Doce Pecado
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Notas iniciais
2 semanas depois...
P.O.V Da Sam
Ryan e Freddie estavam uma pilha de nervos quando saí para buscar os exames de paternidade, Melanie foi pegar o resultado do DNA junto comigo, recebi dois envelopes portando o nome deles, um para cada um. Chegamos no meu apartamento com os exames de confirmação lacrados dentro da minha pasta de documentos, bastou eu colocar os pés para dentro do meu imóvel para ouvir o choro alto e agudo do Alex.
Meu filho estava aos prantos no colo da Carly, os dois palermas permaneciam ao redor da morena que se encontrava visívelmente agoniada sem saber como fazer o Alex se acalmar. Aquele chorinho num misto de dor e desespero apertou meu coração. Aquilo era fome.
Antes de sair de casa retirei leite e o reservei para Carly dar a ele quando meu bebê acordasse. Ela tentava em vão fazê-lo pegar o bico da mamadeira, quanto mais a minha amiga insistia em dar a mamadeira, mais ele sacudia os bracinhos e chorava recusando.
Empurrei a bolsa e a pasta contendo os exames para a Melanie segurar, me apressei indo até à cozinha para lavar as mãos, Freddie foi o primeiro a ir atrás de mim, enxuguei as mãos depressa e voltei para a sala o ignorando.
— Ele não quer pegar de jeito nenhum, Sam. — Carly disse afobada, ela me entregou o Alexander que continuava abrindo um berreiro.
— E aí, loira? — Ryan me encarou com aqueles olhões azuis.
— Eu não vi os resultados, ainda estão lacrados. — Ajeitei meu filho no colo. — Carls vai lá no quarto para mim, pega o lencinho com a loção do frasco branco, ou melhor, traz um pedaço de algodão e um copo d'água. — Pedi.
Ela se apressou indo pegar o pacote de algodão e a água.
— Ele está vermelho de tanto chorar, Sam, dá logo o peito para ele, o coitadinho está com fome. — Freddie me apressou.
— Eu acabei de chegar da rua, Freddie. Não posso amamentar agora, eu preciso me limpar primeiro! — Eu já estava nervosa e agoniada.
— Se acalmem, rapazes, saiam de perto dela, deixem a Sam respirar um pouco. — Disse Melanie.
Carly logo retornou com o que pedi, molhei o algodão na água em temperatura ambiente e limpei meu seio direito que estava um pouco dolorido. Eles ficaram calados quando coloquei meu filho para mamar e finalmente pude respirar aliviada.
O pobrezinho estava mesmo faminto, encarei seu rostinho avermelhado. Sua boquinha já começava a sugar com certa força, repousei sua mãozinha macia e leve sobre meu seio. Beijei sua cabecinha que tinha aquele cheirinho gostoso de shampoo infantil.
Alex ergueu os olhos para mim, ele ficou me observando enquanto mamava, encarei seus olhinhos azuis-acinzentados, o tom cinza-opaco havia mudado de cor, se tornou azul, eram de um tom mais escuro que o meu. O que alegrou o Ryan que afirmou que tinha olhos daquela cor quando era bebê.
Os olhos do Ryan lembravam a cor de uma Safira indiana. Os meus eram azuis que de acordo com a luz mudavam de tonalidade e os do meu filho eram apenas azuis puxados para o tom cinza.
[...]
Os envelopes foram rasgados ao mesmo tempo, Ryan puxou o papel e começou a ler. O Freddie fez o mesmo, ambos sérios e concentrados. Carly e Melanie olhavam para eles ansiosas e de vez em quando trocavam sorrisos. Elas tinham apostado com o restante da nossa família. Fiquei chocada quando me contaram da farra que perdi.
Aquele bando de malucos.
O palavrão que o Benson soltou foi tão alto que me fez sobressaltar no sofá. Ryan abaixou o exame em completo silêncio, seu olhar já dizia tudo.
— Eu sabia! Sabia, porra! — O moreno chegou na minha frente numa velocidade quase surreal, me fez levantar e me abraçou.
Carly abraçou o Ryan dando solidárias palmadinhas nas costas dele.
