Doce Pecado
25 Próximo passo & Velho conhecido!
Notas iniciais
Acordei no dia seguinte, não havia dormido muito bem, sentia meu corpo latejar e arder. Freddie e Ryan acabaram comigo, meu corpo estava completamente dolorido. Admito, foi uma delícia, mas eu não sabia que meu corpo ia estar nesse estado agora de manhã. Doía de todos os modos que eu ficava na cama. Sentar então, sem comentários.
Ontem, depois de um banho relaxante com Freddie e de mandar Ryan ir embora – Claro que, ele foi reclamando – Deitei na cama pensativa. Apesar de meu plano estar sob controle, estava na hora de dar o próximo passo. Eu estou me divertindo muito nessa brincadeirinha com Freddie, e até mesmo com Ryan, que não tem nada a ver com isso, está me fazendo muito bem.
Mas, eu preciso me concentrar. Está chegando a hora, preciso focar no objetivo, Freddie precisa estar na palma da minha mão. E pelo menos, no quesito ‘’sexo’’ ele já está, mas eu preciso de mais, Freddie precisa estar caidinho por mim de todas as formas possíveis.
Eu poderia muito bem armar um flagra, para Freddie e Melanie terminarem. Mas, eu quero mais, minha irmãzinha merece algo mais grandioso. E também, não me surpreenderia nada que com alguma mentira esfarrapada, ou algum pedido de desculpas patético, ela o perdoasse. Melanie é tão tonta, que eu não duvidaria nada, nada mesmo, que ela realmente fizesse isso.
Na cama, no sexo, eu já consegui o que queria, o Benson está louco por mim. Só que, agora vem a parte que eu considero um pouquinho mais difícil, fazer Freddie se apaixonar por mim. Infelizmente, não acho que consigo isso com tanta facilidade. Mesmo a traindo, Freddie parece gostar muito da Melanie, e principalmente, parece se empenhar muito para ela não descobrir o que existe entre nós. E isso quer dizer que ele não cogita a ideia de se separar dela, o que me deixa muito irritada. Quero esfregar na cara daquele Ser loiro e cor-de-rosa que seu mundo não é tão perfeito. E isso só vai acontecer se meu querido Benson dar um chute na bunda dela, e deixá-la chorando, sofrendo e abandonada.
E mais uma vez, infelizmente. Porque agora apareceu a Carly, que eu tenho certeza que gosta da Melanie, se ela corresponder aos sentimentos da Carly, eu não vou ter o que quero. Não sei das opções sexuais da Melanie, mas nada é impossível.
Mas... Admito, enganar o moreno vem me trazendo certo remorso. Não é que eu não esteja gostando das nossas ‘’aventuras’’, muito pelo contrário. Mas dá até uma peninha saber que alguma hora vai acabar. E talvez, eu disse talvez... Reconsidere a ideia de chutá-lo depois que ele terminar com a Melanie.
Freddie é um homem muito interessante, divertido, inteligente, e por último, mas não menos importante, é um homem muito gostoso. Mas também, não pretendo manter uma relação mais séria com ele, nem com nenhum homem.
Ao me apaixonar pela primeira vez, a única coisa que aprendi e que foi útil, é que homens não prestam. E se Freddie traiu a Melanie, por quem se dizia tão apaixonado, porque não me trairia com outra. E também, eu não vou ser corna... Não, de novo.
Deixando meus devaneios pra lá, levantei da cama, juntando todas as minhas forças, e segui para o banho. Depois de tomar um banho longo e quente, saí da banheira. Depois de vestida, desci para a sala, encontrando Pam sentada no sofá, lendo uma revista. Ótimo, assim não preciso falar com ela.
— Vai sair? – Assim, que me preparei para sair, ela me parou. Droga.
— Sim! – Respondi, e voltei a caminhar em direção à porta.
— Noite animada ontem, não é, Sam? – Perguntou e eu me virei, encarando-a, entendendo perfeitamente sua pergunta.
— Muito animada! – Disse naturalmente e ela baixou a revista, olhando-me com um semblante repreensivo. – Como você sabe? – Perguntei curiosa, Pam e John não estavam em casa.
— Seu pai e eu chegamos, e fomos recepcionados por gemidos... Vindos do seu quarto! – Disse pausadamente. Pam nunca foi muito boa para dar bronca, mas para minha desgraça, ela vai dar, ou ao menos tentar. — Seu pai está surtando, se prepara!
