Doce Pecado
29 Nosso adeus...?
Notas iniciais
— Eu não sei o que tá acontecendo com essa garota, está a dias trancada nesse quarto. Não quer sair nem pra comer, já tentei leva-la ao médico, mas ela está irredutível! – Escutei a voz de Pam, ecoando no corredor. Ela estava conversando com alguém. Escutei uma batida na porta, mas não respondi. – Sam, visita! – Pam deu mais uma batidinha e abriu a porta.
Levantei a cabeça para ver quem era, quase que instantaneamente. E se fosse Ryan, ou Freddie? Droga, eu estava ferrada. Os malditos palitinhos deram positivo a alguns dias, sei que briguei com Ryan e Freddie, faz algum tempo que não o vejo, mas algum dia vou ter que encará-los. Olhei para a porta e vi minha mãe acompanhada de Carly. Após um grunhido de irritação, enfiei minha cabeça embaixo das cobertas.
— Boa sorte! – Pam sussurrou para Carly com sarcasmo, e saiu, encostando a porta.
— Hey, o que tá acontecendo com você? – Carly puxou o cobertor de cima de mim, sentando-se ao meu lado.
— Nada! – Puxei novamente a coberta, me cobrindo novamente.
— Aconteceu sim, você sumiu. E Ryan me contou que vocês tiveram uma discussão e...
— Não tivemos uma discussão! – Eu a interrompi, tirando a cabeça debaixo da coberta — Ele foi um grosso e me jogou pra fora da casa dele! – Contei com a voz alterada, ainda estava sentida. Mesmo que eu odeie admitir, me magoou o modo como Ryan me tratou.
— Eu sei, ele me disse. Ryan está arrependido, Sam. Ele só não aguenta mais a sua indiferença, mas ele me disse que ainda quer você, demore o quanto demorar...
— Eu não sei, Carls. Eu vou pensar!
— Mas agora me diz... O que você tem? E não adianta dizer que não tá acontecendo nada, porque eu não vou acreditar! – Carly insistiu. Eu não queria contar pra ninguém, mas eu realmente preciso desabafar se não vou acabar enlouquecendo.
— Eu... Eu estou grávida! – Disse rapidamente e ela ficou boquiaberta, me encarando estática por alguns segundos.
— ÓH MEU DEUS! VOCÊ ESTÁ GRÁVIDA? – Carly berrou e eu praticamente voei em cima dela, cobrindo sua boca com uma das mãos.
— Dá pra ficar quieta? Talvez lá em Marte não tenham escutado você, ainda! – A soltei, me afastando.
— Eu não acredito nisso. Você vai mesmo ter um bebê? – Carly disse eufórica, dando saltinhos.
— Eu não sei. Quer dizer, eu não tenho certeza! – Respondi nervosa.
— Como assim? Você não fez nenhum teste?
— Eu não quero ter certeza. Fiz oito testes de farmácia, sete deles deram positivo! – Após terminar a frase me dei conta do que tinha dito, é quase impossível que o resultado esteja errado. Eu estou grávida.
— E isso significa que logo vamos ter um bebê loirinho pra mimar! – Carly disse animada, ainda dando pulinhos.
— Isso não é uma coisa boa! – Revirei os olhos, mas ela continuou com um sorriso de orelha a orelha. – Eu não posso estar grávida agora, você sabe...
— ESPERA! – Carly gritou, de repente – QUEM É O PAI? Não me diga que é o Fredd...
— NÃO! – Berrei instantaneamente – Quer dizer, eu não sei!
— Como não sabe?
— Não sei, tive relações com Freddie e com o Ryan quase que ao mesmo tempo, eu não tenho como saber quem é pai! – Disse ofegante, minhas palavras me desesperavam.
— Espera, fica calma. Tem que ter alguma coisa, alguma coisa que elimine um dos dois...
