Doce Pecado
14 Convite de aniversário
Notas iniciais
P.O.V Da Sam
Levei um grande susto quando avistei aquele par de olhos azuis nos observando. Imediatamente empurrei o Benson, ele quase caiu e quando olhou para trás paralisou, e eu me sentei na cama sentindo meu corpo inteiro tremer por conta do orgasmo e do nervosismo que estava se apossando de mim.
— Mãe. — Falei e por pouco não gaguejei.
Ela fechou a porta, cruzou os braços e se encostou na mesma enquanto nos encarava com um sorriso debochado.
— Se-senhora Pu-Puckett. — Freddie gaguejou, ele estava tremendo e parecia que teria um treco a qualquer momento.
— Sou eu mesma! — Sorriu sarcástica, mas seu olhar era medonho.
— Há quanto tempo a senhora está aí? — Perguntei apreensíva.
— Tempo o suficiente para ver o Freddie parando de te chupar e abaixar a sua saia. — Respondeu num tom calmo, mas seu olhar era fuzilante.
— Senhora Puckett, eu juro que podemos explicar, por favor...
— Nos deixe à sós rapaz, eu quero conversar com a minha filha! — Ela quase gritou, Freddie concordou e saiu do leito.
— Explique-se, Samantha! — Pediu voltando a se encostar na porta.
Suspirei pesadamente, tomei coragem e me levantei.
— A senhora vai contar para a Melanie? — Perguntei nervosa.
— Não. — Respondeu friamente.
Suspirei aliviada e quase sorri, me aproximei e voltei a encará-la.
— Vou resumir... — Respirei fundo e prossegui. — Está rolando um lance entre Freddie e eu, foi inevitável. Desde que cheguei aqui acabou rolando um clima, daí a gente se envolveu e eu não me arrependo, mãe. — Expliquei com calma.
— Que lindo! — Ironizou, bateu palmas e sorriu. — Eu só queria saber, mas não é problema meu. Vocês não são nenhuma criança, sabem o que estão fazendo e tudo isso está incluindo trair a Melanie, ambos estão errando. Sua irmã não merece isto, afinal ninguém merece, não é? — Indagou e eu não respondi. — Pois bem, estou vendo que está ótima... Mas é uma pena Samantha... Você me decepcionou como sempre faz! — Sorriu triste e se afastou da porta, abriu a mesma e foi embora.
— Foda-se, ela merece sim. — Resmunguei. — Se fosse sua filha perfeitinha você ficaria do lado dela, mesmo ela estando errada você iria ficar do lado dela, como sempre ficou... — Sussurrei sentindo algumas lágrimas teimosas insistirem em cair.
[...]
— O que houve com vocês dois? — Meu pai perguntou sério olhando para Freddie e Ryan quando estávamos no corredor daquele hospital.
A Melanie veio com sua amiga Carly, minha mãe estava me evitando e meu pai estava querendo explicações.
— Fomos dar uma de heróis e acabamos nos ferrando, senhor Puckett! — Ryan respondeu mentindo.
— Exatamente. — O Benson concordou.
— Mas o que aconteceu? — Papai perguntou encarando o Ryan.
— Quando saimos do meu apartamento vimos uma pobre velhinha sendo abordada por uma gangue. — Ryan suspirou fingindo tristeza.
— E decidimos ir ajudá-la. — Freddie contou sério.
— Mas eram 6 contra 2, estávamos com desvantagem. Os caras que eram grandalhões nos cercaram, eles estavam com um pé de cabra e um bastão de beisebol. — Ryan contou com a maior calma e naturalidade possível.
— A pobre senhora conseguiu fugir e a gente não teve sorte. — Freddie falou alimentando toda aquela mentira deslavada.
— Resumindo, eles apanharam que nem condenados sendo surrados na prisão e depois me ligaram chorando pedindo ajuda! — Expliquei encerrando a mentira com chave de ouro.
Por dentro eu estava gargalhando, e meu pai, a Melanie e a Carly acreditaram na história que eles inventaram. Minha mãe nunca foi boba e é claro que ela nunca acreditaria naquilo.
— Meu Deus! Que horror! — Melanie exclamou assustada.
— É lamentável toda essa violência que aconteceu com vocês, mas ainda bem que vocês não foram espancados até a morte. — Comentou Carly e olhou para mim. — Você também está machucada, o que aconteceu? — Perguntou.
— Tive uma diversãozinha selvagem se é que me entendem. O boy magia era muito caliente e gostava de brincar com brinquedinhos inimagináveis! — Menti sorrindo maliciosa.
Meu pai me lançou um olhar reprovador, a Melanie corou, minha mãe sorriu debochada e a morena achou graça.
— O importante é que vocês estão bem agora. — Papai deu um pequeno sorriso.
— Sim. Vamos para casa, bebê. Você é o meu herói, apanhou para salvar uma pobre senhora que estava em apuros! — Melanie sorriu orgulhosa e encheu o rosto de Freddie com beijinhos, ele gemeu de dor.
— Nós dois fizemos isso, trabalhamos em dupla e eu não ganho nenhum beijinho? — Ryan perguntou fazendo bico.
— Claro que vai ganhar, baby! — Falei e fui até ele. Fiquei nas pontas dos pés e o puxei para um beijo. Ele agarrou minha cintura e fez questão de aprofundar o beijo.
Minha mãe pigarreou e nos separamos, quando olhei o Freddie, Melanie e Carly já haviam ido embora. Só os meus pais estavam ali me esperando, segurei a mão de Ryan e fomos embora com eles.
