Doce Inverno
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Acompanhei a mudança de Isabella, de longe. Katherine havia sumido apenas uma semana, enquanto eu via a garota chorando com saudade da mãe e não querendo comer.
Seu pai – que nunca havia prestado – tinha se esquecido de matriculá-la na escola, até a empregada ter compaixão de fazer isso para a garota, que por pouco não repete o ano.
Foram semanas difíceis, e eu deixei de vê-la quando Katherine apareceu e me levou para outro estado, fazendo com que nos aventurasse por aí.
–-Sabe, poderíamos irritar um pouco Elena e Stefan... sabe como é... – ela piscou para mim. Suspirei.
– Não quero ir.
– Claro que não. Observar uma criança triste de vida trágica é mais divertido do que estar com seu irmão que roubou sua... quase namorada.
Revirei os olhos.
– Você realmente não tem sorte com as garotas, Damon. – Ela ergueu o copo de uísque. Olhei ao redor do bar, buscando uma fuga.
– Vai pro inferno, Katherine. — me levantei e saí pela porta do fundo. Ela me seguiu.
– Sério? Nem uma... diversão? – Me jogou em cima da lixeira, depois se ajoelhou em cima de mim. – você ficou tão chato como babá... A garota está em boas mãos... E você precisa se divertir...
Bufei, vendo que não tinha saída, deixei Katherine achar que teria ganhado essa. E quando ela estava praticamente sem roupa no beco, eu simplesmente me tornei um corvo e fui embora, observar Isabella estudando no seu quarto.
Eu nada podia fazer. Não podia ajudá-la – não podia trazer sua mãe de volta – então eu decidi que passaria uns tempo com Stefan. Talvez depois fosse para Europa ou coisa assim. Katherine ficou satisfeita com minha decisão do futuro.
(…)
Dias depois.
– Damon. Achei que passaria anos sem o ver. – Stefan disse ao entrar em casa e me ver na poltrona. Terminei o copo de uísque.
– Também achei, mas Katherine me encheu o saco. Praticamente não tive escolha. – revirei os olhos. Katherine desceu as escadas.
–-Stefan, Stefan, como vai?
– Katherine. – cumprimentou de mal gosto. Ela sorriu e se jogou no sofá.
– E como vai a minha cópia? Doando sua comida á um sem teto? Ela é tão boa...
– Elena está estudando. Época de provas.
– Oh, claro. Ela realmente tem que se esforçar. Nem só coisas boas acontecem com pessoas boas.
– Não pretendo ficar muito Stefan. Foi apenas... uma visita. – fiquei de pé na frente de meu irmão.
–-A casa é sua também, irmão.
– Prefiro outro lugar, mas obrigado. – bati em seu ombro.
– Já vai voltar para a pequena garota, Damon? Você não serve como babá.
– Babá? – Stefan perguntou, confuso.
– Nada importante. Vamos, Katherine, encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris. – a chamei, passando por Stefan.. Ela não se moveu.
– Ele está louco por uma garota de menos de dez anos. Bonitinha, carinhosa, mas com uma vida meio trágica. Ela gosta de vê-lo como um pássaro.
– Damon...
– Não enche, Stefan, foi só um episódio por ai. Estou indo para Inglaterra, caso queira saber.
– Vai esperar alguns anos, Damon? Interessante. Acho que Isabella sentirá falta do pássaro...
– Vai pro inferno, Katherine. Tchau Stefan.
Fui embora, tomando controle para não matar Katherine.
Não importava quantos anos se passasse, quantos países eu visitasse. Eu tinha algo inacabado na Califórnia e queria conhecer a garota. Ela deveria ter 16 anos já, e eu aproveitando o vampirismo na Alemanha. Quando deveria ter completado 17, eu estava voltando para Nova Iorque. Só um voo. Algumas horas e eu poderia encontrá-la. Saber de algo sobre ela – algo que não busquei.
Os anos passam lentamente, em forma de humano, quando você se tem algo esperando. E eu esperava para vê-la, embora tardasse esse momento.
(…)
Eu estava com uma bolinha vermelha na mão, jogando-a para o alto. Havia encontrado-a nas ruas de Londres e então vim para o hotel com ela. Jogava para cima e a pegava. Estava nesse mesmo estado por horas e horas, e não sabia o que fazer para sair do tédio.
Eu queria voltar logo para a Califórnia, mas não queria ser apenas uma babá. Katherine sentiria meu cheiro de longe e voltaria a infernizar a vida de Isabella. Mas queria saber como a pequena estava.
Ela devia ter 16 para 17 anos agora, deveria estar na escola. Deve estar viva e bem...
Olhei para o relógio ao lado da cama. 27 horas apenas jogando a bolinha para cima. O tempo não é notado quando se tem a eternidade. Deve ser por isso que a lei da natureza é ser mortal. Para aproveitar o tempo dado e não gastar mais de um dia apenas brincando com uma bolinha velha e inútil.
Me levantei da cama e coloquei uma calça, antes de fazer a mala com as poucas roupas, eu simplesmente coloquei a camiseta, a jaqueta e sai por afora. Não precisava de coisas para carregar quando podia pegá-las de qualquer lugar a qualquer momento.
Todo aquele processo lento de pegar passagem e esperar tudo sair, hipnotizando aqui e ali para confundir tudo foi aplacado por ter levado uma garota ao banheiro sem ter que hipnotizá-la. Sai bem a tempo de embarcar, e no avião foi apenas ficar olhando pela janela até chegar na Califórnia
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