos. — Eu a amo, mereço ficar com ela e cuidar dessa criança que virá ao mundo. — Falou com seriedade.
— Você acha mesmo que é melhor que eu, Tyan? — Perguntei incrédulo. — Você não pode decidir isso por ela. — Avisei.
— Não estamos numa porcaria de disputa, Benson. — Disse raivoso. — Estamos falando da mulher que eu amo, que ainda por cima está esperando um filho...
— Você acha que eu não sei, seu idiota? — O cortei. — Não vou competir com você lutando por algo que já me pertence. A Sam me ama! — Sorri o provocando.
— E você a ama? — Se aproximou, irritado. — Talvez,não é? Mas agindo desse jeito, a decepcionando como você anda fazendo, tudo que você vai conseguir dela é ódio e desprezo. E eu vou ter a chance de fazê-la se apaixonar por mim. E se ela quiser ficar comigo, eu a levarei para bem longe de você, entendeu? — Bateu o dedo indicador no meu peito.
Fiquei calado, digerindo suas palavras.
— Cai fora do meu apartamento... — As palavras saíram automáticas.
— Nos vemos por aí, se cuida, cara! — Deu tapinhas nas minhas costas antes de ir embora.
"E se ela quiser ficar comigo, eu a levarei para bem longe de você, entendeu?"
Suas palavras ficaram ecoando, rondando a minha mente,me atormentando...
Naquela noite, eu quase não consegui dormir direito. Ryan não estava brincando, ele estava mesmo disposto levar a Sam para bem longe de mim.
Dane-se, eu nem deveria me importar com isso...
[...]
1 Semana depois...
P.O.V Da Sam
— Hum... Você e o Ryan... Está rolando? — Shay perguntou quando estávamos tomando café.
— Não sei como posso definir o que temos agora. Ryan está me apoiando, cuidando de mim, e eu não posso reclamar dos mimos que ando recebendo. — Falei beslicando uma panqueca.
— Ele realmente gosta de você, loira. Se apresse, daqui à pouco ele vai bater aí na porta para te mimar. Você está ansiosa para sua primeira consulta que será amanhã, não é? — Ela perguntou sorrindo.
— Sim, estou. Você não quer ir com a gente? — Empurrei o prato cheio de panquecas, o cheiro do café já estava me dando náuseas.
— Eu adoraria, mas fica para a próxima. Vou deixar os pombinhos curtir esse momento especial amanhã. — Sorriu brincalhona.
— Boba. — Acabei rindo e ela também.
— Por quê não convida o Benson para ir com vocês? Sabe, o bebê pode ser algum tipo de mutação com três pais biológicos, nunca se sabe, né? — Piscou pra mim, segurando o riso.
— Carly!!! — Exclamei chocada. — Você acha que teria... Alguma possibilidade? — Sussurrei pensativa.
— Não seja boba... — Gargalhou.
— Eu transei com os dois, e eles gozaram dentro de mim aquele dia... — Argumentei.
— Eca, Sam! — Ela cuspiu o leite que tomava.
— Você nunca provou "leitinho" de um cara gostoso? — Sorri maliciosa.
— Que tal mudarmos de assunto? — Sugeriu, deixando o copo de leite de lado.
— Você não é nenhuma Santa, Carly Shay. — Arfimei.
— Não sou mesmo. Mas me responde uma coisa, qual deles é maior? — Perguntou curiosa.
Me engasguei com o suco de laranja e a campainha tocou. Devia ser o Ryan... E realmente era ele, que havia ido me visitar para alegrar o meu dia.
[...]
P.O.V Da Melanie
Eu ainda estava devastada, me sentindo tão só. Eu estava até chateada com a minha mãe, ela havia acobertado as safadezas da Sam com o Freddie, foi doloroso saber disso. Eu só estava permitindo meu pai me visitar, pois eu havia me afastado da minha própria mãe...
Uma garrafa de Vinho Rosé era a minha única companhia antes deu deitar a cabeça nos travesseiros e fechar os olhos. Três taças eram o bastante, me deixava mais leve, eu conseguia pegar no sono mais rápido.
