Doce Inverno
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Finalizei a fic ontem, então posso ir postando - é claro, eu não posso esquecer. '-' Eu sempre esqueço que tenho que ligar o notebook e fazer outras coisas além de ficar vendo Greys Anatomy e.e
Enfim, eu espero que gostem da história, eu tinha a ideia dela pronta faz um tempo, ai eu achei um desperdício deixá-la pra lá. kkkkkk
É isso...
Boa Leitura!
Vê-la sozinha na neve me atraiu. Uma garota pequena, talvez com uns três anos de idade. Ela se destacava na neve. Suas vestes escuras e seus longos cabelos escuros se esparramavam por seus ombros, cobertos por várias e várias blusas para impedir que o frio tocasse sua pele branca, tão branca quanto a neve. Seus olhos azuis brilhavam enquanto lágrimas corriam sem parar por seu rosto. Suas mãos cobertas por luvas na cor vinho tentavam montar uma bola de neve, e nunca conseguiam.
Ver aquela cena me deixou parado na árvore sem folhas. A garota que chorava, ás vezes virava o rosto e observava outras crianças mais velhas brincando alegremente pela neve, após mandá-la para longe.
Não havia nenhum adulto por perto, a garota não tinha os braços da mãe para recorrer e só restava a mim perto da árvore.
Desci do galho e repousei na neve, ainda a observando de longe. Meus instintos diziam para seguir até ela e tentar arrancar um sorriso. Em meio aquelas lágrimas geladas, um sorriso seria perfeito. Sentia-me agoniado e quando dei por mim, já estava sem sua frente. Porém, ela não me notava, ainda chorava por não saber fazer uma bola de neve.
Fiz um miado e pude enfim atrair sua atenção. Olhei tão fundo em seus olhos tristes que ela se sentiu incomodada e fechou os olhos. Biquei em seu pé para fazê-la me olhar. Isso só fez a garotinha se encolher e se afastar um pouco.
Eu, em todas minhas décadas de vida, nunca havia aprendido a cuidar de uma criança. E os instintos humanos diziam para ela se afastar, mesmo que eu não pretendesse lhe fazer mal. Ao contrário, queria vê-la feliz.
Subi em seu joelho e ela arfou, paralisando. Fiz outro barulho e biquei a neve em sua mão, ela a soltou, ainda assustada.
Não se assuste... Eu queria lhe dizer. Eu não vou lhe fazer mal.
Mas só saia um som estranho por meu bico.
Sai de seu joelho e me enfiei na neve, fazendo um pequeno túnel e olhando para ela, depois, pulei em cima da pontezinha e caí no buraco de neve, tive que me chacoalhar para que a neve saísse de mim. Isso estranhamente a fez rir.
Peguei um pouco de neve com meu bico e fiz que caísse em cima de sua perna. Ela retirou a neve e atacou em mim. Fingi novamente cair, e me balancei, agitando as assas. Inicialmente, ela se assustou. Depois riu e tentou atacar mais neve.
Foi a forma que aprendi fazê´-la sorrir. Enfiando-me na neve e jogando por cima dela, fazendo-a rolar pelo chão e rir. Foram bons minutos ouvindo sua deliciosa risadas, eu ria por dentro.
Ela gostou quando eu voava. Agitava minhas assas sobre sua cabeça derrubando neve e fazendo seus cabelos voarem também. Tentava correr atrás de mim e ás vezes caía, mas erguia-se rindo e voltando a brincar.
A brincadeira estava ótima, eu achei que poderíamos brincar mais, porém uma mulher de cabelos negros e a pele demasiadamente bronzeada para o inverno de fim de ano veio buscá-la. Reconheci como sendo a mãe da garotinha.
– Querida, se afaste desse pombo!
Corvo. Pensei irritado.
– Pode atrair-lhe doenças, você não quer levar agulha, quer? – Perguntou a mulher pegando a garotinha no colo, a mesma fez que não com a cabeça. Afastei-me um pouco e as observei. – Vamos para casa? Tomar um banho e um leitinho quente, ok?
A garotinha assentiu e encostou-se na mãe. Enquanto elas partiam, por cima do ombro, a pequena garota me olhava. Ela ergueu sua mãozinha e acenou.
Era a hora de partir. Abri minhas assas e voei para longe, ouvindo sua voz doce e infantil se despedindo.
– Tchau, Tchau, passarinho...
Eu nunca me esqueceria daquela tarde no fim do Inverno...
Notas finais
Continuo Postando?
Doação de Capa?
kkkk
Comentem meus lindos, aguardo ansiosamente pelos comentários de vocês *-*
Beijinhos!
Fale com o autor