Doce Pecado
5 Festa.
Notas iniciais
P.O.V Freddie
Um arrepio percorreu meu corpo, parecia que o chão tremia, estava inebriado com a figura loira sentada no meu colo. Sentia minha ereção doer com ela se esfregando em mim. Se entregando dessa maneira. Eu queria ceder e como queria, queria ela gemendo meu nome. Senti suas mãos apertando meus ombros com força, enquanto dava mordidinhas em meu pescoço.
— Vamos, garotão. Eu sei que você quer! – Deu mais uma rebolada em meu colo apertando meu membro contra sua intimidade.
— Para com isso! – Supliquei tentando empurrar suas mãos. – Eu não quero. – Afirmei mesmo não tendo a mínima certeza de minhas palavras.
— Não tenho tanta certeza... Anda... Toque! – Pegou uma de minhas mãos e levou em seu seio esquerdo, por cima da blusa. Não são gostosos? Eu percebi que você não tirou os olhos deles lá na piscina. – Ela segurou minha mão por cima da sua e iniciou uma massagem. – Se você quiser, eu posso mostrá-los. – Porra, assim fica difícil.
Ela é muito gostosa e eu odeio quando esse tipo de comparação mental vem desde que a conheci. Tipo de como quando eu toco nos seios da minha esposa e não sinto nada, perto da corrente elétrica que está passando no meu corpo agora.
— A Mel tá ali na sala. Por favor, Sam. – Puxei minha mão de seus seios.
— Então, quer dizer que se ela não estivesse, você queria? – Sorriu cínica.
— Eu não disse isso. – Me defendi sentindo ela se aproximar de meu rosto.
P.O.V Sam
Sentia seu corpo tremer, caía gotas de suor de seu rosto. Ele estava quase cedendo, isso seria tão fácil. Sinto sua ereção latejando embaixo de mim. Está na hora de aplicar o golpe final e ele cairá como um patinho.
— Eu vou te dar uma amostra do que eu posso fazer. – Coloquei minhas mãos no seu volume e desci o zíper .
— FREDDIE! – Escutamos um grito muito alto atrás de nós. Com o susto, Freddie deu um pulo na cadeira e de repente só escutei o baque com a cadeira virando.
— Sai de cima de mim! – Ele sussurrou assustado, vendo o som dos passos ficarem mais altos.
— Amor, mamãe ligou nos chaman... — Melanie entrou na cozinha agitada e parou quando viu como estávamos. – O que aconteceu aqui? – Perguntou com a expressão confusa.
— Eu sou tão desastrada. – Levantei de cima dele mancando e fingindo um falso choro. – Acho que machuquei meu tornozelo. – Gemi fingindo que doía.
— Nossa. O que aconteceu? –Perguntou minha irmã preocupada.
Freddie levantou-se rapidamente tentando esconder sua ereção bastante visível. Ainda estava vermelho e suava. Minha vontade de rir foi quase incontrolável.
— Eu tropecei, Freddie tentou me segurar, eu caí em cima dele e a cadeira virou. – Falei inocentemente, sentei na cadeira e comecei a derramar algumas lágrimas. – Eu acho que quebrou! – Apontei para o meu tornozelo. Não posso deixa-la prestar atenção em Freddie, que nessa hora havia sentado em outra cadeira, e parecia se contorcer. Pobre Benson.
— Espera aí, eu vou pegar uma bolsa gelo pra você, se tivesse quebrado estaria gritando de dor. Foi só uma torção. – Puxou uma cadeira pra eu sentar e foi em direção a geladeira.
Aproveitou e olhei para o Benson, que ainda parecia nervoso, sorri insinuante joguei um beijinho no ar pra ele.
— Aqui, Sam! – Me alcançou a bolsa com gelo. — E você bebê, se machucou? – Perguntou Melanie direcionando seu olhar para Freddie.
— Não amor. Eu estou bem! – Respondeu enquanto bebia um copo d’água. Ainda parecia nervoso.
— Que bom. Você quer ir pra casa, Sam? Tenho que ajudar mamãe com a roupa que ela vai usar na festa de hoje .
— Que festa? – Freddie perguntou.
Eu sabia dessa festa, seria uma insuportável festa de inauguração com gente velha e chata. Vou ter que achar algo para me divertir, esse pensamento me fez ter várias ideias.
— A festa de inauguração da empresa. Tinha esquecido avisar, já encomendei seu smoking, vou pegar daqui à pouco. – Melanie falou empolgada. Ela ajudou a organizar, então será careta como ela.
— Ótimo. Então vamos, irmãzinha – Levantei da cadeira, esquecendo completamente do meu pé. Droga!
— Você não tinha se machucado? – Perguntou desconfiada após eu levantar sem qualquer problema.
— Ah... Mel. Você sabe como eu sou. Lembra daquela vez que eu caí de bicicleta e fiz um escândalo achando que tinha quebrado o braço, Pam me levou ao médico e meu braço não tinha nada. – Dei um sorriso tentando confundi-la.