— Não tem. Vai por mim, não tem! – Disse me lembrando da minha brincadeirinha com meus machos alfas, eu fui burra, e transei sem preservativo com os dois. – Ah, e também tem o Austin, mas ele não conta muito. É quase impossível que ele seja o pai!
‘’- Eu espero’’ – Completei em pensamento.
— Os três? Meu Deus! – Carly me olhou assustada, fazendo o sinal da cruz de forma exagerada – O que você vai fazer?
— Eu não sei. Que tal me mudar pro Tibete, esperar o bebê nascer e ver se os olhos dele são azuis ou castanhos? – Sugeri repentinamente e Carly revirou os olhos.
— Daria na mesma, você tem os olhos azuis. E a ideia é ridícula!
— E se eu invadisse a casa deles enquanto estivessem dormindo, cortasse um mecha de cabelo e fizesse um teste de DNA? – Falei sorrindo, como se fosse a ideia mais brilhante do mundo.
— É mais incoerente ainda!
— E que tal se os três fossem o pai? Poderíamos mostrar isso a ciência ‘’O primeiro bebê e com três pais biológicos’’, pensa só, ganharíamos o mundo! – Falei rindo com a hipótese e Carly ficou boquiaberta.
— Meu Deus, para. É uma ideia pior que a outra. Você precisa encará-los, conversar com eles! – Argumentou!
— Tá brincado, né? Está é a última coisa que eu vou fazer. Freddie é casado, Ryan me odeia e...
— Ryan te ama! – Carly me interrompeu.
— Não ama, não. Olha o jeito que ele me tratou...
— Ele está magoado, Sam. Para de ser cabeça dura e pensa um pouco. Mesmo eu sendo a pessoa no mundo que mais quer que o casamento da Mel e do Freddie não dê certo... Não acho que nós tenhamos espaço na vida deles. Você não sabe se o Freddie quer esse bebê, de uma forma ou de outra, ele tem uma família. Agora o Ryan, ele está te esperando de braços abertos, tudo o que ele quer é que você se entregue de vez. Eu vou indo, se cuida, loira!
Carly se levantou da cama e saiu depois de um pequeno aceno que eu nem me dei ao trabalho de corresponder. Suas palavras tinham mexido comigo, ela tem razão. Se o bebê for do Ryan, eu sei que ele vai adorar, ele vai querer ficar comigo e com nosso filho. Agora, o Freddie eu não sei. Ele tem uma vida estável, com uma esposa, um casamento feliz. Não acho nem que ele tenha coragem de deixar ela pra ficar comigo.
Espera, não que eu queira ficar com ele. Apesar de esse ser o plano desde o início, eu nunca tive certeza que ele correria esse risco. Sei que Melanie sairia de coitadinha, todos iriam apontar os dedos e nos chamar de traidores, eu não sei se ele aguentaria isso. Agora com Ryan, tudo seria maravilhoso, minha família começaria a me ver com outros olhos, e no fundo, antes de uma vingança, era isso que eu queria. Eles parariam de me ver como uma garota irresponsável e sem futuro.
Eu sei o que tenho que fazer, Ryan é meu futuro. Só não sei se quero deixar minha vida agitada, festas, baladas, bebidas, loucuras para trás. E principalmente, deixar um certo moreno de olhos castanhos para trás. Por fim, decidi que o mais importante era eu sair dessa foça, levantei da cama, tomei um banho, troquei de roupa.
Minutos depois eu estava pronta, vesti uma blusinha branca, calça jeans e saltos pretos. Decidi fazer o que tem que ser feito, botar uma pedra em todos os meus planos, pisar em cima do meu orgulho e procurar Ryan.
Saí de casa apressada, queria pegar ele em casa. Talvez pela hora, Ryan já estivesse trabalhando, aí eu teria que ir a empresa e correr o risco de encontrar o Freddie, o que eu não queria no momento.