— Não sei porquê. Eu sou maior de idade, tenho uma vida sexualmente ativa e ele sabe disso. E além do mais, ele já deu esse surto quando eu tinha 16 anos, e ele descobriu que eu perdi a virgindade e não me casaria pura! – Disse com deboche.
— Você quase fez seu pai ter um infarto. Mas dessa vez o problema não foi esse! – Suspirou e levantou-se do sofá – O problema foi, ele descobrir que a filha traz homens para essa casa. E sim, eu disse ‘’homens’’, no plural. Você tá ficando maluca, garota? – Pam, perdeu o controle, praticamente pulando em cima de mim e chacoalhando meus ombros, enfurecida. – O que você tá fazendo? Freddie e Ryan? Os dois?
— O que é que tem demais? – Disse me desvencilhando dela. – Era um fetiche, que eu o realizei ontem!
— Não é disso que eu tô falando, não me importo que você fique com 50 homens. Desde que eles não signifiquem nada. Exemplo, não transe com o marido da sua irmã e com o cara que está apaixonado por você, ao mesmo tempo! – Disse nervosa, passando as mãos pelos cabelos.
— Quê? Você tá louca, mãe! – Disse. Ryan apaixonado por mim. Impossível... Eu acho.
— Como não consegue perceber, Ryan está completamente apaixonado por você. Filha, esquece essa besteira de vingança e fica com o Ryan, ele te ama, dá pra ver isso nos olhos dele. E sobre o Freddie, imagina se seu pai tivesse visto ele saindo aqui de casa ontem, como eu vi? Pensa o que isso vai causar para nossa família – Disse implorante, segurando meus ombros, seus olhos estavam marejados.
— O que vai causar para a nossa família? Ninguém pensou nisso quando foi a minha vez. É que com a perfeitinha da família não pode acontecer nada, não é? Eu que me exploda! – Disse com raiva, saindo de perto dela. – Mesmo que não querendo admitir, você sabe. Você sabe, mãe. Sabe que a Melanie merece isso, e é por esse motivo que você ainda não contou pra ela, não fez nada de tão absurdo para me parar, você sabe que eu tenho direito de fazer isso. Mas eu estou cansada, quero que ela me pague pelo que fez, por ter me traído, por ter destruído a minha vida, por ter matado meu... Quer saber, deixa pra lá, tchau! – Me cortei e saí porta a fora. Sem dar tempo dela protestar ou falar algo, não quero votar nesse assunto, que mesmo tendo passado vários anos, me dói de forma devastadora.
[...]
Depois de passar em alguma lanchonete, comer algo, e principalmente, conseguir me recompor e colocar um sorriso lindo no rosto, voltei para a casa. Felizmente, não encontrei Pam em casa, troquei de roupa, colocando um vestido. Um pouco mais comprido, mas com um sensual decote e uma fenda. Após terminar a produção, segui caminho para a empresa do Benson. Ryan havia me explicado, que ele e Freddie eram sócios em uma Empresa de tecnologia. Realmente, esse jeitinho de nerd do Freddie não engana ninguém.
Sem precisar ser anunciada, entrei dentro do escritório de Freddie. Provavelmente, fui confundida com Melanie, após um ‘’Fique à vontade, Sra. Benson’’, não me restou dúvidas.
— Sam, o que faz aqui? – Freddie perguntou surpreso, ao me ver entrando dentro de sua sala.
— Vim fazer uma visitinha. Atrapalho? – Perguntei caminhando até o Benson. Sem deixar de perceber seus olhos colados no meu decote.
— Nunca, você nunca me atrapalha! – Ele levantou da sua cadeira, vindo até mim com um olhar safado – Mas, o que devo a está ilustre visita? – Disse selando nossos lábios. Após um longo beijo, ele foi descendo os lábios pelo meu pescoço para recuperar o folego.
— Não, não. Agora, não! — Me desvencilhei dele e o mesmo suspirou frustrado. — Estou com fome, quero ir almoçar. Almoçar com você!
— Eu também estou com fome. Mas a minha fome eu mato aqui mesmo! — Terminando a frase, mais que maliciosa, ele avançou para cima de mim.
