Doce Pecado
48 Apostas
Notas iniciais
1 semana depois...
P.O.V Da Sam
— É minha vez de trocar. — Freddie pegou o pacote de fraldas.
— Sai pra lá, é a minha vez. — Ryan puxou o pacote.
— Não mesmo! Mais tarde você troca. Deixa comigo. — O Benson pegou o bebê com cuidado.
— Me dá ele aqui, a Sam me ensinou, é a minha vez...
— Parem já com isso! Mas que merda! Eu não posso mais nem descansar em paz! Vocês não me dão sossego! Me dá o meu filho aqui! Eu troco a fralda! É melhor os dois vazarem daqui, senão eu vou passar cocô na cara de vocês! — Ameacei levantando já estressada.
Meu pequeno abriu um berreiro.
— Estão satisfeitos? — Perguntei.
Olhei para os dois idiotas que se calaram. Estendi o trocador dobrável sobre a cama, ele era do tamanho de uma toalha. Coloquei o Alexander no meio e comecei a tirar a fralda suja.
— Nós queremos te ajudar, loira. — Foi Ryan quem falou.
— É, Sammy, só queremos ajudar. — Freddie confirmou.
— Discutindo? Vocês também querem dar o peito para ele? Olha, eu agradeço todo o gesto e a boa vontade de vocês, mas já cansei dessas briguinhas idiotas! Cansei! — Avisei limpando meu filho. — Coloca na lixeira! — Joguei a fralda suja dobrada para o Benson. — Pega o talco. — Pedi ao Ryan.
Eu não sabia qual dos dois fazia mais caretas... Ryan se afastou tapando o nariz quando o Benson olhou para as mãos.
— Para vocês ficarem logo sabendo. Eu não tenho nojo de trocar fralda. Agora vocês estão torcendo o nariz e fazendo caretas? Não queriam trocar a fralda? Dar banho também não é fácil, ele quase deslizou das minhas mãos ontem. Se for para ficarem brigando, eu não quero que nenhum dos dois venha aqui! Eu dou conta, consigo me virar sozinha! Além do mais, a Carls e a Mel podem me ajudar se eu precisar de qualquer coisa! — Falei, séria.
— Desculpa. — Freddie foi o primeiro a pedir.
— É, foi mal mesmo. — Ryan coçou a nuca.
Eles se olharam e depois me olharam.
— Deviam acabar com essa guerrinha de uma vez por todas. Eu ficaria feliz se vocês fizessem as pazes. Eu não serei troféu para nenhum dos dois e não quero ser a porra de uma disputa! Sou uma mulher e não um prêmio, faço minhas próprias escolhas. Acabei de me tornar mãe. Não preciso de macho nenhum brigando por mim. Só quero ter sossego agora. Cuidar do meu filho. Ele sim é minha prioridade. Agora estou me dedicando a mim mesma, me amando. Me valorizando. Recuperando minha dignidade. Eu gosto de vocês, de verdade. Gosto muito! Por isso só peço um tempo. Um de vocês é o pai do Alex. Mas isso não vai mudar muita coisa, vou ouvir meu coração e escolher aquele com quêm eu quero ter um relacionamento sério. Estável. Vou escolher...
— Você vai escolher ficar com o Freddie. Ah, Sam todo mundo sabe disso! — O Collins me interrompeu.
— Olha, é melhor vocês irem embora agora. Vou colocar o Alex para dormir. Eu tô com cansada, não dormi bem ontem. Ainda estou dolorida. — Toquei a região onde os pontos se encontravam.
— Está bem, nós vamos. Nos ligue se precisar. — Ryan era mais compreensivel.
Diferente do teimoso do Benson.
— Não estou sendo mal-agradecida e nem nada. Agradeço por terem vindo. Se quiserem vir mais tarde, vou recebê-los. — Falei.
Eles se despediram e foram embora. Claro que antes de ir, os dois babões paparicaram o Alexander que estava sonolento, quando meu filho começou a chorar, eu o peguei porque nenhum deles sabiam o que fazer.
Ganhei um apartamento. Foi meu presente quando recebi alta. Meus pais me deram tentando se redimir. Gostei do agrado. Claro que nem pensei em recusar. Foi bom ter saído do apartamento da Carly, assim ela teria mais privacidade com a Melanie.
Quando cheguei no meu mais novo lar. Amei tudo. Já estava todo mobiliado. Com o quartinho do bebê arrumado. O imóvel espaçoso e aconchegante para se viver.
Um apartamento ideal para uma família pequena.
Sala/cozinha americana. Quarto de casal estilo suíte. Um quarto para criança. Um banheiro para visitas. Uma pequena lavanderia.
Até minhas coisas já estavam organizadas.
Freddie e Melanie estão divorciados. É oficial. Minha irmã foi morar com a namorada. Fiquei feliz por elas quando recebi a notícia.