Após alguns minutos entediada na calçada, o taxi estava atrasado, comecei a refletir sobre a minha decisão. Não é o que eu quero fazer, então porque estou fazendo? Eu odeio essa confusão, esse turbilhão de sentimentos me atingindo!
Uma buzina me tirou de meus devaneios, olhei para o lado pensando ser o taxi. Mas me surpreendi, ao ver um moreno que eu tenho tentado evitar, acenando pra mim com um lindo sorriso de lado.
— Freddie? – Falei me aproximando do carro para confirmar que era ele.
— Oi, entra aí! – Ele se debruçou, alcançando a maçaneta do carro, abrindo a porta. Sem saber o que dizer, ou o que fazer, entrei no carro. – Você tá indo pra onde?
— Pra... Pro... Shopping! – Respondi a primeira coisa que me veia a cabeça, não queria dizer que estava indo atrás de Ryan para contar a ele que estou grávida.
— Eu te deixo lá! – Ele disse, e deu partida no carro. Ele parecia também estar se sentindo desconfortável, assim como eu. – E então, está tudo bem com você? Você tem andado bastante sumida!
— Sim, está tudo bem. E eu estava em casa, você sabe onde me achar! – Respondi com uma pontada de cinismo, ele que praticamente me chutou.
— Você brigou com o Ryan? – Ele perguntou de repente, sem olhar pra mim, concentrado no transito.
— Não. Quer dizer, tivemos um probleminha, nada demais! – Respondi sem nenhuma convicção.
— Não parece! – Ele desviou o olhar pra mim, e eu percebi um sorrisinho no canto de seus lábios – Ele parece destruído, Ryan gosta muito de você.
— Olha, eu não quero falar disso. Não preciso de outra pessoa falando que o Ryan está apaixonado por mim! – Disse grosseiramente.
— Eu não posso culpá-lo. Você é apaixonante! – Virei a cabeça repentinamente para olhá-lo, mas ele não me fitou, continuou dirigindo, impecavelmente concentrado.
— Como é? – Perguntei. Eu precisava escutar aquilo novamente.
— Eu só quis dizer que você é uma mulher incrível, não é uma surpresa ele estar apaixonado por você! – Ele corou, desviando o olhar e estacionando – Chegamos! – Estacionou em frente ao Shopping.
— Não tenho certeza de que você me acha tão incrível! – Disse sem olha-lo e abri a porta do carro – E pena que mesmo que eu seja tão incrível, você tenha preferido a gêmea sem graça! – Sussurrei pra mim mesma e saí do carro.
— Ei, espera! – Freddie saiu do carro, e correu até mim, segurando meu pulso.
— O que foi? – Perguntei ríspida, soltando meu braço.
— Quer sair comigo? – Ele perguntou de repente, eu não soube o que responder.
— Sair? Onde? – Perguntei, ainda surpresa com seu convite.
— Você escolhe! – Ele sorriu e estendeu a mão.
— Não quero sair com você! – Respondi.
— Não? – Indagou com surpresa na voz.
— N.Ã.O! – Soletrei, encarando-o sorridente.
— Por que, não?
— Porque você é um babaca!
— O que eu fiz? – Perguntou com o cenho franzido.
— Me esqueceu. Aposto que passou muito tempo comendo a sua esposinha e esqueceu da minha existência! – Respondi e tentei me virar, mas ele segurou meu braço novamente.
— Ei, eu não te esqueci. Estava ocupado, e você também nunca mais me procurou! – Ele se defendeu, ainda apertando meu braço.
— Olha, esquece. Eu tenho outras coisas pra fazer – Me referi a Ryan, eu tinha que contar pra ele sobre a minha gravidez.
— Não, espera, não vai! – Freddie me puxou novamente perto do carro — Podíamos nos divertir um pouco! – Sussurrou malicioso, passando suas mãos sobre meu corpo.
— Eu não vou transar com você! – Tentei resistir à tentação. Foco! Preciso encontrar Ryan.
