Doce Pecado

17 Casa de campo & Esposa preocupada.


Notas iniciais
Hey, Julie aqui! Juro que tentei fazer o capítulo maior mas estou sem inspiração, culpa da gripe que me deixou para baixo e hoje estou um caco, é uma droga! Enfim, boa leitura! P.S. Ainda vamos responder os comentários do capítulo anterior, ok?

No dia seguinte...

P.O.V Do Freddie

Acordei por causa dos raios solares que estavam iluminando o quarto. Havia uma ampla janela aberta, a paisagem lá fora era composta por altas árvores, acho que eram pinheiros. Assim que coloquei meus pés para fora da cama senti o piso feito de madeira levemente arejado. A cama estava bagunçada sem sinal da Sam. O quarto era muito bonito e aconchegante, com uma decoração harmoniosa e um tanto despojada. Retirei minha aliança e a coloquei em cima do criado-mudo que tinha ali ao lado da cama.

Saí do quarto à procura da loira, e assim como o piso, casa era toda feita de madeira, estilo chalé com uma mistura rústica e moderna. O ambiente era todo arejado, estava iluminado pela luz natural e eu estava sentindo o predominante frescor de pinhos e perfume de flores.

Encontrei a Sam na cozinha, ela estava distraída na beira do fogão, o cheiro de ovos e bacon fritos estavam predominando o ambiente. Seu cabelo estava amarrado num coque e ela estava vestindo uma regata branca e short que para a minha infelicidade não era tão curto.

Me aproximei silenciosamente, ela só sentiu a minha presença quando eu a abracei, fazendo questão de inalar seu delicioso perfume floral e depositar um beijo no seu pescoço.

— Bom dia! — Sussurrei próximo ao seu ouvido direito fazendo-a arrepiar.

— Ótimo dia, não é? — Ela se virou sorrindo, estava sem maquiagem.

E por Deus, ela é muito mais bonita sem maquiagem, sua beleza angelical fica ainda mais ressaltada. Ela me olhou da cabeça aos pés e depois sorriu travessa.

— Por quê você está pelado? — Perguntou deslizando as unhas levemente sobre o meu peitoral.

— Acordei assim. — Dei de ombros pouco me importando.

Sam deu uma risada gostosa de se apreciar e balançou a cabeça, mordeu o lábio voltando a admirar minha nudez.

— Comprei roupas para você, estão nas sacolas em cima da cômoda. — Avisou.

— Pensou em tudo, não é? — Indaguei surpreso.

— Claro. A mamãe aqui sempre pensa em tudo... Mesmo assim, eu ainda prefiro você desse jeito. — Disse olhando para o meu membro.

— Safada! — Dei uma risada e a puxei pela cintura, lhe dei um selinho antes de sair da cozinha e voltar para o quarto.

[...]

— Você tirou a aliança. — Olhou para a minha mão esquerda que segurava a xícara com café puro. — Melanie não iria gostar nenhum pouco de saber disso. — Falou séria.

— Quem é Melanie? — Brinquei.

— Então, vai ser assim? Não está se sentindo culpado? — Me olhou surpresa.

— Nenhum pouco. — Respondi. — Vamos esquecer o mundo lá fora, que tal? Não viemos desfrutar esse lugar maravilhoso em meio a natureza? — Indaguei a encarando.

— Sim... — Ela abriu um belo sorriso.

— De quem é essa casa de campo mesmo? — Perguntei curioso.

— Do meu pai. Aqui perto tem um bosque e um lago, podemos nos divertir mais tarde. — Disse começando a se animar.

— Claro. — Concordei e comi mais um pouco de ovos mexidos com bacon.

Horas depois, às 17:55 da tarde...

— Está usando bíquini? — Perguntei quando paramos de frente ao lago de águas escuras.

— Vamos nadar sem roupa. — Ela falou começando a se despir.

Ela ficou nua na minha frente, seus cabelos caíram por suas costas com ondulações douradas assim que ela desfez o coque. Fiquei mais uma vez deslumbrado com a visão de sua bunda linda e perfeita.

— Tire a roupa, seu lerdo. — Ordenou se virando para mim com um sorrisinho brincalhão.