O que me deixa com o caminho livre. Se caso ele for minha escolha.
Muitas coisas aconteceram quando fiquei internada. O divórcio. A compra do meu apartamento. Meus pais se tornaram mais presentes em minha vida.
Antes de ter alta, decidimos fazer o exame de DNA. O resultado só deve sair em duas semanas.
Marissa Benson chegará em breve. O que me preocupa um pouco, a mulher não vai com a minha cara. Se o Benson for o pai, ela terá que ao menos me engulir já que sou a mãe do neto dela.
No fundo eu sei. Eu sinto. Sempre desconfiei... Só preciso ter a confirmação para que não reste nenhuma dúvida.
Quando olho para o meu pequeno, uma paz interior se instala em meu peito. Sou mãe. Gerei uma vida. Uma coisa boa veio de algo ruim que planejei... Me envolvi com dois homens.
Me encantei por ambos.
Mas só posso escolher um.
— Olha onde fui me meter, meu filho. — Olhei para Alex que estava dormindo.
[...]
P.O.V Do Freddie
— Por quê não contou para a Sam que está pensando em sair com a Michelle? — Perguntei quando estávamos indo embora.
— Acho que não devo satisfação pra ninguém. Estou me conformando, sabe? Só vou esperar o resultado do DNA sair para tomar um rumo na minha vida. Porque se o Alex for meu filho. Irei registrá-lo e vou ajudar a Sam no que ela precisar. E vou ser um pai presente. — Deixou bem claro.
— Desistiu de lutar pela Sam? — Indaguei.
— Gosto dela, de verdade. Foi algo intenso. Me apaixonei. Ela é linda, divertida, uma mulher incrível. Mas... — Sempre tinha um 'porém'. — Paixão não é amor. — Admitiu.
Ele não a amava... Não da forma que comecei a amá-la.
— Vamos voltar agora. Você precisa dizer isso a ela! — Agarrei seu braço.
— Cara, pensei que estava seguro de si. É você que ela ama. É só uma questão de tempo. — Soltou o braço.
Ele não parecia derrotado e sim conformado.
— Isso é alguma estratégia para...
— Não. Sem truques. Acho melhor viver a realidade. Têm uma mulher linda que está na minha. Já peguei o número dela. Sábado pretendo levá-la para jantar. — Nunca tinha visto o Ryan falando tão sério.
— Sem ressentimentos? — Paramos no estacionamento.
— Nenhum. — Respondeu com firmeza. — Caminho livre pra você. — Sorriu para mim.
Eu quase não conseguia acreditar naquilo.
— Mas vou logo te avisando, Benson! — Apertou meu ombro. — Se você a magoar, a trair como fez com a Melanie ou fazer a Sam sofrer de alguma forma. Vou te quebrar na porrada! Tô falando sério, eu te mando para o hospital com fraturas que vão demorar anos para sarar! Sei que a ama, você também amou a Melanie e olha no que deu. Se fizer o mesmo com a Sam, vai ser ver comigo! — Enguli em seco após ouvir aquilo.
— Ela acabaria comigo de qualquer forma. A Sam é valente e provavelmente colocaria fogo no meu carro comigo dentro. — Eu ri tentando descontrair.
— Carly e a Melanie a ajudariam — Ele se afastou rindo.
— Ei, se a Mel não estivesse com a Shay você tentaria a sorte? — Indaguei algo que eu tinha curiosidade.
— Tchau, brother! — Me deu as costas indo até o carro.
— Filho da mãe! — Observei ele entrar no veículo e partir.
Por mais que ele não amasse a Sam, ele sentia atração pelas gêmeas Puckett... Eu nem mesmo poderia culpá-lo por isso.
Eram mulheres lindas.
No entanto, o Collins estava amarradão na enfermeira gata.
[...]
P.O.V Do Ryan
Resolvi abrir mão da Sam, não vale mais a pena lutar por ela, está na cara que a Puckett é apaixonada pelo Benson. Ele passou a noite com ela no hospital, coisa que eu não pude fazer. Freddie também acompanhou o parto de perto, eles acabaram se reaproximando mais. Quando fomos fazer a surpresa para a Sam, ele levou um colar para ela junto com o presente do bebê.
Fiquei incomodado, não nego.
Quando vi que não adiantava mais, simplesmente joguei a toalha. Uma expressão engraçada, mas dá no mesmo. Eu desisti. Sam jamais me amaria. Ela sempre quis o Benson. Por quê não facilitar as coisas para o cara que foi meu melhor amigo durante anos?
Se o bebê for meu filho, tudo bem. Vou fazer minha parte como pai. Sam e eu seremos amigos. Ela é uma mulher e tanto. A admiro. Claro que ela ainda me atrai, estaria mentindo se eu negasse tal fato.
Porém, devo reconhecer os fatos.