— Nosso! É nosso filho, Sam! Meu moleque! Alex é meu filho! É meu garotão! — Seus braços me envolveram calorosamente.
Olhei para o Ryan que recebeu um abraço da minha irmã e umas palavrinhas de consolo. Ele sorriu para mim. Fiquei sem reação.
Mil coisas se passavam por minha cabeça.
O estalar do selinho roubado me despertou do meu turpor.
Coloquei as mãos sobre o peito do Freddie e o empurrei querendo respirar melhor, seu perfume amadeirado e inebriante me deixou até zonza.
— Vou ser o padrinho. Parabéns, cara! — Ryan se aproximou do amigo.
Eles tinham reatado a amizade.
Freddie abraçou o Ryan, o Benson estava agitado, feliz da vida.
Minhas suspeitas haviam acabado de serem confirmadas.
O cara que seduzi e fui pra cama várias vezes era mesmo o pai do meu filho.
— Tudo bem, Sam? — Freddie me olhou após fechar o sorriso.
Seu semblante radiante mudou para preocupação.
— Tudo sim. Alex é seu filho, bom, é melhor avisarem o pessoal da aposta. — Deixei escapar uma risadinha.
Carly soltou um resmungo. Ela havia perdido. Melanie fez a dancinha da vitória para provocar a namorada.
— Quer conversar à sós? — Ele abaixou o tom, ainda me olhando sério.
Apenas assenti, saí andando na frente, ele me seguiu até o quarto, o bebê estava dormindo no berço no quartinho ao lado.
Alexander era nosso... Nosso filho.
Por isso o cabelo e a boquinha não se pareciam nada com os traços do Ryan. Tirando a pele clara, os olhos azuis e o nariz, Alex havia herdado o formato dos olhos e se parecia mais com o Benson.
No fundo, eu já tinha a certeza. Sempre tive apesar de não ser nada concreto. Mas o exame de DNA apenas confirmou tudo.
Freddie era o pai do meu filho.
— Não está feliz com o resultado, né? — Cruzou os braços malhados, ele estava tão gostoso usando aquela camiseta branca e com aquela bermuda jeans que realçava seu bumbum durinho.
— Por quê eu não estaria? — Indaguei o encarando.
— Não sei, me diz você. — Se aproximou.
— Freddie, independentemente de qualquer coisa, eu me importo mais com o meu filho agora, se vai cumprir com suas obrigações, tudo ótimo. Quero que meu filho tenha um pai presente e responsável. — Falei.
— Nunca vou deixar faltar nada para ele, vamos criar esse menino, dar tudo que ele precisa, eu já o amo e te amo também, Sam. Por mim, eu me mudaria hoje mesmo para cá, só quero ficar ao lado do meu filho e ao lado da mulher que amo, estou morrendo de saudades de você, Sammy... — Segurou meu rosto.
— Freddie... — A voz me faltou e minha respiração descompassou.
— Te quero tanto. — Encurtou a distância entre nós.
Me perdi naquele mar achocolatado.
Sua boca capturou a minha num beijo afobado, ele me beijou com certo desespero como se precisasse do meu beijo para sobreviver. Segurou meu rosto com ambas as mãos enquanto mergulhava a língua na minha boca, gemi contra seus lábios e o agarrei pela camiseta, mantendo-me sob equilíbrio.
Meu coração batia tão forte que eu podia ouvir cada batida descontrolada ao pé do ouvido. Minhas pernas ficaram bambas, e à medida que seu beijo aprofundava, eu sentia cada pedacinho do meu corpo formigar e aquecer deliciosamente.
Suas mãos sairam do meu rosto e desceram para o meu corpo já quente com cada toque. Freddie alisou minhas costas e me abraçou após o beijo de tirar o fôlego que havia me dado, tirando-me da órbita.
— Agora respondendo a sua pergunta... Claro que estou feliz com o resultado, seu bobo. — O apertei.
Ficamos ali no quarto nos braços um do outro, trocando sorrisos e beijos.
Freddie estava divorciado, não havia mais empecilho algum.
[...]
Alguns dias depois...