Enguli um seco quando olhei para aquele belo par de seios à minha frente, eu nunca me cansaria de admirá-los. E logo tratei de me despir...

[...]

P.O.V Da Sam

Estava muito satisfeita tendo o Benson todinho para mim, e eu iriar aproveitar cada segundo ao lado dele. Estava sendo dez para mim e zero para a minha querida maninha que com certeza está se descabelando toda por causa do sequestro de seu maridinho.

Fiz bem em trazê-lo para um lugar isolado e sem perturbações. E desfrutar da tranquilidade da natureza ao lado do Benson estava sendo maravilhoso. Ninguém poderia nos atrapalhar, éramos só nos dois fazendo tudo que nos era proveitoso e prazeroso.

A água do lago um pouco gelada nos envolvia enquanto trocávamos beijos ardentes e carícias embaixo d'água.

— É muito bom ficar assim com você. — Freddie admitiu quando enlacei minhas pernas abraçando a sua cintura, ele agarrou minha bunda apertando-a e me fazendo gemer baixinho.

— Quero que me foda aqui e agora. — Pedi sentindo meu corpo ansiar pelo dele.

— Com o maior prazer, baby! — Sorriu malicioso.

Minutos depois...

A água se agitava ao nosso redor na medida que o Benson me estocava com força. Nossos gemidos se tornavam mais altos, nunca pensei que transar num lago seria tão prazeroso e excitante.

— ISSO BENSON, OOOH ASSIM. — Gritei enlouquecida quando ele apertou a minha bunda com força e aumentou as estocadas, me fodendo fortemente.

Aquilo estava sendo tão gostoso, sentí-lo dentro de mim embaixo d'água era fodidamente alucinante, experiência única.

[...]

— Está chovendo. — Falei olhando lá para fora através do vidro da janela do quarto.

— Está entediada? — Perguntou me agarrando pela cintura.

— Um pouco... — Respondi fechando os olhos e arfando baixinho quando ele deu uma mordidinha no meu lóbulo esquerdo.

— Você é sempre assim tão pervertido? — Perguntei.

— Só quando estou com você, diaba loira. — Respondeu acariciando a minha cintura.

— Vamos lá para a sala nos aquecer em frente à lareira? Estou com frio... — Apertei suas mãos sentindo arrepios que seus beijos provocavam em minha nuca.

— Vamos para onde você quiser... — Disse com a voz mais rouca que o normal, tão sexy.

Minutos depois...

Espalhamos todas as almofadas pelo tapete aveludado, deitamos ali em frente à lareira. Me aconcheguei em seus braços que logo me evolveram me aquecendo, ele estava quentinho e eu estava mesmo necessitando do calor de seu corpo.

— Eu não quero que esse momento acabe. Eu poderia ficar aqui com você até envelhecermos... Mas isso é tão errado, eu queria ter te conhecido em outra época, sabe? Antes de conhecer a Melanie! — Confessou baixinho.

Fiquei sem palavras. Puta merda, eu não o amava, estava apenas o usando para me vingar da Melanie. E depois de ouvir aquelas palavras tão verdadeiras senti um estranho aperto no coração quase sufocante.

— O que foi, Sam? Algum problema? Está tão quieta... — Quebrou o silêncio entre nós, acariciando meu rosto.

Olhei para o rosto dele, fitei seus belos olhos castanhos por alguns segundos e deslizei os dedos com leveza por sua bochecha direita.

— Não... Estou bem. — Menti. E fechei os olhos, enterrei o rosto no seu peito, apertando seu braço esquerdo.

Céus! Eu devia estar ficando louca, o segurei com força não querendo soltá-lo... E por alguns segundos desejei que ele fosse meu, somente meu para toda a vida.

[...]

P.O.V Da Melanie

Passei a noite em claro, a angústia e o medo misturados com tanta preocupação estavam me matando. Eu estava temendo pela vida do meu marido, eu só gostaria de saber se ele está bem, se vão nos ligar pedindo dinheiro para poderem soltá-lo. Por quê sequestraram o meu bebê? Por quê isso tinha que acontecer? Coitadinho do meu marido que deve estar sofrendo nas mãos dos sequestradores.