— É verdade, sempre foi exagerada! – Concordou dando uma gargalhada. Ufa!
— Então, vamos. Ainda tenho que comprar meu vestido.
— Mamãe comprou um pra você. Ela disse que te mostrou – Falou Melanie.
— E comprou! Uma coisa velha e antiquada. Eu tenho vinte e dois anos, tenho que mostrar o que é bonito. – Falei sorridente e Melanie deu uma gargalhada assentindo.
— Tem razão, você é linda, Sam. Quem sabe não arranje um namorado?
— É, talvez eu arranje um namorado – Olhei sorrindo insinuante para Freddie, que somente nos observava em silêncio.
Falando isso segui até saída, Melanie vindo atrás de mim. Essa uma noite inesquecível. Hoje Freddie Benson não me escapa.
[...]
P.O.V Freddie
Já se passava das 20 horas. Em pouco tempo a festa iria começar e Melanie continuava trancada no quarto se arrumando. Já fazia horas que ela estava lá dentro. Peguei o celular e liguei para Ryan, meu melhor amigo, não queria aguentar aquilo sozinho. E Ryan era super extrovertido, talvez a festa ficasse menos chata.
— Melanie, vamos logo com isso! – Gritei no pé da escada. Estava começando a ficar sem paciência.
— Já estou pronta! – Avisou descendo as escadas. Estava com um vestido rosa e longo, muito elegante. Rosto com uma leve maquiagem. E diferente de seus cabelos lisos de sempre. Dessa vez seus cabelos estavam cacheados fazendo-a ficar idêntica a Sam – Vamos Freddie, estamos atrasados.
— Culpa de quem? – Provoquei, ela revirou os olhos e puxou meu braço para que fossemos para o carro.
O percurso até a cede da empresa durou entre vinte e trinta minutos. O trânsito não estava muito ruim, então chegamos rápido...
Saímos do carro e entramos, realmente estava muito cheio. Várias pessoas, algumas dançando, outras sentadas nas mesas conversando. Eu desconhecia todos ali, agradeci mentalmente por Ryan ter aceitado vir comigo, assim teria alguém para conversar.
Senti meu bolso vibrar, peguei o aparelho e vi a mensagem de que Ryan estava estacionando o carro.
— Mel, eu vou encontrar o Ryan, Ok? – Ela apenas assentiu e continuou conversando com Pam. Fui até a entrada e o vi chegar.
— Ainda bem que chegou. Estava começando a enlouquecer de tanto tédio – Me aproximei e lhe dei um curto abraço.
— É dura a vida de casado, não é? Ter que aguentar velhos chatos pela sua esposa. Ainda bem que não me amarrei a ninguém. – Falou pensativo fazendo uma careta – Adoro a Melanie, mas esse lance de ficar preso a uma pessoa é totalmente inimaginável. Lembra cara, você era meu parceiro de balada, lembra uma garota por noite, sem compromisso. Agora tenho que pegar as gatas sozinho... – Lamentou.
— Uau! Seu passado te condena, Benson. – Escutei aquela gargalhada inconfundível atrás de mim. – Achei que era um garoto bonzinho. – Senti sua mão em meu ombro, suas unhas raspando em meu paletó.
— Melanie? – A voz de Ryan soou estranha.
Ele olhava para ela quase deixando a baba escorrer. Virei e aí percebi o que estava acontecendo.
Seu vestido era um tanto ‘’escandaloso’’ para a ocasião, diferente das outras vezes não era decotado, mas sim demasiado curto demais. Se diferenciando de todas as mulheres daquela festa, que usavam vestidos longos e formais. Ela estava sendo o centro das atenções recebendo olhares cobiçadores dos homens e invejosos das mulheres.

— Não, com certeza não. – Riu enquanto Ryan a olhava confuso – Sou Sam. E por favor, não me confunda mais com a Melanie. Ela é muito sem graça, pra ser comparada comigo! – Esticou a mão para cumprimenta-lo.
— Freddie, meu irmãozinho, você nunca falou que Melanie tinha uma irmã. – Comentou ainda olhando para ela como um tonto – E ainda mais gostosa desse jeito. – Gargalhou fazendo a loira sorrir mais abertamente.
— Ryan! – O repreendi com a voz séria, vendo seus olhos percorrem seu corpo.
— Pare, Freddonho. Deixa ele, gosto de ser elogiada, você também é uma delícia, querido. – Piscou e soltou um sorriso sedutor. Ela estava dando em cima do meu melhor amigo bem na minha frente?
— Viu Freddie, a deusa gosta de elogios. – Olhou pra mim sorrindo.
— Então, meninos, vamos às bebidas. Preciso de álcool pra sobreviver a isso. – Passou seus braços por volta de nossos ombros e seguiu nos guiando para às bebidas.
— Nossa que festa brega. Só tem champanhe e vinho – Falou a loira incrédula, obsevando garçons passando. – Já sei. Vamos lá fora queridos? – Perguntou voltando seu olhar para nós.
— Fazer o quê? – Perguntei desconfiado.
