Doce Imortalidade
10 Capítulo 9
Notas iniciais
O dono do depósito não era um bom homem, pelo contrário. Ele enquanto era jovem, empurrou sua esposa do topo de um penhasco, então ele ficou viúvo e cuidou sozinho de quatro filhos, todos meninos. O porque dele ter matado a mulher dele? Ela sabia do segredo dele, é um segredo tão cruel, que antigamente quando eu tocava nesse assunto perto dele, ele inventava uma desculpa para eu ter que ir embora da casa de praia dele.
Ele é um conhecido meu, amigo de meus falecidos avós paternos e serralheiro particular da Reabbly. Quando eu completei seis anos de idade ele me deu de aniversário uma arpa feita de pedaços de metal e vidro, eu amei, mais com o tempo, a arpa foi rachando, rachando, até que se destruiu.
Entrei no depósito assim que eu vi pelas vidraças a imagem do idoso se movimentando com pedaços de madeira na mão.
- Oscar? — Perguntei admirada.
- V-Victória? — Ele me respondeu com uma interrogação, assim que olhou para os pedaços da arpa que ele me deu em minhas mãos.
- Oscar! Quanto tempo... — Falei assim que recebi um abraço do tal.
- Você cresceu...
- Sim. Cresci.
Dei as costas para ele e me debrucei na janela, observando as montanhas de tamanhos variados que enfeitavam o pequeno bosque desmatado.
Ele se afastou de mim, acho que foi pegar alguma coisa na pequena cabana de madeira dele que ficava do lado do depósito.
Comecei a andar pelo depósito, fuçando em tudo, abri todas as gavetas, e bisbilhotei a procura de algo que respondesse minhas perguntas a respeito do idoso Oscar Scarll.
Um cheiro forte de sangue começou a se aproximar de mim, me virei rapidamente e encontrei ali, com uma faca na mão, Oscar. Ele em alta velocidade me golpeou com a faca, mais eu desviei, dando uma rasteira nele, coloquei o pé com força em seu estomago, forçando para que ele não se levantasse. Peguei a faca de sua mão e joguei pela janela.
- Por quê você fez isso? — Questionei alto.
- Você estava bisbilhotando minhas coisas! — Ele respondeu fazendo forças para se soltar. — Eu sei o que você é! Eu sei!
Arregalei os olhos.
- O que eu sou? — Interroguei-o com fúria.
- Uma imortal!!! — Seu grito raivoso feriu meus tímpanos.
Rosnei com força, mostrando minhas presas e meus olhos vermelhos. Ele havia mexido com o que estava quieto.
- Já faz um tempo que o meu segredo é muito cruel... — Ele disse. — Mais, não é tão cruel para humanos... E sim para vampiros.
- Por quê?- Perguntei franzindo o cenho.
- Não conte a ninguém... — Ele falou debochado. — Eu sou um caçador de vampiros...
De imediato, ele tirou do bolso um isqueiro, e atirou ele aceso em cima de mim. Eu cai no chão, fraca, rosnando.
Ele jogou gasolina em todos os locais do deposito, me deixando ali queimando.
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