Doce Pecado

28 Novo amigo, ameaças e algo inesperado?


Notas iniciais
Hey, Julie aqui. Desculpem a demora, pessoal. Estou aqui adiantando o capítulo que seria postado amanhã. Boa leitura!!!

P.O.V Da Sam

Se eu daria uma chance para o Ryan? Será que eu estaria disposta a fazer isto? Sinceramente, estou muito confusa. É complicado demais para mim, todo esse meu envolvimento com o Collins, não deveria ter levado tão à sério. Sei que nos envolvemos demais, tanto na forma carnal quanto amigavelmente. E de certa forma, o Ryan acabou se tornando um bom amigo para mim, acabei me apegando muito à ele.

Não posso lhe dá uma chance, não agora. Talvez um dia, quêm sabe? Tenho uma prioridade no momento, preciso me dedicar a ela. Seguir com os meus planos de vingança, para isto, preciso conquistar o Benson. Tê-lo em minhas mãos ,completamente apaixonado por mim. Quero fazer a Melanie pagar por tudo, ela merece sofrer tanto quanto eu sofri. Claro que ela não passará pelo mesmo sofrimento que eu, pois a minha dor foi devastadora, mas a Melanie pagará, ela merece tudo isso...

— Não. Até poderia, mas eu não quero dar uma chance à ele. O Ryan é um cara legal, lindo e maravilhoso... Você não entenderia, Carly. Tenho outras prioridades no momento... — Respondi baixinho, porém, convicta.

— Tem certeza? Você me parece insegura. Essas tais prioridades são mais importantes que dar uma chance ao homem que está apaixonado por você? Pense bem, Sam, o Ryan realmente merece uma chance, ele...

— Você acha que eu não sei? — A interrompi, me alterando um pouco. — Eu não posso dar uma chance à ele, não agora. Isto atrapalharia meus planos, e eu não pretendo desistir da minha... — Me calei antes que falasse merda, a Melanie poderia acordar e ouvir.

— Vai colocar sua vingança acima de tudo? Será mesmo que vale a pena? Você está cega de ódio, Sam. Ódio pela sua própria irmã, será mesmo que se vingando dela você se sentirá melhor? Acha mesmo que vai dar certo? — Se levantou indignada, me olhando com certa raiva.

— Cale a boca! — Me levantei irritada, mas controlei o meu tom assim como ela. — Não se intrometa, pelo seu bem, nem tente me impedir. Tenho os meus motivos, acredite. Se quer ser minha amiga, é melhor ficar na tua. Respeite a minha decisão, não quero o seu apoio. Apenas não estrague os meus planos! — Avisei séria.

— Está bem... — Levantou as mãos, se rendendo.

Voltei a me sentar, olhei para a cela em frente à nossa. Os meninos estavam tão quietos, acho que o Benson foi o primeiro a cair no sono. E eu estava sem sono, apenas queria estar livre daquele lugar o mais rápido possível.

[...]

1 Semana depois: Sábado, às 13:23 da tarde...

— O que foi, Sam? Algum problema? Você está tão distante... — Ryan encerrou o nosso beijo, me pegando de surpresa.

— Como assim, distante? Estou aqui com você, no seu apartamento e ao seu lado. — Falei pulando para o seu colo.

— Seu corpo está aqui, mas a sua mente não. Seu beijo está diferente, parece não ter mais sentimentos. Você está estranha, Sammy. — Disse segurando o meu rosto com ambas as mãos, me fazendo encarar a imensidão azul de suas orbes.

— Deixa de bobagens, não imagine coisas. Vamos para o seu quarto. — Comecei a levantar sua camisa, mas ele me parou, segurando minhas mãos.

— Não. Estou farto disso, não quero só sexo. Te quero por inteira, só pra mim. Mas você só quer diversão, só pensa em suprir seus desejos e na porra da sua vingança. Melhor você ir embora, já deu por hoje! — Falou sério, me tirando do colo dele.

— O quê? Você está mesmo me dispensando? — Me levantei do sofá, incrédula.

— É melhor você ir embora. É do Benson que você gosta, não é? — Agarrou meu braço direito, irritado. E começou a me puxar em direção à porta.

— O que deu em você, Ryan? Enlouqueceu? — Tentei me soltar em vão, ele abriu a porta e me conduziu para fora do seu apartamento. — De agora em diante só vamos ser amigos, nada de sexo. Vá atrás do seu cunhado, fique com ele e nunca mais me procure para ter relações! — Dizendo isso, bateu a porta na minha cara.