— Já disse que preciso de bebida. E tenho uísque e tequila no carro. E aí, topam? – Falou fazendo sua cara sapeca.
— Claro! – Ryan concordou rapidamente.
Olhei para o lado e Melanie parecia entretida conversando com algumas pessoas. Concordei com a cabeça e ela sorriu satisfeita.
A seguimos até o carro. Ela entrou dentro e puxou do banco de trás uma garrafa de tequila e outra de Jack Daniel’s.
— Jack Daniel’s? Eu estou apaixonado por essa garota. – Olhou para mim e gargalhou, se aproximando e pagando a garrafa das mãos dela.
— Tequila para meu, querido Benson – Me entregou a outra garrafa, a abri dando um longo gole no líquido forte. Ela puxou de minhas mãos e também bebeu.
— Então, é a alcoólatra da família? Pelo que sei a Mel não bebe. — Comentou Ryan vendo a garota virar mais uma vez a garrafa na boca.
— Não diria alcoólatra. Sou apenas a pessoa mais divertida dessa família e gosto de beber às vezes. Tenho que suportar meus pais a toda hora me enchendo pra começar a faculdade, beber me acalma. – Revirou os olhos, após uma careta.
— você ainda vai começar a faculdade? – Perguntei.
— Como posso explicar? Nunca fui uma ótima aluna, e também minha adolescência foi um tanto turbulenta. Eu comecei a faculdade quando terminei o colegial. Mas fui expulsa... – Deu mais uma golada na tequila – ... Algumas vezes. – Completou e sorriu sapeca – Mas ainda não achei a minha vocação.
— Então, vai morar com seus pais pra sempre? – Perguntei.
— Talvez... Querido Benson, ou talvez você queira se casar comigo. – Falou e deu uma sonora gargalhada.
— Que tá rolando aqui? – Ryan falou rindo, após uns goles ele já estava meio alegrinho.
— Não tá rolando nada, nada. — Falei sério recebendo o sorriso debochado de Sam
— Porque você não quer... – Falou dando um último gole na bebida, entregou-a para Ryan e saiu andando em direção à entrada.
— O que tá acontecendo aqui? Ela tava dando em cima de você? – Perguntou ao mesmo tempo espantado e sorrindo.
— Ela está com esses joguinhos estúpidos desde que chegou, e Melanie idolatrando a maravilhosa irmã. Eu não entendo. – Bufei. E começamos a andar pra voltar a festa.
— Deixa eu ver se eu entendi. Você é burro Freddie, desde quando se recusa mulher
— Falou chocado.
— Você ouviu o que eu disse seu imbecil? Se esqueceu, eu sou casado e com a irmã dela. – Falei incrédulo.
— Mulher não se dispensa. Ainda mais uma mulher gostosa assim. – Ryan como sempre se comportando como uma criança, ele nunca teve a cabeça no lugar, tudo o que entra por um ouvido sai pelo outro.
— Cala boca, Ryan! – Falei irritado.
Chegamos lá e vi Sam conversando com um garoto. Muito próxima dele, com uns dos braços em seu pescoço, falando algo em seu ouvido. O Que me surpreendeu é que ele era um pirralho, parecia ter dezesseis ou dezessete anos .
Deixei Ryan sozinho e caminhei a passos firmes até Sam, vi um pequeno sorriso nascer em seus lábios quando me viu andando em sua direção. Quando cheguei perto o suficiente, peguei firmemente em seu braço a afastando dele.
— Preciso falar com você. – Minha voz saiu séria. Enquanto ela parecia se divertir com tudo aquilo.
— Eu tava conversando com ele, Freddie .
— Não me importa, vem! – A puxei com força fazendo-a acelerar os passos, tomando cuidado com quem estava nos vendo. Não podia deixar ninguém conhecido nos ver. – Virou pedófila agora? – Perguntei irônico, enquanto seguia andando rápido pelos corredores.Vi uma porta no final do corredor e entrei rapidamente, carregando seu corpo junto com o meu e trancando a porta em seguida.
— Ah, qual é? Ele era um gatinho. – Sorriu provocante. – Mas porque estamos aqui. Resolveu virar homem? – Perguntou se aproximando de mim e espalmando as mãos em meu peito.
— Chega de gracinhas, Sam! – Empurrei seu corpo contra o mármore da pia, fazendo-a se desequilibrar. – Eu sou casado, não vou ceder. Pare com isso. — Me aproximei dela, colando nossos corpos e apertei sua cintura com força. – Me deixa em paz. Eu não aguento mais você. – Falei num pequeno grito.
— Você sabe o porque não aguentar, Freddie. Sabe que me quer, você não consegue resistir, está perdendo o controle. – Falou colando nossas testas. – Vamos acabar com isso logo.
— Eu não posso! – Sussurrei repousando minha cabeça na curvatura de seu pescoço, sentindo resto de insanidade que me restava ir embora, inalando aquele perfume, que parecia um veneno pra mim, que cada vez eu o inalava tinha mais vontade de sucumbir ao desejo, me fazendo delirar.
Fale com o autor