Não daríamos certo com ela amando outro. Com o passar dos meses descubri que era paixão e não amor. O sexo foi incrível em todas às vezes. A Puckett com sua beleza e seu fogo na cama me fisgou. Assim como fisgou meu amigo. Ele acabou traindo a esposa e deu no que deu... Fim de casamento.
Ele e Sam tiveram problemas após o jantar quando ela revelou sobre a gravidez diante de todos.
Melanie também acabou se envolvendo com a Carly. Seguiu em frente.
Sam foi internada por conta da gravidez de risco e muitas coisas aconteceram nesse meio tempo.
Conheci outra mulher. Michelle Xavier.
Uma moça linda de 23 anos. Não foi apenas sua pele morena e seu sorriso cativante que me chamou atenção. Nem mesmo os cabelos volumosos e com cachos incríveis.
Michelle era a enfermeira mais simpática e atenciosa.
Era ela quem cuidava da Sam e entregava meus recados. Vi que era esforçada no que fazia, todos ali gostavam dela. Principalmente seus pacientes.
A Srta. Xavier aos poucos foi se aproximando de mim. Me cumprimentava com sorrisos, depois vieram os cafezinhos.
No início foi carência, eu só precisava de atenção.
Depois veio o apego, o carinho. Todas as tardes, eu visitava a Sam. Michelle estava lá. Às vezes me acompanhava até a recepção. Conversava comigo.
Pela primeira vez uma mulher estava interessada em mim de verdade. O Freddie sempre chamava mais atenção, Sam é a prova viva disso...
É mesmo uma merda disputar com um amigo.
Quando o bebê nasceu, nossa amizade já estava nos trilhos. Ainda balançada. Enfim, decidimos acabar com a trégua e tentar pra valer. Reatar nossa amizade de longa data para acabarmos com todo aquele clima ruim.
Até aquele momento que começamos a brigar como dois perfeitos idiotas sobre quêm devia trocar a fralda do pequeno Alexander.
A Sam devia ter passado mesmo cocô do bebê na nossa cara.
Mais uma briguinha boba nossa deixou a loira irritada. Como sempre ela tinha razão.
Para evitar mais atritos, decidi conhecer a Michelle. Porque meu interesse surgiu naturalmente, nada foi forçado. Claro que não contei nada para a Sam, não havia necessidades.
Mais uma vez vi o clima surgindo entre ela e o Benson.
Me conformar seria uma coisa boa. Doeria mais se eu alimentasse falsas esperanças.
O que eu ganharia me iludindo, afinal de contas?
Eles se amam. Devem ficar juntos. Fui apenas um intruso no meio disso tudo.
Só não vou abrir mão do bebê se o exame de DNA comprovar que o pai sou eu.
[...]
P.O.V Da Melanie
— O que você acha? Freddie ou Ryan? — O mais engraçado era que a família toda estava intrigada.
Nosso primo Chaz até reuniu o pessoal para fazer apostas. Vovó Puckett apostou 50 dólares no Benson.
Carly acabou me arrastando para o meio da bagunça.
Anotei meu nome enquanto ria, selando minha aposta. Apostei 30 dólares no Freddie e para me contrariar, Carly apostou o mesmo valor no Ryan.
O resultado do exame sairia em duas semanas.
Sam não estava sabendo de nada. Claro que ela surtaria quando soubesse.
Estávamos fazendo apostas sobre a paternidade do meu sobrinho. Quando os supostos 'papais' chegaram na casa dos meus pais, risadas ecoaram e mais rodadas de cerveja foram distribuídas.
Papai decidiu reunir a família para aquela reunião um tanto inusitada e acima de tudo, engraçada.
— Estamos bebendo o mijo do garotão! — Chaz já estava "alegrinho". — VIVA AO BEBÊ DA PRIMA SAM! — Ergueu a cerveja e depois tomou uma grande golada.
Puxei a Carly para meu lado antes que Chaz começasse a vir com conversa afiada pra cima dela.
Que ideia era aquela de comemorar a urina do meu sobrinho?
— Viva ao mijo do nosso garotão! — Ryan e Freddie brindaram bem ali na nossa frente batendo as garrafas de cerveja.
Se bem que não estavam errados, o bebê era nosso. Um membro da família. Meu sobrinho. Sobrinho de coração da minha morena. Netos dos meus pais. Filho de um deles e futuro afilhado de quem não fosse o pai...
Alexander era algo de cada um de nós.
Sobrinho. Neto. Bisneto.
Sam estava no apartamento dela, operada e cuidando do bebê enquanto estávamos todos festejando e apostando.
Me senti a gêmea rebelde naquele momento tomando cerveja e fazendo algo escondido da minha irmã.
Ela odiava perder festas e ficaria uma fera se soubesse. Uma hora ela acabaria sabendo...
Estávamos todos ansiosos sobre o resultado do DNA.
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