— RYAN! — Gritei socando a porta com força. — NÃO SEJA IDIOTA, ABRA ESSA PORTA! — Esbravejei indignada. — Ryan... — Comecei a perder a força, me afastei relutante.

Continuei parada ali fitando a porta, eu não estava com raiva dele por ter me dispensado, apenas fiquei perplexa, indignada e me recusando a aceitar aquilo.

— Droga! — Murmurei baixinho, indo embora. — Eu não preciso dele. — Sussurrei tentando me convencer. — Talvez seja melhor assim! — Falei em voz alta, apressando os passos.

[...]

P.O.V Do Freddie

Perdi um amigo e ganhei outro, claro que ninguém será capaz de substituir o Ryan, mas ele realmente quis se afastar, arrumando uma rixa comigo. Não culpo a Sam, ela realmente não tem nenhuma culpa de ser irresistível. Mas o Ryan quis comprar briga comigo ao se envolver com ela, ele sabia muito bem do meu lance com minha cunhada, mesmo não querendo aceitar, estamos num triângulo amoroso.

A Sam não tem pudor, muito mesmo limite. Essa loira gosta de nos provocar, de nos seduzir e ir pra cama com nós dois. Não posso exigir nada dela, mesmo querendo que ela só se relacione comigo, oeio ter que dividí-la com o Collins.

E agora tem o Austin, apesar de ter um forte temperamento, ele parece ser um cara legal. E pelo que entendi, ele também teve algo com a Sam no passado, também conhece a minha esposa. Até tentei indagar a Mel, mas ela meio que fugiu do assunto, achei estranho, mas desisti de tentar tocar naquele assunto.

E quando saimos da cadeia, o Austin pediu meu número, dizendo que havia simpatizado comigo e também comentou que tínhamos algo em comum. Foi então que nos aproximamos, uma noite marcamos para irmos à um bar. Ele mostrou-se ser uma divertida companhia, conversamos bastante e bebemos, foi uma noite bacana. E decidi convidá-lo para vir em casa nesse sábado, e o Austin topou.

O Parker não veio de mãos vazias, ele trouxe alguns petiscos para serem acompanhados com uma boa cerveja, descobrimos que a gente torce para o mesmo time de Basquete. E uma amizade está fluindo entre nós, acho que iremos nos tornar bons amigos, assim eu espero...

[...]

P.O.V Da Melanie

É assustador aceitar que Freddie e Austin estejam se tornando amigos. Depois que conseguimos nossa liberdade e saimos daquele lugar abominável e nojento. Meu marido e o homem que infelizmente um dia fez parte da minha vida e principalmente da vida da minha irmã se aproximaram. Confesso, estou com medo. E se Austin contar ao Freddie sobre o que rolou entre nós no passado? O que o meu marido iria pensar de mim? Eu era tão nova, imatura e não sabia o que estava fazendo. Só Deus sabe o quanto eu me arrependo amargamente de tudo, sei que cometi um tremendo erro, e isso ainda me atormenta toda vez que olho para a Sam.

— Amor, pode ir pegar mais cerveja para a gente? — Freddie olhou para mim, balançando a latinha vazia.

Os dois estão assistindo um jogo de Basquete, tomando cervejas e conversando animadamente. Isso só pode ser um pesadelo, esse homem só pode estar querendo me ferrar, não posso confiar no Austin Parker.

— Ah, claro. — Concordei deixando a revista que eu estava vendo de lado e me levantei.

O homem de olhos verdes me olhou atentamente, o meu marido estava tão concentrado no jogo que nem percebeu que o Parker estava me secando descaradamente. Saí da sala desconcertada, muita nervosa, rumei para a cozinha, indo buscar mais cerveja.

Abri a geladeira, peguei duas latinhas do congelador e quando retornei à sala, encontrei o Parker todo relaxado no meu sofá, assistindo sozinho.

— Ele foi ao banheiro. — Disse notando o meu olhar fixo no lugar vazio, ao lado dele.

Austin se levantou e pegou as cervejas das minhas mãos, colocando-as em cima da mesinha de centro, e eu estava parada perto da mesinha.

— Devo admitir, você está ainda mais linda, Mel. — Me elogiou me puxando pela cintura, colando nossos corpos.

— O que pensa que está fazendo? Vai embora. Não te quero perto do meu marido, você não é bem-vindo na minha casa! — O empurrei, dando dois passos para trás.