— Acontece que eu estou com fome de... C.o.m.i.d.a! — Soletrei rindo e ele revirou os olhos, indo até sua mesa e pegando o paletó. Com um pouco de esforço, consegui afogar o comentário de como ele ficava gostoso de terno. Se eu falasse, não sairíamos dessa sala tão cedo.
— Okay, vamos lá! — Concordou, ainda emburrado.
— Mas se você for um bom menino... Te deixo escolher a sobremesa! — Sussurrei maliciosa e ele entendeu o recado, retribuindo meu sorriso.
— Eu escolherei bem! — Disse me puxando pela cintura e abrindo a porta para sairmos.
— Sam? O que faz aqui? E com o Freddie? – Ryan saiu da porta ao lado, assim que Freddie e eu colocamos o pé para fora.
— Oi, Ryan. Nós vamos almoçar, tchau! – Disse rapidamente e me apressei em puxar Freddie pelo braço. Tinha que sair logo dali, antes que...
— Legal! Posso ir com vocês? – Droga. Ryan é tão inconveniente, eu precisava colocar meu plano em ação, ou seja, tenho que ficar sozinha com Freddie.
— Claro! – Disse num sorriso forçado, não conseguiria dizer não.
E assim, saímos da Empresa, os três juntos. Não era pra ser assim, mas agora já foi. Vou tentar ter um almoço legal com meus homens.
Decidimos ir para um restaurante ali perto, mesmo. Freddie e Ryan trocaram poucas palavras no percurso, mesmo com minhas falhas tentativas de puxar assunto, e fazê-los conversar. Eles estavam resistentes com essa birrinha, a mesma que começou no ‘’Dia dos socos’’ e nunca mais acabou. O que é ridículo, considerando que os dois me foderam ontem à noite, e eu não ouvi nenhuma reclamação da parte de ambos.
Após chegarmos e fazermos os pedidos, os dois mantiveram-se parcialmente calados e carrancudos, olhando um ao outro como se quisessem se fuzilar. Após mais algumas tentativas minhas de tentar manter a paz, o clima mudou. E ao invés de encarar um ao outro, eles conseguiram outro meio de se provocar, e isso era: Tentando chamar minha atenção!
Ryan, contando histórias divertidas da época de Faculdade. E Freddie, tentando demonstrar sua inteligência, ou melhor, tentava demonstrar como era mais inteligente que Ryan.
E assim seguiu nosso ‘’harmonioso’’ almoço. Cada um, de sua maneira, tentava deixar seu castelinho maior. Até que estava sendo divertido, até o momento que eles começaram a me irritar.
— CHEGA! – Gritei, chamando a atenção de Freddie e Ryan, que não calavam a boca. Quer dizer, atenção eu ganhei de todo mundo, meu grito saiu um pouquinho alto demais. – Eu não aguento mais suas picuinhas!
— Mas, Sam... Ele que tá me provocando! – Ryan se defendeu, apontando para Freddie – Ele tá dizendo que você não vai deixar eu te foder por trás. O que sabemos que não é verdade! – Completou o moreno e eu senti meu rosto ficar vermelho. Não costumo ter essa reação, mas o imbecil gritou e como consequência, senti vários olhos pairarem sobre mim.
— Você sabe que é verdade, sabe que ela só liberou pra mim, Collins. Aceita, que dói menos! – O Benson se gabou, rindo do estado raivoso de Ryan. Eles estavam conversando naturalmente, para quem quisesse ouvir, sobre a minha bunda? Era isso mesmo?
— Quer saber, eu cansei de vocês! – Suspirei cansada e levantei da mesa. – Eu tentei ter um almoço legal com os dois. Mas vocês estragaram tudo e também conseguiram uma proeza... Fizeram eu perder a fome! – Disse irritada e levantei da mesa, saindo e deixando os dois sentados e confusos.
Saí do restaurante irritada. Era pra ser um almoço quase que romântico com o Freddie, mas o Ryan tinha que estragar tudo. Eu fiquei com peninha de dizer que, meus lindos olhos azuis não poderia vir junto. Mesmo que eu não queira admitir, as palavras me Pam me tocaram de alguma maneira. Ryan podia estar, de alguma forma, apaixonado por mim?
Não... Não, posso me distrair com isso, não agora. Tenho que me concentrar no Freddie, ele tem que se apaixonar por mim.