— Não? Como assim? – O metido disse incrédulo. Como se ele fosse irresistível. Não que não seja.
— Eu não quero!
— Tudo bem, não precisamos transar. Existem várias formas de diversão. Por exemplo, podíamos sentar naquele banco e conversar, é divertido – Ele me arrastou, por mais metros e sentamos em um banco de praça.
— Isso é ridículo! – Disse após alguns minutos sentada ali, ignorando-o.
— Não é, não. Vamos conversar, como bons amigos! – O Benson disse e eu bufei, me recostando no banco.
— Tudo bem... Você quer conversar? Vamos conversar! – Falei e ele me olhou surpreso — Você já pensou em ser pai? – Perguntei, de repente e Freddie me fitou estranhamente por alguns segundos. Em algum momento pensei em abrir o jogo com ele.
— Ah, n-não sei! – Respondeu parecendo encabulado – Talvez daqui a alguns anos, mas não é um plano momentâneo. Melanie está progredindo em sua carreira como estilista. E eu, tenho a empresa... – Ele parou de falar, e eu desviei o olhar – Por quê a pergunta?
— Curiosidade! – Respondi pensativa. É estou mais certa que nunca, o pai do meu bebê é o Ryan. Tem que ser.
— E você, pensa em ser mãe? – Continuou com o assunto, se ele soubesse.
— Pensar, eu não penso! – Disse e meu olhar se fixou em crianças correndo parquinho, descendo no escorrega, com suas mães do lado, sorridentes. Em pensar que em poucos meses, eu estaria ali.
— Vai ser uma ótima mãe! – Disse com um lindo sorriso de lado, aquele que me perturba.
— Talvez! – Respondi ainda concentrada nas crianças, do outro lado da rua.
— Eu não queria perguntar, mas eu tenho que saber... Porque não quis transar comigo? – Freddie perguntou. Não escondi uma risada, a recusa mexeu com o ego dele. – Quer dizer, é algum problema comigo? Quer dizer, a Sam que eu conheci a alguns meses não recusaria uma boa rodada de sexo!
— Não, Freddie. O problema não é você, sou eu! – Disse. A Frase é tão clichê, mas é a verdade – Eu estava indo atrás de Ryan, não ao Shopping. Sabe, Ryan não disse com todas as palavras, mas eu entendi que ele me queria só pra ele, que ele não queria somente o sexo. Ele quer ter um relacionamento sério comigo, e eu estou disposta a aceitar! – Disse de uma vez, seria o melhor. Quantos antes ele soubesse da minha decisão, melhor seria.
— Você e Ryan? Eu não imaginei que vocês tinham algo tão sério. Eu jurava que era só sexo, assim como é comigo! – Ele disse desconcertado, sua voz estava entrecortada e baixa.
— Você é casado, Freddie. Tivemos um caso, mas é impossível levar isso mais adiante!
— Eu nunca pensei em ter uma amante, amo minha esposa, mas sei lá... Você mexe comigo de formas que eu não consigo explicar! – Ele disse, se aproximando mais. Sua boca, seus olhos, estavam bem pertinho dos meus, tão tentadores.
— Eu sei como se sente. Acho que levei isso longe demais! – Confessei.
E por ‘’isso’’ eu não me referia a seduzir meu cunhado, leva-lo para a cama e tentar afastá-lo da minha irmã. Mas sim, a vingança, na verdade eu estava pouco me importando com isso no momento, eu só queria ter a oportunidade de conhecer esse homem maravilhoso em outro momento, antes da Melanie.
— Você se arrepende? – Ele perguntou baixinho, puxando minha mão e entrelaçando nossos dedos.
— Não. Mas acho que eu que tenho que te fazer essa pergunta. Afinal, quem sempre quis, quem começou com isso, fui eu! – Minha voz saiu fraca.