[...]
— Minha mãe nos flagrou. — Contei para o Collins que estava sentado na minha cama.
— O quê? — Ryan me olhou surpreso e um tanto assustado.
— Ela entrou no leito e flagrou o Benson me beijando. — Falei ocultando o que realmente o Freddie estava fazendo.
— Puta merda! Vocês estão ferrados e se ela fizer chantagem? Ou se ela...
— Não seja bobo,bCollins. — O interrompi parando de dá voltas pelo meu quarto. — Ela não vai contar nada! — Falei e fiz um coque no cabelo.
— Quem te garante? — Indagou.
— Eu sei que ela não vai contar... Ela teve chance de fazer isto quando estávamos todos lá naquele corredor, mas não o fez. — Sorri para o moreno de olhos azuis que estava fazendo uma pequena careta.
— Se é o que você diz... Vem cá! — Me chamou dando tapinhas nas coxas. Sorri e fui até ele, sentei em seu colo com as pernas ao seu redor e ele me beijou.
Aprofundamos o beijo, suas mãos acariciaram minha cintura e eu acariciei suas costas. Ryan gemeu contra meus lábios, e soltou mais outro gemido quando rocei minhas unhas ali o arranhando por cima da camisa.
— Aiii. — Reclamou fazendo uma careta de dor.
— Foi mal. Eu havia esquecido que suas costas estão machucadas. — Me desculpei.
— Sem problemas, loira! — Sorriu e voltou a me beijar.
[...]
P.O.V Do Freddie
Estava com medo da minha sogra contar para a Melanie o que viu lá no hospital. E até agora não consigo esquecer seus olhares de puro desprezo, se ela pudesse com certeza me mataria, mas ela tem razão e motivos para querer me ver morto. Estou traindo a filha dela com a própria irmã, minha cunhada e nenhuma mãe iria aprovar isso...
— Bebê, por quê você está tão calado? — Mel perguntou quando estávamos na cozinha, ela estava preparando o jantar.
— Estou com dor de cabeça. — Menti.
— Já tomou algum remédio? — Perguntou se virando para me olhar.
— Sim. — Desviei o olhar e ouvi ela soltar um suspiro.
— Vá se deitar, quando o jantar estiver pronto eu te chamo! — Falou calma e doce como sempre.
Me levantei e andei até ela. Mel sorriu quando a abracei pela cintura, olhei para sua boca, não havia um sinal no cantinho acima de seu lábio superior. Sam tinha uma pintinha e ela não, olhei em seus olhos e não vi o brilho tempestuoso que sua irmã possuia,bseus olhos azuis não eram tão intensos como os da Sam. Melanie não tinha o delicioso perfume floral e esses detalhes tão pequenos eram o que faziam a grande diferença.
Melanie nunca poderia ser comparada a Sam, eram gêmeas, porém, opostas e era isto que me enlouquecia. Elas eram diferentes, cada uma me encantava de alguma maneira.
— Por quê você... — A calei com um beijo. Ela demorou para corresponder mas assim que o fez, eu logo notei a imensa diferença entre elas.
O beijo. Nunca poderiam ser comparados, enquanto o beijo da Sam era sempre intenso, selvagem e excitante. O beijo da Melanie era doce, calmo e cheio de amor.
Naquele momento percebi que eu estava mesmo fodido, eu queria ficar com a Sam mas não seria capaz de deixar a minha mulher. Eu queria as duas, aquilo era uma grande canalhisse,bmas quando se tem o Sol você também precisa da chuva para sobreviver, certo?
Melanie era os meus deliciosos raios de Sol e a Sam era a minha devastadora tempestade.
[...]
3 Semamas depois...
P.O.V Da Sam
Estava na sala, esparramada no sofá devorando um sanduíche de bacon e presunto vendo TV. Ouvi o toque da campainha e ignorei, mas a pessoa era insistente e estava tocando a campainha sem parar.
— Que saco! — Me levantei contragosto e fui atender a porta.
— Melanie? — Falei surpresa olhando para a minha cópia sorridente. — E Carly... — Murmurei olhando para a morena sorridente que estava ao seu lado.
— Sammy! — Mel disse animada, dei espaço para elas entrarem.
— Estou sozinha, mamãe e papai sairam e eu nem sei para onde foram! — Falei fechando a porta.
— Mas é com você que eu quero falar. — Informou e tirou a bolsa do ombro. — O aniversário do Freddie é nesse Sábado, será apenas uma pequena comemoração com os amigos! — Avisou me entregando um envelope azul escuro.
— Uma festinha? — Perguntei olhando para o convite. — Muita comida, bebidas e apenas jovens convidados? Nada de gente velha e careta? — Indaguei.
— Exatamente. Espero que vá e leve o Ryan! — Falou sorrindo e parecia radiante.
— Claro. Valeu pelo convite, maninha! — Sorri.
— Vamos, Carls? — Melanie olhou para a morena.
" Hum... Acho que essa Carly é gilete, já percebi o olhares que ela dá para a Melanie. Ela está querendo provar o mel da minha irmã." Pensei.
— Foi um prazer vê-la, Sam. — Carly acenou e eu assenti, sorrindo.
Fui abrir a porta para elas, nos despedimos rapidamente. Voltei para o sofá onde deitei e fiquei encarando o envelope com o convite.
— Querido cunhadinho, tenho que caprichar no seu presente! — Falei amassando o envelope.
Fale com o autor