— Qual é? Vai dizer que já esqueceu tudo que vivemos? Eu ainda mexo com você, não é? — Sorriu convencido se aproximando, olhei para os lados preocupada.

— Pelo amor de Deus, Austin. Vai embora e nunca mais se aproxime d...

— Nem vem com esse papinho pra cima de mim. — Me cortou rudemente, agarrando-me pelo cabelo. — Eu não esqueci, você também não e muito menos a Sam. Eu posso arruínar seu casamento e manchar a sua imagem de esposinha perfeitinha e decente, entendeu? Você está nas minhas mãos, Melanie. Vai ter que colaborar comigo se não quiser que o seu marido saiba do seu passado. — Sussurrou num tom ameaçador.

Estremeci e ele me soltou. Tirou algo do bolso da calça e estendeu pra mim, olhei temerosa para o papel que ele segurava.

— Sem falta entendeu? Se me deixar na mão. Eu acabo com o seu precioso casamento! — Me ameaçou colocando o pedaço de papel na minha mão.

— Eu te odeio! — Falei baixinho, só pra ele ouvir enquanto olhava para o papel dobrado que eu segurava com as mãos trêmulas.

— É o que você diz, né? Mas será que é mesmo verdade? Isso nós veremos lá no meu apartamento, quando a gente colocar em prática o nosso revival. — Piscou para mim, sorrindo malicioso e voltando a sentar no sofá.

— Demorei? Espero que a cerveja não tenha descongelado. Valeu, amor. — Freddie chegou na sala.

— Relaxa brother, o nosso time tá ganhando. — Austin jogou a lata de cerveja para o Freddie, que sentou ao lado daquele homem tão desprezível.

— Vou subir, estou com dor de cabeça. — Menti para o meu marido, peguei minha revista e sai da sala rapidamente antes que ele falasse qualquer coisa, sentindo uma enorme vontade de chorar, fui para o nosso quarto e me tranquei lá.

[...]

Horas depois...

P.O.V Da Sam

Cheguei em casa ofegante, por sorte não havia ninguém. Meu pai não para em casa pois trabalha muito, e eu nunca sei o paradeiro da minha mãe. Pam sempre sai quase todos os dias, nunca informa aonde vai e eu também não me importo com isso. Subi as escadas correndo, carregando uma sacola, gastei uma boa grana numa farmácia. Cheguei ao meu quarto e me tranquei ali, joguei a sacola em cima da cama.

Suspirei tentando me controlar, eu precisava me acalmar. Meus nervos estavam à mil. Sentei na cama, tirei meus sapatos e peguei a sacola. Joguei todo o conteúdo em cima da cama, oito caixinhas ao total, de diferentes marcas.

E lentamente eu peguei cada uma com cuidado, rumei para o banheiro levando-as comigo. Eu não queria que aquilo estivesse acontecendo, fiquei com medo quando a suspeita me atingiu de cheio. E para ter certeza, eu precisava fazer o teste e acabar com o meu tormento interno de uma vez por toda.

Abri as caixinhas, uma por uma com as minhas mãos trêmulas. Maldito nervosismo, eu estava numa assustadora situação. Não sei quanto tempo fiquei ali naquele banheiro reunindo coragem para fazer o que eu precisava fazer...

[...]

— Ah, merda. Isso não pode estar acontecendo. — Falei para mim mesma num sussurro.

De oito testes de gravidez, apenas um deu negativo.

Sentei no vaso por cima da tampa, após largar todos aqueles malditos palitinhos no chão, que acabaram se espalhando aos meus pés.

Minha garganta estava seca, meu coração estava quase saltando pela boca...

"Porra! Que vacilo, acabei engravidando. O que será de mim agora? O que eu vou fazer? Será que é um castigo? Não, não pode ser. Devo está arcando pelas consequências dos meus atos. Malditas sejam as pílulas anticoncepcionais que não surtiram efeito."

Pensando bem, esqueci de tomar uma cartela, me descuidei...

O resultado me deixou abalada, continuei sentada no vaso, trancada no banheiro e pensando na coisa certa à se fazer.

Notas finais
E aí, o que acharam do capítulo? Nossa! O Austin ameaçou a Mel, e agora? Fiquei com pena dela, sério... Será que ela vai se encontrar com ele para reviver certos momentos calientes? Por essa nem a Kely esperava, se vira, amiga kkkkkkkkkkkk Hum... A Sam tá grávida... E agora? Quêm é o pai??? Algum palpite? Eu não faço ideia. Shesheshesheah Comentem, amores! Bjs