— Eu não me arrependo, foi uma das melhores coisas que aconteceu na minha vida! – Senti uma de suas mãos alcançarem minha bochecha, acariciando-a — Acho que não sirvo mesmo pra transas casuais! – Disse após alguns segundos, dando uma risada sem graça!
— Quê?
— Eu acabo me apegando demais. Eu sou um homem que precisa de amor, e acho que me deixei levar muito fácil por nossas noites calientes. Não sei explicar essa combustão que passa pelo meu corpo cada vez que você está perto! – Ele aproximou mais nossos rosto, mas um pouquinho eu não resistiria.
— Está dizendo que está apaixonado por mim? – Perguntei, encarando-o firmemente, me perdendo nesse doce e contagiante mar de chocolate.
— Não. Estou dizendo que não sei mais viver sem você! – Ele disse e eu não aguentei mais nenhum segundo, colando nossos lábios com urgência.
[...]
— Nós não viemos aqui transar? – Perguntei brincalhona. Estávamos a alguns minutos, deitados no quarto de um motel, um de frente para o outro, sem dizer uma só palavra.
— Não quero transar com você! – Ele respondeu, também com um sorriso sapeca no rosto.
— Não? Então, não quer me foder? – Provoquei passando a mão por cima do volume em sua calça.
— Não! — Ele negou com a cabeça e eu franzi o cenho, confusa — Quero fazer amor, é muito melhor. E também, faz muito tempo que eu não faço! – Ele rolou na cama, ficando sobre mim mas jogando o peso sobre os cotovelos.
—Achei que fizesse sexo sem graça todos os dias com minha irmãzinha! — Ri.
— Fazer amor não é sem graça, e eu vou te mostrar isso! — Me repreendeu
— Eu não sei fazer amor. Na verdade, eu não sei o que é o amor! – Disse a verdade. O ‘’amor’’ sempre foi muito cruel comigo, eu sempre saio queimada.
— Eu te ensino!
— Mas você disse que não me ama! – O indaguei, não o entendendo, depois do que ele disse, foi absurdamente confuso pra mim.
— Não amo, mas estou com uma vontade incontrolável de fazer isso com você. Tenho que fazer nossa despedida ser inesquecível.
Dizendo isso, Freddie iniciou um beijo, não desesperado e cheio de tesão, como sempre. Mas sim um beijo calmo, lento. Enquanto suas mãos percorriam as laterais do meu corpo. Bem devagar, senti seus dedos levantarem minha blusa.
— Tão lindos! – Elogiou sorrindo, assim que arrancou meu sutiã. Sua voz estava carregada de desejo.
Seus beijos desceram do meu pescoço, enquanto seus dedos contornavam o bico de um dos meus seios. Inclinei a cabeça para trás sentindo minha pele arrepiar por completo quando Freddie desceu seus lábios para o meu seio esquerdo, mordiscando-o. Em seguida minha calça foi arrancada, ele fazia tudo com calma, não tinha pressa alguma, cada toque, cada carinho estava sendo tão especial.
Freddie se movimentou na cama, sentando-se, trazendo-me consigo e me fazendo encaixar as pernas em sua cintura. Ele ficou de joelhos na cama, eu aproveitei pra tirar sua camisa, depositando beijos em seu peito já exposto. Senti suas mãos em meu cabelo, puxando-os levemente, sua pele estava arrepiada, meus lábios fizeram um bom trabalho. Após alguns segundos afastei a cabeça, percebendo marcas vermelhas em todo seu peitoral.
Rapidamente, ele se posicionou atrás de mim, levantou meus cabelos, roçou o nariz em minha nuca, e expirou.
— Eu quero você, preciso de você, agora! – Sussurrou no pé do meu ouvido, meu corpo se arrepiou por inteiro.
Não consegui responder, apenas inclinei a cabeça para trás, oferecendo meu pescoço para ele, que no mesmo instante percebeu a provocação e apertou minha cintura com força, beijando-me desde a nuca até o alcance dos lábios.