E deitar naquela cama sozinha, sem ele ao meu lado estava me matando lentamente. O vazio ao meu lado, o silêncio, a solidão. Tudo aquilo estava me massacrando.
Horas passavam se arrastando, eu chorava todas as noites. Estava emagrecendo, ficando desleixada, não conseguia me concentrar no meu trabalho.
Sentada no sofá, dncolhida debaixo do cobertor, fitando a TV desligada, segurando uma taça de Vinho pela metade, eu me encontrava afundando na solidão numa plena quarta-feira à noite.
A campainha tocou pela terceira vez e eu fingi não ouvir, apenas dei uma grande golada esvaziando a taça.
Larguei a taça no encosto do sofá, joguei o cobertor para o lado e levantei, indo finalmente atender a porta, descalça, descabelada vestindo um pijama ridículo que ainda por cima estava do avesso, só descubri aquele pequeno detalhe quando derramei Vinho na blusinha branca com estampa de bolinhas.
"Estou farta disso tudo, chega dessa maldita autopiedade..."
Pensei indo atender a porta.
— Carls? — Olhei surpresa para a morena, ela estava usando um casaco preto e um gorro vermelho.
— Oi ,Mel. — Sorriu para mim, e eu lhe dei passagem pra entrar, foi tão automático aquele simples gesto.
Fechei a porta, trancando-a com a chave e me virei para a morena.
— O que você quer de mim? Já não basta ter traído nossa amizade ficando do lado da Samantha? — Falei o nome da minha irmã com desgosto.
— Não vim aqui falar da Sam. — Deixou bem claro, pegando a garrafa de Vinho que estava em cima da mesinha de centro. — Quantas taças você tomou? — Perguntou tirando o casaco.
— Uma. — Respondi olhando para sua blusinha rosa-bebê, com detalhes em renda no busto, ela estava de jeans escuro e Ankle Boots pretos. — Eu gosto de você, Mel. Não quero vê-la se acabando em Vinho. — Se aproximou. — Oh, Deus! Você está tão abatida! — Me olhou triste.
— Não tente me tocar... — Recuei. — Não vou cair na sua, se por acaso pensa que estou embriagada. Vai embora! — Pedi.
— Sei que não está embriagada. Uma tacinha só faz relaxa. Eu não seria capaz de tentar algo contra sua vontade. — Disse me olhando séria.
Me vi encurralada contra a parede, enguli e. seco. E me perdi em seus olhos pequenos e escuros...
— O que pensa que est... — Ela me calou, juntando nossos lábios.
Paralisei. Meu corpo ficou tenso, sequer tentei lutar contra aquilo. Seus lábios nos meus, suas mãos segurando meu rosto.
Aos poucos fui relaxando, permitindo, retribuindo seu beijo. Passei meus braços ao redor do seu pescoço, apreciando seu gosto, a maciez de seus lábios...
Fomos parar no sofá, nós duas sem as blusas. Ela de sutiã e eu sem, Carly estava no comando. Me deitou ali, ficando por cima.
— Você vai sentir tanto prazer... — Sussurrou enquanto trilhava meu pescoço com beijos. — Vou te enlouquecer com a minha língua... — Desceu para meu o busto.
Ela logo abocanhou meu seio direito, gemi estremecendo abaixo dela. Sua boca quente sugando meu mamilo, sedenta. Circulando-o, sugando e mordiscando-o.
Repetiu tudo com o esquerdo, me excitando. Massageando meus seios enquanto me beijava, me deixando mais quente, desejando cada carícia...
Encerramos o beijo e ela se afastou um pouco, com os lábios inchados e vermelhos. Desabotoei seu sutiã preto, expondo seus seios. Pequenos, com os mamilos levemente rosados.
Mudamos de posições, ela me pôs por cima. Comecei a estimulá-la, beijando seu seio direito antes de abocanhá-lo, repetindo o que ela havia feito comigo.
— Ahhn. Isso! Assim... — Gemeu me estimulando a continuar.
Apertei seus seios, alternando entre sucções e carícias.
Ela abaixou minha calça de pijama junto com a calcinha, estremeci erguendo meus quadris, largando seus seios.
