Doce Imortalidade
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Eu sabia que ele iria se arrepender de ter me contado tudo, sabia que ele tentaria me destruir, mais eu estaria preparada para esse momento.
Essa noite foi comum como todas as outras. Pouco movimentada, mais algo me deixava tormenta, os gritos de uma garota repleta de pesadelos. Isso feria meus tímpanos, mais eu estaria disposta a aguentar, já que eu sou uma imortal, e não consigo dormir.
Me levantei cedo e corri de camisola escada a baixo, caminhando rapidamente pelos corredores do hotel, percebi que todos me olhavam engasgados e cochichando algo como: "Será que ela ainda não percebeu que está de camisola?" e como "Que lesada, ainda não se tocou que está com essa camisola preta e fora de moda.". Mesmo assim eu não me importava com esses comentários críticos.
Ainda não fazia calor, e nem havia sinais de Sol tão fortes quanto o de ontem a tarde, isso facilitou minha vida. Destranquei e entrei em meu carro, abaixando todos os vidros, eu cantarolei uma calma melodia que minha mãe cantava para mim todas as noites. Era algo mais parecido com um: "Tralalá, lalá, lelê...", mais eu cantava tão facilmente como se eu já conhecesse a letra inteira da melodia.
Pisei forte no acelerador, girando o volante para lá e para cá. Atravessei uma estrada coberta de musgo, isso ficava atrás das montanhas Callader, de frente para um depósito velho, tão velho que eu cheguei a imaginar que isso estava ali desde a década 13. Mais na verdade só estava ali a pouco tempo, quase 2 anos.
Estacionei o carro em frente do depósito qual eu frequentei pela primeira e última vez quando eu tinha 11 anos de idade, eu ainda era humana nesse meio tempo, e isso que eu acho mais estranho. O dono desse local, disse que eu podia contar e desabafar com ele sempre, então é isso que eu irei fazer agora mesmo.
Bom, eu não quero desabafar, eu quero questiona-lo, já que antigamente ele me disse algo sobre o meu futuro e tal, como se ele já soubesse do que aconteceria comigo. E é isso então.
Bati a porta do carro e sai, saltitante vagando em direção a entrada do depósito.
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