[...]
À noite já havia chegado. Vesti o vestido que Melanie havia feito pra mim, vai ter a inauguração de uma boate muito badalada e eu não posso perder, eu havia combinado de ir com o Ryan, mas preferi ir sozinha, preciso me distrair um pouco e amanhã retomo os planos.
Depois de alguns minutos, cheguei a Boate. Por sorte, não havia muito trânsito. Entrei animada, já recebendo algumas cantadas, mas nenhum que me interessou. Na verdade, não vim aqui procurar homem, se estivesse teria ficado com Freddie e Ryan, para que preciso de mais?
Após algumas horas lá dentro e alguns copos de tequila e uísque, eu já estava meio animadinha, e engraçadinhos já estavam me rondando. Talvez, esperando a melhor oportunidade para me estuprar... É, pode ser que a ideia de vir sozinha não foi tão boa.
Decidi parar um pouco com a bebida e me sentei em uma das mesas do bar, sentindo minha cabeça latejar por conta do álcool. Pedi ao Barman uma garrafa d’água e massageei um pouco minhas têmporas, para ver se aliviava.
— Problemas com a tequila? Não devia beber tanto! – Escutei uma voz, e sem abrir os olhos, continuei a massagem.
— Sai daqui, idiota! – Disse sem paciência, devia ser mais um babaca, que queria me levar pra cama. Ainda assim, mantive os olhos fechados, a massagem estava ajudando, meu crânio parecia já estar parando de praticamente quicar dentro da minha cabeça.
— Uou... Nervosa! – Escutei sua risada e o barulho da cadeira, arrastando-se.
— Eu já mandei você sair! – Disse grossa, ignorando-o. – Estou com dor de cabeça, e sem paciência para um babaca como você. Agora, pode sair?
— Abra os olhos, Sam. Sinto falta deles... Como eram mesmo? Azul celeste sob o Sol, azul turquesa sob a luz da lua e azul acinzentado... – Abri os olhos instantaneamente, me dando conta de quem que era aquela voz – ... Como está agora! – Completou abrindo um sorriso de lado.
— Austin! – Disse aturdida. Fazia tanto tempo que eu não o via, e não desejava ver. Mas ele estava exatamente como eu me lembrava, talvez um pouco mais bonito. Mas... O sorriso, o olhar, do jeito que eu me lembrava. O sorriso que havia me feito tão bem, e ao mesmo tempo, tão mal.
— Até que enfim se lembrou de mim, Sammy! – Disse com um sorriso debochado do rosto.
— Você sabe que eu odeio que me chamem assim. O que você tá fazendo aqui? – Perguntei, ainda paralisada.
— Meu pai é dono desta boate. Não reparou no nome? Eu vim pra cá, administrar essa filial! – Explicou naturalmente – Mas, e você? Como está?
— Bem. Muito bem, desde que eu me livrei de um crápula como você. Eu estou muito bem! – Joguei um sorriso irônico e rancoroso pra cima dele.
— Qual é, Sammy? Já faz tanto tempo, achei que já tivesse esquecido daquele... Incidente! – Completou sorrindo, e eu me levantei com raiva.
— Incidente? Aquele chifre não foi um ‘’incidente’’? – Fiz aspas com os dedos, sentia meu rosto ficar vermelho de tanta raiva. Prometi a mim mesma que iria odiar Austin até o fim da minha vida. Sem esperar uma resposta dele, virei as costas e comecei a caminha até a saída da boate, antes de conseguir chegar ao destino, senti uma mão puxar meu braço.
— Pra que tanto rancor, loira? – Disse sedutor e me puxou pela cintura, me colando contra seu corpo.
— Tanto rancor? Como você é descarado, me solta!
Soquei seu peito, tentando fazer ele me soltar. Mas pouco adiantava, meu corpo estava cada vez mais pressionado ao dele. Ai... Como eu odeio essa fraqueza que eu tenho em relação a ele. Nunca consegui resistir a esses lindos olhos claros.
— Se entrega, Sam! – Disse sedutor, dando uma mordidinha no lóbulo da minha orelha –Eu e você sabemos que você quer, não resista. Vamos reviver nossas ardentes noites, que eu tenho certeza que não saiu da sua lembrança...
Após essa frase, eu sabia que não conseguiria resistir.
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