Suas mãos macias e delicadas me tocavam, por todo o corpo. Deixando pequenos rastros de fogo com seus toques ardentes, eu jamais senti tanto prazer em ser tocada com tanta intensidade e suas carícias íntimas estavam me deixando louca.
Afastei as pernas, ansiosa por seus finos dedos ali entre elas, no meu ponto mais sensível.
— Você está molhadinha. Uma delícia! — Carly sorriu pra mim, satisfeita, umedecendo os lábios.
— Ah, por favor... — Pedi baixinho, querendo seu estímulo ali, entre minhas pernas.
— O que você quer, Mel? — Perguntou me encarando, seus olhos escuros esbanjando luxúria.
— Você. Quero você. — Respondi antes de desabar meu peso sobre ela e atacar seus lábios com volúpia.
Aquele beijo lascivo só fez minha excitação aumentar, e mudamos de posição novamente. Ela terminou de me despir e se despiu, mostrando o quanto seu corpo delicado poderia ser atraente.
Me fazendo desejá-la, beijar cada pedacinho dela, lhe dar prazer assim como ela estava me dando.
— Não morda os lábios, quero ouvir você gemer. — Disse afastando minhas pernas, me expondo para si.
Seus dedos foram exatamente para aonde eu desejava sentí-los, fechei os olhos e gemi apreciando aquela sensação, dois dedos mergulhando em mim, entrando e saíndo lentamente.
Seu polegar massageava meu clitóris, enquanto ela me fazia gemer cada vez mais...
— Vou chupá-la todinha, fazê-la gozar em minha boca... — Retirou os dedos e se abaixou, pondo a cabeça entre minhas coxas.
— Ahhn. — Agarrei seus cabelos, sua boca quente e sedenta me cobriu, provando-me com vontade.
Fechei os olhos,apreciando sua língua em mim, trabalhando com agilidade. Eu estava toda sensível, sentindo meus tecidos se contraindo, inchando. E foi então, que alcancei meu ápice, nunca havia tido um orgasmo tão avassalador como aquele.
[...]
— Minha vez... — Sussurrei, decidi continuar e ir até o fim.
— Oh, Melanie... — Ela acariciou meu rosto. — Só se você realmente quiser...
— Eu quero. — A cortei, decidida.
Foi a vez dela deitar no sofá e se entregar para mim como eu havia me entregado. E assim como eu, Carly atingiu o ápice se derramando em minha boca.
Aquela experiência foi simplesmente única... Jamais senti nada igual.
[...]
— Você foi maravilhosa para uma primeira vez...
— Foi um erro. Vai embora, Carly. — A interrompi bruscamente,pegando suas roupas, jogando-as para ela.
Havia caído na realidade, me dando conta do que havia feito.
"Transei com uma mulher..."
Aquilo estava se repetindo em minha cabeça, bagunçando meus sentimentos...
— Mas eu pensei que... — Tentou falar, vestindo a calcinha.
— Não sei o que deu em mim. Você me seduziu e foi inevitável. — Falei desconcertada, me cobrindo com o cobertor, me encolhendo num cantinho.
— É normal você se sentir confusa. — Me olhou com intensidade.
— Não estou confusa. — Balancei a cabeça. — Vai embora. — Mandei apontando para a porta.
— Mel, nós...
— FOI UM ERRO O QUE ACONTECEU ENTRE NÓS! — Gritei me levantando, enrolada no cobertor.
Vi seus olhos enchendo de lágrimas, ela terminou de se vestir e eu a conduzi até a porta, destrancando rapidamente.
E Carly foi embora,chorando,e eu bati a porta, me sentindo mal. Eu não queria fazê-la chorar e aquilo estava acabando comigo.
Ainda sentia seu gosto em minha boca.
Após tomar um banho me recompus, chegando à uma decisão...
Estou decidida a ir atrás do Freddie amanhã e tentar reatar com ele. Pois eu preciso afastar esses sentimentos novos e confusos, podem ser apenas passageiros, eu sempre amei meu marido e talvez possamos esquecer todos os erros e seguir em frente, juntos.
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