— Freddie, rápido! – Gemi seu nome, assim que senti meu corpo ser deitado novamente
— Abra os olhos... – Disse e eu obedeci, seus olhos pairavam sobre mim, ele parecia me admirar – Minha... Perfeitamente minha...
Mais alguns carinhos e já estávamos totalmente nus, nos amando de forma única, desfrutando da mesma sensação, nossos corpos colados, exalavam o cheiro do prazer misturado ao suor.
— Eu não quero perder você! – Assim que nossas respirações se acalmaram, Freddie me puxou para seu peito, acariciando meus cabelos. – Não posso te impedir de ficar com o Ryan, mas entendo você, ele é algo seguro. Esse tem que ser o nosso adeus?
— Talvez. Não é que eu queira tomar essa decisão, só é necessário! – Disse. O único motivo pelo qual estou fazendo isso é a estabilidade que terei com Ryan, e que eu nunca vou ter com Freddie.
— Hoje você ainda é minha, não quero mais falar disso! – Ele disse, subindo encima de mim, novamente. – Eu preciso de você! – Disse e logo retomou um ardente beijo. Nosso dia ia ser bem longo.
[...]
— Ai, que droga, Freddie! O que você faz comigo? – Sussurro pra mim mesma após alguns minutos observando meu moreno favorito dormir. Contorno seu peito com desenhos imaginários, ele parece estar num sono pesado.
Desencosto a cabeça de seu peito mais confusa ainda. Essa hora era pra mim estar com Ryan, contando a ele a novidade, decidindo a minha vida. Mas no momento eu me encontro num quarto de motel com meu cunhado, é tão ridículo.
Saí de casa tão determinada, desistir da vingança, esquecer a Melanie, deixa-la com Freddie e abraçar meu futuro, que com toda certeza seria com Ryan. E agora, estou aqui.
O toque do meu celular me despertou de meus devaneios, levantei da cama, com cuidado para não acordar Freddie e encontrei minha bolsa, jogada perto da porta. Atendi a chamada sem nem me dar ao trabalho de ver quem era!
— Alô?
— Sam? Oi, é a Melanie! – Droga, era só o que me faltava, minha irmã pirada me ligando.
— O que você quer? – Fui curta e grossa!
— Preciso de ajuda! – Melanie disse, sua voz parecia aflita.
— E por quê me ligou? – Perguntei com indiferença na voz.
— Preciso da sua ajuda, por favor... Austin está me ameaçando! – A cada segundo ela parecia mais desesperada.
— Espera, como assim? – Perguntei sem entender.
— Eu não tenho tempo, ele me obrigou a encontrá-lo daqui a uma hora, você precisa me ajudar!
— E por quê eu deveria?
— Por favor... – Sua voz era suplicante.
— Argh... Tô indo. Me espere na frente da sua casa em 15 minutos! – Avisei e encerrei a chamada.
Era só o que faltava, a cereja do bolo. Eu e Melanie nos juntando pra fazer alguma coisa, não vai dar certo. Mas admito, estou curiosa. Apesar de ter quase certeza que ele só deve estar querendo comer ela. E pra falar a verdade, não me importa, mas eu posso estar envolvida nisso, então eu vou.
Vesti minha roupa rapidamente. Pensei se deveria ou não acordar Freddie, e conclui que não deveria. Ele ia ficar bem aqui, e eu precisava sair com sua querida esposinha agora. Lembrei também que estava sem carro, e considerando que o meu modelo de carro é o mesmo do Benson, não acho que Melanie repare que é o mesmo, e também ela é distraída demais para perceber.
— Bem, acho que você não vai se importar, baby! – Sussurrei no seu ouvido e dei um beijinho na sua bochecha, pegando a chave do carro no criado-mudo ao lado da cama.
Seja lá o que for que Austin está aprontando, ele que me aguarde.
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