— Ah, Mel, não fica assim. A polícia vai encontrá-lo e trazê-lo de volta. — Carly sentou no sofá ao meu lado. — Eu preparei um chá para você, tome, vai te fazer bem! — Ela me entregou uma xícara.

— Obrigada. — Agradeci com a voz embargada. — A mãe dele ainda não sabe, eu não tive coragem de contar... E agora, Carls? Por quê esses malditos sequestradores não ligam? Eu pago tudo o que eles pedirem, mas eu só quero o meu Freddinho aqui comigo! — Comecei a chorar descontroladamente.

Era só isso que eu conseguia fazer, chorar. E como uma boa amiga, a Carly ficou ao meu lado o tempo todo. Ela também passou a noite em claro ao meu lado, tentando me consolar e me acalmar.

— Oh, não chore, ele deve estar bem e com certeza vai conseguir escapar dessa, e logo estará aqui com você. — Disse me abraçando de lado.

— Eu o amo tanto, C-Carls. — Solucei.

— Eu sei... — Ela disse afagando minhas costas.

— Obrigada por existir e ser minha melhor amiga. — Agradeci. — Você é tão gentil... Acho que eu estaria mais desolada se você não estivesse aqui comigo. — Falei quando ela tirou a xícara de chá das minhas mãos, eu nem consegui tomá-lo.

Ela colocou a xícara na mesinha de centro e eu deitei minha cabeça em seu colo. Senti sua mão no meu cabelo,o acariciando com leveza, fechei os olhos e fiquei apreciando suas carícias. Não sei quanto tempo ficamos ali, mas eu acabei conseguindo relaxar e o sono já estava conseguindo me dominar pouco à pouco.

— Acho que estou me apaixonando mesmo por você... — Essa foi a última coisa que eu ouvi. Soou como um sussurro doce e suave,nnão tenho certeza, mas talvez o sono tenha me feito imaginar aquilo.

[...]

P.O.V Da Freddie

Eu devia estar me sentindo terrívelmente culpado por estar pecando ao trair minha esposa. Eu nunca pensei que cometeria adultério, mas era tarde demais. Foi inevitável, juro que tentei me controlar mas acabei perdendo toda a razão e não há como voltar atrás. A Sam é a minha perdição, meu mais doce pecado e minha ruína, tudo nela me atrai e eu simplesmente não estou conseguindo resistir aos encantos dessa mulher.

Seu olhar,seu corpo, seu cheiro e seus beijos são como ímãs para mim. Ela sabe que é irresistível, ela é linda e sedutora. Qual homem seria capaz de resistir a essa mulher?

— Cuidado para não se queimar. — Disse me entregando uma caneca de chocolate quente, estava esfumaçando. Sam sentou no meu colo e começou a assoprar o chocolate dela.

— Vamos embora amanhã, certo? — Perguntei.

— Sim. Já está sentindo falta da sua esposinha? — Indagou séria.

— Não é isso... Mas a Mel deve está muito preocupada, e minha mãe também se já tiver sido informada sobre o meu "sequestro". — Falei sentindo um pouco de pena da Melanie.

— Claro. A minha maninha deve estar quase morrendo, isso é muito triste. — Debochou.

Tomei um pouco do meu chocolate e resolvi ignorar o seu deboche. Não valeria a pena retrucar, só complicaria as coisas.

— Por quê você não gosta da sua irmã? — Puxei seu rosto e fitei seus olhos cristalinos. — A Melanie te ama e você parece odiá-la profundamente. — Falei.

— Tenho meus motivos... — Desviou o olhar e saiu do meu colo. — Se ela me amasse ou tivesse o mínimo de consideração por mim, não teria... — Ela se calou de repente, fechou os olhos e respirou fundo. — Não quero falar sobre isso, não insista em querer saber o porquê desse meu desgosto pela minha irmã. — Disse amargurada.

E foi naquele momento que eu desconfiei que a Melanie havia feito algo muito ruim para a Sam. Deve ter sido algo muito doloroso e imperdoável, só isso poderia justificar seu ódio pela irmã.

Notas finais
Nos digam o que acharam? Comentem, ok? Odiamos ficar no vácuo. Nos vemos no próximo! Bjs