P.O.V Do Freddie
— Freddie, me dá ele aqui, para de ficar olhando para o menino desse jeito parecendo um bocó, você fica muito engraçado fazendo essa cara de pateta quando tá babando em cima dele. — Sam começou a rir.
— Isso não têm graça, Sam. Você passou 9 meses com ele na barriga, agora não posso ficar nem um pouquinho com o meu filho? — Eu não cansava de admirar nosso garotão.
— Benson, eu preciso dar banho no Alex agora. Para com essa melação, anda logo, eu não tenho o dia todo. — Me apressou.
— Ele tá dormindo, loira. Deixa o coitadinho ficar mais um pouco no meu colo, ele gosta de ficar comigo, o Alex me ama, parece que você está com ciúmes. — A provoquei.

Ela revirou os olhos e bufou, me fazendo rir.
— Céus, você diz isso agora, mas é claro, que bebê não gosta de um colo? É você que fica mimando, depois não venha reclamar quando ele não quiser mais sair do seu colo. Ainda têm o almoço pra fazer, é a hora do banho dele. — Ela tirou o Alex de mim e andou até a banheira que já estava preparada com a água para o banho.
— Relaxa, Sammy, estou te ajudando, não estou? Eu não me mudei para cá pra ficar só olhando você cuidar do nosso filho. Deixa o almoço comigo, você precisa descansar um pouco, vi que levantou várias vezes ontem à noite. — Me aproximei vendo ela dar banho no pequenino que choramingava.
— Freddie, você não consegue nem fritar o frango sem queimar. E o macarrão que fez ontem? Estava todo empapado e salgado. Eu devia contratar o Ryan para cozinhar pra gente. — Disse risonha.
— Nossa, assim você me ofende, loira. — Fiz bico.
— A Michelle que deu sorte, se ela casar com ele nunca vai morrer de fome, aposto que ele fisgou ela pelo estômago. — Fiz careta ao ouvir aquilo.
O próprio Ryan contou tudo para a Sam sobre ele e a enfermeira. Ele estava gamado em outra, para mim foi até um alívio.
Por quê diabos ela estava jogando os dotes culinários do Collins na minha cara?
— Hum... — Cruzei os braços.
— Prontinho, meu amor, não precisa chorar. Não gosta de tomar banho, filho? — Enrolou o Alex na toalha fofinha, ele fazia caras e bocas. — Me passa o talco e o pote de fraldas. — Pediu.
— Peça ao Ryan. — Soltei sem pensar, aquilo foi no impulso.
Sam deixou nosso filho sobre o trocador dobrável e me olhou incrédula.
— O que disse? — Franziu o cenho e colocou a mão direita na cintura.
— Nada. Toma. — Entreguei o que ela havia pedido.
— Ouvi bem, só queria confirmar. — Comprimiu os lábios.
— Foi mal, é que você fica falando do Ryan, jogando na minha cara que ele cozinha bem e blá, blá, blá... — Resmunguei.
Ela riu enquanto passava talco no Alex que não parava quieto.
— Não seja idiota, Ryan e eu somos amigos... Quêm eu escolhi, Benson? — Me olhou ficando séria.
— Eu. — Sorri coçando a nuca.
— Quêm é o pai do meu filho? — Terminou de colocar a fralda e se aproximou com o nosso pequeno.
— Eu! — Respondi encarando a mulher que amava, Sam era minha.
— Quêm dorme ao meu lado roncando alto? — Sorriu zombando de mim.
Ela segurava o riso.
— Ei! Eu não...
— Ronca sim, mas eu não me importo, e sabe por quê? — Seus olhos azuis brilhavam.
Cruzei os braços ansioso para ouvir ela dizer o que eu tanto esperava...
— Porque eu te amo, seu bobo! — Aquilo aqueceu meu coração. — Não é o Ryan que eu quero, sempre foi você. — Disparou. — Sou louca por você, Benson! — Se declarou.
Fiquei emocionado e muito feliz.
— E eu amo vocês. Amo muito, Sam. — Beijei a cabecinha do nosso filho e encarei ela que sorria. — Casa comigo, Puckett? — Fiz o pedido.
Ela arregalou os olhos surpresa.
Não podia esperar mais. Eu a queria como minha esposa. Com todas as minhas forças.
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